Mostrar mensagens com a etiqueta Diário. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Diário. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sem palavras

Acordei assim, sem palavras. Estou decidido e determinado a fazer uma coisa...

Bom, ontem, o projeto que eu e o Elijah temos em mente começou a tomar forma. Está para breve a grande revelação ;)

E isso fez-me pensar imenso... Eu estou a assumir um compromisso sério com o Elijah. Se me sinto capaz de fazer tudo como deve de ser? Não, acho que há a possibilidade de cometer algum erro. Mas sei que isto que estou a viver não é um erro. E pensando em assumir... Tomei uma decisão. É possível que, dentro de pouco tempo, vá a casa da Avó L. e do Avô A. A Avó L. tem estado muito presente na minha vida e tenho um carinho muito grande por ela. Foi ela que tomou conta de mim desde os primeiros meses até aos primeiros passos na escola. Foi ela que me ensinou muita coisa - trabalhos manuais, a ler!... Gosto imenso de passar tempo lá em casa, porque sei sempre que ela acaba por contar histórias do seu tempo de jovem ou, como há pouco tempo aconteceu, mostrar fotografias antigas onde o pai está igualzinho a mim, o primo D. igualzinho ao pai dele, o Padrinho, e a Prima M., irmã do primo D, igualzinha à irmã do pai e do Padrinho, a Tia M.

Eu já falei da tia M.? Acho que sim, já mencionei no blogue que ela é uma pessoa de mente aberta, engenhosa, com um sentido de humor gigantesco!! E sempre, sempre me dei bem com ela. Aliás, a primeira coisa que fazia depois de cumprimentar a Avó L. quando chegava a casa era perguntar pela Tia M. Ora, esta conversa toda não vem sem propósito! A decisão que tomei tem a ver exatamente com a Tia M., comigo, e com o Elijah. Como eu dizia, deve estar para breve o dia em que lá voltarei a casa da Avó L., onde também ainda mora a Tia M.. O que vou fazer é o seguinte: vou pedir à Tia M. que venha comigo dar uma volta, porque há algo que lhe quero contar, apenas a ela. E depois, falar-lhe-ei no Elijah.

Eu sei que ela não tem problema nenhum com a homossexualidade, aliás, ela até já o disse em alto e bom som, e ainda me recordo da piada que ela disse: "Ora, não é que eu queira estar a ver na rua dois rapazes aos beijos, assim como também não tenho interesse em ver um casal hetero a partilhar saliva em plena via pública... Mas se é para ver duas pessoas do mesmo sexo juntas, êpá, prefiro ver dois homens, porque duas mulheres? *choca as palmas das mãos várias vezes, mantendo os dedos unidos e as mão abertas* Duas mulheres...? Não acho piada... Epá, não encaixa!!". Nada contra as meninas que gostem de outras meninas, mas têm de admitir que ela, pelo menos, deu uma boa razão para dizer porque é que não gosta! LOL Não é porque Deus não gosta, nem é porque faz delas más pessoas, é só porque "não encaixam" uma na outra! xP (Sei perfeitamente que há brinquedos sexuais para resolver esse problema, mas a piada está lá!).

E pronto, foi isso que decidi. Se estou farto de viver perante a minha família e amigos atrás das aparências, terei de tomar um passo em frente para mudar, de forma gradual, essa situação. :)

Cheers!! =D 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Bia hoje vai passar cá por casa... Pergunto-me o que ela quer?

Ligou-me e quase me rebenou o ouvido com aquele "Olááá!!!Tátudobemcomocorreuotestedequimica?vouter19ageometriadescritivatomaláediziastuqueeunãoiaconseguir!!"

Traduzindo para uma velocidade menos rápida: Olááá!!! 'Tá tudo bem? Como correu o teste de química?Vou ter 19 a geometria descritiva toma lá, e dizias tu que eu não ia conseguir!!" Enfim... É a primeira vez que vou estar com ela desde que comecei a namorar com o Elijah :$ Provavelmente vai fazer-me umas quantas perguntas... Mas pronto xP

Hoje acordei novamente com um sorriso imenso na cara, a pensar nele... Estou completa e incondicionalmente apaixonado!! Os quilómetros que nos separam não são nada para mim, comparado com o quanto ele me faz sentir bem comigo mesmo! E comparado com o quanto eu o quero fazer feliz. E, como eu já disse, aqueles que comentão: relações à distância não resultam, ou, tal como disse o anónimo também, as coisas aconteceram tão rápido; para mim só oiço "Napoleão, blah, blah, blah, Whiskers Saquetas, blah, blah, blah,".

Ultimamente os posts têm sido curtos, mas nas férias as novidades são poucas... LOL... Mas eu e o Elijah já avançámos para a frente com o nosso novo projeto, em breve saberão do que se trata ;) So, stay tuned! xP

Cheers! =D

terça-feira, 28 de junho de 2011

Agora sim, FÉRIAS!!

Hoje tive o último exame deste ano: Física e Química A. Correu-me bastante bem, só deixei uma para fazer. Acabei o teste meia hora mais cedo, o que deu tempo para divagar um bocadinho sobre ele... Agora com as férias, teremos todo o tempo do mundo um para o outro! x) [Nevermind this young lad in love... LOL].

De manhã acordei e pela cabeça passaram-me umas rimas, simples mas sinceras, e enviei uma sms ao Elijah com essas mesmas palavras. Ele gostou! x) E ainda bem que consigo deixá-lo tão bem como ele me deixa a mim. Enfim, estou numa altura gratificante e feliz da minha vida (e desta vez é genuíno!!), e espero que dure por muuuito mais tempo.

Lembrei-me agora de um assunto sobre o qual era para ter escrito antes, mas acabei por me esquecer. Como já devem saber, o estado de Nova Iorque legalizou o casamento entre indivíduos do mesmo sexo e é com uma opinião dividida acerca do assunto que festejo tal acontecimento. [Não seria de sonho, casar em Nova Iorque?! Para mim é! x). E perguntam-me: dividido porquê? Bom, primeiro, pela parte menos boa. Revolta-me um pouco que a aceitação do casamento entre membros do mesmo sexo seja de facto um acontecimento pontual que merece celebração, em vez de ser algo tão natural que as pessoas já aceitassem como algo garantido e dentro do comum... Nós não temos o direito de votar se Eles casam ou não, porque haveriam Eles de ter o direito de votar se Nós casamos ou não? Mas pronto, por outro lado, não deixa de ser motivo de celebração porque, pelos vistos, cada vez mais pessoas acreditam que o amor é igual para todos, i.e., não escolhe idades, religião, etnia, nem género. Quanto aos outros que não se apercebem desse facto? Bom, meus caros, preparem-se, porque se as coisas continuam neste bom caminho, daqui por uns anos casamento entre dois indivíduos do mesmo sexo serão algo tão natural como uma noiva caminhar em direção a um altar onde se encontra o noivo de fato a condizer.

Claro, sobre o assunto estou aberto a novas opiniões e convido-vos a partilhá-las ;)

Cheers! =D 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Quando eu pensava que os fantasmas do passado não me perseguiam mais...

Estava no msn, tranquilo. O Miguel ficou online. A conversa estava a ir bem. A dada altura, a conversa recaiu sobre as minhas novidades... Acabei por lhe dizer que tinha encontrado alguém... Ele ficou estranho, perguntei-lhe o que se passava, mas ele não quis dizer.
- Ok - disse eu, tentando ingenuamente mudar de assunto. - E então, tens novidades?
- Perdi a pessoa que amo, a pessoa que me dizia amar... Mas afinal ela estava a mentir e trocou-me por um desconhecido. Tirando a parte que fiz tudo para o ver bem, ele, em vez de ser franco comigo ao inicio, usou os meus verdadeiros sentimentos por ele, em vez de deixar as coisas como estavam. - Respondeu, pouco depois. - A minha sorte é que sou um pessoa precavida e não me deixei ir a baixo, a minha maior fraqueza é ama-lo e ignorar tudo, em vez de o deixar, mas sim, estou bem obrigado.
Senti a facada inesperada pelas costas... Mas sim, já devia esperar esse rancor vindo dele...
- Auch. - Comentei. - E e achas que eu estou bem com essa situação?
- Não sei, mas parece que sim... Para teres outro...
- Eu tive a sorte de ter alguém que me ajudou a seguir em frente. Não me sinto bem com o que fiz, e sabe Deus o quanto eu me arrependi de tudo isso. Mas conheci alguém que, apesar de saber dos meus erros, aceitou-me tal como eu era, e acabou por se apaixonar por mim. - E subitamente algo dentro de mim falou mais alto. - E não digas isso dele. Ele não é simplesmente "outro". Ele é muito mais do que isso. Porque na altura em que até mesmo eu tinha deixado de acreditar em mim próprio, ele depositou toda a sua confiança em mim. Tu devias tentar fazer o mesmo, seguir em frente... Cheguei à conclusão que não vale a pena derramarmos lágrimas pelos erros do passado - águas passadas não movem moinhos -, a única coisa que posso fazer é aprender com eles e nunca mais os voltar a cometer.
- ok, adeus! - Despediu-se simplesmente, saindo do msn.

Eu pensava que os fantasmas do passado iam demorar algum tempo a atormentar-me... Mas desta vez não me apanharam num momento de completa fraqueza! Muito pelo contrário. Eu ainda me sinto culpado pelo que fiz, e sinto até mesmo que não sou digno da felicidade que estou a viver agora. Mas não posso negar que isso é tudo superado pelo que sinto pelo Elijah, e pelo o quanto eu o quero fazer feliz! E nunca neguei os erros que fiz. Tal como aqui escrevi: aproveitei-me do que ele sentia e dei desculpas, dizendo que gostava dele e que queria namorar com ele, para que não me parecesse um ato tão retorcido. Foi um erro imperdoável que cometi, um erro de que me arrependo imenso e que não escondo, apesar de também não me gabar dele, e já não dou desculpas para atenuar as suas consequências. Não era minha intenção magoar ninguém, mas fi-lo e isso tem repercussões, e sempre as terá, na minha vida. A única coisa que posso fazer é tirar o melhor da situação, pois com isto aprendi o que fazer para evitar cometer de novo este tipo de erros com a pessoa que amo.

Apeteceu-me desabafar... Afinal foi para isso que criei o blogue... E como ele saiu de repente sem dizer mais nada (não deve ter gostado da minhas resposta...), escrevo aqui os meus pensamentos como sempre tenho feito.

O que mais me deixa irado é o facto de ele estar à espera que eu ficasse para sempre a remoer-me por dentro com o que fiz... Esperava ele que, depois de me torturar de forma atroz a mim mesmo por dentro, voltasse a ter algo com ele porque não valia a pena a dor que eu sentia por ter abusado dele?! Não sei porquê, mas fiquei com essa ideia... Pode até ser a ideia errada, mas disso eu já não tenho culpa, porque foi ele quem não me explicou se essas eram as esperanças dele ou simplesmente queria que eu sofresse eternamente pelo mal que lhe causei (e caso assim fosse, não o censuraria absolutamente nada).

A verdade é que o meu caminho estava a guiar-me em direção a uma luz. E ontem, digo hoje, que era uma da manhã, essa Estrela brilhou no meu céu sombrio e fez-me descobrir mais uma vez a felicidade. Não vou desperdiçar isso por nada deste mundo e guardarei para sempre este sentimento no coração.

Ao Miguel, resta-me dizer que espero sinceramente que ele encontre alguém que faça o mesmo por ele.

Ao Elijah, agradeço do fundo do coração por ter feito tudo o que fez por mim até agora, e deixo a esperança de não cometer com ele erro algum.

domingo, 26 de junho de 2011

De volta

A viagem de volta não correu muito bem...

O pai puxou demasiado pelo carro e, com este calor, o motor deu de si. Mas já estou em casa e sem nenhum arranhão...

Sou capaz de ainda cá voltar para escrever alguma coisa. Mas para já, vou tratar da surpresa para o Elijah ;)

25/06/2011

Este foi o momento alto do dia, apesar de ter passado o dia inteiro em passeio por Viseu, Lamego e pela Régua.

O Elijah mostrou-me parte da surpresa que tinha preparada para mim.

Chorei. Estava fantástica.

Obrigado!!

E relembrarei sempre aquelas palavras...

Agora espero pelo resto, ansiosamente!! x)

24/06/2011 [Noite]

[Deu muito que falar, por isso o post é mais comprido...]

Sinto-me tão mal... Acho que estou a entrar num estado repentino de depressão... Sinto um vazio dentro de mim, preenchido por uma batalha silenciosa constante... Não me sinto bem comigo mesmo... Acho que estou à beira de desabafar desesperadamente o que sinto aos meus pais... Estou a deixar-me ir abaixo... Tenho medo... Só quero tirar este peso de cima de mim, fazer desaparecer estas lágrimas que me escorrem - quentes e dilacerantes - pela cara abaixo. O que despoletou isto? Uma pequena discussão em que a minha mãe, após eu dizer que não queria ir às festas de S. João, me dizer: "Vais, nem que seja só 5 minutos, para o teu avô M., não dizer nada e não discutir com ninguém! Assim dás-lhe razão para vir discutir comigo, anda, só para ele ver que vais...!" E eu pensei: "O quê? Ir só para manter as aparências?! Manter as aparências... Sinto uma raiva profunda disso! Tenho de o fazer todos os incontáveis e dolorosos dias do ano! Da minha vida! Estou faro de manter as aparências, de não ser eu próprio!".

E para melhorar, o meu pai tentou usar o argumento infalível dele: "De certeza que não queres vir? Estão lá umas garinas mesmo giras...". Quando ele disse aquilo, quase me desfiz em lágrimas à sua frente, com vontade de gritar: "Não percebes que eu gosto de rapazes?! Pára de dizer essas m*****!!"

Agora, enquanto escrevo, derramo as lágrimas que não ousei derramar à sua frente...

E quero tanto aconchegar-me a alguém... Mas a única pessoa que me vem à cabeça é ele...

[Mais tarde]
Falei com ele... A tal "primeira pessoa que me veio à cabeça". Já me sinto melhor... Conseguiu fazer-me rir x)

Agora pareço uma criança, sentado à mesa, segurando o pacote do leite com chocolate com ambas as mãos, bebendo lentamente pela palhinha enquanto a mordisco...

Quando recordo a discussão, vêm-me as lágrimas ao canto dos olhos. Mas graças a ele, tenho palavras para recordar nesses momentos que me fazem sentir melhor.

Obrigado, Elijah, por seres tão bom amigo, tão compreensivo e por te importares tão pouco de me aturar xP

24/06/2011

[Manhã]
Não acordei muito cedo, para dizer a verdade. A madrinha foi quem me tirou do sono, anunciando que trouxera camisolas para eu e o mano vermos e experimentarmos. Devo dizer que adorei as t-shirts que ela trouxe!

Depois disso fui para a sala escrever um pouco... Tive uns sonhos um bocado estranhos... Levantei-me com a vontade de ir para o computador, mas o pai não está em casa e não sei onde estão os portáteis...

Na verdade, agora estou ansioso. Não sei a que horas - nem mesmo se ele vai fazê-lo - é que o meu ídolo me envia uma sms para eu lhe ligar. Será que vou conseguir que ele aceda ao meu pedido que eu lhe ando a fazer já há algum tempo...? Eu gostava de manter o meu nome, Elijah, por isso, por favor!!? haha. Logo à noite volto a escrever o que se passou durante o dia. Estou agora a escrever enquanto tenho as coisas frescas na cabeça. Ah! O J.T. ligou-me a perguntar se eu queria ir dar uma volta com ele. LOL. Respondi-lhe "Só se me quiseres vir buscar ao Norte, que eu não estou em Sintra, rapaz haha". Oh! A avó A. está a chamar para ir comer - batatas fritas!!

[Tarde]
voltei agora a casa. fui com os pais, o mano e a madrinha à Guarda. O pai comprou um fato para o casamento da prima P, e a mãe comprou um vestido.

Como combinado, o Elijah enviou-me uma sms a dizer que eu lhe podia ligar naquele momento. Assim que consegui afastar a abelha do mano e arranjar um sítio sossegado longe do pessoal, lá lhe liguei. Como sempre, fiquei nervoso, a tropecar um pouco nas palavras. ainda lhe tive de ligar mais umas vezes - primeiro só o consegui ouvir dizer "olá" antes de a chamada ir abaixo e, mais tarde, o ecrã tátil (que odeio seriamente) tornou-se uma desvantagem quando o encostei à cara...

A conversa não fui muito longa e tive de desligar para não gastar muito dinheiro. Por alturas do final da conversa, fiquei um bocadinho perdido com o som da sua voz (LOL?)... Lembro-me perfeitamente de conseguir descrever a voz do K. -calma, que transparece uma atitude ponderada sobre as coisas... -, mas a do Elijah? Nosso Senhor, que fiquei sem palavras para descrever aquela voz tão agradável ao meu ouvido.

Para que conste, odeio a letra com que estou a escrever neste caderno... tenho de a pôr toda em itálico e quase impercetivél para proteger o conteúdo deste texto de olhares curioso.

Já estou a divagar, mas enfim... Tenho de ir. À noite vamos às festas de S. João, cá na Aldeia... Mas não estou com vontade nenhuma de ir...

23/06/2011

[Nota, vou transcrever literalmente e sem suprimir nada do que escrevi no caderno que levei comigo para o norte.]

A viagem, apesar de se ter iniciado tarde, até se fez mais ou menos. Adormeci durante o caminho quase todo, e acabei a acordar entorpecido como nunca.. O resto do dia foi passado a dormir, desta vez numa cama, para recuperar da viagem, e um pouco do sono "perdido" na direta de ontem/hoje... Para ser sincero, não me arrependo nada de ter passado a noite numa conversa tão animada e com companhia deveras agradável.

Quando os meus pais souberam que eu fiz uma direta, quiseram saber o que é que eu tinha andado a fazer durante a noite. Num momento de "pânico", acabei a dizer que tinha estado a jogar... Acho que não seria muito boa ideia desabafar sobre a minha orientação sexual aos meus pais quando o pai teria 4 horas de viagem pela frente... Mas depois disso... Senti-me um bocado mal para com o Elijah, uma vez que foi com ele que estive a falar. Senti que estava  desvalorizar o momento, o que não tem nada a ver com o que eu queria fazer na realidade... Enfim...

Andei um pouco pelo quintal, onde encontrei inspiração para escrever um pouco. E, antes mesmo de escrever este texto, estive ainda com um pequeno surto de inspiração. [ Foi aqui, neste momento que escrevi algo inspirado no Elijah. Lembras-te de te ter falado nisso? ;)]

A avó A. foi deitar-se. Estou agora sozinho na sala e suspiro... Tenho esperanças que o que disseste seja verdade, Elijah, fosse verdade... Encontrar aqui o amor... Mas tenho medo disso... Sinto-me diferente, não sei explicar... Melancólico... Agora viria a calhar uma daquelas piadas de bombeiros a apagar fogos, hun? haha.

Enfim... Vou deitar-me. Apesar de ter dormido durante o dia sinto-me cansadíssimo...

Cheers! =D

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Back for a moment

Na verdade, nunca cheguei a sair... Fiz uma direta e arrastei o meu ídolo comigo! Foi a primeira direta dele! Eu já ando a estragar o rapaz, coitado... (Rapaz, como quem diz, o mio caro é mais de um mês mais velho que eu... haha).

Enfim, é hoje que vou para o norte... A vontade é pouca, mas será que conseguirei convencer o meu ídolo a aceder ao meu pedido? Please? haha.

Não há muito a dizer, ainda tenho uma viagem de carro pela frente, uns bons dias que hei-de aproveitar como fonte de inspiração... (deveria ser de estudo... Mas por mais que eu queira estudar para química, meu Deus, não consigo...).

Lá vamos para o meio das galinhas, porcos, coelhos, cães, gatos, patos, frangos... Não é que eu tenha nojo da bicharada e da terra, pelo contrário! Mas os avós nunca cá vêm, e depois queixam-se que nós (Sim, nós que não estamos reformados e temos escola/trabalho) só lá vamos muito de vez em quando... Enfim. O pai e a mãe passam paninhos quentes e eu, digo a única coisa que consigo dizer nestas situação, virando-me para os queridos ABBA: "The judges will decide, the likes of my abide"...

Mas pronto, parto dentro de horas para a Guarda (Já não digo para o Norte por causa de tu sabes bem quem... xD), e aqui ao blogue muito dificilmente virei... Mas se quiserem alguma coisa, basta mandaram um e-mail! x)

Cheers!! =D

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Crónicas de uma Saída.

Foi engraçado, ir com o A. e com o J.T. ao Fórum. Andámos por lá, fomos ver A Ressaca Parte II. O filme é idêntico ao primeiro, mas mantém a sua piada.

O J.T. anda com uns problemas com a namorada. Pelos vistos ela está prestes a cair no engano de um tipo que não tem jeito nenhum, e não dá ouvidos ao que o J.T. diz. E, ainda por cima, diz que ele é muito ciumento. Sim, ele é uma pessoa ciumenta, mas não é por tudo e por nada, porque quando tem ciúmes, tem com razão, digo por experiência própria. Mas enfim...

São dramas destes que às vezes penso duas vezes antes de desejar estar apaixonado. Lembro-me de ter dito a uma pessoa que "não deves fechar-te completamente ao amor, podes estar a escapar a oportunidade de seres feliz". Não sei se a pessoa a quem disse isso ainda se lembra de eu ter dito tal coisa... De qualquer das formas... Acho que agora compreendo o que é, querer fechar-me completamente ao amor. Acho que magoaria muito mais gente se me apaixonasse por alguém...

Já estou a divagar... Deve ser do cansaço? Hoje acordei bem, mas estou com a sensação esquisita... Sabem aquela sensação que sentem quando ouvem um fado? Aquela saudade inexplicável, que não sabem bem porque lá está, mas que vos faz querer continuar a ouvir a música até ao fim, pensar no que têm e no que gostariam de ter? Acho que é isso que sinto... Tenho de escrever qualquer coisa animada...

(Acho que o que preciso mesmo é ir comer umas colherinhas de mel... xP)

Cheers! =D
Ontem, depois do jantar, fui a casa do Padrinho. Ele faz anos no primeiro dia de verão! (Odeio o novo acordo Ortográfico... Tive de reescrever a palavra "Verão"... --')

Foi engraçado, diga-se de passagem (Apesar de ter estado boa parte do tempo a trocar sms, mas ora, isso também deu o ar de sua graça à situação :P). Assim que perdi num jogo contra o Primo D., seis anos mais novo que eu, desisti daquilo. Fiquei-me por observá-los a jogar... A reaprender, pois parece que, numa qualquer altura da minha vida, fiquei velho demais para conseguir jogar alguma coisa de jeito... Quando saímos de lá ainda fomos às compras (e o pai e a mãe quiseram à força toda que eu largasse o telemóvel [que era o da mãe...]). Quando cheguei a casa, ainda tive tempo de reparar o bom humor de uma pessoa ;)

Hoje acordei com muita coisa na cabeça...

Primeiro, acordei com vontade de trocar carícias com alguém. (Resultado das imagens que o Elijah me mostrou de "rapazes" [Leia-se tipos todos bons] em momentos de tirar o folgo e de fazer dizer "So cute :3"). Lá tive que me resumir a enrolar-me um pouco mais nos lençóis e a apartar a almofada nas minhas mãos.

Depois, recordei-me de algo que aconteceu no dia de ontem. Já se tinham passado quase dois meses. Dois meses, desde a última vez que por ali estive. E o meu pai passou com o carro mesmo lá ao lado. Fomos ao Vasco da Gama fazer compras, que ficava perto da casa do Padrinho e da Tia I.. Passei por sítios que me trouxeram recordações. Passei por aquelas escadas onde se deu aquele primeiro contato... Lembras-te, K.? x) Na altura tive um bocadinho de receio de despertar certos sentimentos... Mas quando olhei para aquele sítio, senti, não uma melancolia, como seria de esperar, mas uma nostalgia - Aquele sentimento que temos, quando recordamos algo e sentimos saudades desses bons tempos. E que bons tempos foram!

E depois de ter lembrado isso, não com lágrimas nos olhos, mas um largo sorriso genuíno na cara, sentei-me na cama. A minha mente divagou, e lembrei-me daquela canção que cantaria aos meus filhos. Aquela canção cuja letra só eu sei (para além de mais uma pessoa... ;P), e cuja melodia apenas eu conheço. Fiquei com vontade de fazer mais qualquer coisa do género.

Finalmente, fiquei assustado com um pensamento meu. Qual foi esse pensamento? "Conta hoje aos teus pais aquilo que até agora não tiveste coragem de contar". A verdade é que sempre quis contar-lhes, mas os medos das consequências levavam a melhor. Desta vez, fiquei foi assustado com o facto de estar a perder o medo dessas consequências... Estranho? Eu explico. Sem o medo das consequências, posso fazer algo de que me arrependa, e ser apanhado de surpresa com isso porque não pensara nas consequências... Mas algo dentro de mim me faz perder esse medo de lhes contar. Algo dentro de mim que cresce a cada hora que passa quer simplesmente contar-lhes. E isto adveio de uma pergunta que o meu próprio Padrinho me fez, sem se aperceber da forma como me deixou. Estava eu a falar por sms com a Bia e com o Elijah, quando o Padrinho se aproximou. "Então, andas a namorar?!". O coração caiu-me do peito e desviei o olhar do ecrã, desligando-o apressado (e estupidamente) porque estava exatamente aberto numa mensagem que o Elijah tinha mandado sobre o meu "medo de magoar alguém" [Talvez explique isto melhor, um dia, mas pronto...]. O Padrinho era a primeira pessoa que me tinha perguntado aquilo sem ser naquela forma, a que eu chamo a "Pergunta Terrível": "Tens namorada?". Estava com um bocadinho de esperanças... E respondi com a verdade: "Não, não namoro, tio! haha." Ao que ele responde: "Oh, então? Já está na altura certa!". Na minha mente ecoavam outras palavra "Já está na altura certa de lhe contar". Mas estávamos no meio da sala, rodeados de gente... Acabei por desistir. Se foi obra do acaso ele não ter referido a palavra "namorada" ou "menina", não sei, mas sei que me parece uma opção um pouco mais viável.

Odeio quando tenho estes sentimentos contraditório:
  • Gostava de amar e ser amado, mas tenho medo de magoar quem amo;
  • Gostava de seguir aquele meu sonho, mas tenho medo do desconhecido;
  • Gostava de contar aos meus pais, mas tenho medo das consequências, e quando tal não acontece, tenho medo de não as temer...
Enfim...

Cheers! :)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Exame e um pouco mais

Ontem, era suposto ir para a cama cedo. Estava a pensar em ir deitar-me às onze, para estar fresquinho para o exame de Biologia e Geologia.

As onze passaram sem eu dar por ela, de agradável que estava a conversa. Até que ele perguntou: "Já te queres ir deitar...? (Sem segundas intenções!!)". Olhei para o relógio, enquanto me ria daquela frase que, por incrível que pareça, não teria segundo significado para mim se ele não tivesse posto aqueles parêntesis. Nop, não me queria ir deitar... Queria continuar a falar com ele. Porquê?

Porque ele é a única pessoa a quem contei um dos meus sonhos mais bem guardados. Talvez por ele ter um idêntico? Não sei. Sinto que nele posso confiar como confiaria num amigo de longa data. Porquê? Por uma simples razão - Porque ele escreve.

Lembro-me perfeitamente! Eu tinha o meu blogue pessoal, e ia lá escrevendo o que sentia. A dada altura até a família sabia do blogue e já não me sentia tão à vontade para me abrir sobre o assunto. Aquele assunto que me começava a atormentar. Passei por aquela fase. Aquela fase em que me nego a mim mesmo, que me detesto a mim mesmo por ser algo que nunca quereria ser. Lembro-me que o Miguel, na altura também ele com o seu blogue, e já sabendo da minha situação, comentou que sabia de uns quantos blogues de pessoas que haviam passado pelo mesmo... Mas houve um que me cativou, inspirou... Não sei. Talvez tenha sido o fundo branco. Aquele fundo branco, com um título pintado a negro, que transmitia luz. Era para mim como que a luz ao fundo do túnel. E cada texto dele, cada palavra que ele escrevia, me fazia ver que o facto de eu ser gay, só era mau se eu e a sociedade fizéssemos disso algo mau. E por enquanto, não estava nas minhas mãos mudar o que a sociedade pensa, mas era livre de decidir o que eu penso. Não, ele não foi o único que me ajudou nesses momentos, mas foi, como eu digo, a luz ao fundo do túnel que me guiou até algo melhor. Se não tivesse sido por ele, não teria criado este blogue, falado do que falei, conhecido aquela pessoa especial que aqui responde pelo nome de K., descoberto coisas e pessoas novas como o fiz.

E isso já o tinha feito subir imenso na minha consideração. É um amigo raro de se encontrar, e uma amizade que gostaria de preservar ;)

Quando eu esperava que ele já havia feito tudo o que podia fazer para me ajudar, heis que me tenta convencer a perseguir esse sonho! E quase me consegue convencer. O que ele diz, deixa-me a pulga atrás da orelha, com a vontade realmente de perseguir esse caminho! Mas... Há sempre um "Mas" em tudo nesta vida... Não me sinto capaz de lutar. Nunca fui. Ele, por outro lado, já trava batalhas neste campo há imenso tempo! Não consigo evitar ficar orgulhoso quando digo que ele vai conseguir, e que terá sempre o meu apoio incondicional. Posso não ser um bom Guerreiro de espada em riste, mas sou um bom Mago, com os seus feitiços que beneficiam os aliados. O meu apoio gosto de dar a quem confio.

E não, não me queria ir deitar! Queria saborear um pouco mais daquela doce sensação de orgulho nele e esperança em mim... E quando dei por ela, era quase uma e meia e eu ainda ali estava na conversa! Acabei por ser eu a dizer que o melhor era continuarmos a conversa hoje.

E hoje? Acordei, oh! se acordei, uma máquina de guerra!! Ao som de Sweet Child of Mine do despertador do meu pai, corria pela casa cantando a letra que mal conheço, mas rockando sempre com uma guitarra imaginária em frente ao espelho, sacudindo o meu cabelo que, para variar!, estava apresentável. E porque fiz eu isso? Ora, porque me sentia bem?! Haha! Lembras-te, Elijah, daquele impulso de auto-estima!? Pois, hoje sinto-me assim ;P A caminho do escola para o exame, dancei pela rua fora ao som de Loser Like Me e Forget You. Quando cheguei a casa, a preparar o almoço, na cozinha eu e o meu irmão, sem nada que o previsse, desatámos em dueto a cantar It's My Life do Bon Jovi. E claro, lembrei-me de um convite que uma outra pessoa me fez para cantar um dueto... Quem sabe, talvez? xP

Quanto ao exame? Correu-me bem.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Se eu tivesse uma arma de fogo à mão...

... já tinha dado um tiro na cabeça... [Não se assustem, eu não ando com ideias suicidas, era só uma metáfora].

Falei agora mesmo com o Miguel... Aquela história toda de ter cometido um erro, bom, tinha a ver com ele. Passo a explicar rapidamente:

  1. O namoro com o K. terminou.
  2. O Miguel viu a oportunidade e "atacou"
  3. Eu deixei-me levar por uns certos desejos carnais que tive
  4. As coisas entre nós forma acontecendo e ele disse que não se importava que eu me aproveitasse dele
  5. Eu não gosto de me aproveitar assim das pessoas e pensei que, iniciando uma relação com ele, tecnicamente não estaria a abusar dos seus sentimentos.
  6. Percebi o erro que tinha cometido e que não fora a melhor solução...
Então, falei com ele. O Miguel tem uma facilidade em ler o que sinto que me assusta imenso (E esta é uma coisa que completa a pergunta que o Weasley me fez ontem: Pessoas que sabem exatamente o que sinto sem eu dizer nada assustam-me... lol). Quando lhe disse que eu não me sentia muito bem com isto, ele simplesmente disse "Pois, eu já desconfiava... Só não precisavas de o ter feito, mas pronto.". E foi aqui que me apeteceu pegar numa arma. Andei o dia todo de ontem a rebolar-me pelo chão por causa disto e afinal ele já sabia como eu me sentia...

Cheguei à conclusão que, por muito que eu gostasse de ter uma relação, por enquanto não me sinto pronto para uma relação deste tipo... Talvez surja alguém que mude essa minha sensação, mas até lá...

[Uma nota à parte... O Leitor comentou que achava que eu era maturo... Onde está agora a maturidade nos meus atos? x( Não me parece que esteja, por isso, acho que me podem atirar com tudo o que tiverem à mão...]

Falando em Inconstante?

Pois.... Hoje acordei com bom humor... Uma vontade terrível de saltar pela casa a gritar aos céus, sei lá, um Eye of the Tiger ou Another One Bites The Dust. Dados os acontecimentos dos dois últimos dias, acho que a ordem cronológica do meu organismo me está a pregar partidas. Ontem tinha muito mais razões para acordar de bom humor do que hoje!

Mas enfim... Tomei a decisão de não me preocupar demasiado com certas coisas até elas acontecerem. Claro, isso não inclui os exames. Quando penso que amanhã tenho um, dou em doido... Mas enfim.

Digam adeus! ao James depressivo! Não quero voltar aquele buraco escuro. Não vale a pena para ninguém... E o pai já me carregou o meu telemóvel, o que significa que já vou poder falar com uma quantidade desmesurável de gente sem ter de sair da secretária de trabalho. (Tenho uma para o computador e outra na outra ponta do quarto, virada de costas para a vil máquina... É uma forma fácil de não haver tentações... No entanto, acabo sempre a fazer os trabalhos em frente ao computador...)

Falando em razões para estar feliz... Tive um série de sonhos muito estúpidos, que incluíam a série Glee onde também entrava a minha stôra de Educação Física e o meu colega do lado, o Gui. Depois sonhei com morar na rua, e depois numa casa pequena cheia de tralha onde, vá-se lá saber porquê, o telefone fixo servia de antena da TV... E depois, depois sonhei com algo que... Bom, não fez sentido, ou até fez... Sim, pensando bem no que aconteceu, fez sentido. Foi um sonho um bocado explícito que quero guardar para mim devido aos intervenientes, mas pronto...

Enfim, o que importa é que não estou com paciência para me tornar alguém tristonho, como era quando comecei a escrever o Blogue. Eu agora sinto-me bem com a minha orientação sexual, já não olho para ela como uma espécie de maldição, apesar de ter certas limitações na facilidade com que falo nisso e a quem falo nisso; até agora todos os amigos a quem tenho contado têm aceite muito bem; e tenho pessoas na minha vida realmente preocupadas com a forma como me sinto. Que mais posso pedir? Não ter cometido os erros que cometi. Mas a única coisa que tenho a fazer é seguir em frente, aprender com eles, compensar o mal que fiz. Afinal de contas, errar é mesmo parte da natureza humana e eu também sou humano, também tenho direito à minha quota-parte de erros a cometer. Mas uma coisa é certa - andar a desesperar pelos cantos da casa não é solução para resolver os problemas.

Agora que tenho sms grátis de novo, o primeiro nome que me aparece na lista é o dele... Tenho de lhe contar... Enfim, veremos como corre... Provavelmente o melhor é contar amanhã? Não sei. Já estou como o outro "Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje...". Neste caso é mesmo o que devo fazer hoje...

domingo, 19 de junho de 2011

Cabeça minha que pensas demais, Cabeça minha que não pensaste o suficiente na altura certa...

Retumbante na escuridão dos meus pensamentos encontra-se sempre aquele sentimento. É frio, desconfortável. Um ser que se agiganta para lá das linhas do meu medo, atravessa-me o peito e incapacita-me. Antes ria, mas agora mal consigo fazer um sorriso que não seja melancólico. Antes cantava, mas até as notas me falham na voz já fraca e gasta. Antes desenhava, mas o caderno e o lápis caem-me no chão, tentando escapar dos meus traços escuros e rudes. Antes escrevia, mas agora as letras ficam sem significado. Antes lia, mas as palavras tornam-se disformes e fogem-me dos olhos sem que as consiga interpretar a não ser como adagas que me perfuram o peito, zombando de mim. Zombado daquilo que eu queria e já não tenho, daquilo que finjo ser a melhor opção. Mas eu sei que não é a melhor opção. Para ser franco, não é de todo uma opção. É algo com que me conformo. No entanto, agora, cada fibra dos meus músculos, cada célula do meu corpo, combatem contra mim.

É como um mau presságio que se difunde subtilmente pelas bocas das pessoas, assim é este sentimento que me consome por dentro. Semanas de tentativas frustradas de deitar para o lado os pensamentos caem agora sob os meus ombros. Sinto neles o peso de todos os erros que cometi, magoas que causarei.

Olho para aquela janela de computador com a sua fotografia. Na minha mente cruza-se a imagem da sua face retorcida de dor, raiva, desespero...

O que é feito de mim, que me deixei levar para aquele sítio de que sempre me quis manter longe?

Eu sempre dissera a mim mesmo que não me poderia aproveitar dele. Uma coisa, seria algo sem compromissos, completamente despido de sentimentos líricos. Outra coisa é quando existem sentimentos desses nutridos por uma das partes, e eu continuo em frente.

"Talvez, talvez se a relação for séria, seja melhor. Assim ele fica contente, e eu tenho o que tenho vontade de ter, sem precisar de me preocupar com o poder estar a usá-lo."

Foi isto que disse a mim mesmo. Acreditas!? Eu! uma pessoa que sempre tentou fazer o que está correto, num momento flagrante de estupidez aguda, acabou por ir pelo caminho que magoará o próximo, apenas porque não me queria sentir culpado quando estivesse com ele como nunca antes tinha estado com outro rapaz! E agora?! Agora, monkeyboy, agora tens de arcar com as culpas de teres mentido, de teres magoado!

E que sentimento é este que já não dava a face a conhecer à muito tempo? Desapontamento. Estou completamente desapontado comigo próprio. Merecia que uma multidão me chamasse toda uma gama de nomes execráveis e humilhantes. Fiz o que eu sempre pensei que nunca faria. E o que me sobre agora? Uma panóplia de incapacidades motoras.

Estou a definhar. Dramático? Talvez até esteja a ser um pouco. Mas como seria suposto sentir-me se fiz algo contra o que sempre lutei - mentir a alguém que não merecia?

Tenho exame de Biologia e Geologia esta terça-feira. Provavelmente cruzar-me-ei com ele na escola. Quanto mais depressa der o golpe de misericórdia, mais tempo ele terá para sarar... Ou para me odiar. Mas eu mereço isso, e muito pior...

sábado, 18 de junho de 2011

Quantidade ou Qualidade?

Ultimamente, a quantidade de acontecimentos tem sido pouca, mas a qualidade dos mesmos não se discute! Conversas deveras interessantes no msn, um bocadinho de jogo... Enfim, podia fazer isto todos os dias. Deitei-me de novo a altas horas da matina, mas valeu a pena. Deu para conviver um bocadinho xP

Tenho de começar a pensar em estudar, mas não tenho muita cabeça para isso. Hoje estou naqueles dias em que não me apetece fazer nada. Acho que vou é deitar-me no sofá, beber qualquer coisa fresca e ver um bocadinho de TV...

Este post está um bocadinho pobre... Mas enfim, talvez mais lá para a tarde tenha qualquer coisa mais para postar. Se não for mais, poderá ser um desenho, mas logo se verá ;)

Cheers!! :)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sabem aquela pequena expressão do "Há sempre uma primeira vez para tudo"? Oui, parece que ultimamente eu tenho sido a encarnação de tal frase... E muito mais não digo.

Ontem continuei na conversa com o Leitor. Claro, o meu querido computador, como me adora, decidiu que ia bloquear-me tudo e que não me ia deixar continuar a "conversa". Enfim. Hoje é um novo dia. E a verdade é que quando se está em boa companhia [E que boa companhia era... xP], nem se dá pelo tempo passar.

Hoje, acordei às nove, olhei para o despertador, virei-me para o outro lado e só me lembro de ter acordado de novo às onze! xP Boa vida! Férias e tal... Hehe, não é para quem quer, é para quem pode. Hoje, o Mano vai a uma visita de estudo e eu, cá fico em casa a ver navios passar... Mas pelo menos posso dar-me ao luxo de tal coisa!

E sobre hoje, pouco há mais a dizer. E que novidades há? Bem...Descobri algumas coisas que me atraem num rapaz e nas quais nunca tinha pensado muito... [Bom, excepto talvez a terceira e a segunda, mas pronto...] :
  • A voz (Há vozes que conseguem ser meesmo sensuais!)
  • A roupa interior (se lhe fica bem, mesmo com um dos pares que menos gosta, então fico doido! xP)
  • Aquela linha de pêlos que vai do umbigo em direção aos recônditos do Paraíso... É como que um caminho que marca de forma provocante a direção que temos a seguir para chegar ao Grande Prémio.
  • Se fica bem de barba, é uma mais valia! xP
Mas também (re)descobri algo sobre mim. (Cristo, e eu que dizia que lá por ser Escorpião que não era assim tão mau.) No fundo, no fundo, até gosto de ser "mau"... Em certas coisas dá sempre prazer ser mauzinho... E eu hoje não estou nada devassado, hein!? [Ah, agora é só a aprender palavras novas hehe]

Cheers!! =D

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dormi até às onze... E depois? Depois fiquei bem acordado! xP

Pois, como diria o bom do Eça se isto fosse um dos seus Romances, ontem tive uma autêntica soirée. [Não tenho a certeza se é assim que se escreve, mas o caro Leitor, deverá saber corrigir-me, caso eu esteja errado... Ele é que é bom a falar francês... Quanto a mim? Je ne parle pas français! haha]. Já lá vão os tempos em que eu ficava na conversa com alguém até às quatro da madrugada. Foi recorde! Fui deitar-me duas horas antes de os meus pais acordarem. O Resultado? Até ás onze ainda me encontrava a ressonar, que nem um rei abastado, naquele leito onde já muito aconteceu. E onde muito haveria de acontecer nesse dia... E de que ficámos a falar até Às quatro da manhã? Bom, coisas banais... Até que as perguntas começaram a ficar mais atrevidas. A dada altura já nos tínhamos posto "anatomicamente alterados". Mas enfim, sono não senti, até porque a companhia era boa.

Quando acordei, foi com o meu irmão a fazer um estrondo com a porta de casa que até fez a minha cama tremer. Voltei dos anjinhos... Ou melhor, acordei, que isto de ir parar ao céu ontem ganhou uma conotação mais retorcida com a conversa das doze badaladas após a meia-noite... Se não estão a perceber nada do que eu estou para aqui a escrever, é porque ainda estou a recuperar o sono perdido haha. Enfim, foi só o tempo de tomar banho, lavar os dentes e vestir os boxers, e o Miguel tocou à porta. E bom... Eu devia ficar bem com aqueles boxers. Não eram o par preto que me fica a matar, mas era iguais, só que cinzentos... Enfim, só sei que eu devia estar mesmo apetecível, que ele se atirou logo a mim. Daí a pouco, estávamos na cama. O tempo passou a voar, e ele acabou por ter de ir para a aula. Mas prometeu-me que voltaria. Eu vesti-me, ele saiu. Uma hora depois já cá estava de novo. Tinha saído mais cedo, mas estava cansado. O caminho é íngreme. Achei por bem que não o deveria cansar ainda mais, não fosse correr o risco de lhe dar um fanico cá em casa. Ficámos simplesmente deitados na cama, juntos um ao outro, com as pernas entrelaçadas. Não chegámos sequer a tirar roupa nenhuma.
"É estranho estar assim contigo" Comentou.
Fiquei um bocado aparvalhado, principalmente porque percebi a indireta na sua frase.
"O quê? Achavas que eu estava contigo só pelo sexo?!" Respondi, fingindo-me indignado.
"Não sei... Mas sabes que eu não me importava..."
"Mas importo eu. E não te estou a usar só para me satisfazeres. Também consigo ser romântico quando quero!"
"Ah, quem diria!" Riu-se "mas é tão bom estar assim contigo..."
"Sim, só tu e eu, nada mais. O sexo é bom, mas não é tudo!"
Ironicamente, quinze minutos depois desta conversa, e depois de termos estado a trocar carícias em silêncio, já estávamos de novo a tirar a roupa... Como digo, o sexo não é tudo... Mas é uma parte boa... Enfim. Devo dizer que quase adormeci ao seu lado. E não me importava de o fazer. É difícil de explicar o que se sente quando se está assim com alguém. Cá bem no fundo, eu próprio tinha essa dúvida, se não estaria com ele só pelo sexo. Mas eu nunca fui uma pessoa de me aproveitar dos outros. Sim, viver a minha vida em pleno, tudo bem, mas sem magoar os que me rodeiam! E a verdade é que me sinto bem assim. Se haveria alguém que me poderia fazer sentir melhor? Não sei. Já estou como o Descartes* Socrates - "Só sei que nada sei".

Cheers!! =D

*Não liguem a esta parte do Descartes, é uma piada dirigida ao Leitor ;P Ele sabe muito bem a que situação me refiro MUHAHA! xP [eu avisei que gostava de picar as pessoas... I'm a mean Scorpio xP]

terça-feira, 14 de junho de 2011

De novo juntos...

Ele trouxe o filme. E as pipocas. Finalmente, íamos voltar a estar juntos. Tentámos conter-nos. O beijo nem sequer foi trocado assim que ele chegou, só depois de ter posto as pipocas no microondas. Ele estava ofegante, tinha estado a correr para chegar a horas. Disse-lhe que não era preciso. Pus o filme a dar. Sentados no sofá, entreolhamo-nos pelo canto do olho. Nenhum de nós queria deixar de resistir e, ao mesmo tempo, apenas nos queríamos voltar a entregar um ao outro. Como da outra vez. Naquele mesmo sofá... Finalmente, ele cedeu, e beijou-me de novo calorosamente. Impulsionei o peso do meu corpo para a frente, fazendo-o deitar-se de costas no sofá. Pouco depois, roupa era atirada para o chão, com desprezo - eram aquelas barreiras de tecido que impediam as nossas peles quentes de se tocar! O filme? Ainda tentámos refrear-nos para o ver. De tronco nu, ele deitado com a cabeça no meu peito enquanto lhe acariciava os cabelos... Ainda assistimos o suficiente para ver o DiCaprio  a dar uns quantos tiros. Mas nem a ação do filme A Origem nos desprendeu um do outro. Poucos minutos depois, e estávamos de novo sem roupa. Do Sofá, fomos para a cama. As suas mãos faziam-me gemer de prazer, e quis retribuir. Quando sentiu o orgasmo chegar, gritou pelo meu nome. Beijei-o, continuando os movimentos com a mão, sentindo-o vibrar sob o meu abraço. Pouco depois, fui eu que soltei uma exclamação bem ouvida de prazer quando ele retribuiu, fazendo-me chegar a um pico de prazer que eu nunca antes tinha alcançado. Entreguei-me nos seus braços, e fomos até à banheira tomar um duche rápido para limpar a pele.

As pipocas ainda mal tinham sido tocadas. Enquanto acabava de me vestir, ia tirando algumas. E ele deu-me umas quantas à boca. Comentámos o que faríamos se aparecesse alguém ali nesse momento, conversámos sobre como seriam as coisas daqui para a frente. Como serão? Não sei. Só sei que gosto de como elas estão agora.

Passámos por muito. Fi-lo sofrer também, assim como ele também me magoou. Mas havia sempre algo a impelir-me a perdoá-lo, algo que nos fazia reaproximar inevitavelmente. E também tivemos sempre aqueles momentos bons, em que riamos juntos, comentávamos as coisas doidas que fazia-mos em conjunto com os nossos amigos.

E agora... Ainda sinto o toque da sua mão na minha, o peso da sua cabeça no meu peito. O bater do meu coração rápido. E nunca pensei que satisfazer alguém me pudesse dar tanto prazer... Ouvir aqueles gemidos, ver o seu corpo torcer-se... E saber que era por minha causa... É uma sensação nova, estranha, mas agradável.

E subitamente, este post tornou-se mais explícito do que eu inicialmente esperava... Mas enfim. Que se pode fazer?