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terça-feira, 26 de abril de 2011

Hoje falei com o Miguel. Não consigo entender pessoas como ele, apesar de tentar. Agora que conheci o amor, e que sei o quão bom é esse sentimento, apenas desejo que todos pudessem passar por ele. Incluindo o Miguel. Ontem, ele disse-me que tinha arranjado um namorado. Quando me falou nele, a primeira coisa que disse não foi o nome dele, não foi o quanto ele o fazia feliz. A primeira coisa que me disse sobre ele foi: "É rico e mora perto da praia, ganhei o totoloto *.*". Em contraste, quando lhe falei no K., a primeira coisa que disse foi: "Gosto de um rapaz, cujo nome é K., e ele faz-me sentir tão bem...". Comparei. Tirei conclusões. Mas mantive-me calado até certo ponto. Hoje confrontei-o. Perguntei-lhe se gostava do namorado dele. Ele diz que sim. Disse-lhe a que conclusões tinha chegado. Ele replicou que não andava atrás do namorado por causa do dinheiro. E depois acrescentou: " Desde que peno que sonho ser rico. O amor não paga as contas, nem viagens, nem nada.". Senti-me triste por ele pensar assim. E pareceu-me óbvio os motivos que o levavam a namorar com o pobre rapaz. Ao que ele me disse, respondi-lhe sinceramente: "o amor pode não pagar as contas, nem viagens, nem nada, mas é o amor que me traz a felicidade, o aconchego de um abraço quando preciso, os carinhos à lareira num dia de inverno. O dinheiro não te faz isso."

Surpreende-me a capacidade das pessoas de pensar desta forma. Claro, já me imaginei a ser rico, mas alcancei esse estatuto por mim mesmo, com luta. E depois, que me serviria ter dinheiro, se não é o que me faz feliz? São as pessoas que me fazem felizes, ou tristes. Tanto faz. O dinheiro? Apenas papeis coloridos e rochas da terra a que o homem deu valor para complicar a vida aos mais fracos. Apenas preciso do amor para me sentir feliz. Para ter aquele aconchego de um abraço especial quando preciso, de trocar carinhos à lareira num dia de Inverno. Para estar com o K.. Enfim, todo esse tipo de coisas que uns podem achar lamechas, mas que a mim faz o coração bater mais depressa.

O dinheiro não te compra isto...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Uma das piores coisas que me podem fazer...

Vou começar pelo início do dia... Mas para perceberem a história, tenho de voltar um pouco atrás no tempo.
Há uns tempos atrás, tive uma conversa com a Nê, bastante privada sobre muita coisa. Bem, foi já depois de lhe ter contado que sou gay. Ora, falámos de tudo um pouco, e acabámos por tocar no assunto do Miguel. Disse-lhe o que já mencionei aqui no blogue, que não olhava para ele da mesma forma que ele olha para mim e outras coisas, enfim, essa não é a parte mais importante. A parte mais importante é que eu lhe falei na forma como eu me sentia não só acerca do Miguel, como também acerca de ser quem sou.
O Miguel soube disso, por mero acaso. Mas começou logo a querer saber tudo! E há certas coisas que eu não lhe contei porque não me sentia à vontade para lhe dizer e não o queria magoar com certas informações. Mas ele foi logo falar com a Nê e teve o descaramento de dizer que tinha de saber essas coisas, e que eu não precisava de lhe esconder nada. Eu apenas lhe disse que tinha os meus motivos para não partilhar certas coisas com ele e... Bom, aqui admito, eu fui muito bruto, porque lhe disse que ele não tinha nada que se meter na minha vida, que ele não tinha nada que saber tudo da minha vida e que só voltaria a falar-lhe quando aprendesse a respeitar a minha privacidade. Mas é essa uma das piores coisas que me podem fazer: não respeitar a minha privacidade nem as minhas decisões de manter certos assuntos entre um ou outro amigo. Passei-me dos carretos, passo a expressão...
Claro, também há a agravante de que eu, ultimamente, tenho andado pouco tolerante a pessoas que façam algo de que eu não gostos... Parece irónico, já que tenho de aguentar muitas bocas dirigidas a homossexuais sem que o locutor perceba sequer que as está a dirigir a mim? Pois, mas é precisamente por causa dessas bocas que eu fiquei mais intolerante a certas coisas... Começa a acumular... Eu posso ser alguém positivo e optimista, mas não deixo de ser uma pessoa e não sou de ferro. E deixa-me revoltado não poder simplesmente ser quem sou por causa dos preconceitos da sociedade...
Falando de coisas mais leves, hoje ri-me imenso com a Jú. Quando passamos os intervalos juntos, acabamos sempre a rir com os sons duvidosos que fazemos, ou com as conversas e/ou gestos porcos que temos. E hoje aconteceu algo que acho que ela não se apercebeu... Ela pagou-me um gelado daqueles de gelo, que se tem de chupar... Pois, já estão a ver onde vai dar a conversa? E eu deixei-me levar e pensei: "caramba, vou ser quem sou, se ela achar estranho que eu esteja a falar como se gostasse de estar com um rapaz, não vou negar nada, vou ser quem sou.". E isso aconteceu já dentro da sala de aula. Ela estava com uma bola de futebol e uma de voleibol na sala, a guardá-las. Estava a segurá-las com os pés, até que eu lhas tirei e ela faz o comentário: "gostas de brincar com bolas!" Eu ri-me e respondi: "Mmm... I like banana!" Ela riu-se do comentário e começa a apontar para a sala: "olha tens ali!" E eu respondo: "A do Ed?! Nãã..." Entretanto, um colega nosso aproxima-se, e fica em pé, à minha frente, a pedir qualquer coisa ao Ed e ela diz: "ou então tens aí o D., que está mais perto... Mas também tens atrás de ti..." Ela referia-se a um colega nosso que estava a jogar no PC lá da sala e que estava por trás de mim. Eu olho para o namorado dela, que também está distraído com o jogo. "pois, porque a banana [digo a palavra banana com sotaque inglês] do Tiago já te pertence..." E ela agarrou-se a ele, a dizer que sim e eu ri-me. Nunca lhe disse que sou gay, e acho que ela não percebeu que sou... Nunca perguntou, por isso nunca disse. Mas ainda sonho com a altura em que posso falar abertamente sobre a minha sexualidade sem receio...

Me likes banana... xD [ainda bem que mantenho o meu bom-humor... não sei como sobreviveria sem ele...

terça-feira, 22 de março de 2011

Os Efeitos Secundários da Queda

Quando caí, ontem, disse que não me tinha aleijado... Comecei a sentir hoje os efeitos da queda. Tenho o ombro, as pernas e o pescoço todos doridos... E ainda por cima comecei as aulas, às oito da manhã, com Educação Física... Depois de termos feito a milha, jogado voleibol, e feito alguns percursos de estafetas estou... bem, estafado.
Daqui a um bocado tenho de voltar para a escola, para uma agradável aula de matemática. Estou tão farto das aulas... Não sei porquê mas perdi o interesse. Talvez porque é sempre mais do mesmo... Claro, dá para ter uns momentos animados com a turma, como sempre. Mas fica sempre aquele gosto a repetição... Acho que é por sentir a falta de algo. Uma relação que me alegre os dias? Mas depois tenho aqueles meus receios de não estar à altura de uma relação... Além do mais, não estou interessado em ninguém, de momento nem há ninguém interessado em mim, pelo que eu sei.
Ontem, um amigo meu (chamemos-lhe Miguel), começou a falar comigo, a dizer que havia um outro rapaz que o tinha pedido em namoro. A conversa foi avançando e às tantas, ele comentou que me tinha visto, já várias vezes com o Gui, o colega que se senta ao meu lado, já desde o ano passado.O Gui é um rapaz de estatura média-baixa, cabelos pretos, olhos castanhos, pele bronzeada. Tem dezoito anos... Já não é rapaz nenhum, coitado, e estou sempre a relembrá-lo disso. De qualquer das formas, sempre nos demos bem. E o Miguel comentou que poderia acontecer alguma coisa entre mim e o Gui. Eu respondi logo que não, que raio de ideia era essa!? O Gui é hetero, isso nunca poderia acontecer. Essa é a principal razão. Se ele é hetero, não lhe faço olhinhos. Claro, temos as nossas brincadeiras, como todos os rapazes, de vez em quando ele dá-me pancadas leves no ombro para me chamar a atenção, no gozo, ou, para eu lhe dar umas respostas tortas fingidas, sopra-me para os cabelos ou abana-me a orelha. Lol. Mas isso não significa que possa acontecer alguma coisa entre nós para além de amizade, a verdade é essa. Mas o Miguel começou a dizer que já tinha visto coisas mais estranhas, e que até há bem pouco tempo eu também dizia ser heterossexual... Enfim, um monte de argumentos inválidos, na minha opinião. Mas isso, claro está, não me passou assim á frente e fez-me pensar no tal. No Rapaz perfeito. Cheguei a uma conclusão: O Tal não é um rapaz perfeito, é um ser imperfeito, cujos defeitos amamos como se fossem qualidades, e cujas qualidades nos tocam positivamente.