Mostrar mensagens com a etiqueta Primo D.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Primo D.. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sem palavras

Acordei assim, sem palavras. Estou decidido e determinado a fazer uma coisa...

Bom, ontem, o projeto que eu e o Elijah temos em mente começou a tomar forma. Está para breve a grande revelação ;)

E isso fez-me pensar imenso... Eu estou a assumir um compromisso sério com o Elijah. Se me sinto capaz de fazer tudo como deve de ser? Não, acho que há a possibilidade de cometer algum erro. Mas sei que isto que estou a viver não é um erro. E pensando em assumir... Tomei uma decisão. É possível que, dentro de pouco tempo, vá a casa da Avó L. e do Avô A. A Avó L. tem estado muito presente na minha vida e tenho um carinho muito grande por ela. Foi ela que tomou conta de mim desde os primeiros meses até aos primeiros passos na escola. Foi ela que me ensinou muita coisa - trabalhos manuais, a ler!... Gosto imenso de passar tempo lá em casa, porque sei sempre que ela acaba por contar histórias do seu tempo de jovem ou, como há pouco tempo aconteceu, mostrar fotografias antigas onde o pai está igualzinho a mim, o primo D. igualzinho ao pai dele, o Padrinho, e a Prima M., irmã do primo D, igualzinha à irmã do pai e do Padrinho, a Tia M.

Eu já falei da tia M.? Acho que sim, já mencionei no blogue que ela é uma pessoa de mente aberta, engenhosa, com um sentido de humor gigantesco!! E sempre, sempre me dei bem com ela. Aliás, a primeira coisa que fazia depois de cumprimentar a Avó L. quando chegava a casa era perguntar pela Tia M. Ora, esta conversa toda não vem sem propósito! A decisão que tomei tem a ver exatamente com a Tia M., comigo, e com o Elijah. Como eu dizia, deve estar para breve o dia em que lá voltarei a casa da Avó L., onde também ainda mora a Tia M.. O que vou fazer é o seguinte: vou pedir à Tia M. que venha comigo dar uma volta, porque há algo que lhe quero contar, apenas a ela. E depois, falar-lhe-ei no Elijah.

Eu sei que ela não tem problema nenhum com a homossexualidade, aliás, ela até já o disse em alto e bom som, e ainda me recordo da piada que ela disse: "Ora, não é que eu queira estar a ver na rua dois rapazes aos beijos, assim como também não tenho interesse em ver um casal hetero a partilhar saliva em plena via pública... Mas se é para ver duas pessoas do mesmo sexo juntas, êpá, prefiro ver dois homens, porque duas mulheres? *choca as palmas das mãos várias vezes, mantendo os dedos unidos e as mão abertas* Duas mulheres...? Não acho piada... Epá, não encaixa!!". Nada contra as meninas que gostem de outras meninas, mas têm de admitir que ela, pelo menos, deu uma boa razão para dizer porque é que não gosta! LOL Não é porque Deus não gosta, nem é porque faz delas más pessoas, é só porque "não encaixam" uma na outra! xP (Sei perfeitamente que há brinquedos sexuais para resolver esse problema, mas a piada está lá!).

E pronto, foi isso que decidi. Se estou farto de viver perante a minha família e amigos atrás das aparências, terei de tomar um passo em frente para mudar, de forma gradual, essa situação. :)

Cheers!! =D 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ontem, depois do jantar, fui a casa do Padrinho. Ele faz anos no primeiro dia de verão! (Odeio o novo acordo Ortográfico... Tive de reescrever a palavra "Verão"... --')

Foi engraçado, diga-se de passagem (Apesar de ter estado boa parte do tempo a trocar sms, mas ora, isso também deu o ar de sua graça à situação :P). Assim que perdi num jogo contra o Primo D., seis anos mais novo que eu, desisti daquilo. Fiquei-me por observá-los a jogar... A reaprender, pois parece que, numa qualquer altura da minha vida, fiquei velho demais para conseguir jogar alguma coisa de jeito... Quando saímos de lá ainda fomos às compras (e o pai e a mãe quiseram à força toda que eu largasse o telemóvel [que era o da mãe...]). Quando cheguei a casa, ainda tive tempo de reparar o bom humor de uma pessoa ;)

Hoje acordei com muita coisa na cabeça...

Primeiro, acordei com vontade de trocar carícias com alguém. (Resultado das imagens que o Elijah me mostrou de "rapazes" [Leia-se tipos todos bons] em momentos de tirar o folgo e de fazer dizer "So cute :3"). Lá tive que me resumir a enrolar-me um pouco mais nos lençóis e a apartar a almofada nas minhas mãos.

Depois, recordei-me de algo que aconteceu no dia de ontem. Já se tinham passado quase dois meses. Dois meses, desde a última vez que por ali estive. E o meu pai passou com o carro mesmo lá ao lado. Fomos ao Vasco da Gama fazer compras, que ficava perto da casa do Padrinho e da Tia I.. Passei por sítios que me trouxeram recordações. Passei por aquelas escadas onde se deu aquele primeiro contato... Lembras-te, K.? x) Na altura tive um bocadinho de receio de despertar certos sentimentos... Mas quando olhei para aquele sítio, senti, não uma melancolia, como seria de esperar, mas uma nostalgia - Aquele sentimento que temos, quando recordamos algo e sentimos saudades desses bons tempos. E que bons tempos foram!

E depois de ter lembrado isso, não com lágrimas nos olhos, mas um largo sorriso genuíno na cara, sentei-me na cama. A minha mente divagou, e lembrei-me daquela canção que cantaria aos meus filhos. Aquela canção cuja letra só eu sei (para além de mais uma pessoa... ;P), e cuja melodia apenas eu conheço. Fiquei com vontade de fazer mais qualquer coisa do género.

Finalmente, fiquei assustado com um pensamento meu. Qual foi esse pensamento? "Conta hoje aos teus pais aquilo que até agora não tiveste coragem de contar". A verdade é que sempre quis contar-lhes, mas os medos das consequências levavam a melhor. Desta vez, fiquei foi assustado com o facto de estar a perder o medo dessas consequências... Estranho? Eu explico. Sem o medo das consequências, posso fazer algo de que me arrependa, e ser apanhado de surpresa com isso porque não pensara nas consequências... Mas algo dentro de mim me faz perder esse medo de lhes contar. Algo dentro de mim que cresce a cada hora que passa quer simplesmente contar-lhes. E isto adveio de uma pergunta que o meu próprio Padrinho me fez, sem se aperceber da forma como me deixou. Estava eu a falar por sms com a Bia e com o Elijah, quando o Padrinho se aproximou. "Então, andas a namorar?!". O coração caiu-me do peito e desviei o olhar do ecrã, desligando-o apressado (e estupidamente) porque estava exatamente aberto numa mensagem que o Elijah tinha mandado sobre o meu "medo de magoar alguém" [Talvez explique isto melhor, um dia, mas pronto...]. O Padrinho era a primeira pessoa que me tinha perguntado aquilo sem ser naquela forma, a que eu chamo a "Pergunta Terrível": "Tens namorada?". Estava com um bocadinho de esperanças... E respondi com a verdade: "Não, não namoro, tio! haha." Ao que ele responde: "Oh, então? Já está na altura certa!". Na minha mente ecoavam outras palavra "Já está na altura certa de lhe contar". Mas estávamos no meio da sala, rodeados de gente... Acabei por desistir. Se foi obra do acaso ele não ter referido a palavra "namorada" ou "menina", não sei, mas sei que me parece uma opção um pouco mais viável.

Odeio quando tenho estes sentimentos contraditório:
  • Gostava de amar e ser amado, mas tenho medo de magoar quem amo;
  • Gostava de seguir aquele meu sonho, mas tenho medo do desconhecido;
  • Gostava de contar aos meus pais, mas tenho medo das consequências, e quando tal não acontece, tenho medo de não as temer...
Enfim...

Cheers! :)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Primo

Ele é um rapaz que sempre me surpreende. Com os seus cinco anos, cá em minha casa, saiu-se com um episódio engraçado que, se já lembrei aqui no blogue, volto a reescrever:
Eu: O meu computador agora está lento...
Primo: Porquê?
Eu: Já é velho...
Primo: Compra um novo...
Eu: Não tenho dinheiro...
Primo: Pede aos teus pais!
Eu: Mas eles também não têm dinheiro! xD
Primo: Mas eles vão ao banco!
E para ele a questão estava resolvida...LOL. Esse mesmo meu primo [que é loiro, mas não é nada burro ;)] veio cá no Sábado. Estávamos no PC e, do nada ele pergunta-me:
- Na Páscoa viste a novela que deu na TV?
Eu: Novela...? Acho que não... Qual Novela?
Primo: Aquela!! Como "Mamma mia, here I go again, my my, how can I resist you"
Eu abri os olhos, escancarei um sorriso e comentei: Ha, vi! Era um filme, mas sim, vi. Gostaste de ver? E ele respondeu que sim. E começámos a cantar. Sim, adorei o file Mamma Mia! acho que é um dos meus preferidos... Enfim. Mamma Mia, é um das minhas músicas preferidas dos ABBA. As outras são The Winner Takes it All; Money, Money, Money e Honey, Honey. Eu fiquei surpreendido que o primo soubesse a música. (Bom, ele não sabe inglês, por isso não sabe exatamente cantar a letra, mas trauteia a música com o ritmo certo e as palavras que balbucia até são bem parecidas com aquilo que se ouve.). Mas então, o meu primo fez-me as delícias quando começou a cantar a Honey Honey. Decidi então ligar o meu MP4 às colunas, coloquei essa música e começámos os dois a cantar (e dançar) em conjunto ;P

E uma das razões porque tanto gosto da Honey Honey é porque me faz lembrar o K.

Honey, honey, how he thrills me 
Ah-ah, honey, honey,
Honey, honey, nearly kills me,
 Ah-ah, honey, honey.
I've heard about him before,
I wanted to know some more.
Now I know what they mean,
He's love machine
Oh he makes me dizzy!

Mas se me perguntarem qual a minha música preferida dos ABBA, de todas elas, acho que responderia, sem hesitar, The Winner Takes it All. É mais do que uma música, é uma história de uma mulher que se expressa o melhor que pode, num silencioso apelo a ser ouvida e aliviada da dor que carrega no peito. Épico, é a palavra certa para descrever. E a performance da Meryl Streep no filme ao interpretar esta canção só corrobora as minhas palavras.