quarta-feira, 6 de abril de 2011

Hard Decisions

Eu sempre soube que na vida teríamos de fazer escolhas difíceis de vez em quando... Aliás, para mim, escolher entre duas ou mais coisas sempre foi difícil, porque tenho esse terrível hábito de analisar toda e qualquer consequência ou vantagem. E hoje estive a pensar. Lembram-se, com certeza (ou não, não importa) de eu ter falado no Miguel. Ele gosta de mim, e isso já assim é há muito tempo. Sei que esquecer alguém não é fácil, mas precisa de um pouco de empenhamento, o que eu acho que lhe falta... Passo a explicar, ele já uma vez me tinha dito que me tinha esquecido, mas depois retirou o que disse, dizendo que ainda sentia algo por mim. Há pouco tempo, disse que já não gostava de mim, mas era capaz de trocar uma relação com outro rapaz se isso significasse não ter a oportunidade de esta comigo de outra forma que não como amigo. Claramente, isso demonstra algo. Poderia ser um caso isolado de uma decisão parva tomada por parte dele, mas pela maneira como me fala e pelas coisas que me diz, é nítido que ele ainda sente algo por mim. Eu sempre disse a mim mesmo que não queria nunca fazer ninguém passar por aquilo que eu passei: gostar de alguém, contar a essa pessoa e a pessoa em questão afastar-se de mim. Admito que isso tornou mais fácil esquecer o que sentia. Mas hoje decidi-me a quebrar essa promessa, porque acho que estou a fazer ainda mais mal ao Miguel se não me afastar do que se mantiver as coisas como estão. Porquê? Isso é simples. Se eu mantiver as coisas como estão, ele vai continuar a gostar de mim, a ter falsas esperanças, e ficará assim durante muito tempo. Se eu me afastar, sim vai magoá-lo, sim, vai demorar algum tempo a esquecer-me, mas também lhe vai dar a oportunidade de seguir com a vida em frente. E acho que entre sofrer um pouco e seguir em frente, e viver o resto da vida numa ilusão estacionária, acho que o melhor para qualquer pessoa é seguir em frente. É uma escolha difícil, mas necessária. E talvez eu seja o culpado disto, por ter sido ingénuo o suficiente que o Miguel me poderia esquecer mesmo que eu mantivesse aquela intimidade que tenho com ele. O que eu não vi foi que essa mesma intimidade, foi uma das principais razões que levaram ao aparecimento dos sentimentos que ele nutre por mim...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Teenage Dream

O meu dia ainda vai a meio, mas não consegui evitar fazer um update. Ora, aula de educação física, pouco produtiva fio: teste seguido de auto-avaliação. Sim, e depois, ainda tentei jogar volei, mas pus-me a cantar a Teenage Dream, e a "We are familly, all my brothers, sisters and me". Na aula de Inglês, lemos uns textos e fizemos exercícios nos primeiros quarenta e cinco minutos e começámos a ver o filme Blood Diamonds nos segundos quarenta e cinco minutos. Apareceu uma cena com o Leonardo DiCaprio em toalha... Ele tem um corpo tão apetitoso... +.+ (mas não o trocaria pelo Luke Macflarane... xD).
Ora, na aula de inglês, antes de começarmos a ver o filme, decidi guardar as minhas coisas. Eu e o Gui sentamo-nos na última carteira da fila junto às janelas. Atrás de nós fica um espaço, onde costumamos por as coisas, lá ao canto. Eu torci-me, para ir buscar a mala, e o Gui, nas brincadeiras dele, fez a minha cadeira arrastar. Eu desequilibrei-me e, para não cair, segurei-me ao que pude. Ergui a cabeça e olhei para onde eu me tinha agarrado. O ombro dele... Tinha as duas mãos apoiadas no ombro dele, e ele continuou a olhar em frente, com indiferença. E eu tenho dificuldades em explicar o que senti. Bom, há uns tempos, o meu coração teria acelerado por estar a tocar-lhe, mas acho que desta vez foi mais pelo susto de ele poder fazer alguma pergunta a que eu tivesse que responder... BOm, não importa. Depois da aula, saímos da escola, para irmos para casa. Entretanto, cruzei-me com a Nê. E ele comentou "Então, daquela fonte já não bebes tu, hun?". Ao que eu respondo "Pois, não bebo e já não quero beber...". E ele pergunta "Então porquê?". Demorei dois segundos a responder, mas na minha cabeça, o meu cérebro batalhava entre duas respostas: a) porque sou gay; b) porque desisti de perseguir algo que não ia dar a lado nenhum. Ambas são verdade, se formos a ver bem... Mas optei pela b)...
Podem achar estranho, eu estar com medo de contar... Mas eu contaria que sou homossexual se as circunstâncias fossem diferentes. E já tinha tido uma conversa semelhante com o Elijah/Patrick mas ainda ontem conversei com o K. sobre isso. Ele comentou que se tivesse um namorado, seria mais fácil de contar às pessoas e eu concordei, afirmando que, se tivesse um namorado, teria muito mais a perder em manter segredo do que se contasse às pessoas que sou gay. Porque se eu me apaixonar por alguém, essa pessoa seria tudo para mim e o risco de a perder por não me assumir, para mim não vale a pena. e pronto... oh tenho de ir fazer o almoço. Esparguete salteado com bife e cogumelos... Mmmmm... querem um bocadinho? xD

Wherever you are, whomever you are, I know you're somewhere, I know there's a Teenage Dream for me in the world. And I know I'll also be your perfect Teenage Dream.

Cheers! :D

Digam lá se ele não é mesmo um pão...? +.+

segunda-feira, 4 de abril de 2011

100!!!

Vocês provavelmente não estão a contar, mas este é o meu 100º post. Isto é obra, 100 posts em dois meses? Uou... Estou inspirado. Mas não sei bem o que dizer agora... Bom, antes de mais agradeço aos leitores, porque se não fossem vocês a ler, quem o faria? Como eu já tinha dito, se não fosse por vocês, as minhas palavras seriam perdidas no tempo, desintegradas no cosmos... E o feedback que me têm dado nos comentários é bastante compensador. E é por isso que continuo a escrever.

Bom, ultimamente também tenho ouvido muito a música E.T. da Katy Perry... Não sei porquê mas a-d-o-r-e-i a música... e o videoclipe. Tenho de admitir, Katy Perry não é uma das cantoras que mais oiço, mas ela tem músicas engraçadas que ficam no ouvido. Quantos de vocês já não deram por vós a trautear a I Kissed a Girl ou a California Gurls? Eu por vezes até me ponho a cantar a Peacock (sim, sou pervertido e então? Acho piada à música, ora! xD). Mas esta não me sai da cabeça. E há músicas que não me saem da cabeça e de que eu não gosto, como a Sex With You Is Like da Neuza (esta foi cortesia da Jú e de mais uma colega minha, que adoram a música e que até já me fizeram decorar o refrão... AAARGHH!!! Estou a ouvi-la agora a ecoar na minha cabeça!! Tenho de voltar a por a Katy a tocar... Ahhh... muito melhor! xD), ou como a Bad Romance da Lady Gaga. Não tenho nada contra a Lady Gaga, ela é uma óptima artista, uma mulher bastante talentosa mas... não é o meu género de música... e a Bad Romance dá comigo em doido! Sim, também não sei porquê, não consigo explicar... e apesar de quando a ouvir acompanhar os "raw, raw, romamaw" odeio-os. Lol. Valha-me a Poker Face... Mas esta da Katy Perry, a E.T. é daquelas que me ficou no ouvido e de que gosto! xD Por isso vou continuar a ouvir.

Hoje: teste de química... O bom disso? O Ambrósio ficou sentado à minha frente, de lado para mim, o que me permitiu admirá-lo sem ser visto... Oh my, I'm such a stalker... Anyway... O dia de hoje não foi bom nem deixou de ser, apenas foi. E não há mais nada a dizer, por agora.

Cheers!! : D

domingo, 3 de abril de 2011

Katy Perry ft. Kanye West - E.T.



Adoro não só o videoclipe como a música também. Simplesmente lindo.

aparte II

Já estou a trabalhar em novas histórias, e a tentar finalizar a história "A Maldição". Estou realmente numa "rampage" de escrita, a uma velocidade alucinante... Tenho andado inspirado... :D

Cheers!! x)

sábado, 2 de abril de 2011

Aparte

Como podem ver, o blogue ganhou uma nova cara. Apetecia-me mudar o aspecto, e encontrei este template, que me agradou. :) Espero que também gostem.

Cheers! :D

And as I was suspecting...

Pois, como eu suspeitava, as coisas não correram bem. O meu pai começou a insistir para eu me ir calçar, e eu disse que não queria ir. Bom, não disse, mas demonstrei. Após alguma insistência por parte dele, finalmente levantei-me e fiz o que nunca tinha feito. Falei com ele, enfrentando-o. Já tinha falado com ele, obviamente, para lhe contar alguma coisa, para ele me contar alguma coisa... mas era sempre troca de informações. Sempre que eu o queria contrariar, mantinha-me calado. Claro, reparei que isso só servia para o fazer ficar mais irritado. Então, como disse, levantei-me da cadeira e, como sempre faço quando estou nervoso, falei (demasiado) calmamente, exactamente com estas palavras:
- Posso apenas dizer um coisa?
- Antes de dizer o que quer que seja. - Interrompeu o meu pai. - Lembra-te que não te opuseste nem disseste nada quando a tua mãe te mandou ir tomar banho, ninguém te obrigou a ires vestir-te.
- sim, mas não era hoje que eu ia cortar o cabelo? - Perguntei.
- Pois, agora é por causa do cabelo.
Aqui tive vontade de lhe dizer "acredita no que quiseres" mas abstive-me e continuei.
- Da outra vez que isto aconteceu, tu ficaste chateado, porque eu fiquei calado, sem dizer nada. Ontem ou anteontem, eu falei contigo, disse o que achava. Contou para alguma coisa? Não. Não contou para nada.
E estava prestes a sentar-me quando ele continua.
- Então e amanhã, querias ir sair, eu não me importo de te deixar sair, mas vinhas connosco. eu não estou a pedir para vires, eu estou a pedir para vires connosco!
- Mas eu já disse que não me sinto bem no meio de tanta gente desconhecida.
- Mas eu não me sinto bem em ir sem os meus filhos!
Segunda vez que ele usa a técnica a culpa... Pouco antes tinha começado a dizer para eu ir, que as pessoas estavam a contar connosco, que investiram no almoço a contar connosco... O mais é incrível é que eu nunca tinha dito que ia, de fato, até tinha dito que não estava com vontade de ir.
- Então e porque é que não te sentes bem em ir sem os teus filhos?! - Perguntei... Estava a começar a dar uma deixa para lhe contar a segunda razão...
- Porque somos uma família! Ou só és meu filho para eu te dar de comer, pôr roupa no corpo e um teto por cima da tua cabeça?
- Não! - Aqui a minha voz sai-me esganiçada de indignação.
- Então?!
- Eu já disse, trata-se de eu não me sentir bem!
- Pois, e eu também já disse que não me sinto bem em ir sem os meus filhos.
Eu ainda abri a boca, para lhe contar que também não queria ir porque não queria confrontar vários casais felizes quando eu não podia ter o mesmo devido a quem sou, mas não devia ser mesmo a altura, porque ele deu meia volta, sem dizer mais nada, sem me deixar dizer mais nada, e saiu.
eu ter-lhe-ia dito que estava a fazer uma má comparação com o eu ir amanhã sair com a Bia e o JT, porque é completamente diferente sair com duas pessoas que conheço à onze anos do que sair com mais de cinquenta que não conheço de lado nenhum. E seria também muito diferente de ir a um jantar de família, ir tipo ao restaurante com os meus tios ou os meus avós, ou ir jantar a casa deles... Isso é jantar de família e aí poderia sentir-se mal sem ir com os filhos que são família... Agora, ele vai a um jantar de amigos deles! Eu não me importo de não levar os meus pais a sair com os meus amigos, caramba até agradeço que eles não venham. Ok, não é uma boa comparação, admito... Mas onde quero chegar é que, lá por sermos pai e filho, não significa que tenhamos de ir às mesmas saídas de amigos, ainda por cima com os amigos do outro que não conhecemos. Neste momento, nem sei bem como me sinto. Tenho vontade de berrar de irritação por ele ficar chateado comigo até mesmo quando sou honesto e directo, e vontade de chorar por perceber que se for honesto e directo com ele, me posso vir a magoar... E essa é a pior parte, que me faz relembrar ainda mais vivamente porque é que eu tenho tanto receio de contar aos meus pais que sou gay. Isso vai contra o que eles acham normal. Sei disso, porque oiço os comentários desdenhosos que fazem sobre os homossexuais. é terrível, estar a jantar, em frente ao teu pai, e, de repente, ao falar sobre a minha vida, ele acaba a mencionar o Miguel (que tem os tiques, se é que me entendem... Diga-mos que a sua postura faz as pessoas desconfiar...), e a dizer: "Vê lá, não vires para o lado errado haha !". Essas coisas deitam-me abaixo. e eu ainda pensava, defendendo-o: vá lá, ele só diz isso porque não sabe que tem um filho gay... Mas depois à pequenas coisas que acontecem ou que ele diz que me fazem querer ainda mais esconder o que sou... 


Acho que bati no fundo.

Aniversários de Casamento....

O fim de semana não parece começar muito bem... Hoje, um casal amigo dos meus pais organizou um almoço para festejar o aniversário de casamento. Ora, eu não estou muito inclinado para ir. Primeiro, porque não me sinto à vontade no meio de multidões (sei que vai bastante gente), e depois, ainda menos confortável fico quando não conheço nem meia dúzia de pessoas que lá vão estar. Nem quando os meus amigos me convidam para sítio assim com muita gente que me é desconhecida, eu recuso. Tentei explicar isso aos meus pais, mas parece que eles não querem ceder. Houve já uma vez em que uma situação do género aconteceu e eu não fui; recusei-me a ir, aliás; e eles ficaram desiludidos. O que é sempre ótimo... E depois há uma outra razão... Eu assumi-me perante mim mesmo há pouco tempo, não gosto da ideia de não poder ter uma relação com outro rapaz, pelo menos não tão descontraída como se fosse com uma rapariga, e ainda por cima, vou para um sítio onde vão estar só a falar do tempo lindo que o casal passou junto, da felicidade que partilharam, do amor que ainda sentem um pelo outro... Quando eu não posso fazer o mesmo! Esse é outro fator que me faz sentir mal comigo mesmo e com o mundo em meu redor. Claro, essa segunda parte não é muito aconselhável contar aos meus pais, pelo menos por enquanto e ainda por cima netas circunstâncias de stress em que se dizem coisas que não se deve e que não se sente realmente. Ou que se sente realmente e que não queremos que se saiba... Claro, por outro lado não quero desiludir de novo os meus pais. Mas ainda me sinto pior em ir. Estou com medo de abater por completo, e perto disso já eu estou. E certas situações não ajudam em nada estes meus sentimentos reprimidos. Esta é uma delas. eu nunca fui um tipo extrovertido, apesar de ter facilidade em fazer amigos. Mas eu não sou daquele tipo de ter facilidade em fazer amigos porque vou alando com toda a gente que vejo na rua: sou mais do tipo de esperar que as pessoas venham ter comigo. E, como já disse, não me sinto confortável nas multidões... Sinto os olhos em cima de mim, como se todos me estivessem a observar, a testar... Paranóico? Nop, só um pouco envergonhado. Sim, porque ás vezes, mesmo quando são as pessoas que vêm falar comigo, eu fico um bocado calado, vou conversando, mas mais ouvindo. Prefiro ouvir do que falar. Gosto de ouvir as histórias de vida das outras pessoas. De qualquer das formas, hoje a minha mãe, uma das primeira coisas que me disse foi: "Não te esqueças que hoje temos o aniversário!" E eu respondi: "oh, olha, eu já disse o que te tinha a dizer." E ela exclamou logo: "Pois! E eu também já disse muita coisa! É incrível, é sempre a mesma coisa!". Obrigado mãe por compreenderes como me sinto... E depois ainda me pergunto porque é que tenho tanto medo de lhes contar que sou gay...
Vou terminar por aqui... Daqui a pouco devo ir cortar o cabelo (melhor dizendo, a juba, que isto já está um bocadito para o grande...).

Cheers! :)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Oh, o Calor e o Sol, finalmente!!!

Hoje o dia esteve anormalmente quente e solarengo. Anormalmente, digo, comparando com os dias que têm decorrido. Para a semana acabam as aulas, ainda que temporariamente... E hoje, como o calor apertou, só me apetecia estar na praia, o que provocou uma falta de motivação e de atenção nas aulas. Estive a ajudar alguns colegas meus a terminarem o trabalho de casa de português e pouco mais de produtivo fiz. A correcção do teste intermédio de Biologia trouxe consigo uma notícia boa, das duas turmas de 11º ano do professor, a minha nota era a segunda melhor. Agora, para não pensarem que me estou a gabar, a melhor nota foi um 15, e a minha esteve lá perto... Quinze é bom, mas não tão bom como dezassete. Bem eu digo, onde me fui enfiar? Porque é que eu não fui para artes??!! Bom, mas agora as decisões estão tomadas e suspensas até finais de agosto... Até saírem as últimas pautas deste ano, vou manter em aberto as opções, depois, consoante os meus resultados, mudarei de área, ou continuarei em ciências.
Hoje na aula de Inglês senti-me mal. Já há muito tempo que isso não me acontecia. Devia ser da tensão baixa, de ter tido aula de educação física, com o calor a apertar e não ter comido grande coisa... Mas saí um pouco para arejar, aproveitei e comi uma merenda e senti-me melhor. Eu acho que tenho problemas de tensão baixa... Nunca fui ao médico por causa disso, mas lembro-se de uma vez os meus pais estarem a experimentar o aparelho de medição da tensão, e terem testado em mim, depois de terem verificado que os seus níveis estavam saudáveis. O meu pai olhou para o mostrador, e fitou-me de olhos abertos, espantado e perguntou: "filho, tu consegues levantar-te?". E eu respondi: "sim... Não me sinto mal...". E ele informa-me que "com a tensão assim tão baixa não deverias sequer de te aguentar em pé!". Pois... Mas eu não me sentia mal nem nada que se pareça. Claro, que depois de eles me terem assustado com aquela conversa, não me conseguiram voltar a medir a tensão até umas horas mais tarde. Aí, já deu valores normais, felizmente.
Bom, e assim termino o relato de um dia pouco movimentado...

Cheers!! : D

quinta-feira, 31 de março de 2011

O dia de hoje foi monótono e bom para estar na praia. Tempo solarengo e abafado... Estive sempre a imaginar as ondas a rebentarem na areia da praia. Bah, e acabei de novo a apreciar os rapazes giros. Que foi? O que é bom é para se ver, não? x)
Não voltei a ver o rapaz parecido com o Mitch Hewer, mas tive aulas com o Ambrósio, que se sentou no lado oposto ao meu da sala... Anyway. Hoje fui com a minha camisola branca às riscas azuis tipo marinheiro, com os meus calções, e os meus ténis brancos, pretos e azuis... Eu sou um amante do Azul... mas disseram que eu estava giro :D Isso são boas notícias! Bom... o único pormenor é que foi uma rapariga que o disse... Mas elas costumam saber o que dizem, não? x)
A aula de português foi a única que passou bem depressa. Fui quem teve melhor nota no teste de escrita. O Gui comentou que eu era quase um pro, apesar de já não treinar há muito tempo. Eu respondi que ainda treinava. "Mas não disseste que já não lias nenhum livro há imenso tempo, sem ser nas aulas de português na oficina de leitura?" - Perguntou. Eu olhei para ele e respondi: "Sim, já não leio há muito, mas isso é treino teórico, refiro-me ao treino prático: escrever. Eu estou sempre e constantemente a escrever.". Ele olhou para mim, curioso, mas a conversa ficou-se por aí.
Hoje o Gui quis brincar um bocadinho com o meu relógio, na aula de química (e esqueceu-se de desligar o cronómetro, que ficou a contar o tempo durante oitenta minutos... -.-). Não que isso importe imenso... São as pequenas coisas que ele faz que me cativam. Não consegui deixar de entrar na brincadeira. Mas depois olho para mim mesmo e repreendo-me por estar a permitir que esse sentimento se desenvolva quando apenas vai dar a um beco sem saída. Farto de bater com a testa em paredes de tijolo estou eu, muito obrigado, não preciso de mais nenhuma na minha vida.
Ainda há pouco tempo alguém comentou que eu não ia ao meu blogue há quase um mês. Sim, eu tenho um outro blogue. Eu comecei a escrever nele... em julho de 2010, creio... Sim, foi isso. Primeiro nem sabia o que lá pôr, mas depois comecei a fazer daquilo um diário. Contava o meu dia, os meus pensamentos. Entretanto, os meus pais descobriram o blogue, e, qual incêndio a deflagrar por uma floresta, essa notícia chegou aos ouvidos de toda a minha família.Claro, comecei a ter um bocadinho de mais cuidado com o que dizia, porque não queria ter os meus pais a chatearem-me para que eu falasse com eles sobre algum desabafo menos agradável que eu fizesse. Pouco tempo depois disso... Diria uns dois meses, comecei a ter dúvidas sobre a minha sexualidade. Uns quatro meses de dúvidas depois, já eu tinha a certeza de que era gay. E duas ou três semanas a seguir, acabo por criar este Blogue. Ultimamente, tenho dado mais atenção a este blogue, porque me sinto mais à vontade em escrever para pessoas que me compreendem, apesar de não me conhecerem pessoalmente, e que têm a oportunidade de me ir conhecendo aos poucos sem formar ideias previamente adquiridas sobre mim, como a minha família e o meu grupo de amigos tem... Enfim, vivo uma vida dupla: de dia sou o rapaz que todos conhecem, e em casa também, mas no meu quarto, passei a ser apenas e somente o Ragdoll.

Cheers! : D
Hot Guy

quarta-feira, 30 de março de 2011

Hoje voltei a cruzar-me com o rapaz parecido com o Mitch Hewer. Mas desta vez foi ao portão da escola. Eu ia a sair, e ele a entrar. Tive de me virar de frente para ele, para passar pelo portão de lado, dando espaço para passarmos ao mesmo tempo. Não consegui focar os olhos dele, tive de virar a cara, escondendo-a na minha boina... Mas fiquei a meia dúzia de centímetros dele... Ai, vida.
Está a ser cada vez mais difícil viver com a frustração, o segredo, o sentimento de solidão... Principalmente com os comentários que fazem sobre homossexuais... Não só no meu ambiente social como familiar, é mau ouvir certas coisas. Claro, não sou o único a passar por isso. Mas sinto que as coisas estão para ficar assim indefinidamente.
Tenho andado vago... Inspirado para escrever, sim, mas um bocado mole... Não sei. Eu sou estranho no que toca a ficar irritado. Em vez de ficar exaltado, fico calmo, pensativo, metódico... Ia acrescentar perfecionista, mas isso sempre fui. Apenas piora quando estou assim.
Mas cá continuo a ver o tempo passar, a ouvir o incessante tic tac do relógio...

terça-feira, 29 de março de 2011

Aparte

A partir de hoje, vou escrever no blogue de acordo com o novo Acordo Ortográfico. Peço desculpa aos leitores que se mantêm fiéis à forma antiga de escrever, até porque eu próprio adoro o antigo acordo... Mas esta revolução tem a sua razão de ser. Eu tenho de me habituar a escrever da nova forma porque a partir de Setembro deste ano, na minha escola, passa a ser permitido apenas o Novo Acordo, quer isto dizer que se eu escrever "actor" em vez de "ator", "acção" em vez de "ação", "Egipto" em vez de "Egito", "Neo-Realismo" em vez de "Neorrealismo", ou "assimptota" em vez de "assimtota"[Lê-se assim-tu-ta], tenho um erro em qualquer teste. As duas últimas palavras podem ser-vos estranhas, mas eu conheço-as bem... Têm a ver com a matéria de português (no caso de Neorrealismo) e de matemática (nomeadamente reta assimptota).

Se, enquanto estiverem a ler isto, pensarem: que raio... Estas palavras sem o "c" e o "p" ficam tão estranhas! Então imaginem eu, que tive de verificar cada vez que escrevia para ver se tinha escrito bem (no novo acordo) ou mal...

P.S. :Odeio o Novo Acordo Ortográfico!!
Hoje estive um pouco ausente do mundo que me rodeava. Estava com o meu grupo de amigos, mas sem conversar. A minha cabeça divagava. Pensei em imensas coisas, incluindo algumas séries televisivas... Como Skins, ou As The World Turns (Que foi a primeira série americana a ter no ar, durante o período diurno, um casal de gays, o Luke Snyder e o Noah Mayer). Isso fez-me pensar, novamente, como seria ter um namorado. E, em última instância, fez-me imaginar a ser um ator/cantor conhecido. Claro, isso não vai acontecer, primeiro, porque não tenho jeito para representar, segundo porque não tenho jeito para cantar.
Na aula de Filosofia, a coisa agravou-se imenso. Primeiro, porque a stôra não conseguia pôr ordem na pocilga, e depois, eu não estava nem para ali virado. Comecei a divagar, com o Gui ao meu lado... E uma colega minha acordou-me das minhas fantasias, pedindo-me para estar atento na aula, para depois a poder ajudar com o trabalho que tinha para fazer de filosofia. Eu abracei essa motivação para tomar atenção à aula. A parir daí foi sempre a abrir.
Ontem decidi fazer o download de um filme: Devil. Yep, aquele filme de terror em que cinco desconhecidos entram num elevador, mas entre eles está o próprio demónio. Fiquei intrigado e acabei por resolver ver. Mas vou esperar mais um pouco, para aumenta o suspense de ver o filme a alas horas da noite, aproveitando que amanhã apenas entro às 15h.
Entretanto, acho que vou trabalhar na minha próxima história... E posso adiantar que... Ainda não vou adiantar nada :P

Cheers!! : D 

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ambrósio, apetece-me algo...

Hoje foi a primeira vês que o Ambrósio me falou. Passo a explicar: Ele é um rapaz do décimo segundo que está a fazer melhoria a Química nas minhas aulas. E ele é cá um pão! Atlético, bem constituído, de ombros largos, músculos definidos (devem estar a perguntar-se como é que eu sei que ele tem os músculos definidos... Andei a espiar as fotos do facebook dele, tenho de admitir... xD) Cabelo castanho que dá um jeito raro, que todos adorariam que o seu próprio cabelo fizesse... E Tem um olho de cada cor, um castanho e outro azul. Eu acho piada a esse facto. Bom, retornando ao que eu estava a contar, hoje comprei um saco de caramelos. Na escola, um colega meu chamado Ed, roubou-mo e fugiu. Ele parou em frente a um grupinho da turma. E quem lá estava no meio? O Ambrósio! Primeiro ele pensava que o saco era de um outro rapaz com quem ele adora embirrar. E ele disse-me isso. Ao que eu respondi: "Mas podes tirar, se quiseres, tenho aí bués...". E ele olhou directamente para mim, com aqueles olhos... Ui, foi demais. E depois ainda voltei a trocar umas palavras com ele na aula, porque uma colega minha que estava sentada na mesma bancada do laboratório que ele pediu-me mais caramelos. Eu levei uma mão cheia e, quando passei por ele, perguntei: "Também queres mais um?" E ele aceitou. Ele aceitou o meu caramelo!! Oh, deuses, pareço uma rapariga de quinto ano -.- Lol. Fiquemos por aqui: Ele é giro, e todo bom. Mas é hetero. Não há bela sem senão... Também seria areia demais para a minha camioneta.
Mas este Não foi o único episódio em que vi um rapaz giro. No intervalo anterior ao acontecimento dos caramelos, fiquei com um grupo da minha turma, abrigado da chuva. Por trás de uma colega minha, a Jú, que já mencionei antes aqui no blog, estava um rapaz meeeesmo giro, faz mesmo o meu estilo. Era da minha altura, com o cabelo curto, castanho-claro, olhos verdes, cara mesmo fofa. Opá, ele é giro, pronto. E fiquei a observá-lo, fingindo que estava a olhar para a minha colega. De repente, os nossos olhares cruzaram-se e eu desviei a cara, rapidamente, fingindo estar a olhar para a colega que estava ao meu lado a falar. Foi por um triz... mas a cara dele, fez-me lembrar alguém... E descobri com quem era parecido, com o Mitch Hewer, actor da série Skins, que, curiosamente, interpretava o papel de Maxxie, um adolescente gay.
Bom, hoje o dia esteve uma autentica porcaria, sempre chuvoso. Yep, eu odeio chuva. Mas ao menos deu para apreciar umas boas vistas.

Mitch Hewer


domingo, 27 de março de 2011

De Volta

Fiquei um fim-de-semana inteiro longe da internet. Foi uma tortura. Mas nem sempre... Faço um breve resumo do que se passou:

Sábado
Fomos logo de manhã à praça, comprar fruta. Depois disso, voltámos a casa. Durante a tarde fomos ao Vasco da Gama. E cruzei-me com um rapaz que tinha mesmo pinta de modelo!! Juro! AS roupas que levava acenavam-lhe tão bem. Era uma camisola sem mangas azul clara, depois, por cima, uma camisola com decote largo, azul-escura e um casaco por cima que lhe ficava... Aiiii! E tinha os olhos verdes, cabelos pretos. Era mesmo um bom pedaço. Passei pela Fnac e comprei o jogo Deadrising 2

Domingo
Não estive consciente até ao meio dia. A minha avó lá me tirou do meu sono prolongado e fui tomar duche. Comi e fui ler um pouco. Acabei por me decidir a escrever, e terminei a história aqui do blogue. [Depois vou postado]. Entretanto, por volta das três, o meu pai veio-nos buscar e fomos à festa de anos de um primo. Jogámos às escondidas até ás seis e meia e às sete já estava de novo em casa. Até às oito fiquei a jogar Deadrising 2. E depois vim para a net e descobri que um dos meus blogues preferidos já não existe... Mas pronto, são coisas que acontecem.

E agora resta dizer que estou de volta. x)

Cheers! : D

sexta-feira, 25 de março de 2011

O saco dos caramelos está quase a acabar. Tenho tentado controlar-me, mas não consigo... Antes perder o controlo com os caramelos do que noutras situações, como por exemplo hoje. Para mim, dias de Educação Física são sempre festa... Adolescentes nus no balneário, olhares discretos... De qualquer das formas, o dia de hoje não foi excepção... Nem todos os rapazes são ao estilo deus grego, nem é preciso ir mais longe do que olhar para mim para perceber isso, mas devo admitir que à um bom par de bonzões lá no sítio... -.- É como digo, pareço uma cadela com o cio...
Hoje, na aula de educação física estive a ajudar dois colegas meus (o tal rapaz de quem falei no post anterior, o Gui e o Tiago, o namorado da Jú) a fazer o salto ao eixo no boque em posição transversal. Tínhamos de saltar por cima daquilo ao comprido... Sou um dos únicos que consegue saltar assim.
A seguir vou ter teste de matemática e depois volto a casa para preparar as coisas que quero levar para o fim-de-semana que vou passar em casa dos avós. Terei de levar Os Maias para ver se avanço um pouco mais na leitura, até porque está a ficar interessante. Quase de certeza que enquanto lá estiver vou com a minha tia ao Centro Comercial Vasco da Gama, e sou capaz de levar o meu dinheiro. Tenho de comprar um casaco mais leve para os dias mais frescos da primavera e do verão, se calhar uma ou outra t-shirt/camisola... Inda não sei... Mas estou à espera que comecem a vender calções na Pull&Bear. Eu só tenho um par de calções que me serve :C
Por isso, este fim-de-semana provavelmente não vou poder ir ao blogue... MAs na segunda-feira cá voltarei. E hoje à tarde, como não tenho as duas últimas aulas e ainda venho a casa antes de seguir para Sacavém, sou capaz de postar um novo capítulo da história A Minha Melodia

quinta-feira, 24 de março de 2011

Oh Dear God...

Um toque. Nada de mais. Parecia-me ao início. Um sopro. Nada de mais, parecia-me ao início. Outro toque sem motivo, apenas pela diversão de me chamar a atenção. Eu sorrio-lhe, perguntando o que quer. Ele responde que não quer nada, ri-se. Volto a tomar atenção à aula. Um sopro agita-me os cabelos. É ele de novo. Reviro os olhos com aborrecimento falso e pergunto-lhe o quer agora. Ele volta a responder que não quer nada. Ele passa por trás de mim. Sinto a sua mão tocar-me levemente no ombro para eu me chegar à frente. Arrasto a cadeira, imaginando-o a caminhar. Entretanto, com a sua demora, volto a ir um pouco para trás. Ele retorna, e pede-me licença para voltar a passar para o seu lugar. Desta vez levanto-me, dando-lhe passagem. Sinto o seu corpo junto ao meu. Nada de mais...? E ele faz o que tantas vezes fez, pede-me ajuda. Eu explico, aproximando a minha cara um pouco mais da dele para conseguir ver o caderno a partir da sua perspectiva. Hesito um pouco, mas consigo explicar-lhe o exercício, com um sentimento gratificante de o ter ajudado. Nada de mais...? Na aula seguinte, um pequeno toque. Uma conversa às escondidas da professora. As nossas caras próximas, para não termos de falar demasiado alto. O meu coração perde o seu domínio. Pouco tempo depois, ele chama-me a atenção. Paro de fazer o exercício. Ele aproxima a cara da minha, inclinando-a um pouco para a esquerda, olhando-me nos olhos. Perco a minha pulsação. A vontade de o beijar impele-me um pouco para a frente. Mas resisto. Não posso fazer isso no meio da aula! Ele continua a fitar-me. Eu, já em pânico, pergunto-lhe o que se passa, sorrindo nervosamente. Ele continua a olhar. Apercebo-me que ele quer que eu olhe para algum lado. Um pouco para a esquerda? Eu viro-me nessa direcção. Ele queria chamar-me a atenção para a posição comprometedora em que a professora estava, mesmo ao meu lado. Rio-me da piada privada entre nós. E ele comenta: "Ahahah, já nem preciso de te dizer nada, parece telepatia". Eu fico com um sorriso amarelo. Se ele soubesse que eu desviara a cara não apenas por saber o que ele me queria dizer com os seus olhos castanhos, mas também para resistir à tentação, não diria aquilo. Penso no que me disseram. Que eu ainda ia acabar a sentir algo por ele. Penso no que respondi, que isso era impossível. Penso que aquilo era apenas da minha imaginação, porque até agora não tinha pensado nisso. Ele pega-me no pulso, para ver as horas pelo meu relógio. Ele começa a mexer, tentando ajeitar melhor o aparelho para conseguir ver as horas. Ele demora um pouco a contar os minutos... Tem um bocadinho de dificuldade em ler as horas em relógios analógicos porque está habituado aos digitais. Sorrio carinhosamente ao relembrar a sua pequena batalha contra os ponteiros sempre que tenta ver as horas a partir do meu pulso. O meu coração acelera. Finjo que estou a continuar a fazer o exercício, mas a minha mente enevoada gravita em direcção à imagem dele. A minha pulsação aumenta. Começo a sentir receio, a pensar «Oh deuses, ele tem o meu pulso na mão dele, vai sentir a pulsação mais rápida, vai perceber que algo não está bem...». Imagino-me a agitar a cabeça, para sacudir aqueles pensamentos. Não posso sentir isso... Deve ser só imaginação... Mas quando o outro me segurou o braço, eu não senti nada. Quando ele me segura o pulso, consigo sentir os seus dedos cuidadosos tocar cada ponto da minha pele. Não... Não posso. Tenho de esquecer o que se passou... Afinal, não foi nada de mais...?

terça-feira, 22 de março de 2011

Falling in...

Foi repentino. Eu já esperava este momento. Após os momentos de inspiração, acontece isto. Comecei a aperceber-me quando olhava para uma folha em branco e não conseguia desenhar nada. Nem mesmo rabiscos. Eu queria desenhar, mas não tinha nada cá dentro para passar para o papel. Decidi desistir e afogar-me em caramelos. E os caramelos são bons. Por momentos, pensei que fosse conseguir. Mas não. É como uma bomba com um rastilho. Uma pequena faísca e boom! A pequena faísca? Traído pela minha banda preferida. Comecei a ouvir a Lithium, dos Evanescence. AS recordações passaram-me aceleradas pela cabeça. A música fala da tristeza que não conseguimos largar, que tentamos fazer com que não nos consuma. Na música, finalmente, ela canta que se deixou levar e que se libertou. Mas eu senti um peso cair-me em cima. Um peso esmagador. Como se as informações recolhidas e vividas ao longo destas semanas me tivessem caído nos ombros todas ao mesmo tempo. Senti-me em baixo, vazio, sozinho, perdido, abandonado. Toda uma panóplia de sentimentos melancólicos e menos bons. Sobra ainda um pouco de espaço para a esperança de melhorar. Sinto que já gastei todos os risos que conseguia dar.

Os Efeitos Secundários da Queda

Quando caí, ontem, disse que não me tinha aleijado... Comecei a sentir hoje os efeitos da queda. Tenho o ombro, as pernas e o pescoço todos doridos... E ainda por cima comecei as aulas, às oito da manhã, com Educação Física... Depois de termos feito a milha, jogado voleibol, e feito alguns percursos de estafetas estou... bem, estafado.
Daqui a um bocado tenho de voltar para a escola, para uma agradável aula de matemática. Estou tão farto das aulas... Não sei porquê mas perdi o interesse. Talvez porque é sempre mais do mesmo... Claro, dá para ter uns momentos animados com a turma, como sempre. Mas fica sempre aquele gosto a repetição... Acho que é por sentir a falta de algo. Uma relação que me alegre os dias? Mas depois tenho aqueles meus receios de não estar à altura de uma relação... Além do mais, não estou interessado em ninguém, de momento nem há ninguém interessado em mim, pelo que eu sei.
Ontem, um amigo meu (chamemos-lhe Miguel), começou a falar comigo, a dizer que havia um outro rapaz que o tinha pedido em namoro. A conversa foi avançando e às tantas, ele comentou que me tinha visto, já várias vezes com o Gui, o colega que se senta ao meu lado, já desde o ano passado.O Gui é um rapaz de estatura média-baixa, cabelos pretos, olhos castanhos, pele bronzeada. Tem dezoito anos... Já não é rapaz nenhum, coitado, e estou sempre a relembrá-lo disso. De qualquer das formas, sempre nos demos bem. E o Miguel comentou que poderia acontecer alguma coisa entre mim e o Gui. Eu respondi logo que não, que raio de ideia era essa!? O Gui é hetero, isso nunca poderia acontecer. Essa é a principal razão. Se ele é hetero, não lhe faço olhinhos. Claro, temos as nossas brincadeiras, como todos os rapazes, de vez em quando ele dá-me pancadas leves no ombro para me chamar a atenção, no gozo, ou, para eu lhe dar umas respostas tortas fingidas, sopra-me para os cabelos ou abana-me a orelha. Lol. Mas isso não significa que possa acontecer alguma coisa entre nós para além de amizade, a verdade é essa. Mas o Miguel começou a dizer que já tinha visto coisas mais estranhas, e que até há bem pouco tempo eu também dizia ser heterossexual... Enfim, um monte de argumentos inválidos, na minha opinião. Mas isso, claro está, não me passou assim á frente e fez-me pensar no tal. No Rapaz perfeito. Cheguei a uma conclusão: O Tal não é um rapaz perfeito, é um ser imperfeito, cujos defeitos amamos como se fossem qualidades, e cujas qualidades nos tocam positivamente.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Adrenalina?! Não, obrigado, já tive a minha quota parte...

A semana começa-me bem... Explico porquê. Perto da minha escola, existe um Lidl, onde de vez em quando o pessoal vai comprar o lanche (sai mais barato do que no café, e os morenazos (bolachas tipo filipinos) são uma das perdições da turma, para além das Pringles. Adiante, eu e a Jú, a namorada do Tiago, fomos hoje ao Lidl. O problema? O caminho mais rápido, atravessa o troço de estrada onde termina a IC19. Via-rápida mais alunos a atravessar, não dá bom resultado. Ainda a semana passada lá foi atropelado um rapaz. Quando estávamos a voltar, atravessámos o primeiro sentido, onde os carros passavam por nós para entrar na IC19. Fácil. Chegámos finalmente ao sentido contrário. Ao fundo, vi um par de carros a passar, um em cada faixa, vindos da auto-estrada. Eu pensei "Mm... Dá tempo, vou atravessar". Mas a Jú ficou para trás, e eu hesitei. Quando dei um passo atrás, deu ela um à frente e, vendo que eu parara, também voltou atrás. Nessa altura, eu pensava que ela afinal ia e comecei a atravessar. Nisto, vi que os carros já estavam perto. Ia tentar pôr na boca o morenazo que tinha na mão, mas senti o meu pé a começar a escorregar. perdi o apoio e fiquei no ar, no que me pareceram horas. Pensei: "Lindo, já foste, Rag, tens o mesmo destino que o outro tipo. Assim que caíres, o carro passa-te por cima...". Larguei a bolacha, e tentei amparar a queda com uma mão, enquanto segurava o pacote com a outra. Nisto, a minha mão atingiu o chão e impulsionou-me, fazendo-me girar. O meu ombro tocou o chão, e depois as costas. Derrapei pelo resto da faixa, ficando sentado perto da borda do passeio. Ergui-me. A Jú vinha logo ao meu lado, com uma cara preocupada. Sentei-me na divisória entre o passeio e a estrada e olhei para ela. Neste momento, estava com uma expressão atónita, sem saber se se havia de rir, se ficar preocupada comigo. Eu reparei nisso, ri-me com a cara dela. "Estás bem?" Perguntou. "Sim... Respondi." E depois levantei-me, olhei para ela, com a maior das naturalidades e, como se nada tivesse ocorrido pergunto: "Vê lá se rasguei a camisa...". Que foi?! É a minha camisa preta preferida! Fica-me bem... E além disso, só tinha aquela camisa comigo, nõ podia mudar de roupa se estivesse rasgada. Loool. Quando lhe fiz essa pergunta ela desprendeu-se a rir, dizendo que não, mas que estava todo sujo. ela sacudiu-me o pó da camisa e perguntou novamente se eu estava bem. "Eu não acredito" - Queixou-se ela. "Parece tirado de um filme, tu acabas de cair no meio da estrada e a primeira coisa que perguntas é se a tua roupa não está estragada!"  Verifiquei se tinha alguma lesão. Já fiz um balanço das lesões com que fiquei: um arranhão com menos de um centímetro de comprimento no fundo das costas. Sou um tipo sortudo. Se eu não tivesse derrapado ao longo do bocado de estrada que me faltava para chegar ao outro lado, o carro passava-me por cima, de certeza. E ainda tive a sorte de fazer uma dessas proezas sem ficar gravemente ferido. Apenas houve uma baixa, no meio disto tudo: o Morenazo que larguei ainda está no meio da estrada... xD. Mas ainda bem que não rasguei a camisa... Dessa forma teria de explicar à minha mãe o que aconteceu... Ela é que não ia ficar muito contente. Uma coisa é certa, a piada do resto da tarde foi eu a olhar para a Jú e a perguntar "Tenho a camisa rasgada?" E rimo-nos em conjunto, sem que os da turma percebessem porquê, até eu lhes contar durante o intervalo o que se tinha passado nessa fatídica ida ao Lidl... xD