sexta-feira, 29 de abril de 2011

Coisas que me dão cabo do juízo...

Ainda não voltei a falar com a Bia, mas falei com o J.T., que ficou surpreendido por lhe contar que ela e o namorado estavam com problemas. Ao que parece, como o J.T. é da turma deles, viu-os já bem um com o outro, agarradinhos como nada se tivesse passado. Isso dá-me nervos! como é que aquela rapariga consegue sofrer tanto por causa dele e, ainda assim, deixar que ele lhe dê a volta, que haja como se nada se tivesse passado! É por isso que ele não aprende a mudar para melhor, porque acha que pode fazer o que quer e bem lhe apetece com ela, que a Bia vai continuar a comer-lhe da mão. E o mesmo serve para ela, que não aprende de vez que o tipo lhe faz mais mal do que bem. Até agora eu fiquei calado, melhor, calado não fiquei, mas não me impus. Neste momento, é a única coisa que vou fazer. Não vou pedir-lhe para escolher entre a minha amizade e a relação que tem com o namorado (Vamos chamar-lhe B., que é o melhor.). No entanto, vou expressar de uma vez por todas o desagrado com que vejo a relação deles. Ela disse-me que só queria morrer! E no dia a seguir, já está tudo bem?! Isso, a meu ver, não é nada saudável! Apetece-me torcer o pescoço ao B.. Como costumo dizer: "Ele que se ponha manso, ou corto-lhe o ganso!". E fico frustrado ao ver que ela só vê nele o que quer ver. O problema é que o que ela quer ver não corresponde à realidade. Estou de rastos com isto.

O que me vale é que amanhã vou estar com o K.... Sempre vai dar para desanuviar um bocado... Ou muito, enfim x). Sobre o dia de amanhã, estou com uma ansiedade enorme! E como já referi, medo de não estar à altura das expetativas dele. Mas bom, ele já disse que são medos infundados. O tempo é que não está no seu melhor... Quem diria que ontem esteve um calor abrasador. Hoje esteve trovoada, chuva... Mas pronto, não há mesmo bela sem senão. Para ser sincero, no clima já não confio, com estas mudanças súbitas...

Ansioso e na expetativa do dia de amanhã.

Cheers! =D

Tic-Tac(-Toe)

Na minha cabeça soa-me o Tic Tac do relógio, contando os minutos para estar com ele. Faltam exatamente vinte e três horas e trinta e oito minutos (no momento em que escrevo isto). Quanto ao título do post... Agora, sempre que me lembro do tic-tac de um relógio, acrescento sempre o "-toe"... É o nome inglês para o jogo do galo ;)

Estou ao mesmo tempo ansioso e assustado que o dia de amanhã chegue. Mais ansioso do que assustado, para dizer a verdade, mas tenho medo de não estar à altura dele... Bom, à altura dele não vou estar de certeza, que ele tem mais dez centímetros que eu... Enfim... x) Mas o que quero dizer é que tenho receio de não corresponder às expetativas dele... Mas ele arriscou ao enviar-me o mail onde confessava o que sentia por mim, por isso, sinto-me bem em arriscar amanhã. Aliás, sinto-me muito bem... Tão elétrico que até a stôra de Inglês comentou que eu estava muito agitado. "Ragdoll, hoje tirou o dia para se portar mal, foi?!", disse ela, naquele seu tom de repreensão maternal que nos faz, ao mesmo tempo, encolher de medo e sorrir de agrado. Acho que o K. não se vai sentir um namorado lá muito orgulhoso quando ler isto, não é...? xD

Que mais aconteceu? Ontem a Bia teve uns problemas com o namorado. Só para verem como aquele tipo é execrável, quando ela precisava do apoio dele, por andarem a difamá-la sem fundamento, ele ainda lhe atirou coisas à cara que não eram verdade. Para além de ele dar mais valor às palavras dos outros do que às dela, ainda teve uma cena de ciúmes. Ela estava tão mal que disse algo que me deu pesadelos... Ela disse que só tinha era vontade de morrer. E esta noite, sonhei que estava com o K., no parque das nações, e estávamos a conversar quando me ligam. Era a minha mãe, a dizer-me que a Bia se tinha matado. Eu fiquei em estado de choque, e deixei cair o telemóvel. O K. aproximou-se de mim, preocupado a perguntar-me o que se tinha passado. Gaguejei-lhe o que tinha acontecido e atirei-me nos seus braços a chorar com a cabeça enterrada no seu peito. Acordei a chorar. Bah, há exatamente oito anos que não acordava de um pesadelo a chorar... E quando acordei, só queria sentir aquele abraço... Felizmente, a Bia está bem, graças a Deus... Voltei a adormecer pouco antes da hora de acordar, e assim que o fiz, mandei uma sms ao K...

Tenho de ir almoçar. Depois sou capaz de postar qualquer coisa sobre como correu o resto da tarde.

Cheers!! =D

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Pesadelos

O meu subconsciente prega-me umas partidas um bocado loucas, como já devem ter reparado. Mas há anos que isto não me acontecia... BOm, vejamos, o primeiro filme de ficção científica que vi, foi Signs, sobre E.T. Eu era novinho, e estava cheio de medo. No entanto, sempre adorei o assunto do sobrenatural, ficção científica, coisas desse género. E andava sempre a pedir aos meus pais para me deixarem ver filmes de terror, coisa que eles recusavam. Nesse dia, o meu ai mostrou-me porque é que não queria que eu visse aqueles filmes. A primeira cena onde se vê um E.T., é quando o Tio do rapazito vê umas imagens nas notícias de um vídeo amador. O homem estava dentro de um armário, a ver a TV. Eu corri para o meu quarto cheio de medo. O meu coração bombeava a adrenalina, e eu pensava "não quero ver mais, não quero ver mais!". Mas depois, percebi que gostava da sensação do medo puro, e voltei a caminhar lentamente para a sala. Andei o filme inteiro assim, a fugir para o quarto e a voltar. Isto acontece porque sou uma pessoa que se assusta com dificuldade, se bem que há raras vezes em que tenho a guarda em baixo e me assusto de forma ridícula, enfim... Mas é um facto que é raro eu sentir aquele medo que me dá adrenalina. Os filmes de terror, pareceram-me uma boa forma de atingir esse estado que tanto gosto e desgosto ao mesmo tempo. Mas nem todos os filmes de terror me proporcionam isso. E desde o Signs, que nenhum outro filme me tinha dado pesadelos. Isso foi até ver o Paranormal Activity. Muita gente pode dizer que o filme nem era nada de especial, mas nunca, nunca, se viu a entidade que assombra aquela casa, o que torna a pressão psicológica maior. Como poderia o espetador enfrentar algo que nunca viu? Tive pesadelos com a tal entidade, mas nada que me tivesse assustado muito. Acordei com o pensamento "ora bolas... estava a ter uma sessão cinematográfica gratuita e acabei a sair da sala antes de tempo...". Mas ontem, encontrei o trailer de um filme chamado Grave Encounters. Nunca vi o filme, apenas o trailer, mas as imagens que mostraram, deixaram-me ansioso por ver o filme. E sonhei com isso. Sonhei que estava num antigo hospital, escuro, com fantasmas a perseguirem-me, a tentarem matar-me. Uns olhos negros como o breu a espiarem-me nos recantos escuros. E lembro-me de pouca coisa. Vultos, apenas, mas há uma parte desse sonho que não me sai da mente. Lembro-me de estar numa sala vazia, apenas adornada por uma cama velha, deitada ao chão. Apercebo-me que está alguém lá por trás. Caminho de novo para a porta, mas depois, ele levanta-se e reconheço-o. Ele olha para mim, assustado, perguntando se sou real. Eu corro para ele, dizendo que sim. Era o K.. Depois senti movimento atrás de mim, e vejo uma mulher de cabelos negros, coberta de sangue, a caminhar para dentro da sala. Ela arrasta os pés, soltando grunhidos. Depois olha-me. Os tais olhos negros. E grita, saltando-me para cima. Eu desequilibro-me, batendo contra a janela que estava por trás de mim. Os vidros partem-se, mas consigo agarrar-me a tempo. A mulher tinha desaparecido. O K. ajuda-me novamente a subir para dentro da sala. Caminhamos depois pelo corredor, e, de repente, ele pára. Eu fico a observá-lo, para descobrir o que se passa. Ouço correntes a arrastar. Olho para trás. É o Pyramid Head, do Silent Hill. Ele agita a sua espada no ar, e atinge-me. Grito de dor, e oiço o K. a gritar o meu nome. Quando olho para o chão, vejo o meu braço ainda agarrado a parte do meu tronco. Começo a sentir-me a sufocar com o sangue que me enche os pulmões. O Pyramid Head volta a dar-me um golpe, desta vez do outro lado do meu corpo. Caio de joelhos no chão, tentando respirar, sem conseguir. E depois acordo com falta de ar. O sonho não deve ter durado mais de meia hora, porque era uma e meia, e eu adormecera por volta da uma. Mas como sempre, enfrentei aquilo com sentido de humor. A primeira frase que pensei foi: "Otário, ao menos corrias assim que viste o monstrengo, ficaste parado para quê? É normal que te tenha desfeito aos pedaços -.-". Voltei a adormecer, e desta vez sonhei que estava a andar de avião. Mas desse sonho, é a única coisa que me lembro.

Aconselho àqueles que são mais sensíveis a não assistir a este trailer.

Pyramid Head

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ansioso

É assim que ando. Ansioso, sem conseguir estar quieto um segundo que seja. Sei bem porque estou assim. Estou apenas a três dias do Dia-D. Estou elétrico. Literalmente. Quando hoje a Jú me tocou sem querer no braço apanhou um choque. xD
Ouço na minha cabeça o relógio a fazer "tic-tac". Mal me consegui concentrar nas aulas! Mas acho que isso também se deve ao facto de o dia estar abafado como o Sahara. Mas estou mesmo ansioso para que chegue o dia, que se aproxima rapidamente. O dia em que finalmente o poderei abraçar, poderei ouvir a sua voz, o dia em que finalmente lhe poderei dizer o quanto o amo. Aquele sorriso, aqueles olhos, enfim, aquele que ele é.
Provavelmente paralisarei por instinto. Apenas o observarei, testando a sua reação. Depois sim, conseguirei fazer as minhas pernas obedecer-me e caminhar na sua direção, envonlvê-lo naquele abraço especial e sentido que ele tanto merece por me fazer o rapaz mais feliz do planeta. Só um abraço, só um beijo, não chegarão, quase de certeza. Muitos mais darei sem dúvida. O que mais quero é caminhar lado a lado com ele, de mão dada, à beira do rio, admirar o quão bela a natureza se torna aquando da sua presença. Sim, eu já admirava aquele lugar. É o meu lugar preferido cá da zona. Mas, com ele presente, tornar-se-á um pequeno Universo que me atrai com a sua gravidade incontrolável. É com alguns receios que vivo a ansiedade de me sentir ainda melhor do que já sinto, se isso for possível. Fazes-me experimentar coisas novas que nunca sonhei sentir, ou pelo menos, não por outro rapaz. Mas é por ti que nutro esse sentimento de quatro letras, uma pequena palavra para descrever tamanho sentimento. Um nome como muitos outros destaca-se da multidão, faz o meu coração agitar-se, pedindo pelo calor do teu corpo num daqueles abraços por que tanto anseio. 
Dizer que te amo não parece suficiente para descrever literalmente o que sinto, mas é o melhor que consigo encontrar no dicionário.

Arriscar

Iniciei o dia com um exercício de matemática. Lindo. Estou mesmo a ver que vai ser dose, apesar de o período ser só mês e meio... Enfim.

Entre sonhos estranhos, acabei por não dormir muito... Mas ainda assim consegui descansar.

Lembrei-me de um momento ontem que me deixou um bocado nervoso, durante a tarde. Fui com a Jú ao Lidl, como sempre costumamos fazer no intervalo do lanche. A caminho de lá, a conversa recaiu sobre o namorado dela, o Tiago. Depois ela fez uma pergunta que me deixou um bocado aparvalhado. "Então e quando e que me apresentas a namorada?". E eu respondi, hesitante: "Namorada? Não te posso apresentar a minha namorada porque não tenho nenhuma...". Estive para acrescentar "Mas se quiseres que te apresente o meu namorado também é um bocado complicado...". No entanto, contive-me. Decidi que não contaria aos meus amigos da turma enquanto não estiver com o K. (Por acaso, faltam três dias... :P).

Gostava tanto de poder sem medos contar às pessoas, gritar ao mundo o que sinto. Mas isso não é possível, pelo simples facto de que eu e ele somos dois rapazes. Agravado um pouco pela distância, mas essa pode ser facilmente vencida nos dias de hoje. Sonho ainda com um tempo em que as pessoas se deixem de preconceitos infundados e inúteis, não só em relação aos homossexuais, mas a tudo no mundo. Por enquanto, para além de quem tenha vivido na pele o sofrimento causado por esses dogmas, pouca gente há que é compreensivo e tolerante em relação a estes assuntos. O pior, é que, por mais justa que uma pessoa possa ser, nunca saberemos realmente o que pensa, e resta-nos ter receio que as nossas expectativas possam não corresponder à verdade.

Mas eu sempre disse ao K., e a outras pessoas, tal como também disse a minha professora de Português: "Como tudo na vida, temos de correr riscos.". Se não arriscarmos, nunca saberemos. E cruzei-me com uma frase que também reflete isso: "Um barco pode estar seguro se ficar no porto, mas não foi para isso que ele foi construído.". Podemos sentir-nos seguros na nossa esfera pessoas, dentro de nós, mas se não dermos um passo em frente para fora dela, para conhecer os outros e as situações da vida, não saberemos o que nos espera.

Cheers!! =D

terça-feira, 26 de abril de 2011

Hoje falei com o Miguel. Não consigo entender pessoas como ele, apesar de tentar. Agora que conheci o amor, e que sei o quão bom é esse sentimento, apenas desejo que todos pudessem passar por ele. Incluindo o Miguel. Ontem, ele disse-me que tinha arranjado um namorado. Quando me falou nele, a primeira coisa que disse não foi o nome dele, não foi o quanto ele o fazia feliz. A primeira coisa que me disse sobre ele foi: "É rico e mora perto da praia, ganhei o totoloto *.*". Em contraste, quando lhe falei no K., a primeira coisa que disse foi: "Gosto de um rapaz, cujo nome é K., e ele faz-me sentir tão bem...". Comparei. Tirei conclusões. Mas mantive-me calado até certo ponto. Hoje confrontei-o. Perguntei-lhe se gostava do namorado dele. Ele diz que sim. Disse-lhe a que conclusões tinha chegado. Ele replicou que não andava atrás do namorado por causa do dinheiro. E depois acrescentou: " Desde que peno que sonho ser rico. O amor não paga as contas, nem viagens, nem nada.". Senti-me triste por ele pensar assim. E pareceu-me óbvio os motivos que o levavam a namorar com o pobre rapaz. Ao que ele me disse, respondi-lhe sinceramente: "o amor pode não pagar as contas, nem viagens, nem nada, mas é o amor que me traz a felicidade, o aconchego de um abraço quando preciso, os carinhos à lareira num dia de inverno. O dinheiro não te faz isso."

Surpreende-me a capacidade das pessoas de pensar desta forma. Claro, já me imaginei a ser rico, mas alcancei esse estatuto por mim mesmo, com luta. E depois, que me serviria ter dinheiro, se não é o que me faz feliz? São as pessoas que me fazem felizes, ou tristes. Tanto faz. O dinheiro? Apenas papeis coloridos e rochas da terra a que o homem deu valor para complicar a vida aos mais fracos. Apenas preciso do amor para me sentir feliz. Para ter aquele aconchego de um abraço especial quando preciso, de trocar carinhos à lareira num dia de Inverno. Para estar com o K.. Enfim, todo esse tipo de coisas que uns podem achar lamechas, mas que a mim faz o coração bater mais depressa.

O dinheiro não te compra isto...

Páscoa!

Fui passar o fim de semana a Penacova, perto de Coimbra. A casa onde fiquei tinha uma vista espetacular sobre o Rio Mondego e os campos verdejantes. Passei um óptimo fim-de-semana, no meio de amigos e de tradições seculares. Mas a internet fez-me falta, devo dizer, e não consegui resistir a tentar apanhar sinal com o meu telemóvel para responder às muitas cartas (leia-se e-mails a que eu e o K. fantasiosamente chamamos cartas) que o meu namorado me enviou. Enfim, o amor não conhece fronteiras.

Gostava de poder dar um relato detalhado do que se passou, mas a minha mente é um bocado... Estranha? Sim, eu não tenho muito boa memória a curto prazo, no entanto, sou óptimo a relembrar coisas que já aconteceram há muito tempo, algumas coisas que as pessoas tenham dito e caras. Reconheço as pessoas ao fim de imenso tempo mesmo que elas não me reconheçam a mim... Lembro-me de termos tirado fotos, de termos explorado um pouco o Rio, de termos ido ao miradouro, de termos ido ao ponto mais alto com vista fantástica (e tenho umas fotos minhas tiradas lá pelo meu pai que estão mesmo giras)... Fiz tanta coisa que tenho a mente toldada. Relembro-me dos melhores momentos de jogar Party & Co e ler e-mails no telemóvel às escuras, deitado no colchão de ar.

Às vezes releio o blogue e penso: "Credo, eu falo tanto no K., e de estar apaixonado por ele, que os leitores se devem fartar...". E peço desculpa por isso, mas é algo que não posso evitar. Eu criei o blogue para escrever sobre a minha vida, e neste momento, ele é uma grande parte da mina vida, como devem imaginar... Mas pronto.

Só para que saibam, estou vivo e de boa saúde, mas já cansado das aulas... E ainda agora começaram... Enfim. Agora tenho de ir almoçar e não vou ter tempo, mas quando chegar a casa, logo à tarde, tenho de ver os novos posts que há nos blogues que sigo. E já reparei que há imensas publicações novas... x)

Cheers! =D

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Fim de Semana fora

Yap, como já tinha dito, vou passar o fim de semana fora. Não sei se vou poder vir ao blogue, mas já agendeu mais três capítulos da história O Rapaz da Casa Amarela para serem publicados automaticamente, cada um num dia, às 10h e 30m.

Enfim, logo verei se posso vir ou não à net.

Cheers to you all, and a nice weekend! =D

P.S. I love you, K. ;)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Trocar cartas...

...mesmo que sejam electrónicas, tem sido uma experiência inimaginável...

Manias! x)

É sempre e invariavelmente assim! Quando cá vem alguém a casa, ou quando vamos passar férias a algum lado, a minha mãe têm a mania de arrumar a casa de uma ponta à outra. Como vamos passar o fim-de-semana fora e partimos amanhã, também hoje não foi exceção. Claro, eu e o meu irmão somos preguiçosos (aliás, eu em vês de me levantar um pouco para ir apanhar um papel que tinha caído no chão enquanto a minha mãe aspirava o quarto, agarrei na régua para o puxar mais para mim e consegui alcança-lo do meu lugar... É como diz o K.: a comer assim e a ficar sentado o dia todo, ainda fico um balofo! xD). Mas por acaso costumo ser eu a aspirar o quarto, só que hoje acabei por me esquecer (lembram-se daquele meu problema da distração? Pois... E ainda à pouco, fui fechar a janela e quando dei por mim estava a baixar os estores em vez disso -.-), e a minha mãe agarrou no aspirador e fez ela o serviço.

Ontem um amigo meu viu um dos meus desenhos de Pc. Ele é um artista genial, e adoro conversar com ele sobre isso, porque me ensina imensas coisas. Enfim, quem me dera ter um terço da metade de um quinto do talento dele... E ele aconselhou-me um programa chamado Manga Studio EX (e nisto, lembrei-me da dorkably-silva que também gosta de mangás, segundo o que sei... ;) ), que é um programa próprio para desenhar esse estilo de banda desenhada japonês. Agora que já tenho o programa, vou experimentá-lo e ver no que dá. No papel eu já me fartava de desenhar mangás (sabia desenhar o Rock Lee a Sakura, do Naruto... Sabia.), agora veremos o que consigo fazer neste programa ;)

Cheers! =D



Distraído...

Antes eu sempre fora uma pessoa que se distraía com facilidade quando aquilo em que se devia concentrar não lhe agradava. Mas agora ainda me torno mais distraído. Ora, peguei no meu telemóvel de manhã, mas quando dei por mim, já não o tinha na mão e não me lembrava onde o tinha posto. Procurei-o por todo o lado. Como não encontrei, decidi ir-me vestir enquanto pensava onde o poderia ter deixado. Conforme tiro a camisola do pijama e aponho na cama, ela cai, fazendo um estrondo ridículo. Eu fiquei especado a olhar para a peça de roupa, que não me parecia ser assim tão pesada. Foi então que me lembrei que tinha posto o telemóvel no bolso do pijama quando fora à casa-de-banho, pouco depois de ter agarrado no aparelho. Outra semelhante sucedeu-se pouco depois. No fim do pequeno almoço, fui comer uma pastilha (eu como imensas pastilhas...), e agora, precisamente antes de começar a escrever este post, reparei que já não tinha a pastilha na boca... Ainda não sei se a engoli sem querer, se a deitei no lixo... Não me lembro de nenhuma das duas situações ocorrerem, mas provavelmente pu-la no lixo...

Agora imaginem-me assim a tentar fazer exercícios de matemática... Troquei umas coisas, mas lá revi os meus apontamentos e reparei o que tinha feito mal. Enfim, que é que se há de fazer?

[Estou a olhar para a forma verbal do verbo haver no parágrafo anterior... "Há de" sempre se escreveu "há-de", mas agora com o novo acordo ortográfico isso já não é assim... gostava mais da forma com o hífen...]

Depois de acabar os exercícios pus-me a ouvir Hardstyle, novamente. Veio-mo à cabeça a imagem de uma discoteca... Ia ser lindo, eu a bombar na disco... Credo, um momento memorável de tão ridículo que seria.

O meu pai convidou-me para ir com ele no último fim-de-semana de Abril, depois de jantar, a uma sessão de Karaoke. Eu a-d-o-r-o karaoke *.* Eu adoro cantar, podemos começar por aí... É sempre uma fonte de diversão, ver as outras pessoas cantar. É por causa disso que nunca consigo resistir a jogar uma partida de Sing Star. Lembro-me que uma vez fomos a casa de um casal amigo da família e a música onde fiz o melhor score foi na música Bring Me To Life dos Evanescence. Eu estava a jogar com a nossa amiga... Ela ficou-se para trás porque não sabia bem a letra, mas pronto... Ainda por cima não admite a derrota, humpf! x) Mas é verdade que também me acontece isso, não conseguir cantar por não saber a letra. Mas logo de seguida, ao ouvir-me cantar sem o microfone, comentou que eu tinha uma voz bonita, mas que isso era uma característica difícil de notar nas pessoas durante o karaoke. Eu cá, odeio o som da minha voz... Gosto de cantar, mas odeio o som da minha voz, principalmente devido ao facto de não se equiparar à dos meus cantores preferidos (The Fray, Lifehouse e... bom, obviamente que a minha voz nem se compara à Amy Lee, a vocalista dos Evanescence). Mas cantar é algo que não consigo evitar fazer. Dá-me prazer fazê-lo, e continuarei a cantar até não ter voz.


Cheers! =D

Não me perguntem porquê...

Com os meus novos ténis, sinto-me uma estrela de rock. Com eles calçados, vanglorio-me pela casa, dançando e cantando ao som da música. Salto, finjo tocar guitarra, imagino-me com um microfone nas mãos. Salto da All in dos Lifehouse para a Who We Are, passando de seguida para a Teenage Dream. Canto animado: "You make me feel like I'm living a teenage dream, the way you turn me on, I can't sleep, let's run away and don't ever look back, don't ever look back.".  Quando chega a Firework, canto a plenos pulmões: " You just gotta ignite the light and let it shine, just own the night, like the Fourth of July, ‘cause baby, you're a firework come on show 'em what you're worth, make ‘em go, "Aah, aah, aah", as you shoot across the sky, baby, you're a firework come on let your colors burst, make ‘em go, "Aah, aah, aah", you're gonna leave them all in awe, awe, awe". Depois lembro-me que ter ténis não me faz uma estrela de Rock...

Que se dane, estou a viver o sonho da minha vida, deixem-me sonhar um pouco mais!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Precipitado? Talvez. Feliz? Como nunca.

Pediste-me para falarmos de outra coisa, para não corrermos o risco de deprimir.

Mas não consigo evitar pensar. Pensar em ti. Pensar em ti aqui. Pensar em ti aqui comigo. Dizes que sou bom com as palavras, mas sinto-as enrolarem-se na minha língua. Já nenhuma delas me faz sentido. Já nenhuma palavra faz sentido se não conjugada a pensar no teu nome. Era para mim um nome comum. O nome do meu pai. O nome de um colega meu. O nome do amigo do meu irmão. O nome de um amigo da família. O nome do filho desse amigo da família. Sim, todas essas personagens têm o mesmo nome que tu. E era para mim um nome como qualquer outro, até tu apareceres na minha vida. Até esse nome ser associado a ti, à tua personalidade, e, finalmente, ao teu sorriso que tanto resiste a sair da minha mente. Mas não, não quero que saia da minha mente, porque é o sorriso que mais gosto neste mundo, é o sorriso que mais vezes quero ver na minha vida.

E penso naquele abraço que tanto me prometes e que eu tanto desejo. Aquele abraço que, por certo, viria acompanhado, melhor, virá acompanhado de tantos outros. Sempre que me falas nisso, sinto o meu coração derreter, afundo-me na cadeira, fantasioso, desejoso, esperançoso.

Antes, eu afastava quem eu realmente era. Dizia que tinha de gostar de raparigas. Finalmente, deixei-me disso. Mas sempre me surgia a pergunta: Será que me apaixonaria por outro rapaz? E se sim, será que era possível que ele me retribuísse esse sentimento. Hoje sei a resposta a estas perguntas. Sei que é uma resposta afirmativa a ambas. Sei também que não queres pensar na distância que nos separa. Sei que também não o quero fazer. E pode parecer que estou a ser infantil, precipitado, sonhador. Talvez até seja. Mas não posso negar o que o meu Coração me diz, nem o que a minha cabeça confirma. É raro estes dois estarem em sintonia e isso deve significar algo. 

Não posso negar que estou apaixonado pelas coisas que conheço de ti - como o teu sorriso - e pelas coisas que não conheço, mas que estou ansioso por conhecer - como aquele abraço.

Não posso negar que estou apaixonado por ti, K..

O teu sorriso que não me sai da cabeça...

Dancing Till The World Ends

Okeeey... Eu sei que o post tem o título de uma música da Britney Spears, comecemos por aí... Não significa que eu aprecie esta cantora, só que essa frase transmite muito do que eu quero fazer neste momento. Agora que estão esclarecido, procedo à explicação do que é que me leva a usar palavras da Britney...

Não sei se são muito de ver Televisão, principalmente a RTP 2, mas aos Domingos (quer-me parecer, embora não tenha a certeza se é esse o dia...), passam dois filmes seguidos, numa rubrica chamada "Sessão Dupla". Pois esta noite tive uma sessão dupla. 

Começámos com Harry Potter e o Rapazinho Desaparecido, conto nunca antes visto e só em exibição numa mente de Ragdoll perto de si! Sonhei que eu era tal como o Harry Potter, e podia fazer feitiços (mas vejam bem o quão avançado eu estou em relação aos outros feiticeiros do mundo, porque eu consigo lançar feitiços com os dedos e sem precisar de dizer as palavras mágicas!). O melhor é que, depois de um feitiço ter um efeito imprevisível, eu viro-me para o velhote que vem comigo, que não sei de onde apareceu, e pergunto-lhe qual o efeito que o meu feitiço teve e ele mostrava um espelho, que apontava para a vítima enfeitiçada e assim lhe dizia os efeitos que a minha conjuração tinha sobre o meu adversário. Enfim, tudo isto para procurar por um rapazinho cujos pais estava desesperados para encontrar e me culpavam a mim por ele ter desaparecido, porque eu não sabia tomar conta dele (Isso é uma referência do meu subconsciente ao medo que eu tenha que isso aconteça sempre que tomo conta de crianças e a um episódio da minha vida familiar que se sucedeu, de os meus pais me culparem por não saber tomar conta do meu irmão.. Enfim, talvez conte iso melhor noutro post). Depois de procurar pelo rapazinho por um museu ao estilo Jurassic Park. Estou numa sala, e oiço uma voz num walkie-talkie dizer-me: ele está perto, segundo o GPS. Cristo! Que ridículo, se sou um feitiçeiro para que preciso de walkie-talkies para comunicar e GPS para me orientar? Enfim, sonhos parvos. Lá procurei pela sala, e comentei para quem tinha falado comigo que não encontrava o rapazinho. É então que vejo um elevador escondido, muito antigo. "Oh, ele está perto na horizontal... Mas não o encontro porque está longe na vertical.". Again, se o rapazinho tinha um receptor de GPS, o aparelho não devia indicar a que altura ele se encontrava? Bah, só para dificultar. E depois, aparecem o pai do Draco Malfoy e o Severus Snape. Eu escondo-me atrás de umas caixas e rastejo até chegar à sala onde estava o velhote que antes me seguia (que se parecia com o Moody Olho-Louco). Mas então aparece um duende, que está prestes a avisar os meus inimigos. Lancei-lhe um feitiço e ele calou-se. Ok, lá fui ter com o velhote. Ele guiou-me para uma sala e disse que tínhamos de beber a poção Polissuco para passarmos pelo Snape e pelo Malfoy sem que fossemos apanhados. Bebi a poção e depois acordei. Nunca soube se encontrei o miúdo que eu procurava...

Quando voltei a adormecer sonhei uma segunda vez. Desta vez o sonho fez um bocadinho de mais sentido... E bastante agradável, diga-se de passagem... Bom, eu estava em pé, na estação de comboios, de costas para a zona de embarque. Entretanto, o K. apareceu, e tocou-me no ombro. Eu virei-me e fiquei surpreso, escondendo os olhos por trás da pala da minha boina. Depois ele envolveu-me com os seus braços e ficámos assim durante uns momentos. A seguir, ele soltou-me, e ficou de frente para mim, olhando-me de alto abaixo. Sorriu e deu-me a mão. E assim ficámos a caminhar pela rua. Entretanto, chegámos a um pequeno local de lazer, com alguns bancos de jardim, mesas e cadeiras. Entrámos e eu comecei a contar-lhe sobre a primeira vez que eu tinha visto aquele sítio. Ele ouvia atentamente e quando me calei, fez-me uma caricia no braço. Eu sorri-lhe. Depois acordei. Não queria que o sonho acabasse... Mas o relógio já contava as horas e tive de me levantar, para não estar a dormir quando chegassem as visitas... Hoje um amigo meu vem cá. Já não falávamos há imenso tempo, por isso aproveitamos as férias... Mas queria mesmo que aquele sonho não acabasse... Queria que fosse mais do que um sonho... É uma esperança que tenho, de um dia estar com ele. "all I want now is to be with"... Tudo o que quero agora é estar contigo...

Tenho vontade de gritar ao mundo o que sinto.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Funhouse!

Os jantares da minha família, de vez em quando são meeeesmo hilariantes, apesar de tudo. Eu, o meu pai e o meu irmão comemos arroz com atum, mas a minha mãe preferiu comer queijo fresco acompanhado com banana às rodelas. O meu pai, que se senta ao lado dela, começou a tirar-lhe bocadinhos da banana. Quando finalmente acabam de comer, a minha mãe diz:
- Agora vais buscar outra, que é para castigo! É de eu comer muito, tiras-me a fruta.
- Eu agora dizia-te uma coisa... - Comenta o meu pai, no seu tom pervertido e olhando para a minha mãe de uma forma duvidosa.
Eu contive o meu comentário de "pai, por favor, estamos à mesa!". Ela levanta-se e vai buscar uma maçã.
- Então agora já não é uma banana? - Pergunta o meu pai porcamente. - Uma maçã... O fruto proibido, hun?
- Cala-te... É para cá não vires pôr as mãos!
E ela começa a partir e a descascar a maçã com garfo e faca. Eu olho para ela, fingindo escândalo e revolta. É que há uma pequena mania minha de não sujar as mãos. Eu odeio sujar as mão enquanto estou a comer. Não consigo comer frango com as mãos, tenho sempre de comer com garfo e faca.
- Mãe... - Rosno calmamente. - Nunca mais comentes "ai, que fino que tem de comer de garfo e faca" porque nunca vi ninguém partir e descascar uma maçã com garfo e faca! Até eu! Isso é com a mão, e nem se descasca, que a casca é o que faz melhor!
- Mas olha, tens de aprender!
- Não! - Queixa-se o meu irmão.
- A sério, é assim que se faz nos restaurantes chiques! - Argumenta ela, rindo-se.
- Oh, mãe, por favor, até parece que sou rico e fino para estar a fazer isso! - Digo
- Sabe-se lá o teu futuro! - Exclama.
E de facto, nem eu tenho a mania, passo a expressão, suficiente para fazer aquilo. Ainda se eu fosse fino e rico, tudo bem, mas agora, faço como o meu irmão: "não sou rico nem fino, e se vier a ser rico, não me vou armar em fino".
E assim percebo eu, de onde vem a minha perversidade e a minha mania de não sujar as mãos enquanto como. Não viriam do nada, não é? Quem sai aos seus...

Aparte

A propósito do meu post "Things Change" mudei o visual do Blogue, uma vez mais, desta vez para um template mais simples, mas ainda assim, como eu gosto. Fi-lo com o meu próprio, como diria o Camões, "engenho e arte", com as ferramentas de personificação de que o Blogger dispõe. Hope you like it.

Cheers! =D

Things change

Como diz a música Upside Down do Jack Johnson, com que muito me identifico: "I can feel the change in everything, and as the surface breaks reflections fade, but in some ways they remain the same." - Consigo sentir a mudança em tudo, e enquanto a superfície se altera os reflexos esbatem-se, mas de algumas formas mantém-se iguais. É isso mesmo, sinto a mudança em algumas coisas que, no entanto se mantém iguais de alguma forma. Há uns tempos eu sentia-me assim, com vontade para escrever e com muita inspiração, mas sem conseguir escrever nada! E isso devia-se ao facto de eu me sentir abatido, sozinho, não sabia como expressar esses sentimentos de forma fiel mas diferente do costume. Hoje, sinto-me assim, com vontade e inspiração para escrever, mas sem conseguir escrever nada, mas por razões completamente diferentes: estou a sentir muita coisa ao mesmo tempo e não sei por onde começar a exprimir-me. Desde que conheci o K., e desde que estes últimos acontecimentos com ele tiveram lugar, senti-me muito bem, aliás, já não me sentia assim tão bem há uns tempos. E ele faz-me sentir tantas coisas... Primeiro, feliz por ele sentir o mesmo, depois, com receio de que ele se farte de mim, ou que se sinta pressionado por algo que eu faça, enfim, com receio de cometer algum erro que me faça perdê-lo. Finalmente, sinto saudades dele, a falta dele aqui perto de mim. Mas isso, dependendo do rumo que a vida tomar, poderá ser algo que não se mantenha para sempre assim. Acima de tudo, também, tenho medo de perder o que tenho com ele, que isto não dê certo, porque o que mais quero neste mundo é que as coisas entre nós dêem certo. Ele é uma pessoa fantástica: tem sentido de humor, é simpático, preocupado, compreende-me... E não quero perder alguém como ele, porque sei que é raro encontrar gente assim. Mas tenho medo de me agarrar tanto a isto que temos que isso cause o seu afastamento. O mais estranho disto tudo é que apesar dos medos e receios que tenho, só me apetece aproveitar o momento, cantar a plenos pulmões, só penso na felicidade que ele me traz...

E como ele disse: "I can't help falling in love"


I want his special hug :3

Aparte

Lembram-se de eu ter dito que escrevia as histórias muito antes de as publicar, para ter uma margem para mudanças? Pois, o stock de capítulos está a ficar demasiado reduzido. tem acontecido tanta coisa no entretanto, que não tenho arranjado tempo para escrever. Tenho de aproveitar agora... Apesar de a minha fonte de inspiração estar de momento incontactável, ainda me sinto capaz de escrever imensoo >.< Só para quem estiver interessado em saber as razões por trás de uma possível demora nos próximos capítulos. :P