Hoje vou à festa de anos do meu primo... Veremos como corre.. Costumo conseguir distrair-me com o rapazinho e com mais umas pessoas que lá costumam estar... E o pai dele, que é meu primo também (em segundo grau), é Psicólogo. Talvez fale com ele sobre a minha indecisão em relação a ir para Veterinária ou Psicologia... Estou tão inclinado para um como para o outro, é uma questão de ver os prós e os contras... Se bem que em termos de saída profissionais, as que eu queria de veterinária, são fasquias um pouco altas para ultrapassar com as minhas notas... Sonhos, arrisco a dizer, irrealistas. Quando à Psicologia, bom, é algo que sempre me captou o interesse. Enfim. Logo veremos.
domingo, 5 de junho de 2011
I thought...
Eu pensei... Pensei que conseguiria. Mas não. As coisas mudam. Imenso. Outrora havia coisas que eu nunca fiz, nem nunca pensei que fosse capaz de fazer. Mas hoje... Já não me sinto bem sem lutar... Já não me consigo conformar com as barreiras que a vida me traz. Tentei fazê-lo. Mas com poderei fazê-lo? A cabeça diz-me "tens de o fazer, conforma-te como sempre fizeste.". Mas como posso eu negar-me a lutar, quando o meu coração, o meu instinto, tudo, até mesmo a minha vozinha britânica interior do Jack Whitehall me diz "C'mon, monkeyboy, you can't just leave things like that!". Não quero ser de novo aquele rapaz racional, compreensivo e acanhado que aceita tudo! Não o vou fazer quando desta vez é a minha felicidade que está em jogo.
The scars of your love remind me of us
They keep me thinking that we almost had it all
The scars of your love they leave me breathless
I can't help feeling
We could have had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
And you played it
To the beat
Rolling in the deep ; Adele.
É esta música que não me sai da cabeça. E quando uma música não me sai da cabeça, não consigo evitar pensar nela, porque quando isso acontece, é porque reflete o que sinto. As cicatrizes do teu amor recordam-me de nós, fazem-me pensar que quase tivemos tudo. Deixam-me sem folgo, e não consigo evitar pensar que poderíamos ter tudo. E se poderíamos ter tudo, porque não podemos dar oportunidade a que isso aconteça? Nem sempre a vida me foi justa, mas desta vez não vou ficar de braços cruzados, enquanto vejo a minha felicidade escoar-me por entre os dedos... Por entre os meus dedos que anseio por voltar a sentir os teus novamente entrelaçados neles.
Eu sei como é arrepender-me para toda a vida de uma decisão má que tenha feito. E sei que me arrependeria se me deixasse simplesmente reclinar na cadeira e deixar as lágrimas rolar pela minha face, tentando esquecer... Mas eu não consigo, nem quero, esquecer.
E já lá vai um tempo que eu me levanto a meio da noite para ligar o computador e tentar resolver as coisas. Já lá vai um tempo em que tive forças para lutar por algo. Já lá vai um tempo desde que tenho a certeza de que quero algo com todas as minhas forças, com toda a minha alma.
E agora outra parte de uma música me veio à cabeça
Do you wanna surrender, or fight for victory? [Vox Populi; 30 Seconds to Mars]
Não, não me quero render. Quero lutar pela vitória.
Se realmente mereço ser feliz, só o quero ser com uma pessoa.
sábado, 4 de junho de 2011
Today...
Acordei muito mais bem disposto do que ontem, isso é verdade x) Quando vim para o omcputador, deu-me a vontade de ver um filme. Mas que filme iria eu ver? Não sabia bem porquê, mas estava numa de ver The Last Song (Melodia do Adeus). Talvez fosse já um presságio do que estaria para acontecer? Só sei que me apetecia ver o filme (e não, não é porque a Miley Cyrus é a portagonista -.- LOL). Não diria "Melodia do Adeus", mas talvez "Melodia de um Até Já" x)
Não sei se deveria estar a escrever sobre isto, pois é bem recente (enfim, aconteceu há meia hora atrás, non?), mas enfim... Deu-me vontade de escrever sobre o assunto...
Hoje o K. disse que queria falar comigo. Percebi que se tratava de um assunto em que ele andava a matutar já há uns dias. Ele tem andado preocupado com o facto de achar que sentia que me estava a impedir de ter algo que satisfizesse melhor as minhas necessidades do que uma relação à distância. Desta vez a conversa tomou um outro rumo...
Acabamos por acordar que seria melhor deixar a relação esfriar. Não vamos deixar de nos falar, nem pensar nisso! Vamos continuar a ser amigos... Claro, não é a mesma coisa, mas prefiro a amizade a não ter nada. Ele sente-se culpado por esta situação. Eu não o culpo, de maneira nenhuma. A distância nunca facilita uma relação e quem esteve, ou está, numa situação semelhante, sabe perfeitamente que isso é verdade. Acredito que uma relação à distância possa resultar (desde que seja apenas uma situação temporária), mas nem sempre as pessoa conseguem fazer alo desse género resultar.
Mas enfim! Eu e ele continuaremos amigos, seguiremos com as nossas vidas em frente. Olharei para trás, mas sem nunca me arrepender de ter vivido com o ele o pouco, mas bom, tempo que passei com ele.
É como digo, a vida às vezes não segue o rumo que queríamos, mas temos de ser positivos em relação a ela. Se a vida te dá limões, faz uma limonada.
Cheers! x)
Ontem foi terrível...
De manhã estava bem. Mas a partir da aula de Educação física, foi sempre a descer. Fiquei a jogar voleibol contra o sol. Os olhos encadeados... Nada demais. Só um pormenor... Herdei um problema de enxaquecas da minha mãe... Há imenso tempo que não tinha uma cise de dores de cabeça. Arrisco até mesmo a dizer que há anos que não tinha uma assim. Cheguei à aula de inglês com uma dor de cabeça terrível, com a visão desfocada e encadeada e uma má disposição daquelas que só em dava vontade de vomitar. nesta aula, sento-me na carteira em frente à da stôra, e o Gui, como em todas as aulas, senta-se ao meu lado. Ele olhou para mim e percebeu que algo não estava bem.
- Que é que tens? - Perguntou.
- Oh, só uma dor de cabeça... E estou mal disposto, mas isto já passa...
Vinte minutos depois era a professora que me perguntava se eu queria ir lá fora.
- Oh, deixe estar, stôra, isto já me passa...
- Mas o que é que tem?
- Isto já é genético... Enxaquecas que a minha mãe me passou...
- Ora, não tinha nada bom para herdar?
Ri-me com o comentário da stôra, mas pouco depois tive mesmo de ir lá fora. Fui à casa-de-banho, passei a cara por água fria, bebi uns goles de água e já me estava a sentir melhor... Mas assim que me sentei, voltei a piorar. O Gui percebeu que eu não estava mesmo bem. Uma altura, pousei a cabeça sobre os braços. Voltei a tentar endireitar-me, para não dar nas vistas. Massajei um pouco as têmporas, mas nada resultou. O Gui acabou por pôr os braços dele em volta dos meus ombros.
- Tu não estás mesmo nada bem, filho...?
Esta situação arrancou-me um sorriso dos lábios, porque o Gui não é do tipo de pessoa de demonstrar afetos, muito menos em relação a outro rapaz.
- Pois não... Mas isto já passa, não te preocupes...
Mas não passou, e a stôra acabou mesmo por me obrigar a ir para casa. Fiz o caminho todo passo a passo, com medo de vomitar no meio da rua ou de perder os sentidos. Felizmente cheguei a casa, tomei os comprimidos, agarrei no gelo e pu-lo na testa e fui-me deitar. Comprimidos, gelo? Qual quê? Nem assim! Talvez se eu conseguisse adormecer, descansar, a dor me passasse... Mas não! A dor era de tal maneira intensa que me mantinha desperto, nem me deixava dormir! Via na minha cabeça os números que representavam a escala de dor que eu sentia a aumentarem. "Over nine thousand!" era a frase que mais me passava na cabeça. Chorei com a dor, com a raiva de não me deixar dormir. E de modo a brindar-me, o meu corpo resolveu encher-se de cãibras, que me obrigaram a saltar da cama em agonia para massajar os músculos doridos. Depois disso consegui finalmente, depois de três horas de tentativas frustradas, adormecer. Às seis, os meus pais acordaram-me quando chegaram a casa. Fui comer, beber água e às sete estava de novo na cama. Acordei às nove. Adormeci por volta das dez para as onze e só voltei a acordar à nove da manhã. Já estou melhor, mas ainda com medo de voltar àquilo... Tenho bebido muita água, comido com moderação... Enfim, veremos... Hoje vi as sms todas que os meus colegas me deixaram, a perguntar por mim. O Gui havia pedido para eu lhe mandar uma sms quando chegasse a casa para ele saber que eu tinha chegado bem. Foi a única pessoa a quem consegui enviar sms nessa altura. Mas antes de me ir deitar, às sete, ainda mandei uma sms ao K., a avisar que provavelmente não conseguiria ir ao computador para falar com ele.
Hoje, felizmente, só me resta a recordação daquela dor.
Cheers!! =D
terça-feira, 31 de maio de 2011
Bullying
É um assunto que tem vindo imenso à baila. Quantas vezes não soube eu que algum adolescente se suicidou por causa disto?
A mim marca-me, porque já fui gozado durante algum tempo... Quando eu andava na primária, tinha as chamadas "orelhas de abano" gigantescas. Literalmente, quase mais de metade da minha cabeça era orelhas. Enfim... Era de tal maneira ridículo que a minha alcunha era, nada mais, nada menos do que Dumbo. Eu até achava o pequeno elefante fofinho... Mas pronto. Claro, eu sentia, mas não ligava ao que os "insultos" me faziam sentir. Lembro-me perfeitamente de um dia, tinha eu os meus sete/oito anos, uma rapariguinha decidiou meter-se comigo. "olha, olha", dizia ela, "Porque tens as orelhas tão grandes.?". Num lapso momentâneo de genialidade, inspiração e auto-defesa, respondi prontamente, sem refletir: "É para te ouvir melhor, minha netinha!". Ela olhou para mim espantada e eu dei meia volta, rindo-me da situação. Esse pequeno episódio ajudou-me a seguir em frente. Hoje, a cabeça cresceu e as orelhas mantiveram o seu tamanho. O que outrora parecia XXL, agora tem tamanho normal. É tudo relativo... Enfim.
Mas entristece-me, saber que alguém está a fazer sofrer tanto outra pessoa. Dá-me vontade de gritar a todos os Bulliers para se enfiarem num buraco de nunca mais de lá saírem. A falta de poder para fazer tal coisa, apenas me resta oferecer a minha ajuda a quem quer que necessite dela. Já conheci pessoas que pensaram em suicídio, conheço inclusive uma que chegou a ficar hospitalizada depois de se ter tentado matar. (Foi por razões diferentes de bullying, mas ainda assim, mexe comigo.)
Enfim, este é um assunto delicado que tem estado muito presente na minha memória. [Estejam descansados, não estou a pensar em acabar com a minha vida, até porque estou num dos momentos mais felizes da minha história, com o K. Mas é um assunto ultimamente muito badalado e que tem andado aqui a fazer-me comichão por trás da orelha...]
Cheers =D
domingo, 29 de maio de 2011
Com um tia como a minha, como posso não ter em a alta a auto-estima?
Hoje veio cá a minha tia.
Tia: Olá sobrinho!
Eu: Olá tia!
Tia: Estás bom?
Eu: Sim.
Tia: Tu não estás bom, tu és bom, não é? ;)
Quando ouvi isto sentia a minha auto-estima a
subir
xD
Tia: Olá sobrinho!
Eu: Olá tia!
Tia: Estás bom?
Eu: Sim.
Tia: Tu não estás bom, tu és bom, não é? ;)
Quando ouvi isto sentia a minha auto-estima a
subir
xD
sábado, 28 de maio de 2011
Um dia de duplos parabéns
Hoje o J.T. e o Tiago fizeram anos. A minha sorte é que decidiram fazer a festa em dois dias diferentes. Hoje foi a do Tiago. Fomos ver o Piratas das Caraíbas: Por estranhas marés. Agora não me sai a música da cabeça, mas enfim, eu gosto dela, ao menos isso x)
Acabei também a história "A Rosa Negra", mas já estou a preparar a sequela... x) Já há algum tempo que andava para acabar essa história. Mas não sei qual escreverei a seguir... Vou ver se tenho mais alguma planeada ou não.
Sobre o dia de hoje, não há muito mais a dizer... Lisboa ficou alagada de um momento para o outro, felizmente eu estava no abrigo da sala de cinema... x) Parecia que tinha acontecido um dilúvio enquanto lá estivemos. Mas voltámos todos bem e sequinhos.
E já estou de novo a cantarolar a música do pirata das caraíbas... xD Enfim, estou com a "Pirate Fever" xD
Cheers!! =D
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Ontem não escrevi nada porque a única coisa fora do monótono que aconteceu foi eu ter comido duas pizzas ao almoço... Enfim... Hoje, a coisa andou mais ou menos. O almoço foi um bom caldo-verde, logo pela manhã tive teste de educação física e ao início da tarde tive uma das fichas de aula de matemática mais fáceis de sempre... x) Adoro sucessões :P Para quem ficou na dúvida as ditas "fichas de aula" são como que mini-testes, apenas sobre uma matéria que a minha stôra faz para consolidar aprendizagens e proporcionar uma oportunidade para subir um pouco (ou não) a nota. A mim correu-me bem e até fui dos primeiros a acabar.
Mas em Biologia, a aula a meio da tarde, tive a melhor surpresa da minha vida! O professor pôs-me a dar a aula, enquanto foi tratar de uns assuntos de primeira urgência. Não fui só eu, a minha "equipa de proto-professores" era composta pelo Tiago e pela Jéssica, uma amiga com quem me dou bem [Eu ela somos diferentes, mas compatíveis o suficiente para nunca ter havido problemas entre nós.]. Eu e ela apresentávamos os slides do powerpoint que o stôr nos proporcionou enquanto o Tiago ia passando o diapositivo. A turma é que não colaborou muito, até que o Dani mandou um berro daqueles resignados que só ele sabe fazer "Epá! Calem-se, se não tão atentos ao menos deixem ouvir quem quer aprender!". Mas enfim, lá conseguimos dar o que tínhamos a dar.
Não obstante estas situações que me agradaram, senti-me... Não muito bem comigo mesmo. É uma estupidez eu sentir-me assim... Ah, agora que me recordo, houve progressos com o Miguel... Bom, seguindo, em parte, um conselho do K., noutra parte, uma espontaneidade súbita, voltou a falar com ele. Estava cansado daquela situação... Por enquanto as coisas estão num bom rumo, veremos o que virá daqui para a frente. A partir daqui vai ser a apalpar terreno cuidadosamente. A propósito de ter voltado a falar com ele, um sentimento de saudade e inveja dominou-me o resto do dia quando me contou que ia passar a tarde na praia com o namorado dele... Lembrei-me do quando o K. gostava de poder estar na praia com o seu alguém especial, lembrei-me do quanto eu também gostava de poder fazer o mesmo. Lembrei-me de quanta distância nos separa, lembrei-me do quanto ele me disse que tinha medo de que eu não vivesse a minha vida em pleno por estar "preso" a esta relação. Pus a palavra entre aspas, porque não me sinto preso nesta relação, apenas sinto uma saudade enorme... Saudade, esse sentimento que encharca cada verso de um fado, que até chegou a dar nome a um... A Saudade e o desejo de poder estar com ele... É algo com que terei de aprender a viver, algo com que quero aprender a viver até ao dia em que esses sentimentos não passem de memórias do passado. Porque afinal de contas, é ele o rapaz que amo, e é com ele que eu quero estar... :)
Acho que por hoje, é tudo... Ah, amanhã o Tiago faz anos e vou à festa dele. Vamos ao cinema. Tenho falado também muito com a namorada dele, a Jú, que se tem mostrado como um grande apoio. Confiamos mutuamente um no outro sem reservas. Acho que ela é uma pessoa digna de confiança. x)
Cheers!! =D
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Sintra
Sinto-me exausto! Fizemos o percurso queiroziano em Sintra, isto é, passamos pelos locais por onde passaram as personagens do livro Os Maias. Devo dizer que foi um passeio giro, e passámos em frente da Quinta da Regaleira, que me deixou nostálgico, já que é um dos meus sítios preferidos de Sintra. Aquela é de facto a vila romântica verde. Tantas recordações que tenho daqueles locais que, apesar de poucas vezes lá ter passado, os conheço bem, pois estão tal e qual como os deixara da última vez que lá estivera, precisamente quando fui ao parque de Monserrate, também um dos meus sítios prediletos e onde já sonhei até em trabalhar como guia. Estou a falar a sério! Se não conseguir seguir veterinária, é para lá que vou! x)
Enfim, o passeio foi agradável, sempre em boa companhia. Mas não pude deixar de pensar como seria passar ali algum tempo com o K. ... Caminhar por entre as árvores imponentes e antigas, sempre vigilantes com os seus longos e altos ramos cobertos de folhagem... Mas épico mesmo foi a parte final da visita. Depois de passarmos o arco de Seteais, fizemos como o guia pediu, olhámos para trás. E lá estava o pequeno descampado verde, emoldurado pelo arco de pedra clara antiga e trabalhada, tanto pelo homem como pelos elementos, numa pachorrenta imagem de entardecer sintrense. Ao longe, as árvores alinhadas manchavam de verde o pano de fundo. Mas era aquela serra majestosa, como dizia Eça, que dominava a cena, com os seus tons de violeta escuro repleto de manchas verdes, coroada, qual Rainha da Natureza, com o solitário Palácio, com as suas torres estendidas ao céu, quase tocando as nuvens, e aquelas cúpulas que resplandeciam ao Sol, refletindo os raios do astro-rei como se fossem cobertos de ouro valioso. Aquela imagem, essa sim, era mais valiosa do que ouro, digna de me ficar na mente. Sim, eu vejo da janela do meu quarto, a serra, entalada entre dois prédios, com o Palácio da Pena no topo, mas nada, nada, se compara à vista magnífica que proporcionava aquele quadro emoldurado a pedra antiga que por ali já vira passar tantos outros admirados tal como eu. E toda esta imagem, foi acompanhada de uma citação de Os Maias, proferida pelo guia com aquela sua voz maravilhosa de locutor de rádio, onde Eça descrevia pormenorizadamente esta esplendorosa magnificência. Eça de Queiroz usou palavras mais expressivas que as minhas claro, apesar de o meu discurso ter sido inspirado no excerto que ouvíamos. Mas tal como Eça viu à sua maneira aquela vista, também eu interpretei a paisagem à minha própria maneira. No entanto, algo é certo - ficar-me-á na memória, e servir-me-á de pretexto para lá voltar um dia. :)
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| E aqui fica para os mais curiosos, um retrato pobre daquilo que vi. Ao vivo, não se compara em nada à medíocre retratação de qualquer fotografia. |
terça-feira, 24 de maio de 2011
I'm in a bad mood...
É raro eu estar de mau humor. O teste intermédio de matemática não me correu bem. É a primeira vez em muito tempo que um teste não me corre bem. E qual foi o problema? Distraí-me a gerir o meu tempo, já que não tinha o meu relógio tão amado que me foi dado pelos anos no pulso... Enfim... Mas essa é apenas uma das razões. Depois do teste, a Bia veio ter comigo. Perguntei-lhe como lhe tinha corrido o teste. Ela olhou-me. É estranho quando consigo perceber exatamente o que uma pessoa está a pensar apenas olhando-a nos olhos. Eu trinquei o lábio e suspirei de inquietação. Ela percebeu que eu tinha percebido e começou a chorar. Não lhe correra bem o teste. Mas eu sabia que algo mais estava errado. Detetei que havia outro motivo para ela estar ali comigo e não com o B., o namorado dela. Mas ela também percebeu isso, e informou-me que ela tinha acabado com ele.
- Quê?! - Perguntei. - Porquê?
- Estávamos a discutir, ele mandou-me para o c****o, eu dei-lhe uma chapada e ele bateu-me. E depois acabei com ele.
Eu fiquei estupefacto e mudei rapidamente de assunto, voltando ao teste, animando-a um pouco. Ela começou a queixar-se que já não ia seguir com matemática como queria, depois daquele teste.
- Oh, Bia, não sejas parva! - Argumentei. - Se deixasses de viver a tua vida por cada vez que ela te desse um obstáculo, nunca a viverias! Além disso, isto só te vai fazer forte e tentar ainda mais para o próximo.
Ela acabou por me dar razão. Mas na minha cabeça matutava o que ela me tinha contado sobre o B. Odeio, seriamente, odeio quando as pessoas usam a violência. Mas odeio ainda mais quando a usam em quem não merece! Fiquei enjoado com o tipo, digo desde já. E depois ainda me dizem que eu não tenho muitos motivos para não gostar dele, já que nem o conheço... Conheço-o bem demais, arriscaria dizer.
O dia foi um pouco assim... Quero dizer, continuei a rir com os meus colegas, por dentro, sentia-me desapontado e enraivecido. E de repente, sem saber bem como, senti-me perdido... Algo que já há muito não acontecia. Senti-me perdido. E não gosto de me sentir assim...
Enfim...
Cheers!! :)
segunda-feira, 23 de maio de 2011
"E é amar-te assim, perdidamente..."
"... e é seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente"
E dizê-lo cantando a toda a gente"
Hoje acordei com esta música na cabeça, em sequência da última conversa que tive com o K.. Nessa conversa, consegui sentir o quanto ele se preocupa com o meu bem estar, ao ponto de às vezes se questionar se ele próprio é capaz de estar à altura de me fazer feliz. Eu diria que ele está muito além de me fazer feliz. A distância é um obstáculo, isso é certo, mas que desafios da ida não estão repletos desses obstáculos? Uns são mais difíceis, outros são mais facilmente ultrapassados, mas estão sempre presentes.
E como posso eu amar perdidamente alguém que está tão longe? Fui-me apaixonando aos poucos, pelo que ele escrevia e ainda escreve, pelo que ele me dizia... Pela forma como ele me fazia sorrir e finalmente pela forma como ele sorri. São as pequenas coisas que foram crescendo, sem o entrave da preocupação da beleza exterior ou inexistência dela na outra pessoa. Apaixonei-me pelo que de mais belo ele tem: o interior, o que ele tem dentro do seu coração. Aquela simpatia, aquele jeito de ser - amável, preocupado, inteligente, divertido. Nunca falha quando me quer fazer sorrir, até porque é algo que me está sempre a fazer. Claro, depois estive com ele. E se já me tinha apaixonado pelo interior, não demorou mais de um segundo a apaixonar-me por aquela figura alta, calma... Aquele sorriso e aqueles olhos que não me deixam a mente.
Se eu sou feliz com ele, apesar da distância? Como nunca fui. Se a distância às vezes me faz acordar com a saudade de o ter junto a mim? Certamente. Se não me importo de esperar um pouco mais por estar de novo com ele? É um baixo preço que tenho a pagar pelo que sinto quando estou com ele. Nada se compara àquele batimento rápido e forte do coração quando estou com ele, aquele sentimento de leveza no peito, como se tivéssemos voado para longe do mundo e só existíssemos nós os dois.
Se eu estaria melhor com alguém aqui perto de mim? Não me parece que fosse tão fácil encontrar alguém como ele na minha vida, não depois de ele me ter marcado de tal forma. E não, não sinto que esta relação me esteja a impedir de viver a minha vida, porque até agora nunca me tinha sentido tão vivo.
E é por isto que quero cantar a toda a gente, que és alma e sangue e vida em mim, e que te amo assim perdidamente :)
Cheers! =D
domingo, 22 de maio de 2011
Finalmente alguma paz...
Finalmente, consegui dormir descansado que nem uma pedra! E hoje assim que acordei fui ver o Paranormal Activity 2. Fiquei a perceber melhor alguns aspetos do primeiro filme mas, pessoalmente, prefiro o original. Enfim... Hoje é a maratona do cinema. A seguir, vou ver o Fame, um dos meus filmes de musicais preferido, logo a seguir ao Mamma Mia!, claro está... xD E depois disso, verei os meus filmes preferidos de todos os tempos, aqueles a que consigo assistir vezes sem conta seguidas, aqueles filmes cuja história já quase de cor sei, mas que nunca me farto: Jurassic Park.
Desde pequeno que sou um nerd por dinossauros... Enfim... x) I like them :D
Cheers!! =D
sexta-feira, 20 de maio de 2011
O Tiago
O namorado da Jú. Já mencionei de certo estes dois, porque me dou muito com eles. Mas o Tiago tem-me surpreendido imenso pela positiva. Bom, primeiro, foi quando a Jú lhe contou que eu sou gay e que tenho um namorado e ele reagiu bem. Depois foi o poder falar com ele à vontade sobre o assunto sem problemas. E hoje aconteceu algo. Um pequeno momento, que me fez sentir uma grande consideração por aquele rapaz. Uma consideração e um respeito que nunca pensei vir a nutrir por ele.
- Que pulseira é essa? - Perguntou um colega nosso.
Reparei pela primeira vez na pulseira amarela que ele trazia ao pulso.
- É do apoio à luta contra a homofobia e descriminação... - Respondeu.
Eu olhei para ele, surpreendido. Os nossos olhares por pouco não se cruzaram, mas se o tivessem feito, ele receberia uma expressão de gratidão e de encorajamento. A verdade é essa, nunca achei que ele fosse uma pessoa má, só pensei que ele fosse reservado em certos assuntos. Acho que eu caí nas generalizações de que me tanto queixo que a sociedade faz. E acabei a levar um aviso de alarme. Eu já lhe tinha dito que não esperava uma reação tão recetiva da parte dele, mas isto ultrapassou as minhas expetativas largamente. Acho que a atitude dele é realmente louvável e digna de ser tomada como exemplo por todos aqueles que acham que ser homossexual é algo retorcido e anormal. eu sou um rapaz como outro qualquer. De tal maneira que quando a Jú soube, ficou surpreendida. Porquê? Porque não há nada de anormal em mim, nem nada de retorcido, apenas por ser gay. Aliás, a minha orientação sexual não define quem eu sou, a minha personalidade é que o faz. Não deixo de ser bom nem menos bom apenas por gostar de rapazes (e amar um em particular ;P). Só me entristece que haja muito mais gente que não concorda com isso do que gente como o Tiago...
Mas espero que isso mude um dia.
Cheers!! =D
Sleep!! Please Just Fall Asleep!!
É o que não tenho conseguido fazer: adormecer. Pelo menos não durante estes dois dias. Ontem até vim para casa mais cedo... Adormeci durante 15 minutos e senti-me melhor. Hoje, tal como ontem, só consegui adormecer depois da uma e acordei às três. Sei que adormeci durante uns momentos, porque sonhei (com motas... É uma das coisas que pouca gente sabe, mas eu adorava ter uma mota... xD provavelmente matar-me-ia, mas ao menos conheceria a diversão de andar numa). Mas acordei por volta das três e meia. Desde aí, tentei adormecer, mas nada! Acordaram os meus pais às sete e eu ainda ali, sem ter dormido... Tive de me levantar para ir para as aulas... Foi então que senti a cabeça parecia explodir, e doíam-me todas as articulações e músculos do corpo. Fui tomar um ben-u-ron, para as enxaquecas, e acabei por voltar a deitar-me. Aí adormeci que nem uma pedra, tal era o meu estado. Acordei às onze. Já me sentia melhor... Mas tive de faltar às aulas da manhã, enfim... É raro isto acontecer-me, apesar de eu ter o sono leve, consigo descansar. Mas hoje foi mesmo terrível... Ainda por cima vou ter as disciplinas de núcleo: Matemática A, Biologia e Geologia, e Física e Química A... "A" de "Ajudem-me-por-favor"! :C
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Rei Leão
É o filme de animação da minha infância, da minha vida. é o meu preferido de todo o sempre. Não, ele está num pódio especial. O Rei Leão é o filme de animação. Ponto final. Quando era novo, eu tinha um livro. Aqueles livros de cartão, que são adaptações resumidas do filme? As pessoas pediam-me para contar a história. E parecia que eu estava a ler! Mas sabem o que realmente acontecia? Eu já tinha ouvido os meus pais contarem-me aquela história tantas vezes, que eu já sabia o que é que eles contavam em cada imagem de cada página do livro! Ou seja, eu estava na realidade a citar a história de cor, orientando-me pela imagem que aparecia. E é no Rei Leão que encontro as mais carismáticas personagens que mais me marcam. O Simba, com a sua preocupação em ajudar as Leoas ao ver o estado degradado em que elas viviam, o Timon e o Pumba, com o seu lema despreocupado e sem problemas do Hakuna Matata, a diversão que me causava o riso estridente das três hienas. E nunca, nunca esquecerei, o temor que Scar me provocava, ou os calafrios que Zira me incutia na espinha. E eles tornaram-se os meus vilões preferidos. Até mesmo as minhas personagens preferidas no filme. Afinal, são elas que representam os monstros que se escondem debaixo da cama. Agora, para mim, representam também os monstros que se escondem dentro de mim, que eu aprisiono numa jaula de ossos, tal como Scar fez ao pobre Zazu. Enfim. É o filme da minha vida.
E aqui está uma das minhas falas preferidas do Scar, onde ele consegue ser, ao mesmo tempo, sádico e cómico:
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| - És tão estranho. - Tu nem sabes quanto... |
SCAR - PREPARADOS / BE PREPARED [em português, a voz de Scar é dada por Rogério Samora]
ZIRA - HEI-DE ME VINGAR / MY LULLABY (em português, a voz e Zira é dada por Simone de Oliveira)
A parte mais engraçada sabem qual é? É que este filme foi lançado por cá no meu ano de nascimento x) Isso só faz dele ainda mais o filme da minha vida: já me acompanha "desde o dia em que ao mundo chegamos", tal como diz o primeiro verso da música "Ciclo Sem Fim" ("The Circle of Life"), a introdução do filme... Enfim, bons tempos... Dá-me vontade de rever... acho que vou buscar o DVD xD
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Ele hoje ligou-me. Soube tão bem voltar a ouvir a sua voz... O meu coração batia desenfreadamente, e eu só conseguia olhar, sonhador, pela janela, imaginando-o junto a mim. Quando desligamos, depois de o ouvir dizer que me ama, e de lhe ter dito o mesmo, sentei-me na cama, a olhar para o tecto, relembrando a tarde que passámos juntos. Quero tanto voltar a fazê-lo... Estar com ele, é o tópico no topo da minha lista de desejos, é tudo o que quero neste momento.
A Jú quis logo que lhe contasse como é que correu. Sim, ela e o namorado já sabem acerca de mim. Eles são um casal surpreendente, e apoiam-me imenso. Até mesmo o Tiago, que eu pensei que me ia tratar de forma diferente, me surpreendeu, porque aceitou tão bem. Aliás, ele até ficou curioso com a situação. É bom saber que tenho amigos assim, que demonstram que são isso mesmo - amigos. A melhor parte é que eu sou a vela oficial deles os dois, porque passo imenso tempo com eles. Bom, costumo passar mais tempo com ela do que com o Tiago, mas ultimamente tenho sentido uma aproximação, provavelmente devido à curiosidade que ele sente em relação ao facto de eu ser gay. Hoje aconteceu um episódio engraçado. Eu estava a comentar isso de eu ser a vela deles, enquanto eles caminhavam de mãos dadas, quando a Jú me sai com uma "oh, queres que eu te dê a mão também, é?". Ela ofereceu-me a mão e eu correspondi, rindo. O Tiago, fingidamente, olhou para mim com uma cara ciumenta, com o olhar do tigre. Eu larguei a mão da Jú e, rindo, comento "Está descansado, que ela não faz o meu género!". Ele sorriu, agitando a cabeça como que dizendo "tirem-me deste filme" e eu e a Jú desatámos a rir. Sabe bem poder ser eu mesmo junto a eles... Enfim. é o que eu chamo "amizade".
Cheers!! =D
Não tenho nada contra irmãos mais novos... que não sejam o meu -.-
O miúdo (que é para não usar um outro termo da gíria menos formosa começado por "p"), é mesmo! Graa! Hoje de manhã, já passava da hora de ir para a escola e ainda estava a jogar na playstation. Mandei-o para a escola.
Ele: Já vou [como sempre diz]
Eu: Não é já vou, é já! [como sempre lhe dizemos]
Ele: Oh, tem calma!
Eu: é por teres calma que chegas sempre tarde ás aulas! Desliga isso!
Ele: ...
Eu: Tenho de te fazer como aos meninos pequenos? Contar até três?
Ele: ...
Eu: Ok! Que assim seja. Vou contra até três, como se faz às criancinhas: se não desligas isso, desligo eu.
Ele: Oh
Eu: Um...
Ele: (olha para mim e depois para o ecrã)
Eu: Dois...
Ele: (levanta-se e olha para mim de braços abertos, revoltado) Oh, Ragdoll!
Eu: Três! (vou até à playstation e desligo-a na tomada)
Ele: Oh! (atira com o comando para cima da mesa)
Eu: Olha lá que isso não é para partir!
Ele: Está calado!
Eu: Olha aí o respeito! Não sou teu pai mas também não tenho a tua idade!
Depois acabei por ter de ir embora, para o teste intermédio de Biologia (que por acaso correu bem). Podem pensar que eu fui demasiado brusco com ele. Mas há anos que os meus pais tentam a mesma coisa: dizer-lhe para fazer as coisas, repetir até ele ficar chateado por estarem sempre a revirarem-lhe o juízo e acaba por fazer. Se a minha Tia estivesse aqui diria "uma semana comigo e a ver se não ficava fino...". Há anos que acontece sempre a mesma rotina. Tenho de estar a dizer-lhe para fazer as coisas vezes sem conta, e acabo por me chatear eu e ele. E porquê? Porque não está habituado a olhar para as horas e perde-se no tempo. A minha mãe passa paninhos quentes "que queres, ele é assim...". Não, ele não é assim, ele está é mal habituado a não gerir o tempo. Comigo, finito, acabou. E a parte mais surpreendente? Foi quando voltei a casa e ele ainda cá estava.
Eu: ainda cá estás?!
Ele: não fui ás aulas da manhã...
Eu: Porquê?
Ele: estou doente, e estou cansado.
Eu: ok, e falaste com a mãe?
Ele (senta-se em frente ao computador já ligado) sim.
Eu: ah! Lindo! E depois ela admira-se! Quem me dera a mim poder não ir às aulas quando estou cansado! Mas para jogares no computador já não estás cansado!
Ele: Estou cansado das pernas! Estou sentado a descansar!
Eu: Das pernas?! E eu que passei a semana passada toda cansado, que tive a visita de estudo na quarta e aulas de Educação Física na terça e na sexta? Passei a semana inteira cansado e fui na mesma às aulas! Essa é boa! E admira-me como a mãe concordou com isso!
Ele: Mas não estou só cansado, estou doente!
Eu: quando estás doente vais é deitar-te para descansar como deve de ser, não é ficar em frente ao computador. E aviso desde já que quando eu disser para ires para a escola é para...
Ele: (começa a falar ao mesmo tempo que eu)
Eu: CALA-TE E DEIXA-ME FALAR! (Já há anos que não usava aquele tom de voz com ninguém... Um tom que eu odeio usar: autoritário, grave... Tal como às vezes o meu pai faz e também não gosta de fazer.)
Ele: Eu estava a responder ao que tinhas dito, depois é que começaste a falar...
Eu: Pois, mas quando eu terminei a frase continuei a falar, porque aquilo que eu disse não era para responderes, era para ouvir e calar. Por isso, quando eu disser para ires para a escola, desligas isso, ou então faço como hoje de manhã e desligo isso na corrente depois de contar até três. Está percebido?
Ele: Não.
Eu: Não percebeste o que aconteceu hoje de manhã?
Ele: sim...
Eu: Então é exatamente o mesmo.
Ele: Oh!...
Eu: E se tens alguma queixa a fazer, diz ao pai e à mãe, eles que venham falar comigo que eu explico a situação. Se não gostarem, têm bom remédio, que venham eles aturar-te de manhã. O método deles de te azucrinar a paciência até fazeres o que querem não resulta muito bem. Eu passo a dizer uma vez, à segunda ajo.
E assim ficámos. Veremos como ele se porta daqui em diante. Eu sou uma pessoa paciente por natureza, mas quando certas coisas me ficam atravessadas na garganta... Sou do pior. E não gosto disso. Não me sinto bem a ser assim nem as pessoas gostam quando assim sou. Mas quando tem de ser, tem de ser. Se ele não aprende a gerir o seu tempo agora, quando o fará? Quando for morar sozinho e morrer de fome porque esteve tão ocupado no vício do computador que caiu para o lado? (já aconteceu ele ter-se esquecido de ir comer por causa disso...!)
É por isso que digo: "Não tenho nada contra os irmãos mais novos dos outros. O meu é que é um mau exemplo."
Cheers!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Os Maias (xP)
Hoje tive um teste de Inglês de manhã e à tarde, a stôra de português espetou-nos com um teste de leitura acerca d'Os Maias. A princípio, olhei para o papel. "Como raios vou fazer isto...?" Tinha de relacionar as personagens do livro com o que elas representavam, o que era criticado através delas, e dar dois exemplos da História que remetessem para a necessidade de serem feitas tais críticas. Sentia a cabeça vazia... Depois li que podíamos usar os apontamentos da palestra a que tínhamos assistido na quinta-feira passada. Aí o cérebro começou a trabalhar a mil à hora. Lembrei-me do facto de as personagens do livro serem ociosas - Tinham os meios para melhorar o país mas não o faziam - lembrei-me que poderia relacionar isso com a independência do Brasil. Aquele grito do Ipiranga que roubou, por assim dizer, a Portugal a principal fonte de riquezas. E o que é que o governo da altura (leia-se Rei, nobres, burgueses, enfim, quem poderia fazer a diferença) fazia? Deixava-se estar. Deixai vir o dinheiro que o gastamos, em vez de investirmos. Foi-se a fonte monetária, cai a crise. Oh sim, e podia relacionar o comentário que João da Ega tanto fazia, que o país só importava do estrangeiro, tentando fazê-lo seu, perdendo identidade. E que episódio da história poderia retratar esse desastroso comportamento? Ora, o Ultimato Inglês cuja aceitação por parte de D. Luís levaria à morte do Rei e do Príncipe herdeiro. Inglaterra ameaça cortar o apoio militar, e ainda diz que deixa de exportar os seus tecidos para Portugal. E não é que Portugal está tão dependente financeiramente do estrangeiro, que opta por dar de mão beijada as colónias do centro de África? Para mim, é uma perda de identidade, de independência, de orgulho. Releio o papel antes de iniciar a conclusão do texto. Deuses, no enunciado menciona apenas Lisboa, não Portugal, do século XIX... Mas quem fala em Lisboa, fala em Portugal, não? Não é ela o coração do País, a cidade capital? Lisboa serve de palco das atrocidades das personagens, uma metáfora do país, "é usada como meio de criticar a sociedade no geral, mas nenhum português em particular." Termino o texto com esta frase e olho para o relógio. Faltam dez minutos para o tempo. Observo a folha. "Stôra! Acho que ultrapassei o limite de 300 palavras!" digo, estupefacto comigo mesmo. A stôra diz que posso passar 10% do limite. Conto as palavras. Afinal, por doze palavras, não cheguei às 300. Menos mal...Isto serviu-me para reviver aquele gosto que sempre tive por História... Veremos que nota tenho...
Credo, este texto está mais extenso que eu queria... Tal qual o teste de leitura. Enfim, quando começo, nunca mais acabo...
Fiquei com a vontade de voltar a rever os meus manuais de História dos anos passados... [Quando o K. ler isto já me dá na cabeça que eu devia era estar a estudar Química, em vez de uma disciplina que já nem sequer tenho... xD]
Cheers!! =D
Estou aqui sentado à cinco dez minutos a olhar para o meu ecrã, sem saber o que escrever... Hoje acordei meio esquisito. Não sei explicar, só me sinto assim... Como hei-de dizer? Com um mau presságio? Talvez seja o medo a falar mais alto. O medo de perder aquilo por que estou a passar. O medo de o perder a ele. Olho à minha volta e não me sinto em casa. Casa. Isso é onde está o meu coração. É onde ele está, é nos braços dele. Algo que nunca me abandona, felizmente, é a esperança de poder voltar a estar com ele. Dizem que a história tem tendência a repetir-se...
A minha história está a repetir-se. Não completamente, e ainda bem. Mas as linhas básicas são as mesmas, sim, no entanto o resto, isso é tudo completamente diferente. E são essas coisas diferentes, essas coisas que realmente me fazem sentir feliz e não como se eu estivesse a viver uma mentira que me fazem ter força para o seguir em frente. Não ter medo de dizer que o amo, pois sei que não estou a mentir. Mas cometi erros no passado. Não quero cometer os mesmos erros. Não quero voltar a fazer o mesmo que fiz antes. Não quero tornar o que estou a viver agora algo como o que já vivi num passado que me parece agora distante. Por dentro sinto esse medo. Misturado com a alegria que ele me dá.
No passado, aconteceu o que aconteceu porque eu queria esconder de mim mesmo quem eu realmente era. Agora, acontece o que acontece porque tive finalmente a coragem de mostrar quem sou realmente. Mas os fantasmas do passado ainda me assombram à noite, ainda me picam o âmago, tentado apoderar-se de mim. Quando isso acontece, lembro-me do seu sorriso. Dos seus olhos verdes. Da sua voz calma e paciente. Lembro-me do fogo que o sei beijo deixou na minha boca. E os fantasmas do passado fogem. É o amor.
Um amor à distância. É difícil, mas não é impossível.
:)
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Primo
Ele é um rapaz que sempre me surpreende. Com os seus cinco anos, cá em minha casa, saiu-se com um episódio engraçado que, se já lembrei aqui no blogue, volto a reescrever:
Eu: O meu computador agora está lento...
Primo: Porquê?
Eu: Já é velho...
Primo: Compra um novo...
Eu: Não tenho dinheiro...
Primo: Pede aos teus pais!
Eu: Mas eles também não têm dinheiro! xD
Primo: Mas eles vão ao banco!
E para ele a questão estava resolvida...LOL. Esse mesmo meu primo [que é loiro, mas não é nada burro ;)] veio cá no Sábado. Estávamos no PC e, do nada ele pergunta-me:
- Na Páscoa viste a novela que deu na TV?
Eu: Novela...? Acho que não... Qual Novela?
Primo: Aquela!! Como "Mamma mia, here I go again, my my, how can I resist you"
Eu abri os olhos, escancarei um sorriso e comentei: Ha, vi! Era um filme, mas sim, vi. Gostaste de ver? E ele respondeu que sim. E começámos a cantar. Sim, adorei o file Mamma Mia! acho que é um dos meus preferidos... Enfim. Mamma Mia, é um das minhas músicas preferidas dos ABBA. As outras são The Winner Takes it All; Money, Money, Money e Honey, Honey. Eu fiquei surpreendido que o primo soubesse a música. (Bom, ele não sabe inglês, por isso não sabe exatamente cantar a letra, mas trauteia a música com o ritmo certo e as palavras que balbucia até são bem parecidas com aquilo que se ouve.). Mas então, o meu primo fez-me as delícias quando começou a cantar a Honey Honey. Decidi então ligar o meu MP4 às colunas, coloquei essa música e começámos os dois a cantar (e dançar) em conjunto ;P
E uma das razões porque tanto gosto da Honey Honey é porque me faz lembrar o K.
Honey, honey, how he thrills me
Ah-ah, honey, honey,
Honey, honey, nearly kills me,
Ah-ah, honey, honey.
I've heard about him before,
I wanted to know some more.
Now I know what they mean,
He's love machine
Oh he makes me dizzy!
Mas se me perguntarem qual a minha música preferida dos ABBA, de todas elas, acho que responderia, sem hesitar, The Winner Takes it All. É mais do que uma música, é uma história de uma mulher que se expressa o melhor que pode, num silencioso apelo a ser ouvida e aliviada da dor que carrega no peito. Épico, é a palavra certa para descrever. E a performance da Meryl Streep no filme ao interpretar esta canção só corrobora as minhas palavras.
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