Disse o Fernando Pessoa:
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
Bom, consigo relacionar-me com isso... x)
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Se eu tivesse uma arma de fogo à mão...
... já tinha dado um tiro na cabeça... [Não se assustem, eu não ando com ideias suicidas, era só uma metáfora].
Falei agora mesmo com o Miguel... Aquela história toda de ter cometido um erro, bom, tinha a ver com ele. Passo a explicar rapidamente:
- O namoro com o K. terminou.
- O Miguel viu a oportunidade e "atacou"
- Eu deixei-me levar por uns certos desejos carnais que tive
- As coisas entre nós forma acontecendo e ele disse que não se importava que eu me aproveitasse dele
- Eu não gosto de me aproveitar assim das pessoas e pensei que, iniciando uma relação com ele, tecnicamente não estaria a abusar dos seus sentimentos.
- Percebi o erro que tinha cometido e que não fora a melhor solução...
Então, falei com ele. O Miguel tem uma facilidade em ler o que sinto que me assusta imenso (E esta é uma coisa que completa a pergunta que o Weasley me fez ontem: Pessoas que sabem exatamente o que sinto sem eu dizer nada assustam-me... lol). Quando lhe disse que eu não me sentia muito bem com isto, ele simplesmente disse "Pois, eu já desconfiava... Só não precisavas de o ter feito, mas pronto.". E foi aqui que me apeteceu pegar numa arma. Andei o dia todo de ontem a rebolar-me pelo chão por causa disto e afinal ele já sabia como eu me sentia...
Cheguei à conclusão que, por muito que eu gostasse de ter uma relação, por enquanto não me sinto pronto para uma relação deste tipo... Talvez surja alguém que mude essa minha sensação, mas até lá...
[Uma nota à parte... O Leitor comentou que achava que eu era maturo... Onde está agora a maturidade nos meus atos? x( Não me parece que esteja, por isso, acho que me podem atirar com tudo o que tiverem à mão...]
Falando em Inconstante?
Pois.... Hoje acordei com bom humor... Uma vontade terrível de saltar pela casa a gritar aos céus, sei lá, um Eye of the Tiger ou Another One Bites The Dust. Dados os acontecimentos dos dois últimos dias, acho que a ordem cronológica do meu organismo me está a pregar partidas. Ontem tinha muito mais razões para acordar de bom humor do que hoje!
Mas enfim... Tomei a decisão de não me preocupar demasiado com certas coisas até elas acontecerem. Claro, isso não inclui os exames. Quando penso que amanhã tenho um, dou em doido... Mas enfim.
Digam adeus! ao James depressivo! Não quero voltar aquele buraco escuro. Não vale a pena para ninguém... E o pai já me carregou o meu telemóvel, o que significa que já vou poder falar com uma quantidade desmesurável de gente sem ter de sair da secretária de trabalho. (Tenho uma para o computador e outra na outra ponta do quarto, virada de costas para a vil máquina... É uma forma fácil de não haver tentações... No entanto, acabo sempre a fazer os trabalhos em frente ao computador...)
Falando em razões para estar feliz... Tive um série de sonhos muito estúpidos, que incluíam a série Glee onde também entrava a minha stôra de Educação Física e o meu colega do lado, o Gui. Depois sonhei com morar na rua, e depois numa casa pequena cheia de tralha onde, vá-se lá saber porquê, o telefone fixo servia de antena da TV... E depois, depois sonhei com algo que... Bom, não fez sentido, ou até fez... Sim, pensando bem no que aconteceu, fez sentido. Foi um sonho um bocado explícito que quero guardar para mim devido aos intervenientes, mas pronto...
Enfim, o que importa é que não estou com paciência para me tornar alguém tristonho, como era quando comecei a escrever o Blogue. Eu agora sinto-me bem com a minha orientação sexual, já não olho para ela como uma espécie de maldição, apesar de ter certas limitações na facilidade com que falo nisso e a quem falo nisso; até agora todos os amigos a quem tenho contado têm aceite muito bem; e tenho pessoas na minha vida realmente preocupadas com a forma como me sinto. Que mais posso pedir? Não ter cometido os erros que cometi. Mas a única coisa que tenho a fazer é seguir em frente, aprender com eles, compensar o mal que fiz. Afinal de contas, errar é mesmo parte da natureza humana e eu também sou humano, também tenho direito à minha quota-parte de erros a cometer. Mas uma coisa é certa - andar a desesperar pelos cantos da casa não é solução para resolver os problemas.
Agora que tenho sms grátis de novo, o primeiro nome que me aparece na lista é o dele... Tenho de lhe contar... Enfim, veremos como corre... Provavelmente o melhor é contar amanhã? Não sei. Já estou como o outro "Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje...". Neste caso é mesmo o que devo fazer hoje...
domingo, 19 de junho de 2011
Cabeça minha que pensas demais, Cabeça minha que não pensaste o suficiente na altura certa...
Retumbante na escuridão dos meus pensamentos encontra-se sempre aquele sentimento. É frio, desconfortável. Um ser que se agiganta para lá das linhas do meu medo, atravessa-me o peito e incapacita-me. Antes ria, mas agora mal consigo fazer um sorriso que não seja melancólico. Antes cantava, mas até as notas me falham na voz já fraca e gasta. Antes desenhava, mas o caderno e o lápis caem-me no chão, tentando escapar dos meus traços escuros e rudes. Antes escrevia, mas agora as letras ficam sem significado. Antes lia, mas as palavras tornam-se disformes e fogem-me dos olhos sem que as consiga interpretar a não ser como adagas que me perfuram o peito, zombando de mim. Zombado daquilo que eu queria e já não tenho, daquilo que finjo ser a melhor opção. Mas eu sei que não é a melhor opção. Para ser franco, não é de todo uma opção. É algo com que me conformo. No entanto, agora, cada fibra dos meus músculos, cada célula do meu corpo, combatem contra mim.
É como um mau presságio que se difunde subtilmente pelas bocas das pessoas, assim é este sentimento que me consome por dentro. Semanas de tentativas frustradas de deitar para o lado os pensamentos caem agora sob os meus ombros. Sinto neles o peso de todos os erros que cometi, magoas que causarei.
Olho para aquela janela de computador com a sua fotografia. Na minha mente cruza-se a imagem da sua face retorcida de dor, raiva, desespero...
O que é feito de mim, que me deixei levar para aquele sítio de que sempre me quis manter longe?
Eu sempre dissera a mim mesmo que não me poderia aproveitar dele. Uma coisa, seria algo sem compromissos, completamente despido de sentimentos líricos. Outra coisa é quando existem sentimentos desses nutridos por uma das partes, e eu continuo em frente.
"Talvez, talvez se a relação for séria, seja melhor. Assim ele fica contente, e eu tenho o que tenho vontade de ter, sem precisar de me preocupar com o poder estar a usá-lo."
Foi isto que disse a mim mesmo. Acreditas!? Eu! uma pessoa que sempre tentou fazer o que está correto, num momento flagrante de estupidez aguda, acabou por ir pelo caminho que magoará o próximo, apenas porque não me queria sentir culpado quando estivesse com ele como nunca antes tinha estado com outro rapaz! E agora?! Agora, monkeyboy, agora tens de arcar com as culpas de teres mentido, de teres magoado!
E que sentimento é este que já não dava a face a conhecer à muito tempo? Desapontamento. Estou completamente desapontado comigo próprio. Merecia que uma multidão me chamasse toda uma gama de nomes execráveis e humilhantes. Fiz o que eu sempre pensei que nunca faria. E o que me sobre agora? Uma panóplia de incapacidades motoras.
Estou a definhar. Dramático? Talvez até esteja a ser um pouco. Mas como seria suposto sentir-me se fiz algo contra o que sempre lutei - mentir a alguém que não merecia?
Tenho exame de Biologia e Geologia esta terça-feira. Provavelmente cruzar-me-ei com ele na escola. Quanto mais depressa der o golpe de misericórdia, mais tempo ele terá para sarar... Ou para me odiar. Mas eu mereço isso, e muito pior...
Aquela caneca...
Às vezes há coisas que me fazem sentir tão bem, e no entanto são tão irrelevantes à primeira vista...
Agora mesmo, com fome para lanchar, mas sem vontade de comer, fui preparar uma caneca de leite com cacau. Fi-la como sempre faço. Peguei numa caneca, pus duas colheres e meia de açúcar, duas e meia de cacau, um pouco de leite e misturei até fazer uma pasta, com a consistência e o sabor de mousse de chocolate. Quando finalmente cheguei à textura desejada, enchi a caneca e misturei. É como que um ritual de preparação que sigo mais ou menos religiosamente, dependendo do tempo que tenho disponível. Sentei-me ao computador, e bebi o leite. A frescura acariciou-me o estômago, deixando-me com uma sensação confortável de satisfação. Foi então que olhei para a caneca e me apercebi qual era. Azul por dentro, amarela por fora, com uma cara sorridente com um nariz e palhaço vermelho, um par de mãos e pés desenhados cumprimentaram-me jovialmente. Era aquela caneca. A caneca que já não usava há anos. Aquela caneca onde eu, quando novo, bebia todas as manhãs o meu leite com chocolate. Era aquela cara sorridente que me cumprimentava no acordar de todos os dias, animando-me para mais um dia de escola, com a companhia dos meus amigos. Era aquela caneca que, na altura, tinha de pegar com as duas mãos em volta dela, pois ainda não tinha habilidade nem força para a segurar pela asa. Na altura, uma das mãos que a segurava passava por dentro da asa, sentido o conforto do leite quente na palma e o contraste da porcelana fria no outro lado da mão. Hoje, já só consigo, a muito custo, pôr três dedos dentro daquele espaço. E já consigo segurá-la apenas pela asa. Acabei o leite. E fiz como eu fazia quando era novo. Peguei nela e espreitei lá para dentro. Sentia o aroma deixado pelo leite achocolatado misturado com a porcelana, numa esperança vã de que o líquido saboroso não tivesse ainda acabado definitivamente. E depois levava-a para o lava-loiça, para ser lavada, pronta a usar no dia a seguir. Mas hoje, ela não vai já para o lava-loiça... Hoje vou arrastar a companhia que ela me faz... Merece que eu lhe dê esse pequeno tributo, para compensar os anos que ficámos sem estarmos em contato.
Depois de ouvir isto...
Quero voltar a ver isto...

Porque é um dos meus filmes preferidos da...

Para além deste...

e deste...
Um Soco no Estômago...
Foi o que senti hoje...
Acho que as coisas me caíram em cima. Talvez seja só um dia mau? Espero que sim.
Senti um soco no estômago.
Porque tive saudades de algo que tive em tempos, mas que já não tenho.
Porque sei que há coisas na minha vida que não são exatamente o que eu quero.
Porque sei que há coisas na minha vida que são exatamente o que quero, mas que me assusta que as queira.
...
Passaram vinte minutos desde que acabei de escrever a frase acima. Desde então tenho apagado e rescrito o texto.
As palavras já não me saem como eu quero. Que é feito de mim?! Será que perdi a última coisa sobre a qual tinha controlo? Até mesmo as palavras se revoltam contra mim, já não chegava o meu próprio ser revoltar-se contra o que fiz, por saber que o que fiz torna errado o que quero realmente fazer?!
E o que quero eu?! Tenho medo de não saber o que quero. Mas sei. Eu sei bem o que quero. Sei perfeitamente. Mas nem sempre o que quero está de acordo com o que é correto, com o que é bom para mim, com o que não me vai magoar. Tentei agradar a um, pensado que me agradaria a mim. Mas as coisas não foram assim. Porque a tentar agradar a essa pessoa, senti-me deslocado. Senti que as pessoas à minha volta não concordavam com aquilo. E sei que vou sair magoado desta situação. Ou pelo menos um de nós vai. E se for essa pessoa, a culpa vai dominar-me, como sempre fez. Nunca tive problemas em ir contra os preconceitos da ociedade. Mas nunca me senti bem em ir contra os conselhos dos que me são mais próximos.
E porque raios neste mundo o que eu quero é sempre o impossível? Porque raios neste mundo o que eu quero é sempre aquilo que sei que é impossível de ter? E porque raios neste mundo o que eu quero vai sempre contra os ideais da sociedade?
Será que neste mundo há lugar para mim?
Será que eu serei capaz de emendar os meus erros?
Ou será que me vou acobardar e viver para sempre com eles?
...
Não quero... Por um lado, não quero viver com os meus erros para sempre. Por outro, não tenho a coragem de os emendar.
Porque é que tinha de ser agora? Porque é que tinha de me sentir assim tão deslocado neste momento? Porque é que tinha de me sentir tão perdido, sem saber como, ou o que fazer, sem ter nada por garantido? Ou por só ter garantido que vou magoar-me, quer emende os erros, quer não...
Mas será que tenho o direito de emendar os meus erros, sem olhar a quem magoo com isso?
Mas será que tenho o direito de manter os meus erros, sem olhar ao que me deixa neste estado?
...
Estou a desabar. O meu mundo - a escrita -, até mesmo o meu mundo se está a virar contra mim! Aquelas a quem eu chamava minhas súbditas, por expressarem o que eu queria expressar, mesmo que não fosse o que eu sentia, estão revoltadas. As palavras já não querem expressar exatamente o que sinto... Será que é porque o que sinto é confuso? Irracional?
Nunca fui muito à bola com pessoas inconstantes, que parecia que não sabiam o que queriam.
Agora, não vão muito à bola comigo mesmo, porque me sinto inconstante, apesar de saber o que quero.
E agora sinto compaixão por essas pessoas inconstantes.
Só estando nesta situação é que se consegue compreender o quão avassalador isto se pode tornar.
E arrependo-me de ter sido duro com amigos meus que passaram por isto.
O que eles queriam era o meu apoio e os meus conselhos, não o meu julgamento. Para serem julgados, já lhes bastava a eles próprios...
E sinto um soco no estômago. Uma vontade de desaparecer. Este mundo é cruel para mim.
Pergunto-me que mal fiz eu para merecer isto?
Estúpido. É óbvio que sei o que fiz mal para merecer isto. E isso corrói-me. Porque não estou a ter mais do que o que mereço.
E arrependo-me de ter sido duro com amigos meus que passaram por isto.
O que eles queriam era o meu apoio e os meus conselhos, não o meu julgamento. Para serem julgados, já lhes bastava a eles próprios...
E sinto um soco no estômago. Uma vontade de desaparecer. Este mundo é cruel para mim.
Pergunto-me que mal fiz eu para merecer isto?
Estúpido. É óbvio que sei o que fiz mal para merecer isto. E isso corrói-me. Porque não estou a ter mais do que o que mereço.
sábado, 18 de junho de 2011
Quantidade ou Qualidade?
Ultimamente, a quantidade de acontecimentos tem sido pouca, mas a qualidade dos mesmos não se discute! Conversas deveras interessantes no msn, um bocadinho de jogo... Enfim, podia fazer isto todos os dias. Deitei-me de novo a altas horas da matina, mas valeu a pena. Deu para conviver um bocadinho xP
Tenho de começar a pensar em estudar, mas não tenho muita cabeça para isso. Hoje estou naqueles dias em que não me apetece fazer nada. Acho que vou é deitar-me no sofá, beber qualquer coisa fresca e ver um bocadinho de TV...
Este post está um bocadinho pobre... Mas enfim, talvez mais lá para a tarde tenha qualquer coisa mais para postar. Se não for mais, poderá ser um desenho, mas logo se verá ;)
Cheers!! :)
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Já faz um tempinho desde que postei o meu primeiro rabisco da tartaruga
Este foi um que acabei de fazer:
Este foi um que acabei de fazer:
Sabem aquela pequena expressão do "Há sempre uma primeira vez para tudo"? Oui, parece que ultimamente eu tenho sido a encarnação de tal frase... E muito mais não digo.
Ontem continuei na conversa com o Leitor. Claro, o meu querido computador, como me adora, decidiu que ia bloquear-me tudo e que não me ia deixar continuar a "conversa". Enfim. Hoje é um novo dia. E a verdade é que quando se está em boa companhia [E que boa companhia era... xP], nem se dá pelo tempo passar.
Hoje, acordei às nove, olhei para o despertador, virei-me para o outro lado e só me lembro de ter acordado de novo às onze! xP Boa vida! Férias e tal... Hehe, não é para quem quer, é para quem pode. Hoje, o Mano vai a uma visita de estudo e eu, cá fico em casa a ver navios passar... Mas pelo menos posso dar-me ao luxo de tal coisa!
E sobre hoje, pouco há mais a dizer. E que novidades há? Bem...Descobri algumas coisas que me atraem num rapaz e nas quais nunca tinha pensado muito... [Bom, excepto talvez a terceira e a segunda, mas pronto...] :
- A voz (Há vozes que conseguem ser meesmo sensuais!)
- A roupa interior (se lhe fica bem, mesmo com um dos pares que menos gosta, então fico doido! xP)
- Aquela linha de pêlos que vai do umbigo em direção aos recônditos do Paraíso... É como que um caminho que marca de forma provocante a direção que temos a seguir para chegar ao Grande Prémio.
- Se fica bem de barba, é uma mais valia! xP
Mas também (re)descobri algo sobre mim. (Cristo, e eu que dizia que lá por ser Escorpião que não era assim tão mau.) No fundo, no fundo, até gosto de ser "mau"... Em certas coisas dá sempre prazer ser mauzinho... E eu hoje não estou nada devassado, hein!? [Ah, agora é só a aprender palavras novas hehe]
Cheers!! =D
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Criei uma nova secção, aqui em cima, na barra de separadores. Lá podem encontrar um pequena lista das pessoas que já mencionei aqui no blogue e que, de uma forma ou de outra, têm estado presentes na minha vida. Umas mais outras, menos, mas pronto. Achei por bem fazer isto porque, a dada altura, eram tantos nomes que até eu tinha dificuldades em acompanhar tudo. :)
Cheers!! =D
Cheers!! =D
Dormi até às onze... E depois? Depois fiquei bem acordado! xP
Pois, como diria o bom do Eça se isto fosse um dos seus Romances, ontem tive uma autêntica soirée. [Não tenho a certeza se é assim que se escreve, mas o caro Leitor, deverá saber corrigir-me, caso eu esteja errado... Ele é que é bom a falar francês... Quanto a mim? Je ne parle pas français! haha]. Já lá vão os tempos em que eu ficava na conversa com alguém até às quatro da madrugada. Foi recorde! Fui deitar-me duas horas antes de os meus pais acordarem. O Resultado? Até ás onze ainda me encontrava a ressonar, que nem um rei abastado, naquele leito onde já muito aconteceu. E onde muito haveria de acontecer nesse dia... E de que ficámos a falar até Às quatro da manhã? Bom, coisas banais... Até que as perguntas começaram a ficar mais atrevidas. A dada altura já nos tínhamos posto "anatomicamente alterados". Mas enfim, sono não senti, até porque a companhia era boa.
Quando acordei, foi com o meu irmão a fazer um estrondo com a porta de casa que até fez a minha cama tremer. Voltei dos anjinhos... Ou melhor, acordei, que isto de ir parar ao céu ontem ganhou uma conotação mais retorcida com a conversa das doze badaladas após a meia-noite... Se não estão a perceber nada do que eu estou para aqui a escrever, é porque ainda estou a recuperar o sono perdido haha. Enfim, foi só o tempo de tomar banho, lavar os dentes e vestir os boxers, e o Miguel tocou à porta. E bom... Eu devia ficar bem com aqueles boxers. Não eram o par preto que me fica a matar, mas era iguais, só que cinzentos... Enfim, só sei que eu devia estar mesmo apetecível, que ele se atirou logo a mim. Daí a pouco, estávamos na cama. O tempo passou a voar, e ele acabou por ter de ir para a aula. Mas prometeu-me que voltaria. Eu vesti-me, ele saiu. Uma hora depois já cá estava de novo. Tinha saído mais cedo, mas estava cansado. O caminho é íngreme. Achei por bem que não o deveria cansar ainda mais, não fosse correr o risco de lhe dar um fanico cá em casa. Ficámos simplesmente deitados na cama, juntos um ao outro, com as pernas entrelaçadas. Não chegámos sequer a tirar roupa nenhuma.
"É estranho estar assim contigo" Comentou.
Fiquei um bocado aparvalhado, principalmente porque percebi a indireta na sua frase.
"O quê? Achavas que eu estava contigo só pelo sexo?!" Respondi, fingindo-me indignado.
"Não sei... Mas sabes que eu não me importava..."
"Mas importo eu. E não te estou a usar só para me satisfazeres. Também consigo ser romântico quando quero!"
"Ah, quem diria!" Riu-se "mas é tão bom estar assim contigo..."
"Sim, só tu e eu, nada mais. O sexo é bom, mas não é tudo!"
Ironicamente, quinze minutos depois desta conversa, e depois de termos estado a trocar carícias em silêncio, já estávamos de novo a tirar a roupa... Como digo, o sexo não é tudo... Mas é uma parte boa... Enfim. Devo dizer que quase adormeci ao seu lado. E não me importava de o fazer. É difícil de explicar o que se sente quando se está assim com alguém. Cá bem no fundo, eu próprio tinha essa dúvida, se não estaria com ele só pelo sexo. Mas eu nunca fui uma pessoa de me aproveitar dos outros. Sim, viver a minha vida em pleno, tudo bem, mas sem magoar os que me rodeiam! E a verdade é que me sinto bem assim. Se haveria alguém que me poderia fazer sentir melhor? Não sei. Já estou como o Descartes* Socrates - "Só sei que nada sei".
Cheers!! =D
*Não liguem a esta parte do Descartes, é uma piada dirigida ao Leitor ;P Ele sabe muito bem a que situação me refiro MUHAHA! xP [eu avisei que gostava de picar as pessoas... I'm a mean Scorpio xP]
Hoje o Miguel voltou cá a vir a casa. Apenas adianto que nos divertimos um com o outro. E como uma [Óóótima]* pessoa disse "Isto agora é todos os dias?!" Pois é... Temos que aproveitar quando temos a casa só para nós, que depois entra o meu irmão em férias e lá se vai o poder estar juntinhos no sofá (ou na cama). Enfim, não há muito a acrescentar, não vá acontecer como no último post e ficar demasiado explícito... xP
Depois, comecei a jogar, mais ou menos às oito, Age of Mythology com o mano. Fazemos uma dupla invencível, com uma armada capaz de deitar abaixo o mais poderoso dos titãs!! Eu e ele, contra os exércitos de mais quatro jogadores guiados pelo computador! Bem... Podemos ter tido a vida um pouco facilitada, que os últimos não deram muita luta... Mas os primeiros, que pensávamos serem os mais fracos, já que só tinham duas bases, foram o osso mais duro de roer! Tinham apenas duas bases, mas protegiam-nas com unhas e dentes, reconstruindo-as sempre que uma vaga do meu exército por lá passava... e o titã deles lá andava a brincar com as minhas tropas como se fossem bonequinhos de borracha... Mas conseguimos vencer, a muito custo, isso é certo, mas a vitória para nós cantou uma doce melodia convidativa, que nos motivou a esmagar com poder militar todos os restantes líderes do mapa!
Enfim, apesar de ter acontecido pouca coisa, foi um dia "muuuuuito bom". ;)
Cheers! =D
*better like this? hehe ;)
*better like this? hehe ;)
terça-feira, 14 de junho de 2011
De novo juntos...
Ele trouxe o filme. E as pipocas. Finalmente, íamos voltar a estar juntos. Tentámos conter-nos. O beijo nem sequer foi trocado assim que ele chegou, só depois de ter posto as pipocas no microondas. Ele estava ofegante, tinha estado a correr para chegar a horas. Disse-lhe que não era preciso. Pus o filme a dar. Sentados no sofá, entreolhamo-nos pelo canto do olho. Nenhum de nós queria deixar de resistir e, ao mesmo tempo, apenas nos queríamos voltar a entregar um ao outro. Como da outra vez. Naquele mesmo sofá... Finalmente, ele cedeu, e beijou-me de novo calorosamente. Impulsionei o peso do meu corpo para a frente, fazendo-o deitar-se de costas no sofá. Pouco depois, roupa era atirada para o chão, com desprezo - eram aquelas barreiras de tecido que impediam as nossas peles quentes de se tocar! O filme? Ainda tentámos refrear-nos para o ver. De tronco nu, ele deitado com a cabeça no meu peito enquanto lhe acariciava os cabelos... Ainda assistimos o suficiente para ver o DiCaprio a dar uns quantos tiros. Mas nem a ação do filme A Origem nos desprendeu um do outro. Poucos minutos depois, e estávamos de novo sem roupa. Do Sofá, fomos para a cama. As suas mãos faziam-me gemer de prazer, e quis retribuir. Quando sentiu o orgasmo chegar, gritou pelo meu nome. Beijei-o, continuando os movimentos com a mão, sentindo-o vibrar sob o meu abraço. Pouco depois, fui eu que soltei uma exclamação bem ouvida de prazer quando ele retribuiu, fazendo-me chegar a um pico de prazer que eu nunca antes tinha alcançado. Entreguei-me nos seus braços, e fomos até à banheira tomar um duche rápido para limpar a pele.
As pipocas ainda mal tinham sido tocadas. Enquanto acabava de me vestir, ia tirando algumas. E ele deu-me umas quantas à boca. Comentámos o que faríamos se aparecesse alguém ali nesse momento, conversámos sobre como seriam as coisas daqui para a frente. Como serão? Não sei. Só sei que gosto de como elas estão agora.
Passámos por muito. Fi-lo sofrer também, assim como ele também me magoou. Mas havia sempre algo a impelir-me a perdoá-lo, algo que nos fazia reaproximar inevitavelmente. E também tivemos sempre aqueles momentos bons, em que riamos juntos, comentávamos as coisas doidas que fazia-mos em conjunto com os nossos amigos.
E agora... Ainda sinto o toque da sua mão na minha, o peso da sua cabeça no meu peito. O bater do meu coração rápido. E nunca pensei que satisfazer alguém me pudesse dar tanto prazer... Ouvir aqueles gemidos, ver o seu corpo torcer-se... E saber que era por minha causa... É uma sensação nova, estranha, mas agradável.
E subitamente, este post tornou-se mais explícito do que eu inicialmente esperava... Mas enfim. Que se pode fazer?
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Uma tarde de Culinária...
Yap. Tive visitas cá em casa. A mãe queria fazer queques, mas segundo as superstições dela, de uma mulher toca nas receitas nos dias em que "o Benfica joga em casa", a massa não sai bem. Resultado? Acabei eu a fazer os queques. A mãe este lá a supervisionar, mas quem os fez fui mesmo eu... Enfim. Felizmente fizeram sucesso, que desapareceram todos em três tempos. A Tia até me deu uma dica: pôr um bocado de chocolate negro no meio de cada queque antes de levar a massa ao forno. Da próxima vez que fizer, já sei como eles vão ficar bons, e como eu gosto hehe.
Depois do lanche, fomos jantar a casa dos meus avós. Conversámos de tudo um pouco, eu, os avós e a tia. Principalmente de alimentos que ajudam a preservar a memória... Já não me lembro de quais eram... LOL acho que estou mesmo a precisar... Só me recordo dos Bróculos e do Chocolate x)
Era para ter ido dar um passeio a Sintra com o Miguel... Mas parece que esses planos tiveram de ser adiados. No entanto, amanhã, ele vem cá a minha casa outra vez, e já podemos estar juntos x) Vamos fazer o tal programa de ver o filme, comer pipocas... E qualquer coisa mais... hehe, mas isso é outra história!
Cheers!! =D
domingo, 12 de junho de 2011
Dulce Pontes
Quando era novo, ouvia esta mulher - o pai punha-me o CD a tocar. E punha sempre aquelas que sabia que eram as duas de que mais gostava. Há anos que não as ouvia, mas redescobri-as hoje:
Laurindinha
Canção do Mar
São ritmos que nunca esqueço, e que me são intemporais. Sou sempre capaz de acompanhar a letra, pode ate nem ser por inteiro, mas consigo acompanhar...
Laurindinha
Canção do Mar
São ritmos que nunca esqueço, e que me são intemporais. Sou sempre capaz de acompanhar a letra, pode ate nem ser por inteiro, mas consigo acompanhar...
Repentino Pensamento Que me Surgiu ao Relembrar
Como é meu habito, fui para a sala e mudei o canal para o Discovery Channel. Estava a dar How it's Made (O Segredo das Coisas, em português). Nesse programa, iriam mostrar como se faziam, entre outras coisas, canetas. Não daquelas esferográficas descartáveis da Bic, mas canetas a sério, com o seu reservatório de tinta que pode ser cheio quando se gasta, com uma ponta aguçada de metal que faz efeitos icónicos no papel... Enfim, uma caneta das que sempre sonhei ter. Comentei isso com o pai, que assistia ao programa comigo. Ele prometeu-me que, quando recebesse o ordenado, me comprava uma caneta dessas.
Relembrar este episódio deu-me uma vontade imensa de pegar numa caneta esferográfica, e escrever no papel. Sim, eu escrevo imenso no computador. Mas deu-me vontade de escrever no papel. Deu-me vontade de voltar às minhas origens da escrita...
Foi esse pensamento repentino que me surgiu.
Voltar às origens
Relembrei como eu era antes, e no que sou agora. Sempre fui uma pessoa muito ponderada, cautelosa, reservada. Embalado pela melancolia dos desamores e das mágoas pelos outros causadas, sempre fui assim, uma sombra despercebida aos olhos de muitos, mas que estava sempre disposta a ajuda o mais próximo. A dada altura, e sinto-o agora, tornei-me algo... impulsivo? O próprio Miguel comentou: "A nossa relação é tão impulsiva... Mas eu gosto". E eu também. Adoro o sabor que me fica nos lábios ao deixar-me levar por aqueles impulsos do corpo, aqueles desejos que tocam o meramente carnal mas que não deixam de ser sentidos pela alma. Nunca eu me senti tão bem em deixar-me levar pela corrente, para onde quer que ela me leve, quem quer que seja que arraste comigo. Houve um qualquer ponto de viragem na minha vida que me fez querer aproveitar todos os segundos dessa chama que não se apaga, dessa labareda que me acaricia o âmago sempre que penso nele e que estou com ele, aquele calor do seu corpo contra a minha pele nua que me faz querê-lo irracionalmente.
Em que criatura me tornei? Em algo que o meu "eu" antigo desprezava, não, que o meu antigo eu temia. Mas apenas tinha medo do desconhecido. Foi aquele primeiro toque, aquele par de mãos nos meus ombros, aquele beijo sedento no pescoço, que me fez mudar completamente, que fez vir ao de cima o que eu sempre aprisionara nos recônditos mais profundos do meu ser, da minha essência. Na luta para ser perfeito aos olhos dos outros, esqueci-me de ser aquilo para que fui feito ser: Humano. O humano não procura infindavelmente não cometer erro algum. O humano comete erros, para aprender com eles e/ou cometê-los de novo. É a natureza humana, é a natureza do meu ser.
Cheguei à conclusão de que não me tornei uma criatura. Apenas me permiti a mim mesmo ser quem sou realmente, sentir o que sempre ansiei secretamente sentir. Aquilo que eu considerava o pecado contra mim mesmo. Mas o ser humano é assim, um ser pecaminoso, que busca pelo perdão em ícones, estátuas, seres invisíveis omnipotentes e omnipresentes, ou não o busca de todo e se resume a aceitar a sua natureza inevitável.
Naquele dia, ele estava com o seu corpo junto ao meu, olhou para a parede, para o crucifixo que lá tenho pendurado e comentou: "Oh, estamos a ser observados". Se há realmente um par de olhos a observar-me do alto, então, não deve estar neste momento a olhar com orgulho para mim, talvez com reprovação.
Mas eu sinto-me bem quando perco o controlo. Que mais posso fazer, senão aproveitar esse agri-doce sentimento que tanto me faz sentir vivo, o sentimento que eu sempre procurei e que, ao mesmo tempo, nunca me permiti a mim mesmo encontrar nessa prisão que tinha formado nas minhas profundezas?
E agora volto às origens, e começo a escrever também no papel. Mas só na escrita é que volto às origens. A evolução pela qual passei é irreversível.
Felizmente que é...
Um teste à minha "multi-funcionalidade"
Yep, ontem foi de facto um teste à minha multi-funcionalidade. Estive a falar no msn com três pessoas ao mesmo tempo (O Lobo Solitário, o Weasley, e um outro leitor xP), e ainda estive a acrescentar mais um mmorpg à minha já extensa lista. E o culpado foi nem mais nem menos que o Waesley, que me pôs a jogar Guild Wars pela primeira vez... Já tinha saudades de jogar assim com alguém, para ser sincero. Pusemos os nossos avatares a dançar (devo dizer que a minha Necromancer é uma pro a dançar "Thriller" e o elfo de estimação do Weasley é um míope que gosta de ver as "lady parts" mais de perto...), e lá fomos matar umas quantas criaturas, para eu apreciar os meus lacaios que posso invocar com um feitiço. Devo dizer que aqueles montes de carne e osso podiam ganhar um concurso de beleza "até contra a Lili" xD
Entretanto, o Madman (leia-se Weasley xP) foi dormir. Coitado, já não aguenta as noitadas!! Entretanto fiquei só na conversa com o tal Leitor que falei no início (e cujo nome nem sequer sei... por isso por enquanto refiro-me a ti como Leitor, pode ser? xD). Tive uma sessão gratificante de injúrias contra o novo acordo ortográfico, recordação de poemas de Camões (incluindo os Lusíadas, que eu até recitei a primeira estrofe da obra e tudo!), tocámos ligeiramente o poema Mensagem de Fernando Pessoa ("Oh mar salgado, quanto do teu sal, são lágrimas de Portugal?"), aprendi um pouco de latim [E espero aprende um pouco mais, já que te ofereces-te para me ensinar! :P) e terminámos a cantar ABBA. Já não me recordo porque me lembrei daqueles pequenos versos "The judges will decide, the likes of me abide"... Enfim. Foi deveras uma boa companhia, que me manteve acordado até às três da manhã, sensivelmente.
Mas diga-se de passagem, estar a conversar e a jogar ao mesmo tempo, é de facto uma tarefa árdua para mim. Felizmente, consegui realizá-la com sucesso (apenas com uma pequena falha e peço desculpa ao Lobo Solitário por não ter respondido a tempo à despedida dele! xP).
E pronto, assim se passou o meu tempo de antena de ontem... Hoje, sou capaz de tocar de novo no Guild Wars (quem estou a tentar enganar? É óbvio que vou voltar a jogar aquilo! xD). Mas por enquanto, um lanche/almoço/pequeno-almoço vinha mesmo a calhar... Bom, okey, acordei às onze, mas só me levantei à uma da cama... Estive a conversar com o Miguel por sms, que se pode fazer?! x) Amanhã vou com ele a Sintra, e já teremos um bocadinho de mais tempo para estar juntos, o que é sempre agradável. Bem... Quem nos viu e quem nos vê. Enfim... O que importa é que as coisas se resolveram, e estamos bem assim.
Cheers! =D
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