domingo, 14 de agosto de 2011

The End?

Depois de imensa conversa, e de se fazer de convidado o Miguel lá me conseguiu convencer a ir falar com ele. Ficou combinado para as 3, em frente ao café onde eu estava. Mas ele ficou surpreendido ao ver a Bia. Segundo ele, queria ter uma conversa comigo para "acabar tudo", como se as coisas ente mim e ele já não tivessem terminado há bastante tempo. A conversa foi assim:
- Olá. - Cumprimentou.
- Olá. - Cumprimentámos eu e a Bia.
- Preciso de falar contigo. - Disse ele.
- Então força. - Incentivei.
- Mas não é assim... - Comentou.
- Assim como? - Interroguei.
- Ai é? ´Tá bem. Adeus.
E ele virou costas.
- Uoi? Que se passou? Mas ele ´tá parvo? - Exclama a Bia.
- Então agora vais-te embora? - Inquiro.
- Vai atrás dele! - Aconselha a Bia.
Claro que não fui atrás dele. Afinal de contas, ele é que estava ansioso por falar comigo, não era eu que estava ansioso por o ouvir, muito pelo contrário. Pelos vistos ficou intimidado pela Bia. Ele sabe perfeitamente que ela iria saber da conversa de qualquer das maneiras! Mas mesmo que o problema fosse a presença dela, ele não manifestou tal problema. Simplesmente virou costas, sem explicar o que o estava a incomodar. Tanto pelo que sei, poderia ser ate o facto de estarmos naquele sítio, ou de eu ter aquela roupa vestida. De qualquer das formas, também não me voltou a mandar nenhuma sms. E é como disse, jogarei o jogo dele... com as minhas regras. Perdeu a última oportunidade de falar comigo. Ele afastou-se pelo seu próprio pé, sem explicar o porquê, apesar de ser ele o único a querer falar. Depois disto, é o fim. The end. Finito.

O resto do dia foi basicamente recordar esse momento épico. A Bia acha que ele se sentiu intimidado por ela. E não é caso para menos! Se foi isso, ou não, pouco me importa. Só sei que desta vez vou poder finalmente ficar em paz! Afinal, tudo bem que eu errei, mas demonstrei que estava arrependido. Mesmo depois disso ele espalhou por toda a gente o que se passou entre nós, e diz cenas totalmente... nem sei dizer, ficaremos por difamatórias acerca de mim e do meu namorado. Nop, isso eu não estou para aturar.

Enfim, lá passei uma boa tarde com a Bia. E comprei uns calções brancos que me ficam bem. Bom, pelo menos o Elijah aprovou-os, isso é que importa xP

Cheers! =D

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

"What You Want"

É o conselho do novo single dos Evanescence, algo como "faz o que queres". Eu estava ansioso pelo novo single e, agora que ele saiu, estou ansioso pelo álbum. Desta vez, os Evanescence esmeraram-se e tocaram exatamente o que quiseram. Continuam a ser a mesma banda, com o mesmo estilo, mas com uma lufada de frescura porque, apesar de tudo, não é exatamente a mesma coisa que, por exemplo, o seu primeiro álbum, Fallen. Este novo álbum, auto-intitulado Evanescence é como nada antes que a banda fez. Continua a haver o rock pesado, com o piano de fundo, com a voz inconfundível da Amy Lee e com as suas letras. Segundo a vocalista, e ao contrário de Fallen, Anywhere But Home e The Open Door, este novo álbum nao é tão focado na tristeza e na perda, mas sim na liberdade. É compreensível, dado o facto de que a Amy está num bom momento da sua vida. Lembro-me que, uma coisa que me chamou a atenção na banda, para aém da melodia e da vocalista, foram as letras, com que me identificava. E supreendentemente, apesar da diferença no tema, continuo a identificar-me com as letras, e qualquer outra pessoa o faria. na altura da minha tristeza, identificava-me com as letras por descreverem como eu me sentia. Mas se, nessa altura, por exemplo, ouvisse a What You Want, identificar-me-ia igualmente com a letra, uma vez que traduziria todos os meus desejos. Demoraram cinco anos a fazer um novo álbum, mas a espera, sem dúvida, valeu a pena.

Aqui fica uma entrevista que a MTV fez à Amy Lee, acerca do novo single:


e já agora, aqui fica o épico single ;)


e aqui a letra para acompanharem ;)

Do what you, what you want
If you have a dream for better
Do what you, what you want
Till you don't want it anymore (remember who you really are)

Do what you, what you want
Your world's closing in on you now (it isn't over)
Stand and face the unknown
You've got to remember who you really are

Every heart
In my hands
Like a pale reflection

Hello, hello, remember me?
I'm everything you can't control
Somewhere beyond the pain
There must be a way to believe
We can break through

Do what you, what you want
You don't have to lay your life down (it isn't over)
Do what you, what you want
Till you find what you're looking for
(you've got to remember who you really are)

But every hour
Slipping by
Screams that I have failed

Hello, hello, remember me?
I'm everything you can't control
Somewhere beyond the pain
There must be a way to believe

Hello, hello, remember me?
I'm everything you can't control
Somewhere beyond the pain
There must be a way to believe

There's still time
Close your eyes
Only love will guide you home
Tear down the world that brings us down
Till we crash, we'll forever...
Down, down, down, down

Hello, hello, it's so not me
Infecting everything you love
Somewhere beyond the pain
There must be a way to believe

Hello, hello, remember me?
I'm everything you can't control
Somewhere beyond the pain
There must be a way to believe

Hello, hello, remember me?
I'm everything you can't control
Somewhere beyond the pain
There must be a way to believe
We can break through

Remember who you really are
Do what you, what you want

Cheers!! =D

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ao acordar

Eu hoje de manhazinha, acordei, sem conseguir voltar a adormecer (mantive-me antes num estado de desorientação, num limbo entre o dormir e estar acordado). E já não me lembrava como tinha acordado. E lembrei-me agora mesmo, repentinamente, do que me acordou de manhã.

Foram os seus passos no meu quarto. Sabia que eram dela, porque estava em saltos altos, e ela é a única pessoa cá em casa que usa saltos altos. Sabia que era ela porque reconheci o som da sua respiração, a forma como ela me ajeitou os lençóis, como já não fazia há anos, e como me deu um beijo na testa. Acho que ela queria ter a certeza de que eu lá estava, de que o filho dela não tinha desaparecido de novo... A única coisa de que me arrependo no que fiz, foi tê-los feito passar por aquilo.


uou...

Bom, sobre o dia de ontem, vou dar um resumo rápido...

Decidi ir ter com o Elijah. Bom, não foi ontem que decidi isso, foi já há algum tempo que iria ter com ele ontem. O problema é que eu não conseguira contar aos meus pais e acabei por ir sem eles saberem.

O resultado? Eles ficaram preocupados...

No entanto, eu deixara-lhes uma carta, onde descrevia a situação pormenorizadamente. Sobre como foi o tempo passado com o Elijah, falarei no As Seen From The Stars.

Como ontem cheguei às tantas da manhã, a minha mãe acabou por dizer que teríamos de conversar hoje, porque naquele momento ela e o meu pai não estavam em condições para ter aquela conversa. E tive-a ainda há pouco.

Fiquei a saber que eles estavam mal com o facto de eu ter saído de casa sem os avisar, e não pelos motivos que me levaram ao Algarve. E estão preocupado com os desafios e obstáculos que a sociedade enfrenta. O meu pai, a dada altura, olhou para mim e disse: 
- Vou fazer-te uma pergunta, e falei com a tua mãe ainda há bocado sobre isso... E quero que respondas com sinceridade. Sabes que nós temos um grupo de psicólogos à nossa disposição para seguir a família... E achas que precisas? É que um psicólogo poderia ajudar-te... 
- Para ser sincero...? - respondi. - Não sei. Se vocês quiserem pôr-me num psicólogo, eu vou...
- Quando eu digo que é para te ajudar, não digo que é para te ajudar a mudar o que és...
- Sim, eu sei, eu percebi que era no sentido de me dar apoio, e se eu achar que preciso de apoio profissional,  peço, mas acho que por enquanto não é o caso...
O pai acabou por dizer que ia falar com o Psicólogo, para saber se ele estava disposto a seguir o caso, e que logo se veria. Ele confessou que tinha receio de não conseguir dar-me o apoio que eu preciso, e medo que eu me fosse abaixo com tudo o que terei de enfrentar e, além disso, eu tinha um pouco de dificuldades em falar com eles. A dada altura, ele levantou-se, quando eu estava  tentar conter as lágrimas.
- Vem cá. - Disse, acenando.
Eu aproximei-me, e ele envolveu-me com os seus braços. Acabei por chorar com a cabeça enterrada no seu peito.
- Eu tinha medo de vos perder... - Chorei
- olha para mim. - Pediu, segurando a minha cara entre as suas mãos. - Só nos perderás uma vez. Ou nós a ti, dependendo de quando Deus quiser levar algum de nós. Mas promete-me que daqui para a frente nos vais contar tudo, sem medo.
- Prometo. - Digo, olhando-o nos olhos.
E pronto. Assim foi. A Mãe ainda está um pouco na fase do "tens a certeza...?" Mas o meu pai está bem com a situação. Ficou no ar o que faríamos em relação à família, mas sei que os avós paternos e a Tia G. não têm problemas com a situação. O problema é mesmo a família conservadora da parte da mãe. Mas pronto, terei de enfrentar tudo isso. Para ser sincero, o meu maior medo era que os meus pais não me aceitassem. A partir  do momento em que eles me aceitam, o resto é-me indiferente.

E no final disto tudo? Sinto-me tãããão leve :)

Cheers!! =D

Ontem foi um dia cheio de emoções...


Frenéticas, avassaladoras... Mas as boas superam as más, porque, afinal de contas, quando pego naquele búzio sinto-me muito melhor, a ouvir o mar, a imaginar-me com ele na praia, a relembrar o toque da sua mão... É tão bom já não precisar de imaginar mas, em vez disso, relembrar...

Vou postar algo a contar tudo o que se passou ontem. Mas por agora, terei de adiar isso... O pai vem cá almoçar. E provavelmente será algo um pouco demorado...

sábado, 6 de agosto de 2011

Lazyness

O Verão tem passado muito nisso, na preguiça. Não tenho feito muito, para além de ajudar o Pai nas obras com a nova loja. Agora a firma onde ele trabalhava mudou-se para aqui para a zona. O que é muito bom, já que assim o Pai fica mais perto de casa, o que lhe dá mais tempo para estar connosco e, inclusive, controlar melhor o meu irmão no que toca a atrasos com a escola.

Por isso não tenho postado muito... Não é porque vos esteja a negligenciar, caros leitores, é só porque não ocorre nada digno de nota. Bom... Para dizer a verdade, aconteceu algo digno de nota, mas isso ficará para outra altura por razões que, talvez, venha a divulgar. Não é que não confie em vós, é só que há coisas que é melhor deixar por contar até tudo estar bem definido.

Mas bom, era mais para dar ares de estar vivo... Estou ansioso pelo início das aulas, apesar de este Verão ter sido muito bem passado na companhia do meu namorado. Bom, não é companhia física, mas o Skype é um ótimo instrumento de comunicação. Através da webcam e do microfone, posso vê-lo e ouvi-lo... E apesar de não poder sentir o seu toque, uma coisa é certa, já estou viciado naquele rosto sorridente e naquela voz que ainda não consigo descrever. É uma voz que me acalma, não sei, só sei o amo. Ponto final.

Quando ao resto, tudo tem estado calmo, sem dramas de maior... Quero dizer, houve um pequeno drama comigo (e neste momento há também acontecimentos mais delicados a ocorrer na vida de outrem, mas não me vou pronunciar sobre a vida das outras pessoas), mas, de resto, tudo tem estado calmo. Hoje acordei com vontade de ir à praia, mas terei de aguentar um pouco mais o desejo. Quem sabe, posso deitar-me de papo para o ar a apanhar sol num futuro próximo.

Cheers!! =D

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O Casamento da Prima P.

Foi para isso que fui ao Norte. Agora a prima P. e o Primo P. Estão casados. Como foi? Lindo. Sim, ao final de 13 horas de rave eu estava exausto de tal forma, que fiquei um pouco rabugento, e como não podia falar com o meu baby, ainda fiquei mais rabugento! [possivelmente falarei melhor do assunto no As Seen From The Stars] Mas tirando isso, foi lindo.

Adorei ver a minha prima em vestido de noiva, e ela sabe mesmo como usar aquele vestido! Ora, vejam só, o primeiro momento! Tivemos uma piñata. O objetivo era que um dos noivos estivesse vendado, enquanto o outro o guiava até à piñata... E aceitavam-se apostas! O dinheiro revertia depois para os noivos. O primeiro a ser vendado foi o Primo P. Falhou. DEpois, foi a vez da noiva. Ela conseguiu chegar à piñata, mas não conseguia rebentá-la! Tentava e tentava... Nem mesmo com a ajuda do noivo conseguiu! Até que finalmente, tirou a venda dos olhos. E não é que eu assisto (e filmo) a primeira grande proeza da noiva? Imaginem-na, toda apraltada, com um vestido de noiva... e agora, a fazer uma pose à la artes marciais, a puxar o braço direito atrás, com a vara na mão, a fazer pontaria, fechando um dos olhos, e a manejar a vara, atirando o braço para  frente, rompendo a piñata, provocando uma chuva de doces (na minha direção). Eu fiquei parvo... Mas não seria a última vez nesse casamento! Lá mais para a tardinha, o DJ pôs um kuduro a bombar. E a minha prima? Em vestido de noiva, a abanar as ancas, como se o espírito nato de uma mulher africana a tivesse possuído, descendo até ficar de cócoras. O meu queixo caiu, os meus olhos ficaram esbugalhados a única coisa que conseguia pensar era: "Mas ela é mulher casada ou uma solteira numa rave de arromba?!" Bom... talvez fesse uma mistura das duas... haha

A assim foi passado o meu Domingo... E aproveitei também para namorar muito como o rapaz da minha vida :3 (P.S: Amo-te :P)

Cheers!! =D

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ausente

Pelo menos até ao fim da semana... Amanhá vou para o norte. O casamento da Prima P. é já no Sábado!

Eu e ela sempre fomos muito unidos e, apesar de ela ser uma década mais velha do que eu, sempre soube como ser criança. Pregávamos partidas ao mano, brincávamos juntos, até inventávamos músicas que se encaixassem em vários momentos. a música que mais ficou, foi depois de o mano ter entornado um iogurte, pouco depois de eu ter entornado um pouco de leite. O mano disse logo: "hey, pelo menos não sou o único!". A minha prima responde cantando, improvisando por entre risos: "Não, não sou o único, não sou o único... a sujar o chão" e eu continuo, na onda de improviso: "e quando as nódoas saírem, vais ver o chão brilhará, o chão brilhará!". e lembro-me de outro episódio... Quando em novo, o mano tinha muito a mania de correr à frente, quase a sair da nossa vista... Um dia, a andarmos pela aldeia, a caminho de casa dos avós, ele fez isso. A Prima P. chamou-o várias vezes, mas ele continuava a desafiá-la. Quando ele vira costas e corre ao longo da rua, a Prima toca-me no braço e diz: "Vamos por aqui, que ele já vê o que é bom para a tosse." e viou para uma ruela à direita. A rua subia, depois alargava e descia, comunicando com o fim da rua por onde o meu irmão tinha corrido. Ainda antes de fazermos a última curva, já o ouvíamos chorar, a chamar pelos nossos nomes. "É para aprenderes a ficares aqui ao pé, seu malandro!" repreendeu a Prima. Se foi um pouco duro...? Eu não diria. O mano nunca mais voltou a fazer aquilo.

E agora ela vai casar... Mas espero que nunca se esqueça de ser aquela criança que tanto a define. Claro, ela consegue ser séria quando necessário, mas tem sempre aquele toque de humor que, quando damos por ela, nos está a baralhar com o seu sarcasmo jocoso.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A Minha Cerveja...

Ok, não, não sou um bêbado com apenas dezasseis anos, pelo contrário, até nem gosto de bebidas alcoólicas (excepto da caipirinha do Padrinho, para desgosto do Pai... talvez um dia conte a história dessa rivalidade entre irmão causada por mim ao pormenor haha!).

Mas admito, sempre gostei de me refrescar com uma boa bebida gelada, principalmente leite no Inverno, Iced Tea no Verão. Mas o Ucal éa minha cerveja... Abre-se como uma garrafa de cerveja, bebe-se um atrás do outro como cerveja... Sem os inconvenientes do sabor que me desagrada e do risco de me embebedar, pôr m coma alcoólico ou, pior ainda, de me matar...

Mas com o leite sempre foi assim, sempre bebi leite como quem bebe sumo. De tal forma que o A., uma vez chegou a casa e eu estava a beber um copo de leite e ele exclama: "A beber leite a esta hora do dia?! é quase hora de almoço" ao que eu respondo: "que queres? estava com sede!" e ele replica: "Bem, tu bebes mesmo leite como se fosse água ou sumo... eu a custo consigo bebê-lo, mesmo com açúcar e chocolate..."

Pois... Leite quente sem açúcar não aprecio, mas quando está freso, sabe bem quando e simples :)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Recordações

Foi estranho, no mínimo, ter voltado a entrar naquela escola. Passei o cartão magnético, como sempre fazia antes de entrar. Com um estalido, o portão gradeado e pintado de verde destrancou-se. Empurrei-o com esforço. É mais pesado do que eu me lembrava! O porteiro continua distraído a olhar para o computador. Eu sigo caminho. Já fizera aquele percurso bastantes vezes. O meu destino? a Papelaria da escola, para comprar as matrículas. Olhei para a minha direita. Lá estava o sítio onde a turma se costumava reunir, em frente ao pavilhão onde tínhamos mais aulas. Ainda os podia ver, ali sentados no muro branco, a conversar, a rir... Olhei para o chão, sacudindo estes pensamentos da mente, e tirei os phones dos ouvidos, desliguei o mp3 e segui caminho pela esquerda. Também dava para ir pela direita... Mas não estava com muita vontade de enfrentar as memórias que aconteceram depois do lance de escadas à esquerda. Foi nessa zona que a Bia se agarrou a mim pela primeira vez a chorar por causa do namorado dela. Continuei, subindo as escadas que se postavam diante do pavilhão principal. Desde aí, era sempre em frente até chegar ao pavilhão onde se encontra a papelaria, a cantina, e o bar, logo depois de mais um lance de escadas. Relembro como a escola, construída por cima de terreno inclinado, está evidentemente projetada de modo a formar vários patamares. No primeiro e mais abaixo, está o pavilhão central e o pavilhão onde costumo ter mais aulas, no segundo estão outros três pavilhões de salas. Num desses pavilhões encontra-se a sala de teatro e noutro o auditório. No terceiro estão os laboratórios de Giologia, na ala esquerda do piso térreo, e o laboratório de geologia, mais pequeno (e na minha opinião acolhedor, apesar dos frascos cheios de animais preservados em etanol), encontra-se na parte mais à direita do pavilhão. Ainda nesse patamar, pode encontrar o campo, o pavilhão de ginástica e o bloco com os balneários exteriores. No terceiro, o último e mais alto patamar da escola, encontra-se o meu destino. Quando finalmente lá chego, comprimento a senhora, já familiar. Digo-lhe o que quero, os impressos para a matricula do 12º ano, e entrego-lhe o meu cartão da escola. Ela diz-me a quantia, eu pago, recebo o troco e olho para trás. Estão lá afixadas as notas. Caminho para lá, para ver as notas dos meus exames. Uma senhora de cabelos castanhos, com tons vermelhos escuros olha-me curiosa.
- És da turma da Sara? - Pegunta.
- Da Sara Borges? - Interrogo.
- Sim!
- Oh, sou sim!
- Sou a mãe dela!
- ah, eu sou o James.
E daaí, começámos a conversar, primeiro sobre a filha dela (uma rapariga que se importa mais com a vida social do que propriamente com a escola, apesar de ser inteligente. Nunca me dei muito com ela, mas já várias vezes trocámos ideias na aula de Biologia, quando nos sentamos no mesmo grupo no laboratório. Não é má pessoa, só nunca calhou darmo-nos mais vezes.). A conversa evoluiu, e tocou a turma, professores, a carreira que eu queria seguir. À saída, cruzei-me com a professora que me vai deixar mais saudades. A professora de Inglês. É uma mulher às direitas. Sabe impor respeito quando tem de ser, mas também gosta de brincar connosco e formou laços com a turma que nenhuma outra professora deve ter criado. Ela é realmente quase como uma avó (jovem, apesar de tudo). É uma mulher cheia de cultura geral, sempre pronta a aprender mais e a partilhar aprendizagens. Talvez seja por me identificar com ela que a guardo tão bem no meu coração. Mas enfim. Eu, a professor e a mãe da Sara falámos durante algum tempo, mas depois a professora, pedindo desculpa, ausentou-se, pois tinha uma reunião. A mãe da Sara ofereceu-me boleia. A princípio recusei educadamente, mas depois de lhe dizer mais ou menos onde eu moro, de ela ter dito que ficava de caminho e ter oferecido de novo, aceitei, agradecendo. A conversa continuou um pouco mais no carro.
- Pois... Mas é assim, a minha Sara é preguiçosa e já não sei o que hei-de fazer
- Eu também sou preguiçoso, e peco por isso... Mas enfim, se não trabalharmos agora, não temos oportunidades no futuro.
- Ah! Tu podes até ser preguiçoso, mas ao menos és jovem e já pensas assim! A Sara nem por isso...
Entretanto chegamos à passadeira em frente à minha rua. Anunciei que era ali a minha passagem, despedi-me e agradeci novamente a boleia. Cheguei a casa satisfeito com a visita que fiz à escola. Pousei os papeis em cima do móvel da sala, e sentei-me em frente ao computador. Já tinha uma sms do Elijah, e respondi-lhe.

E foi então que me caiu em cima. Daqui a pouco já estou de novo na escola. Mais um mês e pouco, e acabam-se as férias. E depois... Depois, posso finalmente ter-te nos meus braços :)

Cheers! =D

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A propósito da música...

Várias vezes aconteceu alguma música de uma banda marcante ter passado para a banda sonora de algum filme... Aqui estão algumas das que mais gosto que fazem parte da banda sonora de alguns filmes:
[Peço desculpa, mas tinha de começar por aqui...]

  • Evanescence - My Immortal (Derdevil [Demolidor])
  • Muse - Supermassive Black Hole (Twilight [Crepúsculo]: Cena onde os Cullen jogam Baseball)
  • Paramore - Decode (Twilight [Crepúsculo])
  • 30 Seconds to Mars - Kings and Queens (Hugo)
  • Natasha Bedingfield - Pocketful of Sunshine (Easy A [Ela é Fácil]: Cena onde Olive (Emma Stone) abre o cartão de aniversário, que começa a dar esta música, que acaba por se tornar a banda sonora do seu fim-de-semana)
  • The Fray - How To Save a Life (Stealth) [Tenho de agradecer a este rapaz por me ter dado a dica ;) ]

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Assustado...

Como já há muito não me sentia...

É uma sensação terrível...

Quando sentes medo, refugias-te no teu lar. Aquela casa que já conheces bem, cujos recantos e esconderijos já te são tão familiares como os traços do teu próprio rosto. Aquele lar acolhedor onde mora a tua família, quer sejam pais, irmão avós... Pessoas que têm connosco laços de sangue e mais profundos do que a superficialidade que muitas vezes conota toda a vida humana.

Mas sinto um medo que me gela o sangue que, literalmente, me faz querer pegar num cobertor porque me arrepia os braços... O medo de nem na minha própria casa me sentir seguro.

Que posso eu fazer quando o meu principal refúgio, a minha última fortaleza, pode ser facilmente invadida pelos Espectros que me assombram o passado. Eles que podem até mesmo fazer da minha família um cavalo de Tróia, já que a minha família não conhece a face desse Espectro e lhe abrirá facilmente os portões sem hesitar...

Mas o medo. O medo leva-me à raiva. Não posso simplesmente ficar de braços cruzados a ver as minhas muralhas a colapsar e a serem espezinhadas! Não, esse medo transformou-se rapidamente numa força, uma força que me diz que eu vou lutar, mesmo que seja um exército de um só homem contra o mundo inteiro. Este é o meu Santuário, e vou defendê-lo com tudo o que estiver ao meu alcance. E se eu tiver que usar a força, não hesitarei, mesmo que tenha de me tornar aquele guerreiro que poucos (ou mesmo nenhuns) me viram tornar.

E se isso não resultar? Uma coisa é certa, não vou estar de novo dentro das mesmas quatro paredes que a minha Tormenta. Se tiver de ser, passo para o outro lado das muralhas e tomo a Fortaleza de assalto. Não sei. Uma coisa é certa, estou cansado de estar à mercê de alguém como esse Espectro.

Hoje, isso acabou. De vez.

Can't Stop Listening to this...

Esta (aliás, como todas as músicas dos 30 Seconds To Mars) é sem dúvida épica. Tem um grande significado para mim... Sinto sempre arrepios pela espinha quando oiço músicas deles... Principalmente esta (Kings and Queens), a Vox Populi, a Closer to The Edge, e a This is War... Mas aqui fica a Kings And Queens


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Evanescence - Taking Over Me

Tenho ouvido imenso esta... xP Gosto da introdução com o piano, da forma como ela a canta... O meu próximo desafio? Aprender o resto da letra que me falta aprender para poder cantá-la x)




P.S. A interface do Youtube mudou, ou é de mim? É que está muuuuito brutal, agora xP

As Gémeas

Hoje fui dar um volta com as Gémeas.

Devo dizer que houve poucos momentos em que não nos estávamos a rir. Com elas é sempre assim: rir a bom rir, genuinamente, com cenas icónicas das nossas vidas, recordações, invenções, piadas improvisadas... xP Já para não falar na figuras que fizemos a tentar tirar fotos! xD

Agora, só me falta mesmo ir à praia... Enfim, veremos se em Agosto consigo convencer o pai a levar-me à praia xD

Pequenos Prazeres que Me Alegram

Já não me lembro de quando foi a última vez que fui às compras...

Hoje o pai e a mão levaram-me a mim e ao mano ao Fórum, para comprarmos a roupa para o casamento da Prima P. Assim que vi a Pull & Bear, corri para lá. Nem dez minuto depois e saí lá mais do que satisfeito! Pela primeira vez comprei Skinnies (Não sei se é assim que se escreve...). Lembrei-me do K., como é claro. É o tipo  de jeans que ele usa xP Nunca pensei que me ficassem bem a mim, mas experimentei. Então ficou assim a minha vestimenta: Skinnies escuras, quase pretas; sapatilhas de tecido escuro também, sem atacador, mas com os furos como se fosse suposto ter atacadores, mas é de elástico (e bastante confortáveis.); t-shir com decote em V e botões, de cor azul escura, com ricas finas brancas horizontais; camisa de um azul muito pálido, quase branco. E tive um bónus: comprei algo que já desejava há muito: um par de jeans brancos. Pronto, admito, também são sknnies, mas vá, ficaram-me mesmo bem...

Depois de ter escolhido a roupa, chegou a altura de a experimentar. Vi como aquilo que tinha escolhido me ficava bem, e a minha mãe deixou-me sozinho no camarote para trocar para a minha roupa. Eu nunca fui muito vaidoso. Quando me vejo ao espelho, costuma ser para fazer caretas a mim mesmo, ou para refilar com a minha juba. Já há algum tempo que não me via em tronco nu ao espelho. Por mero acaso, isso aconteceu lá no camarote de provas. A minha primeira reação foi "Who the fuck is that?!". Depois olhei mais atentamente. Pude reparar que já não se notavam as minhas costelas, como antes acontecia (para meu desagrado), pelos vistos estava a ganhar peso, a ficar com o corpo mais liso no lados. Mas isso contrastava com o relevo que se formava noutros locais. Abdominais sempre os tive definidos, nem muito demasiado, nem muito pouco. Abdominais típicos de nadador! Mas depois apercebi-me que os peitorais também estavam diferentes, mais definidos, mais cheios. Observei-me durante uns momentos. Senti-me tão bem com o meu corpo como nunca antes. E um pensamento me cruzou a cabeça: "E é todo dele...". Passando à parte em que eu deixo de ser pouco modesto acerca de mim mesmo...

Quando a mãe estava a escolher a roupa, isto já na C&A, ouvi a música que tocava. Um clique fez-se, ao ouvir a letra:
...So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you
E pensei logo em alguém... Reconheces, K.? ;P Eu reconheci, e pensei logo em ti! xD

Mais tarde, consegui arrastar a família toda até à Pans & Company (como eu disse: Pans, para os amigos). Pedi rapidamente o que queria, e delocquei-me para guardar uma mesa, enquanto observava a família a tentar lutar contra os menus que desconhecia por completo. Ri-me com a situação, olhando em volta. Havia bastante gente àquela hora no fórum. Provavelmente vinham do cinema, depois de assistirem ao Harry Potter and The Deathly Hallows Part 2.

E estou ansioso por experimentar a roupa nova... Estava a pensar convidar a Bia para ir ao cinema amanhã, ver o Harry Potter, aproveito e estreio as minhas Skinnies brancas e as minhas sapatilhas da Pull...

Cheers!! =D

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ah, já lá vai algum tempo que eu não postava por aqui...

Não tem acontecido nada de muito memorável, se excluirmos aqueles bons momentos que passo a conversar (e a escrever) com o Elijah.

Bom, e se excluirmos ainda o Pão Nosso de Cada Dia que é o Miguel... As novidades acerca dessa criatura (desculpem, mas não consigo chamá-lo pessoa.) são sempre das melhores... [O sarcasmo está bem implícito nesta frase...]

Bom, veremos por pontos.
  1. Arranjou um namorado, até aí tudo bem.
  2. Um não lhe chegava, queria uma relação a três
  3. Acusa-me de ser inútil porque me esqueci de aceder ao pedido que ele fez (com maus modos, como se mandasse em mim). Que pedido era esse? Um dado tão relevante como a hora a que eu nasci.
  4. Acaba o namoro com o outro rapaz porque "não tem tempo para namorados".
  5. Depois do ponto 4., tem a lata de me atirar à cara que eu uso as pessoas
  6. Depois do ponto 2., tem a lata de me acusar de ser desesperado por amor
Veremos. Tudo bem, eu errei com ele. Usei-o? Sim. Apercebi-me do meu erro? Sim. Arrependi-me? Imenso. Agora, quando ele me diz todas aquelas coisas de eu usar as pessoas, como se fosse melhor que eu, já é difícil de engolir, mas engulo, porque a verdade é que eu não o devia ter feito. Mas quando começa a insultar o que sinto pelo Elijah, a relação que tenho com ele, e o que ele sente por mim, então, meu amigo, estamos mal. Muito mal. Enquanto a história das bocas eram só sobre mim e contra mim, não tenho problemas com isso, seria menos do que eu merecia, mas quando as bocas recaem sobre outros que não têm culpa do que aconteceu, não consigo ficar calado.

E depois, ele sai-se com esta pérola, após eu lhe ter dito que "amar verdadeiramente só se ama uma vez na vida". Transcrevendo o que ele disse: "Sim, é bom saber isso, porque sempre te amei e ainda te amo. Mas só não luto por ti porque não te quero magoar." A melhor parte? Depois de ele me ter dito essa pérola, a Bia contou-me as más notícias: o Miguel fez questão de espalhar pelos amigos que tínhamos em comum um relato pormenorizado daquilo que tínhamos feito um com o outro. E quando digo pormenorizado, estou a dizer literalmente pormenorizado. Até mesmo a pessoas que não sabiam da minha orientação sexual. Mas enfim, quem me olhar de lado, só demonstra o quão bom amigo foi. Os que guardo cá dentro com mais carinho, sabem da história toda e apoiam-me. Os outros? São os outros.

Mas depois de toda esta história, fiquei cansado. Cansado dele, cansado das intrigas dele, cansado das... cenas dele, que é para não usar uma palavra mais forte... Enfim. Acabei por lhe dizer para não mandar mais sms, porque eu não responderia. Claro, ele continua a envia-las, fazendo ouvidos de mercador. O pior? Algumas não consigo deixar de ler (porque o telemóvel me mostra sempre uma "preview" das sms quando as recebo), e diz lá coisas... Bom, coisas que não me deveriam atingir, mas que estaria a mentir se dissesse que não o fazem. Claro, não quero dar importância a isso. O que me importa é que estou mais feliz do que nunca, e muuito mais apaixonado do que nunca. E isso tudo devo a apenas uma pessoa, e não é o Miguel. É o Elijah.

E pronto... Já que não postava há algum tempo, aqui ficam com um post recheado ;)

Cheers!! =D

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Não um adeus, mas um até já.

Ok, isto é algo que ocorre por todo o mundo. E podem até já estar fartos de ouvir falar de tal coisa. Mas o facto é que desde que criança que me lembro de esperar ansioso pelo próximo livro - e mais tarde filme - da saga do Harry Potter. É uma parte de mim. Era um mundo aparte, onde eu podia pegar num pau de madeira, fazer dele uma varinha. Gritando Protego Totalum com a varinha apontada ao ar e um escudo defender-me ia de outros feitiços. E se um Expeliarmus não desarmasse o meu adversário, atingi-lo-ia com um dilacerante Sectusempra. Oh, mais um devorador da morte ao meu lado? Levicorpus! e lá está ele, pendurado no ar de cabeça para baixo. Fazendo-o voar para longe, vou a tempo de me virar para o lado, exclamando Locomotor Mortis,um devorador da morte que fugia fica com as pernas inanimadas e cai no chão. Petrificus Totalus! E o adversário que me tentava apanhar pelas costas cai petrificado no chão, direito que nem uma tábua. Ao longe, a voz de Voldemort soa, com a terrível maldição de morte nos lábios: Avada Kedavra. Mas o feitiço passa-me ao lado, destruindo uma pedra. Os estilhaços voam, eu corro por entre as colunas de Hogwarts. Abrigado no salão nobre, vejo no chão uma das bandeiras azuis e douradas da minha equipa - Ravenclaw. É icónico, ver que aquele símbolo da inteligência, criatividade, gosto por aprender, se encontra caído no chão, ao mesmo tempo que as paredes da escola desabam. Pela porta, vejo passar em corrida o Rapaz que viveu. Harry Potter, um Gryffindor de coração, corre a ajudar os alunos em perigo. É então que a vejo, a minha inimiga mortal! Aquela adversária para quem olho de baixo. Bellatrix Lestrange. Os seu cabelos negros despenteados fazem-na parecer uma Medusa de ar ameaçador. Os seus olhos encontram-me, escuros como a noite. Mas a Maldição de Morte que ela lança falha o alvo. Obscuro, grito, cegando-a. Mas não dura muito tempo, pois oiço-a proclamar Finite Encantatem. Pensa, Ravenclaw, pensa... Uma mesa partida. O único suporte é um pé precário de madeira. Expulso!, grito. O pé explode e a força da explosão atira o tampo contra Bellatrix. Reducto!, ordena. A mesa parte-se em vários pedaços em pleno ar, cuja rota é desviada. Mas antes de eu estar no seu campo de visão, aponto para o meu peito com a varinha e murmuro Evanesco. O meu corpo fica invisível. Tento correr silencioso para ela. Mas a feiticeira experiente sabe o que fazer. Homenum Revelio! E ela consegue detetar-me. Expeliarmus! gritamos em uníssono. Os feitiços fazem ricochete e embatem contra as paredes. Sectusempra! E Bellatrix cai, com alguns cortes na cara. Estou prestes a chegar perto dela, mas os seus lábios ainda são capazes de soletrar feitiços. Crucio! A maldição Cruciatus. Tortura. Caio no chão retorcendo-me. Mas alguém aparece naquele instante. Uma luz verde atinge Bellatrix e a dor cessa, assim como desaparece a luz mórbida no seu olhar, para sempre. Lá fora, Lord Voldemort é finalmente vencido por Harry Potter. Deixo-me ali, exausto no chão, sem sequer olhar para quem me tinha salvo.

E pronto, é assim que me imagino, se eu fosse um estudante de Hogwarts, na altura da batalha final entre Harry e Voldemort. Sim, a minha equipa preferida é a Ravenclaw. Tem a ver com o que a própria equipa representa, como referi no texto acima: gosto em aprender, inteligência, criatividade, destreza, perspicácia... E porque seria Bellatrix Lestrange a minha arqui-inimiga? Ora, porque é a minha devoradora da morte preferida haha!.

Sim, digo com orgulho que ainda tenho gosto em ler, imaginar esse universo saído da mente da J. K. Rowling. E porque não? Sempre fez parte da minha infância e de grande parte da minha adolescência! É parte de mim e sou parte desse mundo, e para sempre serei, assim como muitos outros por aí espalhados. Hoje, em Londres, estreou a segunda parte do último filme. Eu já senti o fim próximo quando acabei de ler as últimas linhas do sétimo livro. Mas agora, é um fim definitivo, é o adeus. Não. É um mero até já, porque a saga viverá sempre nos nossos corações e, mais importante, continuará a iluminar a nossa imaginação.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Arrastar...

As férias de verão parecem fazer isso mesmo... Apenas arrastar o tempo até ao momento que já desejo com ansiedade.

Enfim, é sempre assim todos os anos: nunca sei o que fazer, mas acabo invariavelmente a fazer as mesmas coisas: ler, comer, ouvir música, escrever, jogar... Queixam-se os trabalhadores "quem me dera a mim ter dois meses de férias...". Duas semanas de férias, como na Páscoa e no Natal é pouco, mas mais de dois meses... Torna-se demais quando o momento que mais quero ver chegar só acontece daqui a dois meses...

Enfim, sonhador continuo, preguiçoso também. Mas mais vivo que nunca, devido àquele rapaz.

Cheers! =D

E aqui fica uma música (Sim, é do High School Musical, tenho lá culpa que me sinta num humor para tal?!) que não me tem saído da cabeça devido à mensagem que tem, e até porque é uma das minhas músicas preferidas dos três filmes. [E sim, eu vi os três filmes... enfim.]

segunda-feira, 4 de julho de 2011

OUtra que me marca imenso: Carlos Paião - Cinderela

José Cid - Vinte Anos



Sem palavras.

Em que poça fui eu pôr o pé?

Numa lamacenta, com certeza! 

Às vezes os castigos pelas nossas ações tardam a chegar. E devo admitir, não é nada bonito quando se sabe do perigo eminente.

"Se os teus pais soubessem o que tenho aqui, terias muito que lhes explicar"

Ele disse algo assim. Seria de esperar que eu pensasse "O que é que ele tem?" ou "O que é que eu teria de explicar aos meus pais?", ou "que consequências poderei ter se não fizer o que ele quer?", ou ainda "como será que vou reagir ao que está para vir?". Estaria a mentir se dissesse que nada disso me passou pela cabeça. Mas havia uma coisa que me ecoava em alto e bom som. "E se ele contar aos meus pais, eles não aceitarem quem sou, e correr o risco de perder a pessoa que mais amo no mundo?". Vários filmes se formaram na minha cabeça. Mas só uma coisa me importa: não perder o meu porto seguro, a minha âncora, o meu refúgio, o que me prende à sanidade e no entanto me deixa nas núvens: o Elijah.

Cheguei então a uma conclusão. Eu estou pronto para todas as consequências que derem e vierem. Eu, apesar de não ser um lutador, sei que seria capaz de enfrentar um exército de centenas de homens armados se significasse que poderia estar com o homem que amo. E se é ele que desperta isto em mim, só terei uma coisa a recear: perdê-lo. Ele garantiu-me que isso não aconteceria. Eu confio nele. E assim, venha o que vier, sei que poderei enfrentar qualquer coisa, seja o que for.

Parece poético, tirado de um livro ou de uma qualquer história lendária. Mas não é à toa que os livros retratam o amor como uma força capaz de mover montanhas. O amor é de facto algo que nos faz querer lutar por ser alguém melhor, apenas para agradar e tornar feliz uma pessoa.

Se tenho medo das consequências que os meus atos possam trazer? Tenho medo sim. Se acho que estou ponto para enfrentar quaisquer coisas más que aí venham? Pronto não estou. Se serei capaz de enfrentar quaisquer consequências que aí venham, apesar de ter medo e sentir que não estou pronto? Sim, desde que ele esteja lá ao meu lado para me dar a mão.

domingo, 3 de julho de 2011

Vim agora mesmo do Karaoke...

... e foi brutal!!

Eu e a Bia cantámos duas músicas em conjunto: Stand By Me do Ben King e a Sweet Caroline do Neil Diamond. Na primeira ela estava um pouco tímida, mas na segunda lá cantou, se bem que agarrada ao meu braço... Acho que eu e ela nos tornámos o "casalinho" sensação do momento... Mal desconfiavam que ela é comprometida e eu sou gay... comprometido também, e por sinal, com alguém muuito especial ;)

Durante a maioria do tempo, estive a trocar sms com o Elijah, e, esporadicamente, a Bia "roubava-me" o telemóvel, lendo cada uma das sms, aprovando o que ele dizia e o que eu respondia. Ri-me com a  situação. E ocorreu um momento que nunca pensei possível... A dada altura ela inclina-se para a frente.
- Olha aquele rapaz da t-shirt verde, não é bué giro? - Pergunta.
Olhei na direção que ela apontou. Caracóis de um dourado acastanhado, alto, bem vestido... Encolhi os ombros.
- Tem o ar de sua graça... - Comento.
Mas não é quem eu gostava que fosse... termino para mim mesmo. Passado algum tempo, ela volta a inclinar-se e a falar.
- Oh, meu deus!! Eu agora olhei para o tipo da camisola verde e sorri-lhe e ele sorriu! Ai que fofo!
- Por amor à santa, controla-te mulher! - Respondo, rindo-me.
Nem dez minutos depois, lá estava ela de novo.
- Oh, olha para o rapaz da camisola da Chupa-chups, não é giro!! Atrás de ti!!
Tento olhar discretamente (ou seja, dei uma cana do caraças antes de conseguir ver o tipo).
- Mmm... Não é mau. - Mas sejamos realistas, havia melhores. E melhor, melhor, era mesmo só um...
Foi então que dei por mim. Eu estava a falar com a minha melhor amiga sobre rapazes? Desde quando é que isso não ia contra as leis da natureza? Ainda por cima com o pai mesmo ali ao pé? [E ele podia até nem ouvir a conversa por causa do som alto da música, mas ele percebeu que eu estava a observar...].

Mas então vem aquela música. Vinte Anos, do José Cid. É o tema da série Conta-me Como Foi, a minha série portuguesa preferida, gosto esse partilhado com o pai. De tal forma que essa música me faz sempre lembrar o pai. Claro, também me lembra a Bia, devido à letra, mas não consigo evitar pensar no pai quando oiço "vem, viver a vida amor, que o tempo que passou, não volta não. Sonhos que o tempo apagou, mas para nós ficou esta canção".

E finalmente, chegou o momento de eu ir cantar sozinho. It's My Life dos Bon Jovi. De início, sentia-me envergonhado. Mas assim que o meu pé começou a compassar ao som da batida, soltei a voz. "This ain't a song for the broken hearted, a silent prayer for the faith departed. And I ain't gonna be just a face in the crowd, you're gonna hear my voice when I shout it out loud!" Alguém atrás de mim comenta em voz alta: "Ele sabe!!". E sinto a adrenalina correr-me no sangue, solto a voz o mais que posso, marco o ritmo com a mão a bater na anca, desvio os olhos da letra que passa no ecrã, que sei tão bem de cor. Por todo o lado vejo olhares de aprovação e sorrisos de divertimento. Acompanham-me todos no refrão "It's my life, and it's now or never, I ain't gonna live forever, I just wanna live while I'm alive, it's my life, my heart is like an open highway, like Frankie said I did it my way, I just wanna live while I'm alife, it's my life". Pouco depois, chega a minha parte preferida. "Tenho de dar o tudo por tudo" penso. E chega finalmente a deixa. Tenho a certeza que algumas pessoas pensavam que a música tinha acabado, devido ao compasso de espera que se fez em que só se ouvia os instrumentos. Mas aparecem as letras no ecrã e eu canto com toda a garra "Better stand tall when they're calling you out, don't bend, don't break, baby, don't back down". A audiência assobia e dá-me os parabéns ruidosos brevemente, antes de me acompanhar de novo no refrão. Quando a música chega ao final, recebo aplausos. O meu ego subiu. Recordei ali porque gosto tanto de cantar. Porque me faz sentir... Não sei explicar. Apenas sei que me faz sentir como se estivesse na pele de uma personagem, como se a minha missão fosse transmitir uma mensagem, neste caso de poder e de diversão, não importa o que se cruze no meu caminho porque, afinal e apesar de tudo, "it's my life". Volto a sentar-me. O meu pai elogia-me. Aí, sinto a garganta arranhada. Faço um gesto rápido com a mão, como se estivesse a cortar a voz. Acho que amanhã vou acordar afónico. Mas se valeu a pena? Sim. Melhor sensação do que esta que tenho da voz depois de um esforço bem recompensado e agradado, só mesmo o que o Elijah me faz sentir. Aliás, ele é a razão pela qual canto. Ele faz-me sentir vivo o suficiente para fazer as coisas de que mais gosto. E não sei como agradecer a isso! Terás de te contentar com um "amo-te" sentido e verdadeiro, mio caro x)

Cheers! =D

sábado, 2 de julho de 2011

KARAOKE!!!

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Hoje, mais uma vez vou ao Karaoke com o pai. Mas agora a Bia também vem! =D

Aposto que vai ser divertido ;)

Hoje passei o dia com a Bia, e falámos de tudo um pouco - acerca da minha decisão de me assumir perante a família, acerca do que sinto pelo Elijah, acerca do namorado dela... Enfim, de tudo um pouco.

Quando a deixei em casa liguei ao Elijah. A primeira vez que falámos por voz desde que começámos o namoro. Eu estava tão nervoso! Mas podem ler tudo sobre esse momento aqui. ;) Tivemos os nossos momentos românticos, como sempre temos :)

Enfim, que mais há para dizer...? Não muito, estou de férias e o movimento é pouco... Mas provavelmente terei mais episódios engraçados para contar depois do Karaoke com a minha melhor amiga e com o meu pai.

Cheers!!! =D

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Um Projeto a Dois :)


A ideia para o blogue As Seen From The Stars surgiu depois de lermos um outro blogue, o 2 Boys in Love (de um casal de ingleses, o Matt e o Brad).

Basicamente o que faremos é falar sobre a nossa relação, de modo a fortalecermos mais o laço que nos une, e também a partilhar as alegrias a dois com quem quiser ler o que escrevemos.

Claro, nada disso teria significado se não tivéssemos o apoio dos leitores da blogosfera :)

Por isso, aconselho-vos a visitarem o blogue, clicando no link no início do primeiro parágrafo desta mensagem :P

Esperemos também com o blogue inspira outras pessoas apaixonadas a viver momentos memoráveis com a sua cara metade, quer seja um rapaz ou uma rapariga. Já sabem, aqui entre nós, não há necessidade de preconceito com que a sociedade muitas vezes nos presenteia :)

Cheers!! =D

Selena Gomez e Anne Hathaway

Apesar de a Anne Hathaway ser sem sombra de dúvida a minha atriz preferida, adoro a Selena Gomez quase tanto como à Anne, e ambas sabem dançar e cantar!! Aqui estão as minhas cenas preferidas, dos meus filmes preferidos, em que elas demonstram esses talentos ;)

Anne Hathaway (Personagem: Ella of Frell), no filme Ella Enchanted (Ella Encantada, uma adaptação ao cinema de um livro com o mesmo título), interpretando uma cover de uma das "crowd pleasers" dos Queen - Somebody To Love

Selena Gomez (personagem: Mary Santiago [a Cinderela]), juntamente com Drew Seeley (Personagem: Joey Parker [o príncipe encantado]), no filme Another Cinderella Story (A História da Cinderela 2), interpretando a música New Classic


E um pequeno detalhe, a personagem da Dominique Blatt (a madrasta má), no filme Another Cinderella Story, é interpretada por uma das minhas divas da TV: Jane Lynch, bastante conhecida por interpretar a personagem de Sue Sylvester, na série Glee. Acho que ela e a Meryl Streep estão no patamar das minhas divas do cinema e da música xP

Sem palavras

Acordei assim, sem palavras. Estou decidido e determinado a fazer uma coisa...

Bom, ontem, o projeto que eu e o Elijah temos em mente começou a tomar forma. Está para breve a grande revelação ;)

E isso fez-me pensar imenso... Eu estou a assumir um compromisso sério com o Elijah. Se me sinto capaz de fazer tudo como deve de ser? Não, acho que há a possibilidade de cometer algum erro. Mas sei que isto que estou a viver não é um erro. E pensando em assumir... Tomei uma decisão. É possível que, dentro de pouco tempo, vá a casa da Avó L. e do Avô A. A Avó L. tem estado muito presente na minha vida e tenho um carinho muito grande por ela. Foi ela que tomou conta de mim desde os primeiros meses até aos primeiros passos na escola. Foi ela que me ensinou muita coisa - trabalhos manuais, a ler!... Gosto imenso de passar tempo lá em casa, porque sei sempre que ela acaba por contar histórias do seu tempo de jovem ou, como há pouco tempo aconteceu, mostrar fotografias antigas onde o pai está igualzinho a mim, o primo D. igualzinho ao pai dele, o Padrinho, e a Prima M., irmã do primo D, igualzinha à irmã do pai e do Padrinho, a Tia M.

Eu já falei da tia M.? Acho que sim, já mencionei no blogue que ela é uma pessoa de mente aberta, engenhosa, com um sentido de humor gigantesco!! E sempre, sempre me dei bem com ela. Aliás, a primeira coisa que fazia depois de cumprimentar a Avó L. quando chegava a casa era perguntar pela Tia M. Ora, esta conversa toda não vem sem propósito! A decisão que tomei tem a ver exatamente com a Tia M., comigo, e com o Elijah. Como eu dizia, deve estar para breve o dia em que lá voltarei a casa da Avó L., onde também ainda mora a Tia M.. O que vou fazer é o seguinte: vou pedir à Tia M. que venha comigo dar uma volta, porque há algo que lhe quero contar, apenas a ela. E depois, falar-lhe-ei no Elijah.

Eu sei que ela não tem problema nenhum com a homossexualidade, aliás, ela até já o disse em alto e bom som, e ainda me recordo da piada que ela disse: "Ora, não é que eu queira estar a ver na rua dois rapazes aos beijos, assim como também não tenho interesse em ver um casal hetero a partilhar saliva em plena via pública... Mas se é para ver duas pessoas do mesmo sexo juntas, êpá, prefiro ver dois homens, porque duas mulheres? *choca as palmas das mãos várias vezes, mantendo os dedos unidos e as mão abertas* Duas mulheres...? Não acho piada... Epá, não encaixa!!". Nada contra as meninas que gostem de outras meninas, mas têm de admitir que ela, pelo menos, deu uma boa razão para dizer porque é que não gosta! LOL Não é porque Deus não gosta, nem é porque faz delas más pessoas, é só porque "não encaixam" uma na outra! xP (Sei perfeitamente que há brinquedos sexuais para resolver esse problema, mas a piada está lá!).

E pronto, foi isso que decidi. Se estou farto de viver perante a minha família e amigos atrás das aparências, terei de tomar um passo em frente para mudar, de forma gradual, essa situação. :)

Cheers!! =D 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Bia hoje vai passar cá por casa... Pergunto-me o que ela quer?

Ligou-me e quase me rebenou o ouvido com aquele "Olááá!!!Tátudobemcomocorreuotestedequimica?vouter19ageometriadescritivatomaláediziastuqueeunãoiaconseguir!!"

Traduzindo para uma velocidade menos rápida: Olááá!!! 'Tá tudo bem? Como correu o teste de química?Vou ter 19 a geometria descritiva toma lá, e dizias tu que eu não ia conseguir!!" Enfim... É a primeira vez que vou estar com ela desde que comecei a namorar com o Elijah :$ Provavelmente vai fazer-me umas quantas perguntas... Mas pronto xP

Hoje acordei novamente com um sorriso imenso na cara, a pensar nele... Estou completa e incondicionalmente apaixonado!! Os quilómetros que nos separam não são nada para mim, comparado com o quanto ele me faz sentir bem comigo mesmo! E comparado com o quanto eu o quero fazer feliz. E, como eu já disse, aqueles que comentão: relações à distância não resultam, ou, tal como disse o anónimo também, as coisas aconteceram tão rápido; para mim só oiço "Napoleão, blah, blah, blah, Whiskers Saquetas, blah, blah, blah,".

Ultimamente os posts têm sido curtos, mas nas férias as novidades são poucas... LOL... Mas eu e o Elijah já avançámos para a frente com o nosso novo projeto, em breve saberão do que se trata ;) So, stay tuned! xP

Cheers! =D

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O que fazer nas férias?

Bom, estive a pensar, e tenho algumas coisas que gostaria de fazer nas férias.

  1. Rever toda a matéria de Física e Química. [Espera... Se calhar não preciso disso, mas, pelo sim pelo não...]
  2. Rever um bocadinho a matéria de Biologia [mas não espero passar muito tempo a estudar...]
  3. Tentar manter a minha forma [a minha barriguinha há-de começar a perder os relevos que tem se eu não me preocupar com isso, e quero estar um pão para o Elijah, não é verdade? ;P Aliás, em parte ele é o culpado que não fala noutra coisa senão em exercitar-se!! (ok, era uma hipérbole, mas já mencionámos o assunto haha)]
  4. Escrever, escrever, escrever. Tenho de aproveitar agora que tenho tempo.
  5. Depois, cuidar daquele plano que eu e o Mio Caro estamos a magicar... [Ainda não vou dizer o que é, mas há-de ser revelado ;P]
  6. Acabar de ler os livros Assassin's Creed Renascença e Assassin's Creed Irmandade, inspirados num dos jogos atuais mais populares para a PS3.
  7. Bronzear-me (De preferência na piscina do meu amor haha xP), que eu tenho a pele brancaa! (Não é assim tão branca, mas ainda assim, não é bronzeada...)
  8. Cortar a minha juba. Yep, o Scar tem de ir outra vez à tosquia...
  9. Comprar roupa nova, incluindo vestimenta para o casamento da Prima P.
  10. E por último, mas não menos importante, claro, namorar imeeeeeeeenso ;)
E aqui fica a lista com 10 tópicos que tentarei cobrir ao longo destes dois meses de férias. Wish me luck! xD

terça-feira, 28 de junho de 2011

Agora sim, FÉRIAS!!

Hoje tive o último exame deste ano: Física e Química A. Correu-me bastante bem, só deixei uma para fazer. Acabei o teste meia hora mais cedo, o que deu tempo para divagar um bocadinho sobre ele... Agora com as férias, teremos todo o tempo do mundo um para o outro! x) [Nevermind this young lad in love... LOL].

De manhã acordei e pela cabeça passaram-me umas rimas, simples mas sinceras, e enviei uma sms ao Elijah com essas mesmas palavras. Ele gostou! x) E ainda bem que consigo deixá-lo tão bem como ele me deixa a mim. Enfim, estou numa altura gratificante e feliz da minha vida (e desta vez é genuíno!!), e espero que dure por muuuito mais tempo.

Lembrei-me agora de um assunto sobre o qual era para ter escrito antes, mas acabei por me esquecer. Como já devem saber, o estado de Nova Iorque legalizou o casamento entre indivíduos do mesmo sexo e é com uma opinião dividida acerca do assunto que festejo tal acontecimento. [Não seria de sonho, casar em Nova Iorque?! Para mim é! x). E perguntam-me: dividido porquê? Bom, primeiro, pela parte menos boa. Revolta-me um pouco que a aceitação do casamento entre membros do mesmo sexo seja de facto um acontecimento pontual que merece celebração, em vez de ser algo tão natural que as pessoas já aceitassem como algo garantido e dentro do comum... Nós não temos o direito de votar se Eles casam ou não, porque haveriam Eles de ter o direito de votar se Nós casamos ou não? Mas pronto, por outro lado, não deixa de ser motivo de celebração porque, pelos vistos, cada vez mais pessoas acreditam que o amor é igual para todos, i.e., não escolhe idades, religião, etnia, nem género. Quanto aos outros que não se apercebem desse facto? Bom, meus caros, preparem-se, porque se as coisas continuam neste bom caminho, daqui por uns anos casamento entre dois indivíduos do mesmo sexo serão algo tão natural como uma noiva caminhar em direção a um altar onde se encontra o noivo de fato a condizer.

Claro, sobre o assunto estou aberto a novas opiniões e convido-vos a partilhá-las ;)

Cheers! =D 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Quando eu pensava que os fantasmas do passado não me perseguiam mais...

Estava no msn, tranquilo. O Miguel ficou online. A conversa estava a ir bem. A dada altura, a conversa recaiu sobre as minhas novidades... Acabei por lhe dizer que tinha encontrado alguém... Ele ficou estranho, perguntei-lhe o que se passava, mas ele não quis dizer.
- Ok - disse eu, tentando ingenuamente mudar de assunto. - E então, tens novidades?
- Perdi a pessoa que amo, a pessoa que me dizia amar... Mas afinal ela estava a mentir e trocou-me por um desconhecido. Tirando a parte que fiz tudo para o ver bem, ele, em vez de ser franco comigo ao inicio, usou os meus verdadeiros sentimentos por ele, em vez de deixar as coisas como estavam. - Respondeu, pouco depois. - A minha sorte é que sou um pessoa precavida e não me deixei ir a baixo, a minha maior fraqueza é ama-lo e ignorar tudo, em vez de o deixar, mas sim, estou bem obrigado.
Senti a facada inesperada pelas costas... Mas sim, já devia esperar esse rancor vindo dele...
- Auch. - Comentei. - E e achas que eu estou bem com essa situação?
- Não sei, mas parece que sim... Para teres outro...
- Eu tive a sorte de ter alguém que me ajudou a seguir em frente. Não me sinto bem com o que fiz, e sabe Deus o quanto eu me arrependi de tudo isso. Mas conheci alguém que, apesar de saber dos meus erros, aceitou-me tal como eu era, e acabou por se apaixonar por mim. - E subitamente algo dentro de mim falou mais alto. - E não digas isso dele. Ele não é simplesmente "outro". Ele é muito mais do que isso. Porque na altura em que até mesmo eu tinha deixado de acreditar em mim próprio, ele depositou toda a sua confiança em mim. Tu devias tentar fazer o mesmo, seguir em frente... Cheguei à conclusão que não vale a pena derramarmos lágrimas pelos erros do passado - águas passadas não movem moinhos -, a única coisa que posso fazer é aprender com eles e nunca mais os voltar a cometer.
- ok, adeus! - Despediu-se simplesmente, saindo do msn.

Eu pensava que os fantasmas do passado iam demorar algum tempo a atormentar-me... Mas desta vez não me apanharam num momento de completa fraqueza! Muito pelo contrário. Eu ainda me sinto culpado pelo que fiz, e sinto até mesmo que não sou digno da felicidade que estou a viver agora. Mas não posso negar que isso é tudo superado pelo que sinto pelo Elijah, e pelo o quanto eu o quero fazer feliz! E nunca neguei os erros que fiz. Tal como aqui escrevi: aproveitei-me do que ele sentia e dei desculpas, dizendo que gostava dele e que queria namorar com ele, para que não me parecesse um ato tão retorcido. Foi um erro imperdoável que cometi, um erro de que me arrependo imenso e que não escondo, apesar de também não me gabar dele, e já não dou desculpas para atenuar as suas consequências. Não era minha intenção magoar ninguém, mas fi-lo e isso tem repercussões, e sempre as terá, na minha vida. A única coisa que posso fazer é tirar o melhor da situação, pois com isto aprendi o que fazer para evitar cometer de novo este tipo de erros com a pessoa que amo.

Apeteceu-me desabafar... Afinal foi para isso que criei o blogue... E como ele saiu de repente sem dizer mais nada (não deve ter gostado da minhas resposta...), escrevo aqui os meus pensamentos como sempre tenho feito.

O que mais me deixa irado é o facto de ele estar à espera que eu ficasse para sempre a remoer-me por dentro com o que fiz... Esperava ele que, depois de me torturar de forma atroz a mim mesmo por dentro, voltasse a ter algo com ele porque não valia a pena a dor que eu sentia por ter abusado dele?! Não sei porquê, mas fiquei com essa ideia... Pode até ser a ideia errada, mas disso eu já não tenho culpa, porque foi ele quem não me explicou se essas eram as esperanças dele ou simplesmente queria que eu sofresse eternamente pelo mal que lhe causei (e caso assim fosse, não o censuraria absolutamente nada).

A verdade é que o meu caminho estava a guiar-me em direção a uma luz. E ontem, digo hoje, que era uma da manhã, essa Estrela brilhou no meu céu sombrio e fez-me descobrir mais uma vez a felicidade. Não vou desperdiçar isso por nada deste mundo e guardarei para sempre este sentimento no coração.

Ao Miguel, resta-me dizer que espero sinceramente que ele encontre alguém que faça o mesmo por ele.

Ao Elijah, agradeço do fundo do coração por ter feito tudo o que fez por mim até agora, e deixo a esperança de não cometer com ele erro algum.

Memórias de um dia (muito) bem passado...

Quando acordei, estava demasiado elétrico para conseguir voltar a adormecer. Dava voltas e voltas na cama. Primeiro, eu pensava "talvez tenha sido um sonho muito bom...?". Mas depois senti aquele calor nos meus braços. Adormecera com o urso de peluche junto ao meu peito, envolto no meu abraço, imaginando que seria ele. Aí, soube que não tinha sido um sonho. Melhor, que tinha sido um sonho na realidade. Depois levantei-me e andava pela casa, preparando-me para tomar duche. Mas a sua voz retumbava sedutora na minha cabeça e não pude resistir a enviar-lhe uma sms de bons dias. E tudo me fazia lembrar dele. O urso de peluche estendido na cama, a carta por acabar aberta em cima da mesa... Quando entrei no banho, a água escorrendo-me pela pele fazia-me querer ainda mais sentir o seu calor junto ao meu, poder sussurrar-lhe ao ouvido o quando o adoro. E quando fiz a barba, também me lembrei dele, pois ainda nos dias anteriores tínhamos comentado que já não a fazíamos há algum tempo. Assim que saí do duche, corri para o telemóvel. Sim! ele tinha respondido à sms. E logo aquele sorriso me dominou a cara, enquanto lia aquelas palavras carinhosas de afeto. Enviei uma sms a responder, não tão viva e sentimental como a dele, mas de certo tão sentida como antes.

Ele é um rapaz, como eu digo, dez estrelas. Simpático, hilariante, carinhoso, afetuoso, inteligente, determinado... Ele faz-me lutar por coisas pelas quais eu pensei nunca conseguir lutar. A sua amizade é-me valiosíssima, porque esteve presente quando eu mais precisei dele. O seu amor é-me como um tesouro incalculável, que quero defender com unhas e dentes!

Com isto veio o medo de não o conseguir fazer feliz. Não o quero fazer passar por aquilo que ele já passou... Ele merece muito melhor do que eu, isso é certo. Mas até encontrar alguém melhor, não me importo de o fazer o rapaz mais feliz do Universo, com tudo o que estiver ao meu alcance.

Resta-me dizer que te adoro, mio caro, muito mais do que imaginas ;)

"Listen to the winds of changing..."

domingo, 26 de junho de 2011

De volta

A viagem de volta não correu muito bem...

O pai puxou demasiado pelo carro e, com este calor, o motor deu de si. Mas já estou em casa e sem nenhum arranhão...

Sou capaz de ainda cá voltar para escrever alguma coisa. Mas para já, vou tratar da surpresa para o Elijah ;)

25/06/2011

Este foi o momento alto do dia, apesar de ter passado o dia inteiro em passeio por Viseu, Lamego e pela Régua.

O Elijah mostrou-me parte da surpresa que tinha preparada para mim.

Chorei. Estava fantástica.

Obrigado!!

E relembrarei sempre aquelas palavras...

Agora espero pelo resto, ansiosamente!! x)

24/06/2011 [Noite]

[Deu muito que falar, por isso o post é mais comprido...]

Sinto-me tão mal... Acho que estou a entrar num estado repentino de depressão... Sinto um vazio dentro de mim, preenchido por uma batalha silenciosa constante... Não me sinto bem comigo mesmo... Acho que estou à beira de desabafar desesperadamente o que sinto aos meus pais... Estou a deixar-me ir abaixo... Tenho medo... Só quero tirar este peso de cima de mim, fazer desaparecer estas lágrimas que me escorrem - quentes e dilacerantes - pela cara abaixo. O que despoletou isto? Uma pequena discussão em que a minha mãe, após eu dizer que não queria ir às festas de S. João, me dizer: "Vais, nem que seja só 5 minutos, para o teu avô M., não dizer nada e não discutir com ninguém! Assim dás-lhe razão para vir discutir comigo, anda, só para ele ver que vais...!" E eu pensei: "O quê? Ir só para manter as aparências?! Manter as aparências... Sinto uma raiva profunda disso! Tenho de o fazer todos os incontáveis e dolorosos dias do ano! Da minha vida! Estou faro de manter as aparências, de não ser eu próprio!".

E para melhorar, o meu pai tentou usar o argumento infalível dele: "De certeza que não queres vir? Estão lá umas garinas mesmo giras...". Quando ele disse aquilo, quase me desfiz em lágrimas à sua frente, com vontade de gritar: "Não percebes que eu gosto de rapazes?! Pára de dizer essas m*****!!"

Agora, enquanto escrevo, derramo as lágrimas que não ousei derramar à sua frente...

E quero tanto aconchegar-me a alguém... Mas a única pessoa que me vem à cabeça é ele...

[Mais tarde]
Falei com ele... A tal "primeira pessoa que me veio à cabeça". Já me sinto melhor... Conseguiu fazer-me rir x)

Agora pareço uma criança, sentado à mesa, segurando o pacote do leite com chocolate com ambas as mãos, bebendo lentamente pela palhinha enquanto a mordisco...

Quando recordo a discussão, vêm-me as lágrimas ao canto dos olhos. Mas graças a ele, tenho palavras para recordar nesses momentos que me fazem sentir melhor.

Obrigado, Elijah, por seres tão bom amigo, tão compreensivo e por te importares tão pouco de me aturar xP

24/06/2011

[Manhã]
Não acordei muito cedo, para dizer a verdade. A madrinha foi quem me tirou do sono, anunciando que trouxera camisolas para eu e o mano vermos e experimentarmos. Devo dizer que adorei as t-shirts que ela trouxe!

Depois disso fui para a sala escrever um pouco... Tive uns sonhos um bocado estranhos... Levantei-me com a vontade de ir para o computador, mas o pai não está em casa e não sei onde estão os portáteis...

Na verdade, agora estou ansioso. Não sei a que horas - nem mesmo se ele vai fazê-lo - é que o meu ídolo me envia uma sms para eu lhe ligar. Será que vou conseguir que ele aceda ao meu pedido que eu lhe ando a fazer já há algum tempo...? Eu gostava de manter o meu nome, Elijah, por isso, por favor!!? haha. Logo à noite volto a escrever o que se passou durante o dia. Estou agora a escrever enquanto tenho as coisas frescas na cabeça. Ah! O J.T. ligou-me a perguntar se eu queria ir dar uma volta com ele. LOL. Respondi-lhe "Só se me quiseres vir buscar ao Norte, que eu não estou em Sintra, rapaz haha". Oh! A avó A. está a chamar para ir comer - batatas fritas!!

[Tarde]
voltei agora a casa. fui com os pais, o mano e a madrinha à Guarda. O pai comprou um fato para o casamento da prima P, e a mãe comprou um vestido.

Como combinado, o Elijah enviou-me uma sms a dizer que eu lhe podia ligar naquele momento. Assim que consegui afastar a abelha do mano e arranjar um sítio sossegado longe do pessoal, lá lhe liguei. Como sempre, fiquei nervoso, a tropecar um pouco nas palavras. ainda lhe tive de ligar mais umas vezes - primeiro só o consegui ouvir dizer "olá" antes de a chamada ir abaixo e, mais tarde, o ecrã tátil (que odeio seriamente) tornou-se uma desvantagem quando o encostei à cara...

A conversa não fui muito longa e tive de desligar para não gastar muito dinheiro. Por alturas do final da conversa, fiquei um bocadinho perdido com o som da sua voz (LOL?)... Lembro-me perfeitamente de conseguir descrever a voz do K. -calma, que transparece uma atitude ponderada sobre as coisas... -, mas a do Elijah? Nosso Senhor, que fiquei sem palavras para descrever aquela voz tão agradável ao meu ouvido.

Para que conste, odeio a letra com que estou a escrever neste caderno... tenho de a pôr toda em itálico e quase impercetivél para proteger o conteúdo deste texto de olhares curioso.

Já estou a divagar, mas enfim... Tenho de ir. À noite vamos às festas de S. João, cá na Aldeia... Mas não estou com vontade nenhuma de ir...

23/06/2011

[Nota, vou transcrever literalmente e sem suprimir nada do que escrevi no caderno que levei comigo para o norte.]

A viagem, apesar de se ter iniciado tarde, até se fez mais ou menos. Adormeci durante o caminho quase todo, e acabei a acordar entorpecido como nunca.. O resto do dia foi passado a dormir, desta vez numa cama, para recuperar da viagem, e um pouco do sono "perdido" na direta de ontem/hoje... Para ser sincero, não me arrependo nada de ter passado a noite numa conversa tão animada e com companhia deveras agradável.

Quando os meus pais souberam que eu fiz uma direta, quiseram saber o que é que eu tinha andado a fazer durante a noite. Num momento de "pânico", acabei a dizer que tinha estado a jogar... Acho que não seria muito boa ideia desabafar sobre a minha orientação sexual aos meus pais quando o pai teria 4 horas de viagem pela frente... Mas depois disso... Senti-me um bocado mal para com o Elijah, uma vez que foi com ele que estive a falar. Senti que estava  desvalorizar o momento, o que não tem nada a ver com o que eu queria fazer na realidade... Enfim...

Andei um pouco pelo quintal, onde encontrei inspiração para escrever um pouco. E, antes mesmo de escrever este texto, estive ainda com um pequeno surto de inspiração. [ Foi aqui, neste momento que escrevi algo inspirado no Elijah. Lembras-te de te ter falado nisso? ;)]

A avó A. foi deitar-se. Estou agora sozinho na sala e suspiro... Tenho esperanças que o que disseste seja verdade, Elijah, fosse verdade... Encontrar aqui o amor... Mas tenho medo disso... Sinto-me diferente, não sei explicar... Melancólico... Agora viria a calhar uma daquelas piadas de bombeiros a apagar fogos, hun? haha.

Enfim... Vou deitar-me. Apesar de ter dormido durante o dia sinto-me cansadíssimo...

Cheers! =D

De volta!!

Agora que voltei, vou começar a postar o Diário de Viagem x)

Olá de novo a todos!! :P

Cheers!! =D

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Back for a moment

Na verdade, nunca cheguei a sair... Fiz uma direta e arrastei o meu ídolo comigo! Foi a primeira direta dele! Eu já ando a estragar o rapaz, coitado... (Rapaz, como quem diz, o mio caro é mais de um mês mais velho que eu... haha).

Enfim, é hoje que vou para o norte... A vontade é pouca, mas será que conseguirei convencer o meu ídolo a aceder ao meu pedido? Please? haha.

Não há muito a dizer, ainda tenho uma viagem de carro pela frente, uns bons dias que hei-de aproveitar como fonte de inspiração... (deveria ser de estudo... Mas por mais que eu queira estudar para química, meu Deus, não consigo...).

Lá vamos para o meio das galinhas, porcos, coelhos, cães, gatos, patos, frangos... Não é que eu tenha nojo da bicharada e da terra, pelo contrário! Mas os avós nunca cá vêm, e depois queixam-se que nós (Sim, nós que não estamos reformados e temos escola/trabalho) só lá vamos muito de vez em quando... Enfim. O pai e a mãe passam paninhos quentes e eu, digo a única coisa que consigo dizer nestas situação, virando-me para os queridos ABBA: "The judges will decide, the likes of my abide"...

Mas pronto, parto dentro de horas para a Guarda (Já não digo para o Norte por causa de tu sabes bem quem... xD), e aqui ao blogue muito dificilmente virei... Mas se quiserem alguma coisa, basta mandaram um e-mail! x)

Cheers!! =D

Para o Norte eu vou...

Amanhã de manhã. Ainda não sei a que horas, ainda não sei se aqui volto antes de ir para lá, ou antes de voltar...

De qualquer das maneiras, só volto no Domingo... O que pode significar que não vou postar nada nestes quatro dias... Mas vou levar material de escrita comigo e vou apontado para depois escrever uma descrição detalhada dos acontecimentos monótonos que lá se tenham passado...

Até lá, morrerei de saudades aqui da comunidade, e das conversas com os amigos...

E parto amanhã para a literal seca do calor de verão nortenho...

Pronto, K., não é do Norte, é da Guarda, melhor assim? XD

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Crónicas de uma Saída.

Foi engraçado, ir com o A. e com o J.T. ao Fórum. Andámos por lá, fomos ver A Ressaca Parte II. O filme é idêntico ao primeiro, mas mantém a sua piada.

O J.T. anda com uns problemas com a namorada. Pelos vistos ela está prestes a cair no engano de um tipo que não tem jeito nenhum, e não dá ouvidos ao que o J.T. diz. E, ainda por cima, diz que ele é muito ciumento. Sim, ele é uma pessoa ciumenta, mas não é por tudo e por nada, porque quando tem ciúmes, tem com razão, digo por experiência própria. Mas enfim...

São dramas destes que às vezes penso duas vezes antes de desejar estar apaixonado. Lembro-me de ter dito a uma pessoa que "não deves fechar-te completamente ao amor, podes estar a escapar a oportunidade de seres feliz". Não sei se a pessoa a quem disse isso ainda se lembra de eu ter dito tal coisa... De qualquer das formas... Acho que agora compreendo o que é, querer fechar-me completamente ao amor. Acho que magoaria muito mais gente se me apaixonasse por alguém...

Já estou a divagar... Deve ser do cansaço? Hoje acordei bem, mas estou com a sensação esquisita... Sabem aquela sensação que sentem quando ouvem um fado? Aquela saudade inexplicável, que não sabem bem porque lá está, mas que vos faz querer continuar a ouvir a música até ao fim, pensar no que têm e no que gostariam de ter? Acho que é isso que sinto... Tenho de escrever qualquer coisa animada...

(Acho que o que preciso mesmo é ir comer umas colherinhas de mel... xP)

Cheers! =D

Piadas Porcas

Acabei de combinar uma saída com o A. e com o J.T. Sobre o cinema, eu a dizer ao J.T.:
Eu: Leva o teu B.I., para o caso de querer perguntar se tens mais de 16 para ver o filme...
Ele: Eu levo sempre o meu BI... neste caso é o meu CU.
Eu: Ah, esse eu também levo sempre comigo, sabe-se lá quando vou precisa dele heheh... OMG que piada porca!! :O
Ele: XD
Ontem, depois do jantar, fui a casa do Padrinho. Ele faz anos no primeiro dia de verão! (Odeio o novo acordo Ortográfico... Tive de reescrever a palavra "Verão"... --')

Foi engraçado, diga-se de passagem (Apesar de ter estado boa parte do tempo a trocar sms, mas ora, isso também deu o ar de sua graça à situação :P). Assim que perdi num jogo contra o Primo D., seis anos mais novo que eu, desisti daquilo. Fiquei-me por observá-los a jogar... A reaprender, pois parece que, numa qualquer altura da minha vida, fiquei velho demais para conseguir jogar alguma coisa de jeito... Quando saímos de lá ainda fomos às compras (e o pai e a mãe quiseram à força toda que eu largasse o telemóvel [que era o da mãe...]). Quando cheguei a casa, ainda tive tempo de reparar o bom humor de uma pessoa ;)

Hoje acordei com muita coisa na cabeça...

Primeiro, acordei com vontade de trocar carícias com alguém. (Resultado das imagens que o Elijah me mostrou de "rapazes" [Leia-se tipos todos bons] em momentos de tirar o folgo e de fazer dizer "So cute :3"). Lá tive que me resumir a enrolar-me um pouco mais nos lençóis e a apartar a almofada nas minhas mãos.

Depois, recordei-me de algo que aconteceu no dia de ontem. Já se tinham passado quase dois meses. Dois meses, desde a última vez que por ali estive. E o meu pai passou com o carro mesmo lá ao lado. Fomos ao Vasco da Gama fazer compras, que ficava perto da casa do Padrinho e da Tia I.. Passei por sítios que me trouxeram recordações. Passei por aquelas escadas onde se deu aquele primeiro contato... Lembras-te, K.? x) Na altura tive um bocadinho de receio de despertar certos sentimentos... Mas quando olhei para aquele sítio, senti, não uma melancolia, como seria de esperar, mas uma nostalgia - Aquele sentimento que temos, quando recordamos algo e sentimos saudades desses bons tempos. E que bons tempos foram!

E depois de ter lembrado isso, não com lágrimas nos olhos, mas um largo sorriso genuíno na cara, sentei-me na cama. A minha mente divagou, e lembrei-me daquela canção que cantaria aos meus filhos. Aquela canção cuja letra só eu sei (para além de mais uma pessoa... ;P), e cuja melodia apenas eu conheço. Fiquei com vontade de fazer mais qualquer coisa do género.

Finalmente, fiquei assustado com um pensamento meu. Qual foi esse pensamento? "Conta hoje aos teus pais aquilo que até agora não tiveste coragem de contar". A verdade é que sempre quis contar-lhes, mas os medos das consequências levavam a melhor. Desta vez, fiquei foi assustado com o facto de estar a perder o medo dessas consequências... Estranho? Eu explico. Sem o medo das consequências, posso fazer algo de que me arrependa, e ser apanhado de surpresa com isso porque não pensara nas consequências... Mas algo dentro de mim me faz perder esse medo de lhes contar. Algo dentro de mim que cresce a cada hora que passa quer simplesmente contar-lhes. E isto adveio de uma pergunta que o meu próprio Padrinho me fez, sem se aperceber da forma como me deixou. Estava eu a falar por sms com a Bia e com o Elijah, quando o Padrinho se aproximou. "Então, andas a namorar?!". O coração caiu-me do peito e desviei o olhar do ecrã, desligando-o apressado (e estupidamente) porque estava exatamente aberto numa mensagem que o Elijah tinha mandado sobre o meu "medo de magoar alguém" [Talvez explique isto melhor, um dia, mas pronto...]. O Padrinho era a primeira pessoa que me tinha perguntado aquilo sem ser naquela forma, a que eu chamo a "Pergunta Terrível": "Tens namorada?". Estava com um bocadinho de esperanças... E respondi com a verdade: "Não, não namoro, tio! haha." Ao que ele responde: "Oh, então? Já está na altura certa!". Na minha mente ecoavam outras palavra "Já está na altura certa de lhe contar". Mas estávamos no meio da sala, rodeados de gente... Acabei por desistir. Se foi obra do acaso ele não ter referido a palavra "namorada" ou "menina", não sei, mas sei que me parece uma opção um pouco mais viável.

Odeio quando tenho estes sentimentos contraditório:
  • Gostava de amar e ser amado, mas tenho medo de magoar quem amo;
  • Gostava de seguir aquele meu sonho, mas tenho medo do desconhecido;
  • Gostava de contar aos meus pais, mas tenho medo das consequências, e quando tal não acontece, tenho medo de não as temer...
Enfim...

Cheers! :)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Exame e um pouco mais

Ontem, era suposto ir para a cama cedo. Estava a pensar em ir deitar-me às onze, para estar fresquinho para o exame de Biologia e Geologia.

As onze passaram sem eu dar por ela, de agradável que estava a conversa. Até que ele perguntou: "Já te queres ir deitar...? (Sem segundas intenções!!)". Olhei para o relógio, enquanto me ria daquela frase que, por incrível que pareça, não teria segundo significado para mim se ele não tivesse posto aqueles parêntesis. Nop, não me queria ir deitar... Queria continuar a falar com ele. Porquê?

Porque ele é a única pessoa a quem contei um dos meus sonhos mais bem guardados. Talvez por ele ter um idêntico? Não sei. Sinto que nele posso confiar como confiaria num amigo de longa data. Porquê? Por uma simples razão - Porque ele escreve.

Lembro-me perfeitamente! Eu tinha o meu blogue pessoal, e ia lá escrevendo o que sentia. A dada altura até a família sabia do blogue e já não me sentia tão à vontade para me abrir sobre o assunto. Aquele assunto que me começava a atormentar. Passei por aquela fase. Aquela fase em que me nego a mim mesmo, que me detesto a mim mesmo por ser algo que nunca quereria ser. Lembro-me que o Miguel, na altura também ele com o seu blogue, e já sabendo da minha situação, comentou que sabia de uns quantos blogues de pessoas que haviam passado pelo mesmo... Mas houve um que me cativou, inspirou... Não sei. Talvez tenha sido o fundo branco. Aquele fundo branco, com um título pintado a negro, que transmitia luz. Era para mim como que a luz ao fundo do túnel. E cada texto dele, cada palavra que ele escrevia, me fazia ver que o facto de eu ser gay, só era mau se eu e a sociedade fizéssemos disso algo mau. E por enquanto, não estava nas minhas mãos mudar o que a sociedade pensa, mas era livre de decidir o que eu penso. Não, ele não foi o único que me ajudou nesses momentos, mas foi, como eu digo, a luz ao fundo do túnel que me guiou até algo melhor. Se não tivesse sido por ele, não teria criado este blogue, falado do que falei, conhecido aquela pessoa especial que aqui responde pelo nome de K., descoberto coisas e pessoas novas como o fiz.

E isso já o tinha feito subir imenso na minha consideração. É um amigo raro de se encontrar, e uma amizade que gostaria de preservar ;)

Quando eu esperava que ele já havia feito tudo o que podia fazer para me ajudar, heis que me tenta convencer a perseguir esse sonho! E quase me consegue convencer. O que ele diz, deixa-me a pulga atrás da orelha, com a vontade realmente de perseguir esse caminho! Mas... Há sempre um "Mas" em tudo nesta vida... Não me sinto capaz de lutar. Nunca fui. Ele, por outro lado, já trava batalhas neste campo há imenso tempo! Não consigo evitar ficar orgulhoso quando digo que ele vai conseguir, e que terá sempre o meu apoio incondicional. Posso não ser um bom Guerreiro de espada em riste, mas sou um bom Mago, com os seus feitiços que beneficiam os aliados. O meu apoio gosto de dar a quem confio.

E não, não me queria ir deitar! Queria saborear um pouco mais daquela doce sensação de orgulho nele e esperança em mim... E quando dei por ela, era quase uma e meia e eu ainda ali estava na conversa! Acabei por ser eu a dizer que o melhor era continuarmos a conversa hoje.

E hoje? Acordei, oh! se acordei, uma máquina de guerra!! Ao som de Sweet Child of Mine do despertador do meu pai, corria pela casa cantando a letra que mal conheço, mas rockando sempre com uma guitarra imaginária em frente ao espelho, sacudindo o meu cabelo que, para variar!, estava apresentável. E porque fiz eu isso? Ora, porque me sentia bem?! Haha! Lembras-te, Elijah, daquele impulso de auto-estima!? Pois, hoje sinto-me assim ;P A caminho do escola para o exame, dancei pela rua fora ao som de Loser Like Me e Forget You. Quando cheguei a casa, a preparar o almoço, na cozinha eu e o meu irmão, sem nada que o previsse, desatámos em dueto a cantar It's My Life do Bon Jovi. E claro, lembrei-me de um convite que uma outra pessoa me fez para cantar um dueto... Quem sabe, talvez? xP

Quanto ao exame? Correu-me bem.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Falando...

... sobre sonhos que ficaram por concretizar e pelos quais não luto.

Apenas uma pessoa sabe qual é.

E essa pessoa encorajou-me a segui-lo.

Apenas uma pessoa me está a impedir de lutar mais por isso.

E essa pessoa está a querer levar a melhor.

Neste duelo, gostava mesmo que ganhasse a primeira pessoa de que falei...

Veremos como será daqui para a frente x)