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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2013

Parece que afinal sempre sobrevivemos ao fim do mundo, supostamente agendado para dia 21 de Dezembro. Felizmente, acho que ainda estamos todos bem vivos. Estes últimos dias de Dezembro têm sido bem passados, preguiçosos sem fazer nada de jeito, se bem que agora que a época dos exames está a começar, tenho de me aplicar mais nisso.

Ora, no dia 23 fui de viagem para o norte, para casa dos meus avós maternos, para passar o Natal. Desta vez a consoada foi passada em casa da minha madrinha, entre a família, lá passámos o tempo até à meia noite a jogar cartas, depois de termos voltado de uma visita a casa dos sogros da minha Prima. (Não sei se quero recordar o facto de que o cão da minha prima me tentou trepar as pernas e não, não digo isto no sentido literal, infelizmente...). Lá ensinei a minha prima a jogar um jogo de cartas, para variar, uma vez que conheço muito poucos e normalmente ocorre o oposto - é ela a ensinar-me a mim. Acabei também a ensinar os meus pais a jogar. Entretnato chegou o momento de abrir as prendas, e depois de ir para casa. Devo dizer que aguientei até pouco tarde este ano no natal... Era uma da manhã e estava já a sonhar na minha caminha bem quente e confortável. Bom, pelo meno este ano o inverno lá não foi tão frio como de costume.

Voltei no dia 26 de manhã, e no dia 27 de manhã, estava já de caminho para o Algarve, para passar três dias com o Elijah. Bem que estavamos a precisar, depois do stress que passámos... Devo dizer que adorei lá estar, como sempre, afinal de contas, nem sempre tenho a possibilidade de poder celebrar um ano e meio de namoro com a minha cara metade (principalmente pelo facto de só ocorrer uma vez numa vida inteira, mas pormenores à parte... Lol). E ele até me ensinou um jogo novo (e ganhei a primeira ronda, mas ainda desconfio que foi mesmo sorte de principiante porque perdi os restantes que fizemos). Deuses, o ensopado de Javali que a mãe do Elijah fez estava mesmo saboroso! Há anos que não comia javali, e deixei o meu pai cheio de inveja, uma vez que ele também gosta bastante de carne de Javali, e até foi ele que me introduziu ao dito petisco. E assim se passaram os dias 27, 28 e 29, sempre na presença de uma das pessoas mais importantes da minha vida (arrisoc mesmo a dizer a mais importante). É... O amor tem destas coisas. Custou  voltar a casa... é sempre uma experi~encia agri-doce, porque, por um lado, não o posso ter bem junto a mim, mas por outro, afinal de contas, sempre estoua  voltar a casa, e isso é algo que nunca é completamente mau para mim.

E finalmente, a passagem de ano. Normalmente passamos o final de ano com a família, mas este ano foi diferente. Fomos passa a casa de uma amiga dos meus pais, a Ana. Devo dizer que adorei a experiência. Só para ter noção, quase que nos passava a meia noite ao lado, tão distraidos que estávamos, e nem demos pelas cinco da manhã chegarem. Mas voltando ao início da noite, houve entradas, comida self-service, e sobremesas bem saborosas. Pouco antes da meia noite fizemos uma coisa que achei bastante interessante. Foi dado a cada convidado uma ciaxinha com uma vela e um papelinho com uma mensagem escrita, que nos faria reflectir (de notar que as caixas foram escolhidas aleatoriamente). Um a um, lemos a mensagem que nos calhou em voz alta, acendiamos a vela e colocávamo-la a boiar numa tina de água que tinha uma vela maior no meio. Foi um efeito giro e devo dizer que realmente as mensagens que calharam às pessoas, geralmente, eram bastante relevantes. Claro que não vou dizer a minha, isso é algo que é para ficar naquela sala (principalmente pelo facto de parecer que até há uma força invisivel a repreender-me por não estudar e não me aplicar... Já não me chagavam os meus pais e o Elijah, hum? Acho que realmente se calhar é melhor começar a pensar nisso... enfim!). Depois disso, chegou a meia noite, e conversou-se acerca dos (leia-se gozou-se com os) concorrentes da Casa dos Segredos. E juro, aquela gente é de partir o coco a rir, ora vejam algumas das conversas que aconteceram durante a noite...

*Ao ver a Casa os Segredos, onde se estava a apelar à memória dos concorrentes acerca das regras que eles tinham dito que seguiam para jogar e ganhar*

F (uma das convidadas): *com sotaque nortenho, óbvia sátira à origem dos concorrentes, comentando o facto das concorrentes estarem a ter dificuldades em lembrar-se do que tinham dito.* Estas gajas pá, só cilicone... Têm cá umas memórias...
N (um dos convidados: Sim, realmente, têm uma 'mamórias', deixa que te diga!

*Mais tarde, quando se passou pela MTV para dar alguma música, e começa a dar a Boyfriend do Justin Bieber*

N: Epah, este gajo ficava muita bem era com uma bala na testa.
S (um outro convidado): É o Justin Biberão

*Já depois da meia noite, quano estávamos a escolher as músicas para cantármos no karaoke e passámos por uma música dos Jonas Brothers*
N: Epah, estes gajos são um espetáculo!
F: Achas?
N: Epah, yah é pena é respirarem.

Portanto, podem ver, esta gente é de partir o côco a rir, e sim, até pode ter sido à custa de outras pessoas, mas caramba, a espontaneadade com que estas frases saltavam da boca deles era mesmo de fazer rir o mais macambúzio.


Portanto, depois da meia-noite, cantámos karaoke, a seguir jogámos buzz e finalmente terminámos a noite a jogar cartas. Ensinaram-me um novo jogo e devo dizer, se eu já achava que eles eram umas hilariantes peças, então depois do jogo fiquei sem dúvidas. Acho que nunca me ri tanto com um jogo de cartas na minha vida. As horas foram passando, e acabámos a ver o Rei Leão, por volta das 5 da manhã. Não chegámos sequer à minha parte preferida, em que o Scar canta a sua musiquinha, porque o objetivo não era fazer uma direta, e portanto, ás 5, os que não iam ficar a dormir em casa da Ana, foram todos para casa, incluindo eu, os meus pais e os meus irmãos. Só me deitei ás seis da manhã! Hum, parece que compensei o facto de me ter deitaco "cedo" na noite de consoada, não é? Enfim, foi uma boa passsagem de ano. Ah, e quase me esqucia! Algures entre jogar Karaoke e Buzz (este último jogo tendo eu ganho, ae até vencido o N, que pelos vistos era o mestre do jogo, apesar do seu daltonismo), escrevemos as nossas resoluções de Ano Novo. Com dificuldade, lá me lembrei de 5. Espero conseguir cumprir...

Enfim, agora que já dei notícias acerca do que tenho andado a fazer nestes últimos tempos, desejo um bom 2013, cheio de sorte e acima de tudo saúde.

Cheers!! =D

domingo, 9 de dezembro de 2012

Phoenix

We fall, we fall
But like the Phoenix
We rise, we rise
From the ashes, the ashes
Scattered on the floor

We rise, we rise
And go through the open door
Leave pain and sorrow behind, behind.
Our withered bodies burn down below
And we just rise and fly away
rise and fly away.


Portanto, parece que estou de volta. Estou de volta porquê? Porque acontece... Infelizmente o blogue tornou-se um sítio de escapatória quando a vida dá as piores reviravoltas possiveis. Acho que nao vale a pena entrar em detalhes. Depois aidna me acusam de seguir em frente e ver a situação como algo definitivo, quando, na realidade, essas pessoas é que me deram isso a entender. Estou farto que exijam de mim mais que o que posso dar. E que me tomem por garantido entretanto. Que se achem no direito de me pedir tudo quando não me dão tanto como querem, quando falham em coisas tão pequenas e simples que até mete dó. E não, não vou ser o chorão resignado que fui antes. Estou farto de ser essa pessoa, a sério que estou. Dei-lhe o volante para a mão. Disse-me que quando eu o fazia, despistava sempre o carro. Ele deixou-me na estação de serviço mais próxima e foi-se embora, sem deixar bilhete ou nota.

Em dois minutos, provaram que eu estava certo, na única coisa da minha vida que eu esperava ardentemente estar errado: que quando uma pessoa pede um tempo, anuncia o fim da relação, mais tardio ou madrugador, mas eventualmente, o fim.

E há duas semanas que estou doente, curo-me de uma coisa para apanhar com outra. O que também não ajuda ao meu estado de espírito. Para ser honesto? Já tinha saudades disto. Escrever assim, mais para mim do que para outra pessoa qualquer. De notar que os versos acima nao têm uma fonte porque eu sou essa mesma fonte, obrigado. (nota-se, não são grande coisa, lol). E vejo tanta coisa que desisti de fazer por pessoas que nunca viram o que estava mesmo debaixo dos seus olhos. E depois, quando chega a minha vez de ser magoado de maneira quase irreparável, o que é que ele faz? Claro, tentar reparar os estragos está fora de questão. O que se deve fazer mesmo é deixar para trás um caco do que outrora fui, e o próximo que cair nas graças dele que o arranje. Bagagem desnecessária, para ser honesto. É quase uma sentença de "se eu não o posso ter, ninguém o terá".

Tenho deixado tanto para trás... Gostava de acreditar que poderia ter sido algo mais, que não precisava de ser tempo desperdiçado. Mas no que se trata de lutar... Será que ele luta por mim, ou por fazer de mim aquilo que ele desejava que eu fosse?

Será que me vai censurar por escrever isto? Quero lá saber. Se ele está a ler, é porque há algo nele que ainda se digna a considerar-me parte da sua vida, e shame on you, if you don't act on that to fight for me.

E porque esta música diz muito do que eu desejo, e estava agora a dar na Mega Hits enquanto eu escrevia isto:
Kelly Clarkson - Dark Side

sábado, 10 de dezembro de 2011

Um almoço diferente (e delicioso)

Hoje fui almoçar fora com a Fernanda, autora do Demasiado Fiéis para Desistir. Eu já tinha conversado com ela antes, mas hoje foi mesmo um dia para nos conhecermos um ao outro. Só espero ter causado tão boa impressão como ela causou! (Aparte: O Pedro bem tinha razão quando me disse que ela era alta...) Fomos almoçar a um restaurante onde eu nunca tinha ido, mas que me pareceu bastante acolhedor. E soube-me tão bem o Hambúrguer... Ficámos a conversar durante quanto tempo não sei, só sei que perdi a noção das horas, mas que será algo a repetir. Fico com a sensação de que falei pelos cotovelos, mas pronto... Até podia dar uma narrativa detalhada de como correu o dia, mas a conversa foi tão espontânea que acho que tocámos todos os assuntos possíveis imaginários. Desde livros, já que ambos somos apaixonados leitores, passando pela música, até à família, já para não falar nos mergulhos na piscina ou na vista paradisíaca na casa de outras pessoas que infelizmente não é a nossa... E até me deu um presente a mim e outro ao Elijah. Devo dizer que fica mesmo bem e que adorei! ;)

E agora me lembro que ela ficou de me dar uma série de links onde arranja livros e CDs mais baratos... :P

Cheers! =D

sábado, 8 de outubro de 2011

Dormir com ele...



"When laying, with you,
I could stay there, close my eyes
Feel you here, forever
You and me together, nothing is better"
(Adele, Set Fire To The Rain)

Para me referiri a isto, podia ter-me lembrado da My Same, que é uma música da Adele que conta a história de duas pessoas muito diferentes mas que, ainda assim, combinam perfeitamente uma com a outra...
"You said I'm stubborn
And I never give in
I think you're stubborn
'Cept you're always softening
You say I'm selfish
I agree with you on that
I think you're giving out
In way too much in fact
I say we've only known
Each other one year

You say I've known
You longer my dear
You like to be so close
I like to be alone
I like to sit on chairs
And you prefer the floor
Walking with each other
Think we'll never
Match at all
But we do, but we do-doo-do, but we do, but we do-do-do-dwoh"



Ou a Lovesong, ou até mesmo a One And Only. Mas esta parte da Set Fire to The Rain é o que sinto neste momento. Fecho os olhos e sinto-o aqui comigo, deitado a meu lado, enquanto não o posso realmete ter aqui...




segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Jeito para a Poesia? Talvez. Para a Escrita? Gosto de acreditar que sim.

A stôra de Português hoje disse que eu tinha jeito para a poesia...

Sei lá, identifico-me com o Fernando Pessoa, que querem...?

Como? Porque tal como ele eu também tenho múltiplos "eus", sem deixar de ser eu mesmo. Apenas me adapto à situação. E não preciso de sentir com o Coração para dizer que senti. Também, tal como Pessoa fazia, consigo sentir com a imaginação porque, tal como para o poeta, para mim...
"Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra cousa ainda.
Essa cousa é que é linda."
(Fernando Pessoa, Isto)

Tal como Fernando diz nessa estrofe, tudo o que sonho, passo, vivo, imagino, idealizo, invento e crio está por baixo desse terraço, é aquilo que poucos vêem. Num terraço, todos vêem a paisagem em volta, mas só alguns têm a capacidade e a honra de ver o que se passa no que está por baixo desse terraço. Só alguns vêem "Essa cousa linda".

(Ironia das ironias? Depois de corrigir vários erros neste texto, fico surpreendido com o pouco jeito que tenho para escrever sem errar...)

sábado, 17 de setembro de 2011

Parabéns...

Hoje é um dia especial para o meu Elijah... Eu sei que devia estar animado. E estou, em parte. Por um lado, estou contente por ele. Ele está a divertir-se... Enfim, é o dia dele, e por mim era esse dia todos os dias. Aliás, tento que ele sinta que todos os dias são os dias dele. Mas estou longe... E longe não posso fazer o que mais quero...
  • Acordar de manhã, sussurrar-lhe "Parabéns" e dar-lhe um beijo na testa,
  • Ordenar-lhe que fique na cama enquanto eu preparo um pequeno almoço colorido e variado para lhe levar à cama,
  • Ficar o resto da manhã deitado junto a ele, a trocar carícias, até irmos almoçar (fora, a um restaurante memorável),
  • Passar a hora a preparar as coisas em casa para receber a família ao jantar 8com um pouco de namoro pelo meio)
  • Receber a família em casa, com o meu braço a envolver a sua cintura, em frente à porta, enquanto nos cumprimentam alegremente e lhe dão os parabéns,
  • Jantar e cantar os parabéns, dando-lhe um beijo terno depois de ele apagar as velas,
  • Despedir-nos com um sorriso na cara dos últimos convidados a sair,
  • Dar-lhe uma prenda (somem dois mais dois: é de noite, nós os dois sozinhos em casa, com uma cama só para nós...)
  • Cantar-lhe antes de ele adormecer,
  • Ficar a vê-lo dormir com um sorriso sereno nos lábios, até eu próprio adormecer...
Mas nada disso pode ser, porque eu estou longe. E sinto-me de pés e mãos atadas porque não posso fazer nada para eliminar esta distância já e agora, como eu bem gostaria de fazer, como eu gostaria de ter feito já há algum tempo...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Fim de Semana...

Hoje é sexta-feira. Não tenho vontade de ir para as aulas. Quero dizer, eu, até agora, gosto dos professores que tenho tido (falta conhecer o professor de Educação Física)... Química parece-me que há-de ser a minha disciplina preferida este ano para além de Biologia, Português não deve ficar muito atrás e Matemática será aquela em que terei de me aplicar mais. Tenho sempre a vantagem de a professora de Matemática ser a mesma do ano passado, e, portanto é a mesma também do 10º. Até pode ser a professora mais exigente da escola, mas é a professora de matemática que melhor ensina, disso não há dúvidas.

Daqui a pouco terei de ir... Mas eu sei o porquê desta minha pouca falta de interesse em ir às aulas... Não que a turma não seja simpática (aliás, juntaram três turmas, alguns eu já conhecia de vista, mas há aquelas divisões bem feitas...), mas... O meu horário é absolutamente incompatível com o do Elijah... Terei de me habituar a isso durante o resto do ano, mas já não vejo a hora de acabar este ano lectivo para poder estar com ele todos os dias...

Ugh, tenho mesmo de erguer o queixo e pôr-me ao trabalho! Este ano eu TENHO de ter boas notas, ou lá se vai o plano de ser este o último ano em que moro longe do meu namorado...

Tenho alguns colegas na minha turma que eram já da minha turma o ano passado e, sorte a minha, até eram do grupo com quem eu me costumava dar. Quanto a eles... Nem quanto a eles nem quanto aos restante... Não faço a mínima do que acham acerca da homossexualidade... Não vou gritar aos sete ventos que sou gay. Se perguntarem, também não vou mentir... Mas a professora de Português disse que as nossas apresentações orais teriam de ser essencialmente argumentativas e, quanto mais polémico fosse o tema, melhor... Adivinham em que tema eu pensei logo para a minha? Mas para fazer uma apresentação oral sobre homossexualidade, vou esperar lá mais para o final do período... Não me vou expor já dessa maneira... Claro, é apenas uma ideia, não é algo definitivo, é apenas até encontrar algo melhor...

Cheers! =D

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Regresso às aulas...

... ainda hoje. Mas só lá mais para  tardinha, como manda o horário... Aproveito o tempo para pôr algumas coisas em ordem. o meu quarto mais parece uma sala de arrumações, com caixas e moveis a um canto... Mas ainda não tive paciência para o arrumar, pelo contrário, só tive preguiça para estrear o meu novo portátil... Enfim x)

Não sei que mais escrever, mas mais logo sou capaz de falar sobre como foi o meu primeiro dia de aulas. Até lá, desejo um bom regresso às aulas àqueles a quem a carapuça serve xD

Cheers! =D

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um Dia Inesquecível...

Não vou dar muitos pormenores sobre o tempo que passei com o Elijah, isso farei mais tarde no As Seen From The Stars, já que isso tem tudo a ver com a nossa relação. Resta-me dizer que foi um dia fantástico, e que tenho imensas boas memórias dele.

Quando ao que vou contar aqui... Tem mais a ver com o Pai e a Mãe. Quanto à Mãe, ela pareceu um pouco... como hei-de explicar...? Um pouco acanhada em relação ao Elijah. O Pai, por outro lado, ainda tentou fazer conversa ao jantar. Mas essa tentativa saiu-lhe mais bem sucedida depois, no carro e no Terminal Rodoviário de Sete Rios, onde o Elijah apanhou o autocarro de volta a casa. O Pai perguntou-me como eu o tinha conhecido, e eu contei-lhe muito resumidamente a história: "Na altura andava com aqueles sentimentos de que eu não deveria ser quem sou, e depois encontrei o blogue onde o Elijah (claro que o pai o conhece pelo nome verdadeiro hahaha) escrevia sobre as suas experiências de vida, depois entrei em contacto com ele e daí nasceu uma amizade...". Depois ele perguntou se isso tinha dado em namoro ou se já nos tínhamos conhecido há mais tempo. Foi então que ele nos perguntou à quanto tempo nos conhecíamos e percebemos que já nos conhecemos à cerca de nove meses. Quase um ano, se forem a ver bem. Mas ainda assim, eu e ele estivemos sete meses como amigos, dois como namorados e sempre a contar. E percebi como o tempo passa depressa. Não me parecia assim há tanto tempo. A melhor parte de saber que o tempo passa depressa? Vai custar menos esperar por finalmente o ter de novo nos meus braços, e o ter nos meus braços todos os dias :)

Depois de deixar o Elijah (e de me despedir dele devidamente), eu e o pai fomos andando para o carro. Primeiro fez-se um silêncio um pouco constrangedor. Mas depois o pai acabou por falar. "Eu fui falar com um psicólogo, meu amigo, e expliquei-lhe a situação, para saber se ele poderia ajudar. Ele disse-me que não era a pessoa indicada, mas deu-me o contacto de uma colega dele que se especializa no assunto, em acompanhar pessoas como tu, assumidas a inserir-se na sociedade. Se achares que precisas de apoio, basta dizeres e eu ligo-lhe.". Eu concordei. Agora acho que me caiu ainda mais em cima isso... O ser assumido. Para os meus pais, para os meus amigos e, graças à delicadeza de um certo individuo que conhecem como Miguel, é bem provável que para a escola inteira... Como disse ao meu pai, por enquanto não preciso... Mas depois... Eu sei como não é fácil. O ser gozado por causa disso, os olhares que as outras pessoas nos dão...Se bem que, se querem saber, os olhares são fáceis de ignorar. Apercebi-me disse quando passeava pelas margens do Tejo e pelo Oceanário de mão dada com o Elijah. As pessoas olharam (acho que as que não olharam com estranheza foram só os funcionários do Oceanário hahaha), mas eu simplesmente ignorei... Mas consegui fazê-lo porque sabia que tinha aquela mão quente e macia a envolver a minha, e que me protegeria de tudo. Quando as aulas começarem... Apenas terei a memória dessa mão. Mas acho que será uma boa razão para lutar: para voltar a sentir o meu namorado a dar-me a mão, a acariciar-me o rosto, a beijar-me. Isso, de certeza, dar-me-à forças. E sei que terei o apoio dos meus pais, dos meus amigos, e do Elijah. Mas não nego que às vezes seja sensato pedir o apoio de uma pessoa especializada no assunto... Até porque entre os meus pais e o meus amigos, poucos sabem da situação, e talvez ainda menos saibam que conselhos me dar. e eu sei como é... Ver alguém falar connosco e não saber o que dizer ou fazer... Acaba-se a desejar que a pessoa encontre alguém que saiba como a ajudar. Eu tenho a sorte de ter isso. E nunca tive aversão a ir a um psicólogo. Por enquanto, não sinto que precise, até porque estou numa das fases mais felizes da minha vida. Mas agora que tenho essa oportunidade, não hesitarei em usá-la em caso de necessidade :)

Cheers!! =D

domingo, 14 de agosto de 2011

The End?

Depois de imensa conversa, e de se fazer de convidado o Miguel lá me conseguiu convencer a ir falar com ele. Ficou combinado para as 3, em frente ao café onde eu estava. Mas ele ficou surpreendido ao ver a Bia. Segundo ele, queria ter uma conversa comigo para "acabar tudo", como se as coisas ente mim e ele já não tivessem terminado há bastante tempo. A conversa foi assim:
- Olá. - Cumprimentou.
- Olá. - Cumprimentámos eu e a Bia.
- Preciso de falar contigo. - Disse ele.
- Então força. - Incentivei.
- Mas não é assim... - Comentou.
- Assim como? - Interroguei.
- Ai é? ´Tá bem. Adeus.
E ele virou costas.
- Uoi? Que se passou? Mas ele ´tá parvo? - Exclama a Bia.
- Então agora vais-te embora? - Inquiro.
- Vai atrás dele! - Aconselha a Bia.
Claro que não fui atrás dele. Afinal de contas, ele é que estava ansioso por falar comigo, não era eu que estava ansioso por o ouvir, muito pelo contrário. Pelos vistos ficou intimidado pela Bia. Ele sabe perfeitamente que ela iria saber da conversa de qualquer das maneiras! Mas mesmo que o problema fosse a presença dela, ele não manifestou tal problema. Simplesmente virou costas, sem explicar o que o estava a incomodar. Tanto pelo que sei, poderia ser ate o facto de estarmos naquele sítio, ou de eu ter aquela roupa vestida. De qualquer das formas, também não me voltou a mandar nenhuma sms. E é como disse, jogarei o jogo dele... com as minhas regras. Perdeu a última oportunidade de falar comigo. Ele afastou-se pelo seu próprio pé, sem explicar o porquê, apesar de ser ele o único a querer falar. Depois disto, é o fim. The end. Finito.

O resto do dia foi basicamente recordar esse momento épico. A Bia acha que ele se sentiu intimidado por ela. E não é caso para menos! Se foi isso, ou não, pouco me importa. Só sei que desta vez vou poder finalmente ficar em paz! Afinal, tudo bem que eu errei, mas demonstrei que estava arrependido. Mesmo depois disso ele espalhou por toda a gente o que se passou entre nós, e diz cenas totalmente... nem sei dizer, ficaremos por difamatórias acerca de mim e do meu namorado. Nop, isso eu não estou para aturar.

Enfim, lá passei uma boa tarde com a Bia. E comprei uns calções brancos que me ficam bem. Bom, pelo menos o Elijah aprovou-os, isso é que importa xP

Cheers! =D

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ontem foi um dia cheio de emoções...


Frenéticas, avassaladoras... Mas as boas superam as más, porque, afinal de contas, quando pego naquele búzio sinto-me muito melhor, a ouvir o mar, a imaginar-me com ele na praia, a relembrar o toque da sua mão... É tão bom já não precisar de imaginar mas, em vez disso, relembrar...

Vou postar algo a contar tudo o que se passou ontem. Mas por agora, terei de adiar isso... O pai vem cá almoçar. E provavelmente será algo um pouco demorado...

sábado, 6 de agosto de 2011

Lazyness

O Verão tem passado muito nisso, na preguiça. Não tenho feito muito, para além de ajudar o Pai nas obras com a nova loja. Agora a firma onde ele trabalhava mudou-se para aqui para a zona. O que é muito bom, já que assim o Pai fica mais perto de casa, o que lhe dá mais tempo para estar connosco e, inclusive, controlar melhor o meu irmão no que toca a atrasos com a escola.

Por isso não tenho postado muito... Não é porque vos esteja a negligenciar, caros leitores, é só porque não ocorre nada digno de nota. Bom... Para dizer a verdade, aconteceu algo digno de nota, mas isso ficará para outra altura por razões que, talvez, venha a divulgar. Não é que não confie em vós, é só que há coisas que é melhor deixar por contar até tudo estar bem definido.

Mas bom, era mais para dar ares de estar vivo... Estou ansioso pelo início das aulas, apesar de este Verão ter sido muito bem passado na companhia do meu namorado. Bom, não é companhia física, mas o Skype é um ótimo instrumento de comunicação. Através da webcam e do microfone, posso vê-lo e ouvi-lo... E apesar de não poder sentir o seu toque, uma coisa é certa, já estou viciado naquele rosto sorridente e naquela voz que ainda não consigo descrever. É uma voz que me acalma, não sei, só sei o amo. Ponto final.

Quando ao resto, tudo tem estado calmo, sem dramas de maior... Quero dizer, houve um pequeno drama comigo (e neste momento há também acontecimentos mais delicados a ocorrer na vida de outrem, mas não me vou pronunciar sobre a vida das outras pessoas), mas, de resto, tudo tem estado calmo. Hoje acordei com vontade de ir à praia, mas terei de aguentar um pouco mais o desejo. Quem sabe, posso deitar-me de papo para o ar a apanhar sol num futuro próximo.

Cheers!! =D

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O Casamento da Prima P.

Foi para isso que fui ao Norte. Agora a prima P. e o Primo P. Estão casados. Como foi? Lindo. Sim, ao final de 13 horas de rave eu estava exausto de tal forma, que fiquei um pouco rabugento, e como não podia falar com o meu baby, ainda fiquei mais rabugento! [possivelmente falarei melhor do assunto no As Seen From The Stars] Mas tirando isso, foi lindo.

Adorei ver a minha prima em vestido de noiva, e ela sabe mesmo como usar aquele vestido! Ora, vejam só, o primeiro momento! Tivemos uma piñata. O objetivo era que um dos noivos estivesse vendado, enquanto o outro o guiava até à piñata... E aceitavam-se apostas! O dinheiro revertia depois para os noivos. O primeiro a ser vendado foi o Primo P. Falhou. DEpois, foi a vez da noiva. Ela conseguiu chegar à piñata, mas não conseguia rebentá-la! Tentava e tentava... Nem mesmo com a ajuda do noivo conseguiu! Até que finalmente, tirou a venda dos olhos. E não é que eu assisto (e filmo) a primeira grande proeza da noiva? Imaginem-na, toda apraltada, com um vestido de noiva... e agora, a fazer uma pose à la artes marciais, a puxar o braço direito atrás, com a vara na mão, a fazer pontaria, fechando um dos olhos, e a manejar a vara, atirando o braço para  frente, rompendo a piñata, provocando uma chuva de doces (na minha direção). Eu fiquei parvo... Mas não seria a última vez nesse casamento! Lá mais para a tardinha, o DJ pôs um kuduro a bombar. E a minha prima? Em vestido de noiva, a abanar as ancas, como se o espírito nato de uma mulher africana a tivesse possuído, descendo até ficar de cócoras. O meu queixo caiu, os meus olhos ficaram esbugalhados a única coisa que conseguia pensar era: "Mas ela é mulher casada ou uma solteira numa rave de arromba?!" Bom... talvez fesse uma mistura das duas... haha

A assim foi passado o meu Domingo... E aproveitei também para namorar muito como o rapaz da minha vida :3 (P.S: Amo-te :P)

Cheers!! =D

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Recordações

Foi estranho, no mínimo, ter voltado a entrar naquela escola. Passei o cartão magnético, como sempre fazia antes de entrar. Com um estalido, o portão gradeado e pintado de verde destrancou-se. Empurrei-o com esforço. É mais pesado do que eu me lembrava! O porteiro continua distraído a olhar para o computador. Eu sigo caminho. Já fizera aquele percurso bastantes vezes. O meu destino? a Papelaria da escola, para comprar as matrículas. Olhei para a minha direita. Lá estava o sítio onde a turma se costumava reunir, em frente ao pavilhão onde tínhamos mais aulas. Ainda os podia ver, ali sentados no muro branco, a conversar, a rir... Olhei para o chão, sacudindo estes pensamentos da mente, e tirei os phones dos ouvidos, desliguei o mp3 e segui caminho pela esquerda. Também dava para ir pela direita... Mas não estava com muita vontade de enfrentar as memórias que aconteceram depois do lance de escadas à esquerda. Foi nessa zona que a Bia se agarrou a mim pela primeira vez a chorar por causa do namorado dela. Continuei, subindo as escadas que se postavam diante do pavilhão principal. Desde aí, era sempre em frente até chegar ao pavilhão onde se encontra a papelaria, a cantina, e o bar, logo depois de mais um lance de escadas. Relembro como a escola, construída por cima de terreno inclinado, está evidentemente projetada de modo a formar vários patamares. No primeiro e mais abaixo, está o pavilhão central e o pavilhão onde costumo ter mais aulas, no segundo estão outros três pavilhões de salas. Num desses pavilhões encontra-se a sala de teatro e noutro o auditório. No terceiro estão os laboratórios de Giologia, na ala esquerda do piso térreo, e o laboratório de geologia, mais pequeno (e na minha opinião acolhedor, apesar dos frascos cheios de animais preservados em etanol), encontra-se na parte mais à direita do pavilhão. Ainda nesse patamar, pode encontrar o campo, o pavilhão de ginástica e o bloco com os balneários exteriores. No terceiro, o último e mais alto patamar da escola, encontra-se o meu destino. Quando finalmente lá chego, comprimento a senhora, já familiar. Digo-lhe o que quero, os impressos para a matricula do 12º ano, e entrego-lhe o meu cartão da escola. Ela diz-me a quantia, eu pago, recebo o troco e olho para trás. Estão lá afixadas as notas. Caminho para lá, para ver as notas dos meus exames. Uma senhora de cabelos castanhos, com tons vermelhos escuros olha-me curiosa.
- És da turma da Sara? - Pegunta.
- Da Sara Borges? - Interrogo.
- Sim!
- Oh, sou sim!
- Sou a mãe dela!
- ah, eu sou o James.
E daaí, começámos a conversar, primeiro sobre a filha dela (uma rapariga que se importa mais com a vida social do que propriamente com a escola, apesar de ser inteligente. Nunca me dei muito com ela, mas já várias vezes trocámos ideias na aula de Biologia, quando nos sentamos no mesmo grupo no laboratório. Não é má pessoa, só nunca calhou darmo-nos mais vezes.). A conversa evoluiu, e tocou a turma, professores, a carreira que eu queria seguir. À saída, cruzei-me com a professora que me vai deixar mais saudades. A professora de Inglês. É uma mulher às direitas. Sabe impor respeito quando tem de ser, mas também gosta de brincar connosco e formou laços com a turma que nenhuma outra professora deve ter criado. Ela é realmente quase como uma avó (jovem, apesar de tudo). É uma mulher cheia de cultura geral, sempre pronta a aprender mais e a partilhar aprendizagens. Talvez seja por me identificar com ela que a guardo tão bem no meu coração. Mas enfim. Eu, a professor e a mãe da Sara falámos durante algum tempo, mas depois a professora, pedindo desculpa, ausentou-se, pois tinha uma reunião. A mãe da Sara ofereceu-me boleia. A princípio recusei educadamente, mas depois de lhe dizer mais ou menos onde eu moro, de ela ter dito que ficava de caminho e ter oferecido de novo, aceitei, agradecendo. A conversa continuou um pouco mais no carro.
- Pois... Mas é assim, a minha Sara é preguiçosa e já não sei o que hei-de fazer
- Eu também sou preguiçoso, e peco por isso... Mas enfim, se não trabalharmos agora, não temos oportunidades no futuro.
- Ah! Tu podes até ser preguiçoso, mas ao menos és jovem e já pensas assim! A Sara nem por isso...
Entretanto chegamos à passadeira em frente à minha rua. Anunciei que era ali a minha passagem, despedi-me e agradeci novamente a boleia. Cheguei a casa satisfeito com a visita que fiz à escola. Pousei os papeis em cima do móvel da sala, e sentei-me em frente ao computador. Já tinha uma sms do Elijah, e respondi-lhe.

E foi então que me caiu em cima. Daqui a pouco já estou de novo na escola. Mais um mês e pouco, e acabam-se as férias. E depois... Depois, posso finalmente ter-te nos meus braços :)

Cheers! =D

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pequenos Prazeres que Me Alegram

Já não me lembro de quando foi a última vez que fui às compras...

Hoje o pai e a mão levaram-me a mim e ao mano ao Fórum, para comprarmos a roupa para o casamento da Prima P. Assim que vi a Pull & Bear, corri para lá. Nem dez minuto depois e saí lá mais do que satisfeito! Pela primeira vez comprei Skinnies (Não sei se é assim que se escreve...). Lembrei-me do K., como é claro. É o tipo  de jeans que ele usa xP Nunca pensei que me ficassem bem a mim, mas experimentei. Então ficou assim a minha vestimenta: Skinnies escuras, quase pretas; sapatilhas de tecido escuro também, sem atacador, mas com os furos como se fosse suposto ter atacadores, mas é de elástico (e bastante confortáveis.); t-shir com decote em V e botões, de cor azul escura, com ricas finas brancas horizontais; camisa de um azul muito pálido, quase branco. E tive um bónus: comprei algo que já desejava há muito: um par de jeans brancos. Pronto, admito, também são sknnies, mas vá, ficaram-me mesmo bem...

Depois de ter escolhido a roupa, chegou a altura de a experimentar. Vi como aquilo que tinha escolhido me ficava bem, e a minha mãe deixou-me sozinho no camarote para trocar para a minha roupa. Eu nunca fui muito vaidoso. Quando me vejo ao espelho, costuma ser para fazer caretas a mim mesmo, ou para refilar com a minha juba. Já há algum tempo que não me via em tronco nu ao espelho. Por mero acaso, isso aconteceu lá no camarote de provas. A minha primeira reação foi "Who the fuck is that?!". Depois olhei mais atentamente. Pude reparar que já não se notavam as minhas costelas, como antes acontecia (para meu desagrado), pelos vistos estava a ganhar peso, a ficar com o corpo mais liso no lados. Mas isso contrastava com o relevo que se formava noutros locais. Abdominais sempre os tive definidos, nem muito demasiado, nem muito pouco. Abdominais típicos de nadador! Mas depois apercebi-me que os peitorais também estavam diferentes, mais definidos, mais cheios. Observei-me durante uns momentos. Senti-me tão bem com o meu corpo como nunca antes. E um pensamento me cruzou a cabeça: "E é todo dele...". Passando à parte em que eu deixo de ser pouco modesto acerca de mim mesmo...

Quando a mãe estava a escolher a roupa, isto já na C&A, ouvi a música que tocava. Um clique fez-se, ao ouvir a letra:
...So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you
E pensei logo em alguém... Reconheces, K.? ;P Eu reconheci, e pensei logo em ti! xD

Mais tarde, consegui arrastar a família toda até à Pans & Company (como eu disse: Pans, para os amigos). Pedi rapidamente o que queria, e delocquei-me para guardar uma mesa, enquanto observava a família a tentar lutar contra os menus que desconhecia por completo. Ri-me com a situação, olhando em volta. Havia bastante gente àquela hora no fórum. Provavelmente vinham do cinema, depois de assistirem ao Harry Potter and The Deathly Hallows Part 2.

E estou ansioso por experimentar a roupa nova... Estava a pensar convidar a Bia para ir ao cinema amanhã, ver o Harry Potter, aproveito e estreio as minhas Skinnies brancas e as minhas sapatilhas da Pull...

Cheers!! =D

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Arrastar...

As férias de verão parecem fazer isso mesmo... Apenas arrastar o tempo até ao momento que já desejo com ansiedade.

Enfim, é sempre assim todos os anos: nunca sei o que fazer, mas acabo invariavelmente a fazer as mesmas coisas: ler, comer, ouvir música, escrever, jogar... Queixam-se os trabalhadores "quem me dera a mim ter dois meses de férias...". Duas semanas de férias, como na Páscoa e no Natal é pouco, mas mais de dois meses... Torna-se demais quando o momento que mais quero ver chegar só acontece daqui a dois meses...

Enfim, sonhador continuo, preguiçoso também. Mas mais vivo que nunca, devido àquele rapaz.

Cheers! =D

E aqui fica uma música (Sim, é do High School Musical, tenho lá culpa que me sinta num humor para tal?!) que não me tem saído da cabeça devido à mensagem que tem, e até porque é uma das minhas músicas preferidas dos três filmes. [E sim, eu vi os três filmes... enfim.]

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Em que poça fui eu pôr o pé?

Numa lamacenta, com certeza! 

Às vezes os castigos pelas nossas ações tardam a chegar. E devo admitir, não é nada bonito quando se sabe do perigo eminente.

"Se os teus pais soubessem o que tenho aqui, terias muito que lhes explicar"

Ele disse algo assim. Seria de esperar que eu pensasse "O que é que ele tem?" ou "O que é que eu teria de explicar aos meus pais?", ou "que consequências poderei ter se não fizer o que ele quer?", ou ainda "como será que vou reagir ao que está para vir?". Estaria a mentir se dissesse que nada disso me passou pela cabeça. Mas havia uma coisa que me ecoava em alto e bom som. "E se ele contar aos meus pais, eles não aceitarem quem sou, e correr o risco de perder a pessoa que mais amo no mundo?". Vários filmes se formaram na minha cabeça. Mas só uma coisa me importa: não perder o meu porto seguro, a minha âncora, o meu refúgio, o que me prende à sanidade e no entanto me deixa nas núvens: o Elijah.

Cheguei então a uma conclusão. Eu estou pronto para todas as consequências que derem e vierem. Eu, apesar de não ser um lutador, sei que seria capaz de enfrentar um exército de centenas de homens armados se significasse que poderia estar com o homem que amo. E se é ele que desperta isto em mim, só terei uma coisa a recear: perdê-lo. Ele garantiu-me que isso não aconteceria. Eu confio nele. E assim, venha o que vier, sei que poderei enfrentar qualquer coisa, seja o que for.

Parece poético, tirado de um livro ou de uma qualquer história lendária. Mas não é à toa que os livros retratam o amor como uma força capaz de mover montanhas. O amor é de facto algo que nos faz querer lutar por ser alguém melhor, apenas para agradar e tornar feliz uma pessoa.

Se tenho medo das consequências que os meus atos possam trazer? Tenho medo sim. Se acho que estou ponto para enfrentar quaisquer coisas más que aí venham? Pronto não estou. Se serei capaz de enfrentar quaisquer consequências que aí venham, apesar de ter medo e sentir que não estou pronto? Sim, desde que ele esteja lá ao meu lado para me dar a mão.

domingo, 3 de julho de 2011

Vim agora mesmo do Karaoke...

... e foi brutal!!

Eu e a Bia cantámos duas músicas em conjunto: Stand By Me do Ben King e a Sweet Caroline do Neil Diamond. Na primeira ela estava um pouco tímida, mas na segunda lá cantou, se bem que agarrada ao meu braço... Acho que eu e ela nos tornámos o "casalinho" sensação do momento... Mal desconfiavam que ela é comprometida e eu sou gay... comprometido também, e por sinal, com alguém muuito especial ;)

Durante a maioria do tempo, estive a trocar sms com o Elijah, e, esporadicamente, a Bia "roubava-me" o telemóvel, lendo cada uma das sms, aprovando o que ele dizia e o que eu respondia. Ri-me com a  situação. E ocorreu um momento que nunca pensei possível... A dada altura ela inclina-se para a frente.
- Olha aquele rapaz da t-shirt verde, não é bué giro? - Pergunta.
Olhei na direção que ela apontou. Caracóis de um dourado acastanhado, alto, bem vestido... Encolhi os ombros.
- Tem o ar de sua graça... - Comento.
Mas não é quem eu gostava que fosse... termino para mim mesmo. Passado algum tempo, ela volta a inclinar-se e a falar.
- Oh, meu deus!! Eu agora olhei para o tipo da camisola verde e sorri-lhe e ele sorriu! Ai que fofo!
- Por amor à santa, controla-te mulher! - Respondo, rindo-me.
Nem dez minutos depois, lá estava ela de novo.
- Oh, olha para o rapaz da camisola da Chupa-chups, não é giro!! Atrás de ti!!
Tento olhar discretamente (ou seja, dei uma cana do caraças antes de conseguir ver o tipo).
- Mmm... Não é mau. - Mas sejamos realistas, havia melhores. E melhor, melhor, era mesmo só um...
Foi então que dei por mim. Eu estava a falar com a minha melhor amiga sobre rapazes? Desde quando é que isso não ia contra as leis da natureza? Ainda por cima com o pai mesmo ali ao pé? [E ele podia até nem ouvir a conversa por causa do som alto da música, mas ele percebeu que eu estava a observar...].

Mas então vem aquela música. Vinte Anos, do José Cid. É o tema da série Conta-me Como Foi, a minha série portuguesa preferida, gosto esse partilhado com o pai. De tal forma que essa música me faz sempre lembrar o pai. Claro, também me lembra a Bia, devido à letra, mas não consigo evitar pensar no pai quando oiço "vem, viver a vida amor, que o tempo que passou, não volta não. Sonhos que o tempo apagou, mas para nós ficou esta canção".

E finalmente, chegou o momento de eu ir cantar sozinho. It's My Life dos Bon Jovi. De início, sentia-me envergonhado. Mas assim que o meu pé começou a compassar ao som da batida, soltei a voz. "This ain't a song for the broken hearted, a silent prayer for the faith departed. And I ain't gonna be just a face in the crowd, you're gonna hear my voice when I shout it out loud!" Alguém atrás de mim comenta em voz alta: "Ele sabe!!". E sinto a adrenalina correr-me no sangue, solto a voz o mais que posso, marco o ritmo com a mão a bater na anca, desvio os olhos da letra que passa no ecrã, que sei tão bem de cor. Por todo o lado vejo olhares de aprovação e sorrisos de divertimento. Acompanham-me todos no refrão "It's my life, and it's now or never, I ain't gonna live forever, I just wanna live while I'm alive, it's my life, my heart is like an open highway, like Frankie said I did it my way, I just wanna live while I'm alife, it's my life". Pouco depois, chega a minha parte preferida. "Tenho de dar o tudo por tudo" penso. E chega finalmente a deixa. Tenho a certeza que algumas pessoas pensavam que a música tinha acabado, devido ao compasso de espera que se fez em que só se ouvia os instrumentos. Mas aparecem as letras no ecrã e eu canto com toda a garra "Better stand tall when they're calling you out, don't bend, don't break, baby, don't back down". A audiência assobia e dá-me os parabéns ruidosos brevemente, antes de me acompanhar de novo no refrão. Quando a música chega ao final, recebo aplausos. O meu ego subiu. Recordei ali porque gosto tanto de cantar. Porque me faz sentir... Não sei explicar. Apenas sei que me faz sentir como se estivesse na pele de uma personagem, como se a minha missão fosse transmitir uma mensagem, neste caso de poder e de diversão, não importa o que se cruze no meu caminho porque, afinal e apesar de tudo, "it's my life". Volto a sentar-me. O meu pai elogia-me. Aí, sinto a garganta arranhada. Faço um gesto rápido com a mão, como se estivesse a cortar a voz. Acho que amanhã vou acordar afónico. Mas se valeu a pena? Sim. Melhor sensação do que esta que tenho da voz depois de um esforço bem recompensado e agradado, só mesmo o que o Elijah me faz sentir. Aliás, ele é a razão pela qual canto. Ele faz-me sentir vivo o suficiente para fazer as coisas de que mais gosto. E não sei como agradecer a isso! Terás de te contentar com um "amo-te" sentido e verdadeiro, mio caro x)

Cheers! =D

sábado, 2 de julho de 2011

KARAOKE!!!

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Hoje, mais uma vez vou ao Karaoke com o pai. Mas agora a Bia também vem! =D

Aposto que vai ser divertido ;)

Hoje passei o dia com a Bia, e falámos de tudo um pouco - acerca da minha decisão de me assumir perante a família, acerca do que sinto pelo Elijah, acerca do namorado dela... Enfim, de tudo um pouco.

Quando a deixei em casa liguei ao Elijah. A primeira vez que falámos por voz desde que começámos o namoro. Eu estava tão nervoso! Mas podem ler tudo sobre esse momento aqui. ;) Tivemos os nossos momentos românticos, como sempre temos :)

Enfim, que mais há para dizer...? Não muito, estou de férias e o movimento é pouco... Mas provavelmente terei mais episódios engraçados para contar depois do Karaoke com a minha melhor amiga e com o meu pai.

Cheers!!! =D

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Um Projeto a Dois :)


A ideia para o blogue As Seen From The Stars surgiu depois de lermos um outro blogue, o 2 Boys in Love (de um casal de ingleses, o Matt e o Brad).

Basicamente o que faremos é falar sobre a nossa relação, de modo a fortalecermos mais o laço que nos une, e também a partilhar as alegrias a dois com quem quiser ler o que escrevemos.

Claro, nada disso teria significado se não tivéssemos o apoio dos leitores da blogosfera :)

Por isso, aconselho-vos a visitarem o blogue, clicando no link no início do primeiro parágrafo desta mensagem :P

Esperemos também com o blogue inspira outras pessoas apaixonadas a viver momentos memoráveis com a sua cara metade, quer seja um rapaz ou uma rapariga. Já sabem, aqui entre nós, não há necessidade de preconceito com que a sociedade muitas vezes nos presenteia :)

Cheers!! =D