É o que tenho andado a ouvir. Nunca pensei que fosse gostar tanto desta cantora mas, de facto, para além de ser uma pessoa cativante, é uma artista espantosa e, sem dúvida, dotada. Devo admitir, foi o K. que me mostrou pela primeira vez a música dela. Ainda hoje, as primeiras que ele me mostrou estão entre as minhas predilectas desta cantora , são eas a Rolling In the Deep e a Set Fire To The Rain. Claro, a lista é um pouco mais extensa, e inclui outros temas, tal como Cold Shoulder, Chasing Pavements e Hometown Glory, do primeiro álbum, e Turning Tables, Rumour Has It, My Shame e Lovesong. Claro, muitos artistas acabam por fazer covers de outros, já que todos temos aquela música que sempre gostaríamos de cantar. e descobri que, numa edição especial do seu álbum 19, onde Adele acrescentou alguns temas cantados ao vivo em acústico, ela cantou uma música do Sam Cook: That's it, I Quit, I'm Movin' On. E devo dizer: Adorei! Como aliás adorei todas as suas músicas. Na verdade... desde que fui para o norte (altura em que passei as músicas dela para o meu mp4), que não tenho ouvido outra coisa senão Adele. Sim, Evanescence serão sempre os meus eternos favoritos, e até porque são um género de música radicalmente diferente do da Adele... Mas ainda assim, arrisco a dizer-me que descobri uma nova pretendente a "uma das favoritas"
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Back for a moment
Na verdade, nunca cheguei a sair... Fiz uma direta e arrastei o meu ídolo comigo! Foi a primeira direta dele! Eu já ando a estragar o rapaz, coitado... (Rapaz, como quem diz, o mio caro é mais de um mês mais velho que eu... haha).
Enfim, é hoje que vou para o norte... A vontade é pouca, mas será que conseguirei convencer o meu ídolo a aceder ao meu pedido? Please? haha.
Não há muito a dizer, ainda tenho uma viagem de carro pela frente, uns bons dias que hei-de aproveitar como fonte de inspiração... (deveria ser de estudo... Mas por mais que eu queira estudar para química, meu Deus, não consigo...).
Lá vamos para o meio das galinhas, porcos, coelhos, cães, gatos, patos, frangos... Não é que eu tenha nojo da bicharada e da terra, pelo contrário! Mas os avós nunca cá vêm, e depois queixam-se que nós (Sim, nós que não estamos reformados e temos escola/trabalho) só lá vamos muito de vez em quando... Enfim. O pai e a mãe passam paninhos quentes e eu, digo a única coisa que consigo dizer nestas situação, virando-me para os queridos ABBA: "The judges will decide, the likes of my abide"...
Mas pronto, parto dentro de horas para a Guarda (Já não digo para o Norte por causa de tu sabes bem quem... xD), e aqui ao blogue muito dificilmente virei... Mas se quiserem alguma coisa, basta mandaram um e-mail! x)
Cheers!! =D
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Ontem, depois do jantar, fui a casa do Padrinho. Ele faz anos no primeiro dia de verão! (Odeio o novo acordo Ortográfico... Tive de reescrever a palavra "Verão"... --')
Foi engraçado, diga-se de passagem (Apesar de ter estado boa parte do tempo a trocar sms, mas ora, isso também deu o ar de sua graça à situação :P). Assim que perdi num jogo contra o Primo D., seis anos mais novo que eu, desisti daquilo. Fiquei-me por observá-los a jogar... A reaprender, pois parece que, numa qualquer altura da minha vida, fiquei velho demais para conseguir jogar alguma coisa de jeito... Quando saímos de lá ainda fomos às compras (e o pai e a mãe quiseram à força toda que eu largasse o telemóvel [que era o da mãe...]). Quando cheguei a casa, ainda tive tempo de reparar o bom humor de uma pessoa ;)
Hoje acordei com muita coisa na cabeça...
Primeiro, acordei com vontade de trocar carícias com alguém. (Resultado das imagens que o Elijah me mostrou de "rapazes" [Leia-se tipos todos bons] em momentos de tirar o folgo e de fazer dizer "So cute :3"). Lá tive que me resumir a enrolar-me um pouco mais nos lençóis e a apartar a almofada nas minhas mãos.
Depois, recordei-me de algo que aconteceu no dia de ontem. Já se tinham passado quase dois meses. Dois meses, desde a última vez que por ali estive. E o meu pai passou com o carro mesmo lá ao lado. Fomos ao Vasco da Gama fazer compras, que ficava perto da casa do Padrinho e da Tia I.. Passei por sítios que me trouxeram recordações. Passei por aquelas escadas onde se deu aquele primeiro contato... Lembras-te, K.? x) Na altura tive um bocadinho de receio de despertar certos sentimentos... Mas quando olhei para aquele sítio, senti, não uma melancolia, como seria de esperar, mas uma nostalgia - Aquele sentimento que temos, quando recordamos algo e sentimos saudades desses bons tempos. E que bons tempos foram!
E depois de ter lembrado isso, não com lágrimas nos olhos, mas um largo sorriso genuíno na cara, sentei-me na cama. A minha mente divagou, e lembrei-me daquela canção que cantaria aos meus filhos. Aquela canção cuja letra só eu sei (para além de mais uma pessoa... ;P), e cuja melodia apenas eu conheço. Fiquei com vontade de fazer mais qualquer coisa do género.
Finalmente, fiquei assustado com um pensamento meu. Qual foi esse pensamento? "Conta hoje aos teus pais aquilo que até agora não tiveste coragem de contar". A verdade é que sempre quis contar-lhes, mas os medos das consequências levavam a melhor. Desta vez, fiquei foi assustado com o facto de estar a perder o medo dessas consequências... Estranho? Eu explico. Sem o medo das consequências, posso fazer algo de que me arrependa, e ser apanhado de surpresa com isso porque não pensara nas consequências... Mas algo dentro de mim me faz perder esse medo de lhes contar. Algo dentro de mim que cresce a cada hora que passa quer simplesmente contar-lhes. E isto adveio de uma pergunta que o meu próprio Padrinho me fez, sem se aperceber da forma como me deixou. Estava eu a falar por sms com a Bia e com o Elijah, quando o Padrinho se aproximou. "Então, andas a namorar?!". O coração caiu-me do peito e desviei o olhar do ecrã, desligando-o apressado (e estupidamente) porque estava exatamente aberto numa mensagem que o Elijah tinha mandado sobre o meu "medo de magoar alguém" [Talvez explique isto melhor, um dia, mas pronto...]. O Padrinho era a primeira pessoa que me tinha perguntado aquilo sem ser naquela forma, a que eu chamo a "Pergunta Terrível": "Tens namorada?". Estava com um bocadinho de esperanças... E respondi com a verdade: "Não, não namoro, tio! haha." Ao que ele responde: "Oh, então? Já está na altura certa!". Na minha mente ecoavam outras palavra "Já está na altura certa de lhe contar". Mas estávamos no meio da sala, rodeados de gente... Acabei por desistir. Se foi obra do acaso ele não ter referido a palavra "namorada" ou "menina", não sei, mas sei que me parece uma opção um pouco mais viável.
Odeio quando tenho estes sentimentos contraditório:
- Gostava de amar e ser amado, mas tenho medo de magoar quem amo;
- Gostava de seguir aquele meu sonho, mas tenho medo do desconhecido;
- Gostava de contar aos meus pais, mas tenho medo das consequências, e quando tal não acontece, tenho medo de não as temer...
Enfim...
Cheers! :)
terça-feira, 21 de junho de 2011
Exame e um pouco mais
Ontem, era suposto ir para a cama cedo. Estava a pensar em ir deitar-me às onze, para estar fresquinho para o exame de Biologia e Geologia.
As onze passaram sem eu dar por ela, de agradável que estava a conversa. Até que ele perguntou: "Já te queres ir deitar...? (Sem segundas intenções!!)". Olhei para o relógio, enquanto me ria daquela frase que, por incrível que pareça, não teria segundo significado para mim se ele não tivesse posto aqueles parêntesis. Nop, não me queria ir deitar... Queria continuar a falar com ele. Porquê?
Porque ele é a única pessoa a quem contei um dos meus sonhos mais bem guardados. Talvez por ele ter um idêntico? Não sei. Sinto que nele posso confiar como confiaria num amigo de longa data. Porquê? Por uma simples razão - Porque ele escreve.
Lembro-me perfeitamente! Eu tinha o meu blogue pessoal, e ia lá escrevendo o que sentia. A dada altura até a família sabia do blogue e já não me sentia tão à vontade para me abrir sobre o assunto. Aquele assunto que me começava a atormentar. Passei por aquela fase. Aquela fase em que me nego a mim mesmo, que me detesto a mim mesmo por ser algo que nunca quereria ser. Lembro-me que o Miguel, na altura também ele com o seu blogue, e já sabendo da minha situação, comentou que sabia de uns quantos blogues de pessoas que haviam passado pelo mesmo... Mas houve um que me cativou, inspirou... Não sei. Talvez tenha sido o fundo branco. Aquele fundo branco, com um título pintado a negro, que transmitia luz. Era para mim como que a luz ao fundo do túnel. E cada texto dele, cada palavra que ele escrevia, me fazia ver que o facto de eu ser gay, só era mau se eu e a sociedade fizéssemos disso algo mau. E por enquanto, não estava nas minhas mãos mudar o que a sociedade pensa, mas era livre de decidir o que eu penso. Não, ele não foi o único que me ajudou nesses momentos, mas foi, como eu digo, a luz ao fundo do túnel que me guiou até algo melhor. Se não tivesse sido por ele, não teria criado este blogue, falado do que falei, conhecido aquela pessoa especial que aqui responde pelo nome de K., descoberto coisas e pessoas novas como o fiz.
E isso já o tinha feito subir imenso na minha consideração. É um amigo raro de se encontrar, e uma amizade que gostaria de preservar ;)
Quando eu esperava que ele já havia feito tudo o que podia fazer para me ajudar, heis que me tenta convencer a perseguir esse sonho! E quase me consegue convencer. O que ele diz, deixa-me a pulga atrás da orelha, com a vontade realmente de perseguir esse caminho! Mas... Há sempre um "Mas" em tudo nesta vida... Não me sinto capaz de lutar. Nunca fui. Ele, por outro lado, já trava batalhas neste campo há imenso tempo! Não consigo evitar ficar orgulhoso quando digo que ele vai conseguir, e que terá sempre o meu apoio incondicional. Posso não ser um bom Guerreiro de espada em riste, mas sou um bom Mago, com os seus feitiços que beneficiam os aliados. O meu apoio gosto de dar a quem confio.
E não, não me queria ir deitar! Queria saborear um pouco mais daquela doce sensação de orgulho nele e esperança em mim... E quando dei por ela, era quase uma e meia e eu ainda ali estava na conversa! Acabei por ser eu a dizer que o melhor era continuarmos a conversa hoje.
E hoje? Acordei, oh! se acordei, uma máquina de guerra!! Ao som de Sweet Child of Mine do despertador do meu pai, corria pela casa cantando a letra que mal conheço, mas rockando sempre com uma guitarra imaginária em frente ao espelho, sacudindo o meu cabelo que, para variar!, estava apresentável. E porque fiz eu isso? Ora, porque me sentia bem?! Haha! Lembras-te, Elijah, daquele impulso de auto-estima!? Pois, hoje sinto-me assim ;P A caminho do escola para o exame, dancei pela rua fora ao som de Loser Like Me e Forget You. Quando cheguei a casa, a preparar o almoço, na cozinha eu e o meu irmão, sem nada que o previsse, desatámos em dueto a cantar It's My Life do Bon Jovi. E claro, lembrei-me de um convite que uma outra pessoa me fez para cantar um dueto... Quem sabe, talvez? xP
Quanto ao exame? Correu-me bem.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Afinal...
Eu e ele tínhamos planos para Segunda-feira. Mas afinal não vamos ter a casa toda só para nós, que é dia St.º António, feriado em Lisboa. O pai e a mãe estão em casa, e não temos aquela privacidade tão desejada... Mas nada nos impede de estarmos juntos, ir dar uma volta, possivelmente antecipar aquele passeio a Sintra. Os planos de ficar no sofá a ver o filme, continuam de pé, apenas foram adiados hehe. Enfim.
Hoje estive com a Bia. Ela voltou a fazer-me perguntas constrangedoras, mas desta vez o assunto era mesmo um pouco embaraçoso para mim... Enfim, perguntas sobre como tinham corrido as coisas com o Miguel.
Agora é a parte que vão de certeza achar estranha. Há pouco tempo, eu dizia que queria riscar o Miguel da minha vida. Agora... Bom, o Miguel é o "ele" de quem tenho falado. Enfim, a vida às vezes dá umas volta um bocado maradas. A verdade é que, apesar de amar o K., isso não está posto em causa, sempre senti alguma coisa pelo Miguel. E pode-se dizer que é uma relação amor-ódio... Bom, o que se passa é que as coisas que ele me disse me atingiram com tanta força por terem sido vindas dele. E há gente que acha estranho (nomeadamente a Jú e a Bia, que são as únicas que sabem disso...) que eu e ele estejamos juntos. Sim, ultimamente temos transparecido que apenas nos odiávamos, mas as coisas nem sempre foram assim. Eu e ele sempre fomos muito próximos. E já antes tínhamos estado próximo de chegar ao "nível seguinte" se é que me entendem... ter algo mais que uma amizade. Mas na altura não me sentia muito pronto para isso. De facto, há pessoa que comentam que eu e o Miguel às vezes parecia que nos dávamos muito bem, e que outras aparentávamos estar a ter uma discussão de casal.
Retornando à conversa com a Bia... Ela, como já disse achou estranho eu estar com o Miguel. E depois começou a fazer perguntas embaraçosas com só ela sabe fazer:
- Então conta tudo!
E eu contei. Que estávamos sozinhos em minha casa, a ter uma conversa de amigos. Eu estava sentado ao computador e ele por trás de mim, pousou-me as mãos nos ombros e segundos depois, estava a beijar-me o pescoço. Daí à boca não foi muito tempo. Eu deixei-me levar pelo momento, e fomos para a cama. Entretanto a Bia disse que não queria mais pormenores para além do beijo. E eu não dei. Dois minutos depois estava a suplicar que lhe contasse o que tinha acontecido. Às vezes até a mim me surpreende o quão direta aquela rapariga é. Sem hesitar, sem "bla bla whisckas saquetas bla bla Napoleão bla bla", sem rodeios, ela vai logo ao cerne da questão. Perguntou-me as perguntas certas. O que tinha feito depois de o ter beijado, o que tinha feito quando fomos os dois para a cama na quarta, o que tínhamos feito no sofá da sala, na banheira cheia de água... Enfim... Como disse o K., andámos a "fazer coisas que não são para a nossa idade"... E mais não digo, que o resto da conversa foi assim, entre faces vermelhas e risos nervosos. [e estaladões com um caderno que ela me deu, enquanto gritava em plena rua: "AHAHA!! Se até tu já fizeste isso, eu já posso fazer à vontade, que eu não queria ser a primeira a perder a virgindade". Cristo, as situações em que ela me mete... Enfim.
Um conselho: nunca contem a uma rapariga que têm uma vida sexual ativa. Ela vai querer fazer tudo. Mas literalmente tudo. Cometi o "erro" de falar nisso a duas e agora não me largam a perna...
Nota mental: tenho de me deixar de escrever (e dizer) muitas vezes a palavra "enfim"... Está a tornar-se um tique desagradável... LOL.
Cheers!! =D
terça-feira, 7 de junho de 2011
Gleek
Yap, sou um orgulhoso Gleek. Reconheço perfeitamente as vozes de todos. Hoje, não sei porquê, e apesar de estar um dia da treta, acordei bem disposto. Anormalmente bem disposto, sim, dadas as circunstâncias... Mas já desperdicei demasiado tempo da minha vida a viver amargurado, não quero, nem vou, voltar para aquele canto escuro em que me encontrava antes de o conhecer, porque, apesar de tudo, continuo a conhecê-lo e a ser amigo dele. De manhã, a caminho da escola, liguei o mp4. Aleatoriamente escolhi a pasta das músicas cantadas pelo elenco do Glee. A primeira que me veio aos ouvidos foi a Rolling In The Deep. Passei à frente. Não queria que a música me estragasse o humor (se bem que acabei por tirar a prova dos nove - cantei-a durante a tarde inteira e não me deu cabo do humor... LOL).
Quando dei por mim, estava a dançar, em plena rua, ao som da Loser Like Me, umas das canções originais da série. Ainda me lembro, mesmo na parte do "Hey, you over there, keep the 'L' up in the air" atirei com os braços ao ar, agitando-os ao ritmo da música. E pensam que a loucura acabou por aí? Não! A seguir veio a Forget You cantada pela Gwyneth Paltrow, a atriz que interpreta uma das minhas personagens preferidas da séria. E lá andava eu a abanar a cabeça ao som do "Yeah I'm sorry I can't afford a Ferrari, but that don't mean I can get you there. I guess she's na Xbox, and I'm more Atari, but the way you play your game ain't fair. I see you driving around town with the guy I love, and I'm like - Forget You!"
E depois cheguei à zona mais mexida cá da cidade, por isso contive os meus impulsos doidos. Enfim... Tenho de aproveitar o bom humor enquanto ele dura, não?! Ás vezes sinto-me mal por estar assim. Fico a pensar que devo parecer um insensível que acabou à pouco tempo um namoro e que já está assim com o humor em alta. Mas é como digo. Já passei demasiado tempo a amargurar, ainda por cima, não faria sentido para fim fazê-lo devido a algo que me soube tão bem partilhar com o K., mas que ainda tem um futuro, apesar de diferente daquele que eu imaginava.
Algo me diz é que ele não está a levar as coisas tão bem quanto eu... Mas cá estarei para oferecer o meu ombro amigo se ele precisar, e a quem precisar.
Cheers! =D
domingo, 5 de junho de 2011
I have to spill it all out
Tentei. Mas foi um esforço vão... Mais uma prova de que a vida nem sempre é justa para connosco. Aliás, geralmente é injusta.
Nop, não vou mentir, estou triste é óbvio... Mas a única coisa que me resta fazer é provar que sou capaz de fazer o que ele acredita que eu sou capaz de fazer: Voar mais alto.
É um misto de nostalgia, e de amargura. No entanto, algo me diz que conseguirei seguir em frente. Tenho de conseguir fazê-lo. Por mim, pelo meu coração...
Mas não há rancor. Sim, estou disposto a ser amigo dele. Não vale a pena deitar fora essa amizade que sempre foi boa, apenas porque as coisas correram menos mal.
O meu lado racional agora está no ativo. Não sei porquanto tempo o fará, a pouco e pouco acabará por deixar de se impor. Por enquanto, se me deixo guiar pelos sentimentos, não vou a lado nenhum... Verdade seja dita... Se me tivesses apanhado num dia menos bom, K., eu estaria muito pior x) Ao menos da tua pontaria não te podes queixar! Lol...
Enfim... Foi bom enquanto durou... Mas li uma frase num tumblr que me relembrou o passado. Um frase que de certo me vai ajudar a seguir em frente.
"Não chores porque acabou, sorri porque aconteceu"
Não. Não vou chorar porque a relação acabou, vou olhar para trás e sorrir porque posso orgulhar-me de ter tido um namorado como ele. E depois, posso orgulhar-me de ainda o ter como amigo. Espero eu que ele esteja disposto a isso...
Por enquanto só preciso de umas vinte e quatro horas para por as minhas prioridades em ordem...
Primeiro - Seguir em frente;
Segundo - Ver se faço alguma coisa de jeito nos exames;
Terceiro - Escolher para a próxima alguém a menos trezentos quilómetros de distância que o primeiro namorado...? xD
Tenho de ser positivo daqui para a frente... Vou tentar dar o meu máximo... Veremos onde conseguirei chegar com estas novas asas...
I thought...
Eu pensei... Pensei que conseguiria. Mas não. As coisas mudam. Imenso. Outrora havia coisas que eu nunca fiz, nem nunca pensei que fosse capaz de fazer. Mas hoje... Já não me sinto bem sem lutar... Já não me consigo conformar com as barreiras que a vida me traz. Tentei fazê-lo. Mas com poderei fazê-lo? A cabeça diz-me "tens de o fazer, conforma-te como sempre fizeste.". Mas como posso eu negar-me a lutar, quando o meu coração, o meu instinto, tudo, até mesmo a minha vozinha britânica interior do Jack Whitehall me diz "C'mon, monkeyboy, you can't just leave things like that!". Não quero ser de novo aquele rapaz racional, compreensivo e acanhado que aceita tudo! Não o vou fazer quando desta vez é a minha felicidade que está em jogo.
The scars of your love remind me of us
They keep me thinking that we almost had it all
The scars of your love they leave me breathless
I can't help feeling
We could have had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
And you played it
To the beat
Rolling in the deep ; Adele.
É esta música que não me sai da cabeça. E quando uma música não me sai da cabeça, não consigo evitar pensar nela, porque quando isso acontece, é porque reflete o que sinto. As cicatrizes do teu amor recordam-me de nós, fazem-me pensar que quase tivemos tudo. Deixam-me sem folgo, e não consigo evitar pensar que poderíamos ter tudo. E se poderíamos ter tudo, porque não podemos dar oportunidade a que isso aconteça? Nem sempre a vida me foi justa, mas desta vez não vou ficar de braços cruzados, enquanto vejo a minha felicidade escoar-me por entre os dedos... Por entre os meus dedos que anseio por voltar a sentir os teus novamente entrelaçados neles.
Eu sei como é arrepender-me para toda a vida de uma decisão má que tenha feito. E sei que me arrependeria se me deixasse simplesmente reclinar na cadeira e deixar as lágrimas rolar pela minha face, tentando esquecer... Mas eu não consigo, nem quero, esquecer.
E já lá vai um tempo que eu me levanto a meio da noite para ligar o computador e tentar resolver as coisas. Já lá vai um tempo em que tive forças para lutar por algo. Já lá vai um tempo desde que tenho a certeza de que quero algo com todas as minhas forças, com toda a minha alma.
E agora outra parte de uma música me veio à cabeça
Do you wanna surrender, or fight for victory? [Vox Populi; 30 Seconds to Mars]
Não, não me quero render. Quero lutar pela vitória.
Se realmente mereço ser feliz, só o quero ser com uma pessoa.
sábado, 4 de junho de 2011
Today...
Acordei muito mais bem disposto do que ontem, isso é verdade x) Quando vim para o omcputador, deu-me a vontade de ver um filme. Mas que filme iria eu ver? Não sabia bem porquê, mas estava numa de ver The Last Song (Melodia do Adeus). Talvez fosse já um presságio do que estaria para acontecer? Só sei que me apetecia ver o filme (e não, não é porque a Miley Cyrus é a portagonista -.- LOL). Não diria "Melodia do Adeus", mas talvez "Melodia de um Até Já" x)
Não sei se deveria estar a escrever sobre isto, pois é bem recente (enfim, aconteceu há meia hora atrás, non?), mas enfim... Deu-me vontade de escrever sobre o assunto...
Hoje o K. disse que queria falar comigo. Percebi que se tratava de um assunto em que ele andava a matutar já há uns dias. Ele tem andado preocupado com o facto de achar que sentia que me estava a impedir de ter algo que satisfizesse melhor as minhas necessidades do que uma relação à distância. Desta vez a conversa tomou um outro rumo...
Acabamos por acordar que seria melhor deixar a relação esfriar. Não vamos deixar de nos falar, nem pensar nisso! Vamos continuar a ser amigos... Claro, não é a mesma coisa, mas prefiro a amizade a não ter nada. Ele sente-se culpado por esta situação. Eu não o culpo, de maneira nenhuma. A distância nunca facilita uma relação e quem esteve, ou está, numa situação semelhante, sabe perfeitamente que isso é verdade. Acredito que uma relação à distância possa resultar (desde que seja apenas uma situação temporária), mas nem sempre as pessoa conseguem fazer alo desse género resultar.
Mas enfim! Eu e ele continuaremos amigos, seguiremos com as nossas vidas em frente. Olharei para trás, mas sem nunca me arrepender de ter vivido com o ele o pouco, mas bom, tempo que passei com ele.
É como digo, a vida às vezes não segue o rumo que queríamos, mas temos de ser positivos em relação a ela. Se a vida te dá limões, faz uma limonada.
Cheers! x)
terça-feira, 31 de maio de 2011
Bullying
É um assunto que tem vindo imenso à baila. Quantas vezes não soube eu que algum adolescente se suicidou por causa disto?
A mim marca-me, porque já fui gozado durante algum tempo... Quando eu andava na primária, tinha as chamadas "orelhas de abano" gigantescas. Literalmente, quase mais de metade da minha cabeça era orelhas. Enfim... Era de tal maneira ridículo que a minha alcunha era, nada mais, nada menos do que Dumbo. Eu até achava o pequeno elefante fofinho... Mas pronto. Claro, eu sentia, mas não ligava ao que os "insultos" me faziam sentir. Lembro-me perfeitamente de um dia, tinha eu os meus sete/oito anos, uma rapariguinha decidiou meter-se comigo. "olha, olha", dizia ela, "Porque tens as orelhas tão grandes.?". Num lapso momentâneo de genialidade, inspiração e auto-defesa, respondi prontamente, sem refletir: "É para te ouvir melhor, minha netinha!". Ela olhou para mim espantada e eu dei meia volta, rindo-me da situação. Esse pequeno episódio ajudou-me a seguir em frente. Hoje, a cabeça cresceu e as orelhas mantiveram o seu tamanho. O que outrora parecia XXL, agora tem tamanho normal. É tudo relativo... Enfim.
Mas entristece-me, saber que alguém está a fazer sofrer tanto outra pessoa. Dá-me vontade de gritar a todos os Bulliers para se enfiarem num buraco de nunca mais de lá saírem. A falta de poder para fazer tal coisa, apenas me resta oferecer a minha ajuda a quem quer que necessite dela. Já conheci pessoas que pensaram em suicídio, conheço inclusive uma que chegou a ficar hospitalizada depois de se ter tentado matar. (Foi por razões diferentes de bullying, mas ainda assim, mexe comigo.)
Enfim, este é um assunto delicado que tem estado muito presente na minha memória. [Estejam descansados, não estou a pensar em acabar com a minha vida, até porque estou num dos momentos mais felizes da minha história, com o K. Mas é um assunto ultimamente muito badalado e que tem andado aqui a fazer-me comichão por trás da orelha...]
Cheers =D
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Ontem não escrevi nada porque a única coisa fora do monótono que aconteceu foi eu ter comido duas pizzas ao almoço... Enfim... Hoje, a coisa andou mais ou menos. O almoço foi um bom caldo-verde, logo pela manhã tive teste de educação física e ao início da tarde tive uma das fichas de aula de matemática mais fáceis de sempre... x) Adoro sucessões :P Para quem ficou na dúvida as ditas "fichas de aula" são como que mini-testes, apenas sobre uma matéria que a minha stôra faz para consolidar aprendizagens e proporcionar uma oportunidade para subir um pouco (ou não) a nota. A mim correu-me bem e até fui dos primeiros a acabar.
Mas em Biologia, a aula a meio da tarde, tive a melhor surpresa da minha vida! O professor pôs-me a dar a aula, enquanto foi tratar de uns assuntos de primeira urgência. Não fui só eu, a minha "equipa de proto-professores" era composta pelo Tiago e pela Jéssica, uma amiga com quem me dou bem [Eu ela somos diferentes, mas compatíveis o suficiente para nunca ter havido problemas entre nós.]. Eu e ela apresentávamos os slides do powerpoint que o stôr nos proporcionou enquanto o Tiago ia passando o diapositivo. A turma é que não colaborou muito, até que o Dani mandou um berro daqueles resignados que só ele sabe fazer "Epá! Calem-se, se não tão atentos ao menos deixem ouvir quem quer aprender!". Mas enfim, lá conseguimos dar o que tínhamos a dar.
Não obstante estas situações que me agradaram, senti-me... Não muito bem comigo mesmo. É uma estupidez eu sentir-me assim... Ah, agora que me recordo, houve progressos com o Miguel... Bom, seguindo, em parte, um conselho do K., noutra parte, uma espontaneidade súbita, voltou a falar com ele. Estava cansado daquela situação... Por enquanto as coisas estão num bom rumo, veremos o que virá daqui para a frente. A partir daqui vai ser a apalpar terreno cuidadosamente. A propósito de ter voltado a falar com ele, um sentimento de saudade e inveja dominou-me o resto do dia quando me contou que ia passar a tarde na praia com o namorado dele... Lembrei-me do quando o K. gostava de poder estar na praia com o seu alguém especial, lembrei-me do quanto eu também gostava de poder fazer o mesmo. Lembrei-me de quanta distância nos separa, lembrei-me do quanto ele me disse que tinha medo de que eu não vivesse a minha vida em pleno por estar "preso" a esta relação. Pus a palavra entre aspas, porque não me sinto preso nesta relação, apenas sinto uma saudade enorme... Saudade, esse sentimento que encharca cada verso de um fado, que até chegou a dar nome a um... A Saudade e o desejo de poder estar com ele... É algo com que terei de aprender a viver, algo com que quero aprender a viver até ao dia em que esses sentimentos não passem de memórias do passado. Porque afinal de contas, é ele o rapaz que amo, e é com ele que eu quero estar... :)
Acho que por hoje, é tudo... Ah, amanhã o Tiago faz anos e vou à festa dele. Vamos ao cinema. Tenho falado também muito com a namorada dele, a Jú, que se tem mostrado como um grande apoio. Confiamos mutuamente um no outro sem reservas. Acho que ela é uma pessoa digna de confiança. x)
Cheers!! =D
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Sintra
Sinto-me exausto! Fizemos o percurso queiroziano em Sintra, isto é, passamos pelos locais por onde passaram as personagens do livro Os Maias. Devo dizer que foi um passeio giro, e passámos em frente da Quinta da Regaleira, que me deixou nostálgico, já que é um dos meus sítios preferidos de Sintra. Aquela é de facto a vila romântica verde. Tantas recordações que tenho daqueles locais que, apesar de poucas vezes lá ter passado, os conheço bem, pois estão tal e qual como os deixara da última vez que lá estivera, precisamente quando fui ao parque de Monserrate, também um dos meus sítios prediletos e onde já sonhei até em trabalhar como guia. Estou a falar a sério! Se não conseguir seguir veterinária, é para lá que vou! x)
Enfim, o passeio foi agradável, sempre em boa companhia. Mas não pude deixar de pensar como seria passar ali algum tempo com o K. ... Caminhar por entre as árvores imponentes e antigas, sempre vigilantes com os seus longos e altos ramos cobertos de folhagem... Mas épico mesmo foi a parte final da visita. Depois de passarmos o arco de Seteais, fizemos como o guia pediu, olhámos para trás. E lá estava o pequeno descampado verde, emoldurado pelo arco de pedra clara antiga e trabalhada, tanto pelo homem como pelos elementos, numa pachorrenta imagem de entardecer sintrense. Ao longe, as árvores alinhadas manchavam de verde o pano de fundo. Mas era aquela serra majestosa, como dizia Eça, que dominava a cena, com os seus tons de violeta escuro repleto de manchas verdes, coroada, qual Rainha da Natureza, com o solitário Palácio, com as suas torres estendidas ao céu, quase tocando as nuvens, e aquelas cúpulas que resplandeciam ao Sol, refletindo os raios do astro-rei como se fossem cobertos de ouro valioso. Aquela imagem, essa sim, era mais valiosa do que ouro, digna de me ficar na mente. Sim, eu vejo da janela do meu quarto, a serra, entalada entre dois prédios, com o Palácio da Pena no topo, mas nada, nada, se compara à vista magnífica que proporcionava aquele quadro emoldurado a pedra antiga que por ali já vira passar tantos outros admirados tal como eu. E toda esta imagem, foi acompanhada de uma citação de Os Maias, proferida pelo guia com aquela sua voz maravilhosa de locutor de rádio, onde Eça descrevia pormenorizadamente esta esplendorosa magnificência. Eça de Queiroz usou palavras mais expressivas que as minhas claro, apesar de o meu discurso ter sido inspirado no excerto que ouvíamos. Mas tal como Eça viu à sua maneira aquela vista, também eu interpretei a paisagem à minha própria maneira. No entanto, algo é certo - ficar-me-á na memória, e servir-me-á de pretexto para lá voltar um dia. :)
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| E aqui fica para os mais curiosos, um retrato pobre daquilo que vi. Ao vivo, não se compara em nada à medíocre retratação de qualquer fotografia. |
segunda-feira, 23 de maio de 2011
"E é amar-te assim, perdidamente..."
"... e é seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente"
E dizê-lo cantando a toda a gente"
Hoje acordei com esta música na cabeça, em sequência da última conversa que tive com o K.. Nessa conversa, consegui sentir o quanto ele se preocupa com o meu bem estar, ao ponto de às vezes se questionar se ele próprio é capaz de estar à altura de me fazer feliz. Eu diria que ele está muito além de me fazer feliz. A distância é um obstáculo, isso é certo, mas que desafios da ida não estão repletos desses obstáculos? Uns são mais difíceis, outros são mais facilmente ultrapassados, mas estão sempre presentes.
E como posso eu amar perdidamente alguém que está tão longe? Fui-me apaixonando aos poucos, pelo que ele escrevia e ainda escreve, pelo que ele me dizia... Pela forma como ele me fazia sorrir e finalmente pela forma como ele sorri. São as pequenas coisas que foram crescendo, sem o entrave da preocupação da beleza exterior ou inexistência dela na outra pessoa. Apaixonei-me pelo que de mais belo ele tem: o interior, o que ele tem dentro do seu coração. Aquela simpatia, aquele jeito de ser - amável, preocupado, inteligente, divertido. Nunca falha quando me quer fazer sorrir, até porque é algo que me está sempre a fazer. Claro, depois estive com ele. E se já me tinha apaixonado pelo interior, não demorou mais de um segundo a apaixonar-me por aquela figura alta, calma... Aquele sorriso e aqueles olhos que não me deixam a mente.
Se eu sou feliz com ele, apesar da distância? Como nunca fui. Se a distância às vezes me faz acordar com a saudade de o ter junto a mim? Certamente. Se não me importo de esperar um pouco mais por estar de novo com ele? É um baixo preço que tenho a pagar pelo que sinto quando estou com ele. Nada se compara àquele batimento rápido e forte do coração quando estou com ele, aquele sentimento de leveza no peito, como se tivéssemos voado para longe do mundo e só existíssemos nós os dois.
Se eu estaria melhor com alguém aqui perto de mim? Não me parece que fosse tão fácil encontrar alguém como ele na minha vida, não depois de ele me ter marcado de tal forma. E não, não sinto que esta relação me esteja a impedir de viver a minha vida, porque até agora nunca me tinha sentido tão vivo.
E é por isto que quero cantar a toda a gente, que és alma e sangue e vida em mim, e que te amo assim perdidamente :)
Cheers! =D
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Ele hoje ligou-me. Soube tão bem voltar a ouvir a sua voz... O meu coração batia desenfreadamente, e eu só conseguia olhar, sonhador, pela janela, imaginando-o junto a mim. Quando desligamos, depois de o ouvir dizer que me ama, e de lhe ter dito o mesmo, sentei-me na cama, a olhar para o tecto, relembrando a tarde que passámos juntos. Quero tanto voltar a fazê-lo... Estar com ele, é o tópico no topo da minha lista de desejos, é tudo o que quero neste momento.
A Jú quis logo que lhe contasse como é que correu. Sim, ela e o namorado já sabem acerca de mim. Eles são um casal surpreendente, e apoiam-me imenso. Até mesmo o Tiago, que eu pensei que me ia tratar de forma diferente, me surpreendeu, porque aceitou tão bem. Aliás, ele até ficou curioso com a situação. É bom saber que tenho amigos assim, que demonstram que são isso mesmo - amigos. A melhor parte é que eu sou a vela oficial deles os dois, porque passo imenso tempo com eles. Bom, costumo passar mais tempo com ela do que com o Tiago, mas ultimamente tenho sentido uma aproximação, provavelmente devido à curiosidade que ele sente em relação ao facto de eu ser gay. Hoje aconteceu um episódio engraçado. Eu estava a comentar isso de eu ser a vela deles, enquanto eles caminhavam de mãos dadas, quando a Jú me sai com uma "oh, queres que eu te dê a mão também, é?". Ela ofereceu-me a mão e eu correspondi, rindo. O Tiago, fingidamente, olhou para mim com uma cara ciumenta, com o olhar do tigre. Eu larguei a mão da Jú e, rindo, comento "Está descansado, que ela não faz o meu género!". Ele sorriu, agitando a cabeça como que dizendo "tirem-me deste filme" e eu e a Jú desatámos a rir. Sabe bem poder ser eu mesmo junto a eles... Enfim. é o que eu chamo "amizade".
Cheers!! =D
terça-feira, 17 de maio de 2011
Os Maias (xP)
Hoje tive um teste de Inglês de manhã e à tarde, a stôra de português espetou-nos com um teste de leitura acerca d'Os Maias. A princípio, olhei para o papel. "Como raios vou fazer isto...?" Tinha de relacionar as personagens do livro com o que elas representavam, o que era criticado através delas, e dar dois exemplos da História que remetessem para a necessidade de serem feitas tais críticas. Sentia a cabeça vazia... Depois li que podíamos usar os apontamentos da palestra a que tínhamos assistido na quinta-feira passada. Aí o cérebro começou a trabalhar a mil à hora. Lembrei-me do facto de as personagens do livro serem ociosas - Tinham os meios para melhorar o país mas não o faziam - lembrei-me que poderia relacionar isso com a independência do Brasil. Aquele grito do Ipiranga que roubou, por assim dizer, a Portugal a principal fonte de riquezas. E o que é que o governo da altura (leia-se Rei, nobres, burgueses, enfim, quem poderia fazer a diferença) fazia? Deixava-se estar. Deixai vir o dinheiro que o gastamos, em vez de investirmos. Foi-se a fonte monetária, cai a crise. Oh sim, e podia relacionar o comentário que João da Ega tanto fazia, que o país só importava do estrangeiro, tentando fazê-lo seu, perdendo identidade. E que episódio da história poderia retratar esse desastroso comportamento? Ora, o Ultimato Inglês cuja aceitação por parte de D. Luís levaria à morte do Rei e do Príncipe herdeiro. Inglaterra ameaça cortar o apoio militar, e ainda diz que deixa de exportar os seus tecidos para Portugal. E não é que Portugal está tão dependente financeiramente do estrangeiro, que opta por dar de mão beijada as colónias do centro de África? Para mim, é uma perda de identidade, de independência, de orgulho. Releio o papel antes de iniciar a conclusão do texto. Deuses, no enunciado menciona apenas Lisboa, não Portugal, do século XIX... Mas quem fala em Lisboa, fala em Portugal, não? Não é ela o coração do País, a cidade capital? Lisboa serve de palco das atrocidades das personagens, uma metáfora do país, "é usada como meio de criticar a sociedade no geral, mas nenhum português em particular." Termino o texto com esta frase e olho para o relógio. Faltam dez minutos para o tempo. Observo a folha. "Stôra! Acho que ultrapassei o limite de 300 palavras!" digo, estupefacto comigo mesmo. A stôra diz que posso passar 10% do limite. Conto as palavras. Afinal, por doze palavras, não cheguei às 300. Menos mal...Isto serviu-me para reviver aquele gosto que sempre tive por História... Veremos que nota tenho...
Credo, este texto está mais extenso que eu queria... Tal qual o teste de leitura. Enfim, quando começo, nunca mais acabo...
Fiquei com a vontade de voltar a rever os meus manuais de História dos anos passados... [Quando o K. ler isto já me dá na cabeça que eu devia era estar a estudar Química, em vez de uma disciplina que já nem sequer tenho... xD]
Cheers!! =D
Estou aqui sentado à cinco dez minutos a olhar para o meu ecrã, sem saber o que escrever... Hoje acordei meio esquisito. Não sei explicar, só me sinto assim... Como hei-de dizer? Com um mau presságio? Talvez seja o medo a falar mais alto. O medo de perder aquilo por que estou a passar. O medo de o perder a ele. Olho à minha volta e não me sinto em casa. Casa. Isso é onde está o meu coração. É onde ele está, é nos braços dele. Algo que nunca me abandona, felizmente, é a esperança de poder voltar a estar com ele. Dizem que a história tem tendência a repetir-se...
A minha história está a repetir-se. Não completamente, e ainda bem. Mas as linhas básicas são as mesmas, sim, no entanto o resto, isso é tudo completamente diferente. E são essas coisas diferentes, essas coisas que realmente me fazem sentir feliz e não como se eu estivesse a viver uma mentira que me fazem ter força para o seguir em frente. Não ter medo de dizer que o amo, pois sei que não estou a mentir. Mas cometi erros no passado. Não quero cometer os mesmos erros. Não quero voltar a fazer o mesmo que fiz antes. Não quero tornar o que estou a viver agora algo como o que já vivi num passado que me parece agora distante. Por dentro sinto esse medo. Misturado com a alegria que ele me dá.
No passado, aconteceu o que aconteceu porque eu queria esconder de mim mesmo quem eu realmente era. Agora, acontece o que acontece porque tive finalmente a coragem de mostrar quem sou realmente. Mas os fantasmas do passado ainda me assombram à noite, ainda me picam o âmago, tentado apoderar-se de mim. Quando isso acontece, lembro-me do seu sorriso. Dos seus olhos verdes. Da sua voz calma e paciente. Lembro-me do fogo que o sei beijo deixou na minha boca. E os fantasmas do passado fogem. É o amor.
Um amor à distância. É difícil, mas não é impossível.
:)
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Primo
Ele é um rapaz que sempre me surpreende. Com os seus cinco anos, cá em minha casa, saiu-se com um episódio engraçado que, se já lembrei aqui no blogue, volto a reescrever:
Eu: O meu computador agora está lento...
Primo: Porquê?
Eu: Já é velho...
Primo: Compra um novo...
Eu: Não tenho dinheiro...
Primo: Pede aos teus pais!
Eu: Mas eles também não têm dinheiro! xD
Primo: Mas eles vão ao banco!
E para ele a questão estava resolvida...LOL. Esse mesmo meu primo [que é loiro, mas não é nada burro ;)] veio cá no Sábado. Estávamos no PC e, do nada ele pergunta-me:
- Na Páscoa viste a novela que deu na TV?
Eu: Novela...? Acho que não... Qual Novela?
Primo: Aquela!! Como "Mamma mia, here I go again, my my, how can I resist you"
Eu abri os olhos, escancarei um sorriso e comentei: Ha, vi! Era um filme, mas sim, vi. Gostaste de ver? E ele respondeu que sim. E começámos a cantar. Sim, adorei o file Mamma Mia! acho que é um dos meus preferidos... Enfim. Mamma Mia, é um das minhas músicas preferidas dos ABBA. As outras são The Winner Takes it All; Money, Money, Money e Honey, Honey. Eu fiquei surpreendido que o primo soubesse a música. (Bom, ele não sabe inglês, por isso não sabe exatamente cantar a letra, mas trauteia a música com o ritmo certo e as palavras que balbucia até são bem parecidas com aquilo que se ouve.). Mas então, o meu primo fez-me as delícias quando começou a cantar a Honey Honey. Decidi então ligar o meu MP4 às colunas, coloquei essa música e começámos os dois a cantar (e dançar) em conjunto ;P
E uma das razões porque tanto gosto da Honey Honey é porque me faz lembrar o K.
Honey, honey, how he thrills me
Ah-ah, honey, honey,
Honey, honey, nearly kills me,
Ah-ah, honey, honey.
I've heard about him before,
I wanted to know some more.
Now I know what they mean,
He's love machine
Oh he makes me dizzy!
Mas se me perguntarem qual a minha música preferida dos ABBA, de todas elas, acho que responderia, sem hesitar, The Winner Takes it All. É mais do que uma música, é uma história de uma mulher que se expressa o melhor que pode, num silencioso apelo a ser ouvida e aliviada da dor que carrega no peito. Épico, é a palavra certa para descrever. E a performance da Meryl Streep no filme ao interpretar esta canção só corrobora as minhas palavras.
domingo, 15 de maio de 2011
Visita de Estudo
[Este texto foi escrito no dia 11, no dia da visita de estudo, mas, devido a alguns problemas com o blogger, acabei por publicá-lo depois de umas edições que fiz, e o site assumiu que o queria publicar hoje...]
Não há muito a dizer. Foi uma visita de estudo agradável, mas normal... Para dizer a verdade, não sei se a conseguiria descrever... Digamos apenas que andei pelo mato e fomos a duas praias. Passei bons momentos com a turma. Quando cheguei a casa, constatei que não tinha a chave da porta. Muito bem, hoje é o dia em que o meu irmão sai mais cedo, por isso às cinco e cinquenta, ou seis já devia estar ali a abrir-me a porta... Pensei que tinha de esperar só dez minutos. Para mal dos meus pecados, o meu irmão foi para casa de um colega dele. E os meus pais andaram a passear. Resultado? Dez para as sete e chegam os meus pais à porta do prédio (reconheci a tossidela típica do meu pai). Arrastei-me pelo corredor do edifício, abrindo a porta. Eles olharam para mim surpreendidos, por me verem ali, ainda de mala às costas.
Não há muito a dizer. Foi uma visita de estudo agradável, mas normal... Para dizer a verdade, não sei se a conseguiria descrever... Digamos apenas que andei pelo mato e fomos a duas praias. Passei bons momentos com a turma. Quando cheguei a casa, constatei que não tinha a chave da porta. Muito bem, hoje é o dia em que o meu irmão sai mais cedo, por isso às cinco e cinquenta, ou seis já devia estar ali a abrir-me a porta... Pensei que tinha de esperar só dez minutos. Para mal dos meus pecados, o meu irmão foi para casa de um colega dele. E os meus pais andaram a passear. Resultado? Dez para as sete e chegam os meus pais à porta do prédio (reconheci a tossidela típica do meu pai). Arrastei-me pelo corredor do edifício, abrindo a porta. Eles olharam para mim surpreendidos, por me verem ali, ainda de mala às costas.
- Duas horas. - Disse, com uma voz grave. - Duas horas de eterna seca.
E eles riram-se! Mas, como lhes disse, a propósito de refilarem que muitas vezes me atraso à procura das chaves, é que eu não gosto de sair de casa sem levar as chaves. O que me vale e o Solitário no meu telem´vel, que sempre vai dando para passar o tempo...
Mas esse tempo foi passado muito dele a divagar (ainda para mais depois de o meu mp4 ter estoirado a bateria... É a acumulação de azares de fim do dia...). E divaguei por pensamentos que preferia não recordar, por serem maus, outros que preferia não ter recordado, porque eram tão bons... E queria tanto que se repetissem... Mas ainda vou ter de esperar algum tempo para que tal aconteça... Claro que o meu pensamento recaiu no K. [primeiro até foi a frustração de não poder estar a falar com ele porque o raio de um adolescente atrasado para a visita de estudo se esqueceu das chaves coma pressa de chegar à escola a tempo...]. Eu penso muito nele. Ás vezes até inconscientemente. Aquele sorriso, aqueles olhos verdes... São duas das características dele que mais me marcam. Claro, duas das muitas que me marcam. Ele escreveu que eu tinha pedacinhos dele. Assim como ele tem pedacinhos meus. É o amor. Que é que se há-de fazer?
terça-feira, 10 de maio de 2011
Desejo Apertado no Meu Âmago
É algo que sempre me está presente, que quero deixar de lado até ao dia... Até ao dia em que volte a ser de novo um só com ele. é o desejo de sentir nos meus lábios o toque morno dos seus, aquele doce sabor que tanto persegue os meus sonhos e que não me deixa descansar sem pensa nele. Aquele desejo de voltar a sentir de novo o toque da sua mão na minha. Aquele desejo de sentir novamente o seu corpo quente apertado contra o meu naquele abraço que já transcende o "especial". Aquele desejo de ouvir a sua voz formar a palavra "amo-te". Aquele desejo de pousar a minha mão na sua perna casualmente, ou no seu ombro para o confortar. Aquele desejo que tento reprimir para não o fazer sentir-se triste. Aquele desejo que já não consigo reprimir e que me deixa ansioso. Ansioso por voltar a estar com ele. Ansioso por voltar a tocá-lo. Ansioso por voltar a beijá-lo. Ansioso por voltar a dizer-lhe "Amo-te, K.".

quinta-feira, 5 de maio de 2011
C.
É uma letra curta. Bom, eu já falei nas gémeas. A I. é a tal rapariga que gosta de raparigas x) E a C. é a irmã gémea dela. E ela é uma pessoa carinhosa e, surpreendentemente, uma ativista em relação aos direitos LGBT. Bom, não é assim tão surpreendente quando ela sabe a situação em que a sua irmã está, mas, ainda assim, isso demonstra que ela é uma pessoa corajosa de caráter louvável. Ela contou-me que ainda há pouco tempo, na disciplina de Português, fez uma apresentação oral sobre os direitos LGBT. Ela comentou que não gostou da reação da turma e até mesmo da da professora. Entristeceu-me saber que assim aconteceu, apesar dos esforços dela por mostrar um ponto de vista nobre. Quando lhe contei que tenho um namorado, ela não ficou nem confusa, nem surpreendida. A primeira coisa que ela me disse foi "Awww *.* Tão fofos! Fico feliz por ti :)". Isto arrancou-me um sorriso da cara, mas o que ela me disse a seguir, ainda me fez ficar mais feliz por ter amigos destes.
- Estás na escola? - Pergunta, por sms.
- Não, já estou em casa... Mas querias falar pessoalmente comigo, era? - Respondo, um pouco receoso.
- Não era isso, é que queria dar-te um abraço!
- Um abraço, porquê? - Interrogo, com um sorriso na cara.
- Porque estou feliz por ti!
E ela deu-me hoje esse abraço. Ela sempre foi uma pessoa afetuosa, mas nunca me tinha dado um abraço tão longoo x) [K., está descansado, que não troco os teus abraços por nada deste mundo, a não ser por um beijo teu ;)]. E foi mesmo em frente à minha turma. Só reparei nisso pouco depois de ela me ter soltado. Sentia-me constrangido e feliz ao mesmo tempo. Estou mesmo carente! x)
Devo admitir que o abraço fez-me o dia. E depois de ter tido o teste intermédio de Química... Por acaso até me correu bem, valha-me isso.
Do Miguel, nem sinal. Pela primeira vez depois desta situação, não me enviou nenhuma sms nem me falou. Cruzámo-nos na escola, senti o ambiente de gelar o sangue, mas nada mais. Já está a evoluir para um caminho mais agradável, se é que esta situação se pode tornar nisso...
Cheers!! =D
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