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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um Dia Inesquecível...

Não vou dar muitos pormenores sobre o tempo que passei com o Elijah, isso farei mais tarde no As Seen From The Stars, já que isso tem tudo a ver com a nossa relação. Resta-me dizer que foi um dia fantástico, e que tenho imensas boas memórias dele.

Quando ao que vou contar aqui... Tem mais a ver com o Pai e a Mãe. Quanto à Mãe, ela pareceu um pouco... como hei-de explicar...? Um pouco acanhada em relação ao Elijah. O Pai, por outro lado, ainda tentou fazer conversa ao jantar. Mas essa tentativa saiu-lhe mais bem sucedida depois, no carro e no Terminal Rodoviário de Sete Rios, onde o Elijah apanhou o autocarro de volta a casa. O Pai perguntou-me como eu o tinha conhecido, e eu contei-lhe muito resumidamente a história: "Na altura andava com aqueles sentimentos de que eu não deveria ser quem sou, e depois encontrei o blogue onde o Elijah (claro que o pai o conhece pelo nome verdadeiro hahaha) escrevia sobre as suas experiências de vida, depois entrei em contacto com ele e daí nasceu uma amizade...". Depois ele perguntou se isso tinha dado em namoro ou se já nos tínhamos conhecido há mais tempo. Foi então que ele nos perguntou à quanto tempo nos conhecíamos e percebemos que já nos conhecemos à cerca de nove meses. Quase um ano, se forem a ver bem. Mas ainda assim, eu e ele estivemos sete meses como amigos, dois como namorados e sempre a contar. E percebi como o tempo passa depressa. Não me parecia assim há tanto tempo. A melhor parte de saber que o tempo passa depressa? Vai custar menos esperar por finalmente o ter de novo nos meus braços, e o ter nos meus braços todos os dias :)

Depois de deixar o Elijah (e de me despedir dele devidamente), eu e o pai fomos andando para o carro. Primeiro fez-se um silêncio um pouco constrangedor. Mas depois o pai acabou por falar. "Eu fui falar com um psicólogo, meu amigo, e expliquei-lhe a situação, para saber se ele poderia ajudar. Ele disse-me que não era a pessoa indicada, mas deu-me o contacto de uma colega dele que se especializa no assunto, em acompanhar pessoas como tu, assumidas a inserir-se na sociedade. Se achares que precisas de apoio, basta dizeres e eu ligo-lhe.". Eu concordei. Agora acho que me caiu ainda mais em cima isso... O ser assumido. Para os meus pais, para os meus amigos e, graças à delicadeza de um certo individuo que conhecem como Miguel, é bem provável que para a escola inteira... Como disse ao meu pai, por enquanto não preciso... Mas depois... Eu sei como não é fácil. O ser gozado por causa disso, os olhares que as outras pessoas nos dão...Se bem que, se querem saber, os olhares são fáceis de ignorar. Apercebi-me disse quando passeava pelas margens do Tejo e pelo Oceanário de mão dada com o Elijah. As pessoas olharam (acho que as que não olharam com estranheza foram só os funcionários do Oceanário hahaha), mas eu simplesmente ignorei... Mas consegui fazê-lo porque sabia que tinha aquela mão quente e macia a envolver a minha, e que me protegeria de tudo. Quando as aulas começarem... Apenas terei a memória dessa mão. Mas acho que será uma boa razão para lutar: para voltar a sentir o meu namorado a dar-me a mão, a acariciar-me o rosto, a beijar-me. Isso, de certeza, dar-me-à forças. E sei que terei o apoio dos meus pais, dos meus amigos, e do Elijah. Mas não nego que às vezes seja sensato pedir o apoio de uma pessoa especializada no assunto... Até porque entre os meus pais e o meus amigos, poucos sabem da situação, e talvez ainda menos saibam que conselhos me dar. e eu sei como é... Ver alguém falar connosco e não saber o que dizer ou fazer... Acaba-se a desejar que a pessoa encontre alguém que saiba como a ajudar. Eu tenho a sorte de ter isso. E nunca tive aversão a ir a um psicólogo. Por enquanto, não sinto que precise, até porque estou numa das fases mais felizes da minha vida. Mas agora que tenho essa oportunidade, não hesitarei em usá-la em caso de necessidade :)

Cheers!! =D

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Recordações

Foi estranho, no mínimo, ter voltado a entrar naquela escola. Passei o cartão magnético, como sempre fazia antes de entrar. Com um estalido, o portão gradeado e pintado de verde destrancou-se. Empurrei-o com esforço. É mais pesado do que eu me lembrava! O porteiro continua distraído a olhar para o computador. Eu sigo caminho. Já fizera aquele percurso bastantes vezes. O meu destino? a Papelaria da escola, para comprar as matrículas. Olhei para a minha direita. Lá estava o sítio onde a turma se costumava reunir, em frente ao pavilhão onde tínhamos mais aulas. Ainda os podia ver, ali sentados no muro branco, a conversar, a rir... Olhei para o chão, sacudindo estes pensamentos da mente, e tirei os phones dos ouvidos, desliguei o mp3 e segui caminho pela esquerda. Também dava para ir pela direita... Mas não estava com muita vontade de enfrentar as memórias que aconteceram depois do lance de escadas à esquerda. Foi nessa zona que a Bia se agarrou a mim pela primeira vez a chorar por causa do namorado dela. Continuei, subindo as escadas que se postavam diante do pavilhão principal. Desde aí, era sempre em frente até chegar ao pavilhão onde se encontra a papelaria, a cantina, e o bar, logo depois de mais um lance de escadas. Relembro como a escola, construída por cima de terreno inclinado, está evidentemente projetada de modo a formar vários patamares. No primeiro e mais abaixo, está o pavilhão central e o pavilhão onde costumo ter mais aulas, no segundo estão outros três pavilhões de salas. Num desses pavilhões encontra-se a sala de teatro e noutro o auditório. No terceiro estão os laboratórios de Giologia, na ala esquerda do piso térreo, e o laboratório de geologia, mais pequeno (e na minha opinião acolhedor, apesar dos frascos cheios de animais preservados em etanol), encontra-se na parte mais à direita do pavilhão. Ainda nesse patamar, pode encontrar o campo, o pavilhão de ginástica e o bloco com os balneários exteriores. No terceiro, o último e mais alto patamar da escola, encontra-se o meu destino. Quando finalmente lá chego, comprimento a senhora, já familiar. Digo-lhe o que quero, os impressos para a matricula do 12º ano, e entrego-lhe o meu cartão da escola. Ela diz-me a quantia, eu pago, recebo o troco e olho para trás. Estão lá afixadas as notas. Caminho para lá, para ver as notas dos meus exames. Uma senhora de cabelos castanhos, com tons vermelhos escuros olha-me curiosa.
- És da turma da Sara? - Pegunta.
- Da Sara Borges? - Interrogo.
- Sim!
- Oh, sou sim!
- Sou a mãe dela!
- ah, eu sou o James.
E daaí, começámos a conversar, primeiro sobre a filha dela (uma rapariga que se importa mais com a vida social do que propriamente com a escola, apesar de ser inteligente. Nunca me dei muito com ela, mas já várias vezes trocámos ideias na aula de Biologia, quando nos sentamos no mesmo grupo no laboratório. Não é má pessoa, só nunca calhou darmo-nos mais vezes.). A conversa evoluiu, e tocou a turma, professores, a carreira que eu queria seguir. À saída, cruzei-me com a professora que me vai deixar mais saudades. A professora de Inglês. É uma mulher às direitas. Sabe impor respeito quando tem de ser, mas também gosta de brincar connosco e formou laços com a turma que nenhuma outra professora deve ter criado. Ela é realmente quase como uma avó (jovem, apesar de tudo). É uma mulher cheia de cultura geral, sempre pronta a aprender mais e a partilhar aprendizagens. Talvez seja por me identificar com ela que a guardo tão bem no meu coração. Mas enfim. Eu, a professor e a mãe da Sara falámos durante algum tempo, mas depois a professora, pedindo desculpa, ausentou-se, pois tinha uma reunião. A mãe da Sara ofereceu-me boleia. A princípio recusei educadamente, mas depois de lhe dizer mais ou menos onde eu moro, de ela ter dito que ficava de caminho e ter oferecido de novo, aceitei, agradecendo. A conversa continuou um pouco mais no carro.
- Pois... Mas é assim, a minha Sara é preguiçosa e já não sei o que hei-de fazer
- Eu também sou preguiçoso, e peco por isso... Mas enfim, se não trabalharmos agora, não temos oportunidades no futuro.
- Ah! Tu podes até ser preguiçoso, mas ao menos és jovem e já pensas assim! A Sara nem por isso...
Entretanto chegamos à passadeira em frente à minha rua. Anunciei que era ali a minha passagem, despedi-me e agradeci novamente a boleia. Cheguei a casa satisfeito com a visita que fiz à escola. Pousei os papeis em cima do móvel da sala, e sentei-me em frente ao computador. Já tinha uma sms do Elijah, e respondi-lhe.

E foi então que me caiu em cima. Daqui a pouco já estou de novo na escola. Mais um mês e pouco, e acabam-se as férias. E depois... Depois, posso finalmente ter-te nos meus braços :)

Cheers! =D

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Tic-Tac(-Toe)

Na minha cabeça soa-me o Tic Tac do relógio, contando os minutos para estar com ele. Faltam exatamente vinte e três horas e trinta e oito minutos (no momento em que escrevo isto). Quanto ao título do post... Agora, sempre que me lembro do tic-tac de um relógio, acrescento sempre o "-toe"... É o nome inglês para o jogo do galo ;)

Estou ao mesmo tempo ansioso e assustado que o dia de amanhã chegue. Mais ansioso do que assustado, para dizer a verdade, mas tenho medo de não estar à altura dele... Bom, à altura dele não vou estar de certeza, que ele tem mais dez centímetros que eu... Enfim... x) Mas o que quero dizer é que tenho receio de não corresponder às expetativas dele... Mas ele arriscou ao enviar-me o mail onde confessava o que sentia por mim, por isso, sinto-me bem em arriscar amanhã. Aliás, sinto-me muito bem... Tão elétrico que até a stôra de Inglês comentou que eu estava muito agitado. "Ragdoll, hoje tirou o dia para se portar mal, foi?!", disse ela, naquele seu tom de repreensão maternal que nos faz, ao mesmo tempo, encolher de medo e sorrir de agrado. Acho que o K. não se vai sentir um namorado lá muito orgulhoso quando ler isto, não é...? xD

Que mais aconteceu? Ontem a Bia teve uns problemas com o namorado. Só para verem como aquele tipo é execrável, quando ela precisava do apoio dele, por andarem a difamá-la sem fundamento, ele ainda lhe atirou coisas à cara que não eram verdade. Para além de ele dar mais valor às palavras dos outros do que às dela, ainda teve uma cena de ciúmes. Ela estava tão mal que disse algo que me deu pesadelos... Ela disse que só tinha era vontade de morrer. E esta noite, sonhei que estava com o K., no parque das nações, e estávamos a conversar quando me ligam. Era a minha mãe, a dizer-me que a Bia se tinha matado. Eu fiquei em estado de choque, e deixei cair o telemóvel. O K. aproximou-se de mim, preocupado a perguntar-me o que se tinha passado. Gaguejei-lhe o que tinha acontecido e atirei-me nos seus braços a chorar com a cabeça enterrada no seu peito. Acordei a chorar. Bah, há exatamente oito anos que não acordava de um pesadelo a chorar... E quando acordei, só queria sentir aquele abraço... Felizmente, a Bia está bem, graças a Deus... Voltei a adormecer pouco antes da hora de acordar, e assim que o fiz, mandei uma sms ao K...

Tenho de ir almoçar. Depois sou capaz de postar qualquer coisa sobre como correu o resto da tarde.

Cheers!! =D

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Pesadelos

O meu subconsciente prega-me umas partidas um bocado loucas, como já devem ter reparado. Mas há anos que isto não me acontecia... BOm, vejamos, o primeiro filme de ficção científica que vi, foi Signs, sobre E.T. Eu era novinho, e estava cheio de medo. No entanto, sempre adorei o assunto do sobrenatural, ficção científica, coisas desse género. E andava sempre a pedir aos meus pais para me deixarem ver filmes de terror, coisa que eles recusavam. Nesse dia, o meu ai mostrou-me porque é que não queria que eu visse aqueles filmes. A primeira cena onde se vê um E.T., é quando o Tio do rapazito vê umas imagens nas notícias de um vídeo amador. O homem estava dentro de um armário, a ver a TV. Eu corri para o meu quarto cheio de medo. O meu coração bombeava a adrenalina, e eu pensava "não quero ver mais, não quero ver mais!". Mas depois, percebi que gostava da sensação do medo puro, e voltei a caminhar lentamente para a sala. Andei o filme inteiro assim, a fugir para o quarto e a voltar. Isto acontece porque sou uma pessoa que se assusta com dificuldade, se bem que há raras vezes em que tenho a guarda em baixo e me assusto de forma ridícula, enfim... Mas é um facto que é raro eu sentir aquele medo que me dá adrenalina. Os filmes de terror, pareceram-me uma boa forma de atingir esse estado que tanto gosto e desgosto ao mesmo tempo. Mas nem todos os filmes de terror me proporcionam isso. E desde o Signs, que nenhum outro filme me tinha dado pesadelos. Isso foi até ver o Paranormal Activity. Muita gente pode dizer que o filme nem era nada de especial, mas nunca, nunca, se viu a entidade que assombra aquela casa, o que torna a pressão psicológica maior. Como poderia o espetador enfrentar algo que nunca viu? Tive pesadelos com a tal entidade, mas nada que me tivesse assustado muito. Acordei com o pensamento "ora bolas... estava a ter uma sessão cinematográfica gratuita e acabei a sair da sala antes de tempo...". Mas ontem, encontrei o trailer de um filme chamado Grave Encounters. Nunca vi o filme, apenas o trailer, mas as imagens que mostraram, deixaram-me ansioso por ver o filme. E sonhei com isso. Sonhei que estava num antigo hospital, escuro, com fantasmas a perseguirem-me, a tentarem matar-me. Uns olhos negros como o breu a espiarem-me nos recantos escuros. E lembro-me de pouca coisa. Vultos, apenas, mas há uma parte desse sonho que não me sai da mente. Lembro-me de estar numa sala vazia, apenas adornada por uma cama velha, deitada ao chão. Apercebo-me que está alguém lá por trás. Caminho de novo para a porta, mas depois, ele levanta-se e reconheço-o. Ele olha para mim, assustado, perguntando se sou real. Eu corro para ele, dizendo que sim. Era o K.. Depois senti movimento atrás de mim, e vejo uma mulher de cabelos negros, coberta de sangue, a caminhar para dentro da sala. Ela arrasta os pés, soltando grunhidos. Depois olha-me. Os tais olhos negros. E grita, saltando-me para cima. Eu desequilibro-me, batendo contra a janela que estava por trás de mim. Os vidros partem-se, mas consigo agarrar-me a tempo. A mulher tinha desaparecido. O K. ajuda-me novamente a subir para dentro da sala. Caminhamos depois pelo corredor, e, de repente, ele pára. Eu fico a observá-lo, para descobrir o que se passa. Ouço correntes a arrastar. Olho para trás. É o Pyramid Head, do Silent Hill. Ele agita a sua espada no ar, e atinge-me. Grito de dor, e oiço o K. a gritar o meu nome. Quando olho para o chão, vejo o meu braço ainda agarrado a parte do meu tronco. Começo a sentir-me a sufocar com o sangue que me enche os pulmões. O Pyramid Head volta a dar-me um golpe, desta vez do outro lado do meu corpo. Caio de joelhos no chão, tentando respirar, sem conseguir. E depois acordo com falta de ar. O sonho não deve ter durado mais de meia hora, porque era uma e meia, e eu adormecera por volta da uma. Mas como sempre, enfrentei aquilo com sentido de humor. A primeira frase que pensei foi: "Otário, ao menos corrias assim que viste o monstrengo, ficaste parado para quê? É normal que te tenha desfeito aos pedaços -.-". Voltei a adormecer, e desta vez sonhei que estava a andar de avião. Mas desse sonho, é a única coisa que me lembro.

Aconselho àqueles que são mais sensíveis a não assistir a este trailer.

Pyramid Head

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Dancing Till The World Ends

Okeeey... Eu sei que o post tem o título de uma música da Britney Spears, comecemos por aí... Não significa que eu aprecie esta cantora, só que essa frase transmite muito do que eu quero fazer neste momento. Agora que estão esclarecido, procedo à explicação do que é que me leva a usar palavras da Britney...

Não sei se são muito de ver Televisão, principalmente a RTP 2, mas aos Domingos (quer-me parecer, embora não tenha a certeza se é esse o dia...), passam dois filmes seguidos, numa rubrica chamada "Sessão Dupla". Pois esta noite tive uma sessão dupla. 

Começámos com Harry Potter e o Rapazinho Desaparecido, conto nunca antes visto e só em exibição numa mente de Ragdoll perto de si! Sonhei que eu era tal como o Harry Potter, e podia fazer feitiços (mas vejam bem o quão avançado eu estou em relação aos outros feiticeiros do mundo, porque eu consigo lançar feitiços com os dedos e sem precisar de dizer as palavras mágicas!). O melhor é que, depois de um feitiço ter um efeito imprevisível, eu viro-me para o velhote que vem comigo, que não sei de onde apareceu, e pergunto-lhe qual o efeito que o meu feitiço teve e ele mostrava um espelho, que apontava para a vítima enfeitiçada e assim lhe dizia os efeitos que a minha conjuração tinha sobre o meu adversário. Enfim, tudo isto para procurar por um rapazinho cujos pais estava desesperados para encontrar e me culpavam a mim por ele ter desaparecido, porque eu não sabia tomar conta dele (Isso é uma referência do meu subconsciente ao medo que eu tenha que isso aconteça sempre que tomo conta de crianças e a um episódio da minha vida familiar que se sucedeu, de os meus pais me culparem por não saber tomar conta do meu irmão.. Enfim, talvez conte iso melhor noutro post). Depois de procurar pelo rapazinho por um museu ao estilo Jurassic Park. Estou numa sala, e oiço uma voz num walkie-talkie dizer-me: ele está perto, segundo o GPS. Cristo! Que ridículo, se sou um feitiçeiro para que preciso de walkie-talkies para comunicar e GPS para me orientar? Enfim, sonhos parvos. Lá procurei pela sala, e comentei para quem tinha falado comigo que não encontrava o rapazinho. É então que vejo um elevador escondido, muito antigo. "Oh, ele está perto na horizontal... Mas não o encontro porque está longe na vertical.". Again, se o rapazinho tinha um receptor de GPS, o aparelho não devia indicar a que altura ele se encontrava? Bah, só para dificultar. E depois, aparecem o pai do Draco Malfoy e o Severus Snape. Eu escondo-me atrás de umas caixas e rastejo até chegar à sala onde estava o velhote que antes me seguia (que se parecia com o Moody Olho-Louco). Mas então aparece um duende, que está prestes a avisar os meus inimigos. Lancei-lhe um feitiço e ele calou-se. Ok, lá fui ter com o velhote. Ele guiou-me para uma sala e disse que tínhamos de beber a poção Polissuco para passarmos pelo Snape e pelo Malfoy sem que fossemos apanhados. Bebi a poção e depois acordei. Nunca soube se encontrei o miúdo que eu procurava...

Quando voltei a adormecer sonhei uma segunda vez. Desta vez o sonho fez um bocadinho de mais sentido... E bastante agradável, diga-se de passagem... Bom, eu estava em pé, na estação de comboios, de costas para a zona de embarque. Entretanto, o K. apareceu, e tocou-me no ombro. Eu virei-me e fiquei surpreso, escondendo os olhos por trás da pala da minha boina. Depois ele envolveu-me com os seus braços e ficámos assim durante uns momentos. A seguir, ele soltou-me, e ficou de frente para mim, olhando-me de alto abaixo. Sorriu e deu-me a mão. E assim ficámos a caminhar pela rua. Entretanto, chegámos a um pequeno local de lazer, com alguns bancos de jardim, mesas e cadeiras. Entrámos e eu comecei a contar-lhe sobre a primeira vez que eu tinha visto aquele sítio. Ele ouvia atentamente e quando me calei, fez-me uma caricia no braço. Eu sorri-lhe. Depois acordei. Não queria que o sonho acabasse... Mas o relógio já contava as horas e tive de me levantar, para não estar a dormir quando chegassem as visitas... Hoje um amigo meu vem cá. Já não falávamos há imenso tempo, por isso aproveitamos as férias... Mas queria mesmo que aquele sonho não acabasse... Queria que fosse mais do que um sonho... É uma esperança que tenho, de um dia estar com ele. "all I want now is to be with"... Tudo o que quero agora é estar contigo...

sábado, 16 de abril de 2011

Cavaleiro

Adormeci a pensar nele, e nele sonhei esta noite. Sonhei que estava numa floresta e comecei a ouvir uma música. A notas fluídas chegavam-me aos ouvidos familiares e inconfundíveis, era o som de um piano que eu ouvia. Segui o som e finalmente encontrei-o a tocar. Era a música que tanto adoro, aquele dueto entre a Emily e o Victor, no filme The Corpse Bride. Sorri ao vê-lo e ao ver-me também ele sorriu. Tentei alcançá-lo, mas quando mais passos em frente eu dava, mais longe ele ficava. Chamei por ele, mas ele continuou a afastar-se. A música tinha parado, e eu tentava chegar mais perto, mas ele continuava tão longe... Estou chateado com o meu subconsciente por me ter feito isto...

Recebi uma chamada pouco depois de ter acordado. Uma chamada que me aliviou o aperto no peito. Era a Bia, a minha melhor amiga. Queria que eu fosse com ela ao McDonald's, mas acabámos por combinar ir ao Forum Sintra, que abriu à pouco tempo. Ainda não tínhamos lá ido, mas aquilo está fantástico. Comprei uma carteira nova na Pull&Bear, uma carteira do género daquelas que eu já andava a namorar à meses por causa de um amigo meu. E comprei também um par de ténis ao género de All Stars na modalfa. Não vou gastar um balúrdio em ténis de marca quando por um preço muito mais acessível tenho exactamente o mesmo produto... Eu quis ligar ao meu pai para nos ir buscar de carro, mas ela insistiu para que fossemos a pé... Cedi aos seus pedidos. E não em arrependo de nada. Pelo caminho fomos falando. Conversa puxa conversa, e acabei por lhe contar que sou gay. Ela ficou surpreendida, disse que era estranho, mas que não tinha problemas nenhuns com isso. Conversámos um pouco mais sobre o assunto, respondi a todas as perguntas que ela me fez. Finalmente, ela perguntou-me se eu gostava de alguém. Eu fiquei baralhado. O nome do Cavaleiro veio-me logo à cabeça. Ela percebeu que sim, que havia e perguntou-me se era um rapaz. Respondi afirmativamente. Perguntou-me o nome dele, e eu disse. Perguntou-me se eu gostava mesmo dele. É confuso... Estou naquela altura em que gosto, mas, ao mesmo tempo, ainda sou capaz de recuar sem dificuldades. É aquela atração que sinto por ele, aquela atração que pode dar em algo mais ou num beco sem saída. Ela comentou de novo que era estranho estar a falar naquilo. Eu ri-me, respondendo: Claro, então imagina como eu me sinto. E ela comentou: "Pois, não deve ser fácil...". E falámos um pouco mais, sobre a vida, sobre como não existe aquele momento em que sabemos que gostamos de rapazes, é algo que se sabe, mas que podemos, ou não, ir negando. Falámos até sobre se eu estava a pensar em casar, ter filhos, ter relações sexuais com outro rapaz, se ainda tinha interessa em tê-las com uma rapariga...Enfim, libertou-se-me um peso enorme das costas, por contar à minha melhor amiga. Ela sentiu-se ignorada quando lhe disse que a Nê e o Miguel. Mas isso foi por causa das circunstâncias. No entanto, ela foi a primeira pessoa a quem contem cara a cara. E soube-me bem. Afinal, parece que a minha vida está a tomar um rumo...



sexta-feira, 15 de abril de 2011

Matemática...Oh, the doom!

Hoje de manhã acordei determinado em fazer os exercícios de matemática. Duas alíneas depois e já estava a desesperar. Não porque não conseguia fazer o resto, mas porque tinha perdido a vontade. Mas disse para mim mesmo que tinha de continuar a fazer os exercícios! Cheguei ao segundo exercício e fiquei a olhar para o papel. Comecei a pensar quando tinha de entregar o trabalho de férias, mas não me conseguia lembrar. Fui buscar o meu caderno. A data de entrega é dezasseis de Maio. Olhei para o papel onde tinha apontado os exercícios. Tenho de fazer vinte e seis exercícios até lá. Fiz umas contas rápidas e cheguei a uma conclusão. Daqui a dezasseis de maio são 28 dias, sem contar com este fim de semana e o dia de hoje. Então, tenho um mês (31 dias) para fazer 26 exercícios... Se fizer um exercício por dia, acabo uma semana ante da data de entrega. Limpei o suor da testa e corri para o PC. Estou farto de matemática... Mas como o K. me disse ontem e como toda a gente me está sempre a dizer, tenho de arranjar vontade para estudar... Não sei onde...

E houve outra coisa que não me saiu da cabeça. Um sonho que tive. Um sonho onde eu finalmente conhecia o meu Cavaleiro. Sonhei que estava no Parque das Nações, sentado em frente ao Tejo. Ele apareceu-me por trás, pousando as mãos nos meus ombros. De seguida, fê-las deslizar pelo meu peito, abraçando-me, e dando-me um beijo convidativo no pescoço. Depois, trincou-me levemente a orelha e sussurrou o meu nome. Daquela forma que só ele sabe fazer. Eu virei-me e beijei-o. Um beijo longo, demorado. Finalmente, ele sentou-se ao meu lado e pude vê-lo. Não me lembro da sua cara. Sempre que o tento fazer, apenas me lembro de uma imagem enevoada, como se os meus olhos estivessem húmidos e impossibilitados de ver com boa definição. Ele segurou-me a mão e falámos, rimos, relembramos. Depois ele passou a mão pela minha perna e levantou-se, apoiando-se no meu joelho. Ficou virado de frente para mim e voltou a beijar-me. Ele aproximou o seu corpo do meu e abraçou-me. Sussurrei o seu nome ao seu ouvido e ele beijou-me de novo o pescoço em resposta. Acordei com o nome dele nos lábios. Será que é ele o meu Cavaleiro? Não sei. Mas gostava que fosse.

sábado, 9 de abril de 2011

Sonhos

É raro eu partilhar os meus sonhos com as pessoas, até porque me acontece uma coisa que às vezes me compromete. Eu sempre fui um rapaz muito imaginativo. E dentro da minha cabeça existe um mundo (Hei, estou a referir-me a um grande conjunto de ideias, não estou a dizer que sou esquizofrénico...). E é neste mundo, na minha imaginação, onde eu me refugio muitas vezes para escapar àquilo que mais me incomoda na vida real. Tal como diz a música Brick By Boring Brick, dos Paramore: "You've build up a world of magic, because the real life istragic". Voltando aos sonhos, aquilo que me compromete é que a grande maioria dos sonhos que tenho, são como que o meu subconsciente a exprimir o que quer. E há certas coisas que eu tento não querer, para não me magoar. No entanto, alguns desses sonhos não são maus. E hoje acordei após um sonho que me deixou atordoado, a olhar para o tecto, a ver os minutos passar.
Nesse sonho, eu estava sentado nas escadas onde a minha turma costuma estar. De repente, sinto alguém mexer-se atrás de mim, mas era uma presença que me era familiar, confortante. Então, ele sentou-se, atrás de mim, com uma perna de cada lado do meu corpo. Eu envolvi-lhe as pernas com os meus braços e inclinei a cabeça para trás. Ele beijou-me, cumprimentando-me e eu voltei a olhar para a frente.Mas os meus olhos começaram a tentar ver-lhe a cara, mas eu não conseguia, apenas lhe via o corpo. E acordei. Era aquilo que eu queria. E disso eu sempre soube. Era momentos destes que eu queria, momentos destes que não tenho, momentos destes que espero ter um dia. E enquanto não os tiver, terei de desfrutar deles durante os meus sonhos, nesse mundo de magia que construí porque a vida real é trágica; apenas para acordar de seguida e sentir aquele vazio que sempre me acompanha e ao qual já quase me habituei, mas que me continua a dilacerar por dentro.

awesomeplace:

(via aviateurs < catch-fire)

sábado, 12 de março de 2011

I Dreamed a Dream in Time Went By

Acho que o título do post, apesar de ser a citação de parte de uma das músicas do musical Lés Miserábles, aplica-se. I dreamed a dream in time went by... Sonhei um sonho em tempos idos... Sonhei que as coisas não tinham mudado, sonhei que tudo estava como antes. Eu sentia que estava tudo diferente. Mas há coisas que cá continuam, sempre. Pequenas coisas, que acabam por fazer o meu dia. Sonhei que estava de olhos fechados e tinha de descobrir onde estava. Senti a frescura da areia da praia granulada nos meus pés descalços, ouvi as ondas do mar galgarem a margem graciosamente. Senti o cheiro salgado do mar. Comecei a imaginar o cenário à minha volta. Mas depois mudou. Os pés continuavam descalços e sentiam a frescura, mas desta vez das folhas de relva que cobriam o solo húmido. O cheiro do campo molhado após uma chuvada invadiu-me o nariz, e a minha mão passou pelo tronco rugoso e áspero de uma árvore. Sentia a sombra que a árvore fazia sobre mim, os raios de sol a serem filtrados e divididos pelas folhas, fazendo círculos imperfeitos mas belos no chão verdejante. Quando comecei a ver a imagem do local onde estava, voltou tudo a ficar negro, e soube que estava noutro sítio. Continuava descalço e sentia um chão um pouco áspero. Cascalho. Ouvi alguém correr ao meu lado. Sentia o cheiro subtil das pedrinhas e do metal do baloiço. Ouvi um comboio. Sabia onde estava: o pequeno parque infantil em frente à estação, perto da casa dos meus avós. Assim que comecei a imaginar o escorrega, o baloiço e o balancé, voltou tudo a ficar negro. Desta vez ouvia o rio. Os meus pés sentiam a madeira de um cais. A minha mão estendeu-se para o lado e pude aperceber-me que ao meu lado havia plantas do género de canas. Sim, sabia exactamente onde estava. tinha tirado algumas fotos com a Bia e o J.T. ali, ainda pouco tempo antes. Estava no Parque das Nações. Assim que comecei a vislumbrar o Tejo lá ao fundo, voltou tudo a ficar negro. Agora não sentia nada. Apenas um calor atraente, aconchegante. Espera. Oiço algo. Um coração a bater. Deve ser o meu. Sim, é o meu. Não. Oiço algo mais. Um frágil eco desse coração. Um pequeno coração mais fraco, mas já cheio de vida, batia compassadamente com o outro coração. Era o coração de um bebé que batia com o meu? Mexi-me. O ambiente à minha volta era pesado, como se estivesse debaixo de água. A minha visão era turva. Atrás de mim estava escuro. No entanto, conseguia ver uma luz faca, avermelhada à minha frente... Parecia... Parecia que a luz estava a atravessar uma barreira de pele. Olhei para o meu peito magro. Uma pequena luzinha branca trémula piscava ao ritmo do coração mais pequeno. Percebi onde estava. O coração que batia forte não era o meu, mas o da minha mãe. Eu era o bebé dono do coração mais fraco. Estava no útero, ainda por nascer. Ouvi as vozes abafadas dos meus pais. Alguém encostou a cabeça à barriga da minha mãe, para me ouvir. Tentei alcançá-la, mas tudo voltou a ficar negro. Continuava a ouvir um coração. A respiração. Sim, agora estava a ouvir o meu próprio corpo. Oiço uma voz, que nunca antes tinha ouvido, dizer que me ama. Abro os olhos para tentar ver quem foi. Quando o faço, acordo do sonho. O coração continua a bater A respiração continua igual. O tecto branco continua branco. Os lençóis bege continuam da mesma cor. O edredão vermelho continua vermelho. A cama branca continua branca. Os cortinados brancos continuam brancos. O chão de madeira continua castanho-claro. Tudo está como antes. Eu sou a mesma pessoa. Apenas sei mais sobre mim do que sabia antes. Mas isso está diferente. O conhecimento tem preço. E o conhecimento muda a nossa forma de ver a vida. As grandes coisas, pelo menos. As pequenas coisas agradáveis da vida: a praia, o campo, o parque infantil, o Parque das Nações, o calor do útero, o abrigo do meu próprio corpo e da minha mente... O amor que alguém poderia sentir por mim. Tudo isso continua o mesmo.