Mostrar mensagens com a etiqueta Bia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bia. Mostrar todas as mensagens

domingo, 14 de agosto de 2011

The End?

Depois de imensa conversa, e de se fazer de convidado o Miguel lá me conseguiu convencer a ir falar com ele. Ficou combinado para as 3, em frente ao café onde eu estava. Mas ele ficou surpreendido ao ver a Bia. Segundo ele, queria ter uma conversa comigo para "acabar tudo", como se as coisas ente mim e ele já não tivessem terminado há bastante tempo. A conversa foi assim:
- Olá. - Cumprimentou.
- Olá. - Cumprimentámos eu e a Bia.
- Preciso de falar contigo. - Disse ele.
- Então força. - Incentivei.
- Mas não é assim... - Comentou.
- Assim como? - Interroguei.
- Ai é? ´Tá bem. Adeus.
E ele virou costas.
- Uoi? Que se passou? Mas ele ´tá parvo? - Exclama a Bia.
- Então agora vais-te embora? - Inquiro.
- Vai atrás dele! - Aconselha a Bia.
Claro que não fui atrás dele. Afinal de contas, ele é que estava ansioso por falar comigo, não era eu que estava ansioso por o ouvir, muito pelo contrário. Pelos vistos ficou intimidado pela Bia. Ele sabe perfeitamente que ela iria saber da conversa de qualquer das maneiras! Mas mesmo que o problema fosse a presença dela, ele não manifestou tal problema. Simplesmente virou costas, sem explicar o que o estava a incomodar. Tanto pelo que sei, poderia ser ate o facto de estarmos naquele sítio, ou de eu ter aquela roupa vestida. De qualquer das formas, também não me voltou a mandar nenhuma sms. E é como disse, jogarei o jogo dele... com as minhas regras. Perdeu a última oportunidade de falar comigo. Ele afastou-se pelo seu próprio pé, sem explicar o porquê, apesar de ser ele o único a querer falar. Depois disto, é o fim. The end. Finito.

O resto do dia foi basicamente recordar esse momento épico. A Bia acha que ele se sentiu intimidado por ela. E não é caso para menos! Se foi isso, ou não, pouco me importa. Só sei que desta vez vou poder finalmente ficar em paz! Afinal, tudo bem que eu errei, mas demonstrei que estava arrependido. Mesmo depois disso ele espalhou por toda a gente o que se passou entre nós, e diz cenas totalmente... nem sei dizer, ficaremos por difamatórias acerca de mim e do meu namorado. Nop, isso eu não estou para aturar.

Enfim, lá passei uma boa tarde com a Bia. E comprei uns calções brancos que me ficam bem. Bom, pelo menos o Elijah aprovou-os, isso é que importa xP

Cheers! =D

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Recordações

Foi estranho, no mínimo, ter voltado a entrar naquela escola. Passei o cartão magnético, como sempre fazia antes de entrar. Com um estalido, o portão gradeado e pintado de verde destrancou-se. Empurrei-o com esforço. É mais pesado do que eu me lembrava! O porteiro continua distraído a olhar para o computador. Eu sigo caminho. Já fizera aquele percurso bastantes vezes. O meu destino? a Papelaria da escola, para comprar as matrículas. Olhei para a minha direita. Lá estava o sítio onde a turma se costumava reunir, em frente ao pavilhão onde tínhamos mais aulas. Ainda os podia ver, ali sentados no muro branco, a conversar, a rir... Olhei para o chão, sacudindo estes pensamentos da mente, e tirei os phones dos ouvidos, desliguei o mp3 e segui caminho pela esquerda. Também dava para ir pela direita... Mas não estava com muita vontade de enfrentar as memórias que aconteceram depois do lance de escadas à esquerda. Foi nessa zona que a Bia se agarrou a mim pela primeira vez a chorar por causa do namorado dela. Continuei, subindo as escadas que se postavam diante do pavilhão principal. Desde aí, era sempre em frente até chegar ao pavilhão onde se encontra a papelaria, a cantina, e o bar, logo depois de mais um lance de escadas. Relembro como a escola, construída por cima de terreno inclinado, está evidentemente projetada de modo a formar vários patamares. No primeiro e mais abaixo, está o pavilhão central e o pavilhão onde costumo ter mais aulas, no segundo estão outros três pavilhões de salas. Num desses pavilhões encontra-se a sala de teatro e noutro o auditório. No terceiro estão os laboratórios de Giologia, na ala esquerda do piso térreo, e o laboratório de geologia, mais pequeno (e na minha opinião acolhedor, apesar dos frascos cheios de animais preservados em etanol), encontra-se na parte mais à direita do pavilhão. Ainda nesse patamar, pode encontrar o campo, o pavilhão de ginástica e o bloco com os balneários exteriores. No terceiro, o último e mais alto patamar da escola, encontra-se o meu destino. Quando finalmente lá chego, comprimento a senhora, já familiar. Digo-lhe o que quero, os impressos para a matricula do 12º ano, e entrego-lhe o meu cartão da escola. Ela diz-me a quantia, eu pago, recebo o troco e olho para trás. Estão lá afixadas as notas. Caminho para lá, para ver as notas dos meus exames. Uma senhora de cabelos castanhos, com tons vermelhos escuros olha-me curiosa.
- És da turma da Sara? - Pegunta.
- Da Sara Borges? - Interrogo.
- Sim!
- Oh, sou sim!
- Sou a mãe dela!
- ah, eu sou o James.
E daaí, começámos a conversar, primeiro sobre a filha dela (uma rapariga que se importa mais com a vida social do que propriamente com a escola, apesar de ser inteligente. Nunca me dei muito com ela, mas já várias vezes trocámos ideias na aula de Biologia, quando nos sentamos no mesmo grupo no laboratório. Não é má pessoa, só nunca calhou darmo-nos mais vezes.). A conversa evoluiu, e tocou a turma, professores, a carreira que eu queria seguir. À saída, cruzei-me com a professora que me vai deixar mais saudades. A professora de Inglês. É uma mulher às direitas. Sabe impor respeito quando tem de ser, mas também gosta de brincar connosco e formou laços com a turma que nenhuma outra professora deve ter criado. Ela é realmente quase como uma avó (jovem, apesar de tudo). É uma mulher cheia de cultura geral, sempre pronta a aprender mais e a partilhar aprendizagens. Talvez seja por me identificar com ela que a guardo tão bem no meu coração. Mas enfim. Eu, a professor e a mãe da Sara falámos durante algum tempo, mas depois a professora, pedindo desculpa, ausentou-se, pois tinha uma reunião. A mãe da Sara ofereceu-me boleia. A princípio recusei educadamente, mas depois de lhe dizer mais ou menos onde eu moro, de ela ter dito que ficava de caminho e ter oferecido de novo, aceitei, agradecendo. A conversa continuou um pouco mais no carro.
- Pois... Mas é assim, a minha Sara é preguiçosa e já não sei o que hei-de fazer
- Eu também sou preguiçoso, e peco por isso... Mas enfim, se não trabalharmos agora, não temos oportunidades no futuro.
- Ah! Tu podes até ser preguiçoso, mas ao menos és jovem e já pensas assim! A Sara nem por isso...
Entretanto chegamos à passadeira em frente à minha rua. Anunciei que era ali a minha passagem, despedi-me e agradeci novamente a boleia. Cheguei a casa satisfeito com a visita que fiz à escola. Pousei os papeis em cima do móvel da sala, e sentei-me em frente ao computador. Já tinha uma sms do Elijah, e respondi-lhe.

E foi então que me caiu em cima. Daqui a pouco já estou de novo na escola. Mais um mês e pouco, e acabam-se as férias. E depois... Depois, posso finalmente ter-te nos meus braços :)

Cheers! =D

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pequenos Prazeres que Me Alegram

Já não me lembro de quando foi a última vez que fui às compras...

Hoje o pai e a mão levaram-me a mim e ao mano ao Fórum, para comprarmos a roupa para o casamento da Prima P. Assim que vi a Pull & Bear, corri para lá. Nem dez minuto depois e saí lá mais do que satisfeito! Pela primeira vez comprei Skinnies (Não sei se é assim que se escreve...). Lembrei-me do K., como é claro. É o tipo  de jeans que ele usa xP Nunca pensei que me ficassem bem a mim, mas experimentei. Então ficou assim a minha vestimenta: Skinnies escuras, quase pretas; sapatilhas de tecido escuro também, sem atacador, mas com os furos como se fosse suposto ter atacadores, mas é de elástico (e bastante confortáveis.); t-shir com decote em V e botões, de cor azul escura, com ricas finas brancas horizontais; camisa de um azul muito pálido, quase branco. E tive um bónus: comprei algo que já desejava há muito: um par de jeans brancos. Pronto, admito, também são sknnies, mas vá, ficaram-me mesmo bem...

Depois de ter escolhido a roupa, chegou a altura de a experimentar. Vi como aquilo que tinha escolhido me ficava bem, e a minha mãe deixou-me sozinho no camarote para trocar para a minha roupa. Eu nunca fui muito vaidoso. Quando me vejo ao espelho, costuma ser para fazer caretas a mim mesmo, ou para refilar com a minha juba. Já há algum tempo que não me via em tronco nu ao espelho. Por mero acaso, isso aconteceu lá no camarote de provas. A minha primeira reação foi "Who the fuck is that?!". Depois olhei mais atentamente. Pude reparar que já não se notavam as minhas costelas, como antes acontecia (para meu desagrado), pelos vistos estava a ganhar peso, a ficar com o corpo mais liso no lados. Mas isso contrastava com o relevo que se formava noutros locais. Abdominais sempre os tive definidos, nem muito demasiado, nem muito pouco. Abdominais típicos de nadador! Mas depois apercebi-me que os peitorais também estavam diferentes, mais definidos, mais cheios. Observei-me durante uns momentos. Senti-me tão bem com o meu corpo como nunca antes. E um pensamento me cruzou a cabeça: "E é todo dele...". Passando à parte em que eu deixo de ser pouco modesto acerca de mim mesmo...

Quando a mãe estava a escolher a roupa, isto já na C&A, ouvi a música que tocava. Um clique fez-se, ao ouvir a letra:
...So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you
E pensei logo em alguém... Reconheces, K.? ;P Eu reconheci, e pensei logo em ti! xD

Mais tarde, consegui arrastar a família toda até à Pans & Company (como eu disse: Pans, para os amigos). Pedi rapidamente o que queria, e delocquei-me para guardar uma mesa, enquanto observava a família a tentar lutar contra os menus que desconhecia por completo. Ri-me com a situação, olhando em volta. Havia bastante gente àquela hora no fórum. Provavelmente vinham do cinema, depois de assistirem ao Harry Potter and The Deathly Hallows Part 2.

E estou ansioso por experimentar a roupa nova... Estava a pensar convidar a Bia para ir ao cinema amanhã, ver o Harry Potter, aproveito e estreio as minhas Skinnies brancas e as minhas sapatilhas da Pull...

Cheers!! =D

domingo, 3 de julho de 2011

Vim agora mesmo do Karaoke...

... e foi brutal!!

Eu e a Bia cantámos duas músicas em conjunto: Stand By Me do Ben King e a Sweet Caroline do Neil Diamond. Na primeira ela estava um pouco tímida, mas na segunda lá cantou, se bem que agarrada ao meu braço... Acho que eu e ela nos tornámos o "casalinho" sensação do momento... Mal desconfiavam que ela é comprometida e eu sou gay... comprometido também, e por sinal, com alguém muuito especial ;)

Durante a maioria do tempo, estive a trocar sms com o Elijah, e, esporadicamente, a Bia "roubava-me" o telemóvel, lendo cada uma das sms, aprovando o que ele dizia e o que eu respondia. Ri-me com a  situação. E ocorreu um momento que nunca pensei possível... A dada altura ela inclina-se para a frente.
- Olha aquele rapaz da t-shirt verde, não é bué giro? - Pergunta.
Olhei na direção que ela apontou. Caracóis de um dourado acastanhado, alto, bem vestido... Encolhi os ombros.
- Tem o ar de sua graça... - Comento.
Mas não é quem eu gostava que fosse... termino para mim mesmo. Passado algum tempo, ela volta a inclinar-se e a falar.
- Oh, meu deus!! Eu agora olhei para o tipo da camisola verde e sorri-lhe e ele sorriu! Ai que fofo!
- Por amor à santa, controla-te mulher! - Respondo, rindo-me.
Nem dez minutos depois, lá estava ela de novo.
- Oh, olha para o rapaz da camisola da Chupa-chups, não é giro!! Atrás de ti!!
Tento olhar discretamente (ou seja, dei uma cana do caraças antes de conseguir ver o tipo).
- Mmm... Não é mau. - Mas sejamos realistas, havia melhores. E melhor, melhor, era mesmo só um...
Foi então que dei por mim. Eu estava a falar com a minha melhor amiga sobre rapazes? Desde quando é que isso não ia contra as leis da natureza? Ainda por cima com o pai mesmo ali ao pé? [E ele podia até nem ouvir a conversa por causa do som alto da música, mas ele percebeu que eu estava a observar...].

Mas então vem aquela música. Vinte Anos, do José Cid. É o tema da série Conta-me Como Foi, a minha série portuguesa preferida, gosto esse partilhado com o pai. De tal forma que essa música me faz sempre lembrar o pai. Claro, também me lembra a Bia, devido à letra, mas não consigo evitar pensar no pai quando oiço "vem, viver a vida amor, que o tempo que passou, não volta não. Sonhos que o tempo apagou, mas para nós ficou esta canção".

E finalmente, chegou o momento de eu ir cantar sozinho. It's My Life dos Bon Jovi. De início, sentia-me envergonhado. Mas assim que o meu pé começou a compassar ao som da batida, soltei a voz. "This ain't a song for the broken hearted, a silent prayer for the faith departed. And I ain't gonna be just a face in the crowd, you're gonna hear my voice when I shout it out loud!" Alguém atrás de mim comenta em voz alta: "Ele sabe!!". E sinto a adrenalina correr-me no sangue, solto a voz o mais que posso, marco o ritmo com a mão a bater na anca, desvio os olhos da letra que passa no ecrã, que sei tão bem de cor. Por todo o lado vejo olhares de aprovação e sorrisos de divertimento. Acompanham-me todos no refrão "It's my life, and it's now or never, I ain't gonna live forever, I just wanna live while I'm alive, it's my life, my heart is like an open highway, like Frankie said I did it my way, I just wanna live while I'm alife, it's my life". Pouco depois, chega a minha parte preferida. "Tenho de dar o tudo por tudo" penso. E chega finalmente a deixa. Tenho a certeza que algumas pessoas pensavam que a música tinha acabado, devido ao compasso de espera que se fez em que só se ouvia os instrumentos. Mas aparecem as letras no ecrã e eu canto com toda a garra "Better stand tall when they're calling you out, don't bend, don't break, baby, don't back down". A audiência assobia e dá-me os parabéns ruidosos brevemente, antes de me acompanhar de novo no refrão. Quando a música chega ao final, recebo aplausos. O meu ego subiu. Recordei ali porque gosto tanto de cantar. Porque me faz sentir... Não sei explicar. Apenas sei que me faz sentir como se estivesse na pele de uma personagem, como se a minha missão fosse transmitir uma mensagem, neste caso de poder e de diversão, não importa o que se cruze no meu caminho porque, afinal e apesar de tudo, "it's my life". Volto a sentar-me. O meu pai elogia-me. Aí, sinto a garganta arranhada. Faço um gesto rápido com a mão, como se estivesse a cortar a voz. Acho que amanhã vou acordar afónico. Mas se valeu a pena? Sim. Melhor sensação do que esta que tenho da voz depois de um esforço bem recompensado e agradado, só mesmo o que o Elijah me faz sentir. Aliás, ele é a razão pela qual canto. Ele faz-me sentir vivo o suficiente para fazer as coisas de que mais gosto. E não sei como agradecer a isso! Terás de te contentar com um "amo-te" sentido e verdadeiro, mio caro x)

Cheers! =D

sábado, 2 de julho de 2011

KARAOKE!!!

image

Hoje, mais uma vez vou ao Karaoke com o pai. Mas agora a Bia também vem! =D

Aposto que vai ser divertido ;)

Hoje passei o dia com a Bia, e falámos de tudo um pouco - acerca da minha decisão de me assumir perante a família, acerca do que sinto pelo Elijah, acerca do namorado dela... Enfim, de tudo um pouco.

Quando a deixei em casa liguei ao Elijah. A primeira vez que falámos por voz desde que começámos o namoro. Eu estava tão nervoso! Mas podem ler tudo sobre esse momento aqui. ;) Tivemos os nossos momentos românticos, como sempre temos :)

Enfim, que mais há para dizer...? Não muito, estou de férias e o movimento é pouco... Mas provavelmente terei mais episódios engraçados para contar depois do Karaoke com a minha melhor amiga e com o meu pai.

Cheers!!! =D

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ontem, depois do jantar, fui a casa do Padrinho. Ele faz anos no primeiro dia de verão! (Odeio o novo acordo Ortográfico... Tive de reescrever a palavra "Verão"... --')

Foi engraçado, diga-se de passagem (Apesar de ter estado boa parte do tempo a trocar sms, mas ora, isso também deu o ar de sua graça à situação :P). Assim que perdi num jogo contra o Primo D., seis anos mais novo que eu, desisti daquilo. Fiquei-me por observá-los a jogar... A reaprender, pois parece que, numa qualquer altura da minha vida, fiquei velho demais para conseguir jogar alguma coisa de jeito... Quando saímos de lá ainda fomos às compras (e o pai e a mãe quiseram à força toda que eu largasse o telemóvel [que era o da mãe...]). Quando cheguei a casa, ainda tive tempo de reparar o bom humor de uma pessoa ;)

Hoje acordei com muita coisa na cabeça...

Primeiro, acordei com vontade de trocar carícias com alguém. (Resultado das imagens que o Elijah me mostrou de "rapazes" [Leia-se tipos todos bons] em momentos de tirar o folgo e de fazer dizer "So cute :3"). Lá tive que me resumir a enrolar-me um pouco mais nos lençóis e a apartar a almofada nas minhas mãos.

Depois, recordei-me de algo que aconteceu no dia de ontem. Já se tinham passado quase dois meses. Dois meses, desde a última vez que por ali estive. E o meu pai passou com o carro mesmo lá ao lado. Fomos ao Vasco da Gama fazer compras, que ficava perto da casa do Padrinho e da Tia I.. Passei por sítios que me trouxeram recordações. Passei por aquelas escadas onde se deu aquele primeiro contato... Lembras-te, K.? x) Na altura tive um bocadinho de receio de despertar certos sentimentos... Mas quando olhei para aquele sítio, senti, não uma melancolia, como seria de esperar, mas uma nostalgia - Aquele sentimento que temos, quando recordamos algo e sentimos saudades desses bons tempos. E que bons tempos foram!

E depois de ter lembrado isso, não com lágrimas nos olhos, mas um largo sorriso genuíno na cara, sentei-me na cama. A minha mente divagou, e lembrei-me daquela canção que cantaria aos meus filhos. Aquela canção cuja letra só eu sei (para além de mais uma pessoa... ;P), e cuja melodia apenas eu conheço. Fiquei com vontade de fazer mais qualquer coisa do género.

Finalmente, fiquei assustado com um pensamento meu. Qual foi esse pensamento? "Conta hoje aos teus pais aquilo que até agora não tiveste coragem de contar". A verdade é que sempre quis contar-lhes, mas os medos das consequências levavam a melhor. Desta vez, fiquei foi assustado com o facto de estar a perder o medo dessas consequências... Estranho? Eu explico. Sem o medo das consequências, posso fazer algo de que me arrependa, e ser apanhado de surpresa com isso porque não pensara nas consequências... Mas algo dentro de mim me faz perder esse medo de lhes contar. Algo dentro de mim que cresce a cada hora que passa quer simplesmente contar-lhes. E isto adveio de uma pergunta que o meu próprio Padrinho me fez, sem se aperceber da forma como me deixou. Estava eu a falar por sms com a Bia e com o Elijah, quando o Padrinho se aproximou. "Então, andas a namorar?!". O coração caiu-me do peito e desviei o olhar do ecrã, desligando-o apressado (e estupidamente) porque estava exatamente aberto numa mensagem que o Elijah tinha mandado sobre o meu "medo de magoar alguém" [Talvez explique isto melhor, um dia, mas pronto...]. O Padrinho era a primeira pessoa que me tinha perguntado aquilo sem ser naquela forma, a que eu chamo a "Pergunta Terrível": "Tens namorada?". Estava com um bocadinho de esperanças... E respondi com a verdade: "Não, não namoro, tio! haha." Ao que ele responde: "Oh, então? Já está na altura certa!". Na minha mente ecoavam outras palavra "Já está na altura certa de lhe contar". Mas estávamos no meio da sala, rodeados de gente... Acabei por desistir. Se foi obra do acaso ele não ter referido a palavra "namorada" ou "menina", não sei, mas sei que me parece uma opção um pouco mais viável.

Odeio quando tenho estes sentimentos contraditório:
  • Gostava de amar e ser amado, mas tenho medo de magoar quem amo;
  • Gostava de seguir aquele meu sonho, mas tenho medo do desconhecido;
  • Gostava de contar aos meus pais, mas tenho medo das consequências, e quando tal não acontece, tenho medo de não as temer...
Enfim...

Cheers! :)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Afinal...

Eu e ele tínhamos planos para Segunda-feira. Mas afinal não vamos ter a casa toda só para nós, que é dia St.º António, feriado em Lisboa. O pai e a mãe estão em casa, e não temos aquela privacidade tão desejada... Mas nada nos impede de estarmos juntos, ir dar uma volta, possivelmente antecipar aquele passeio a Sintra. Os planos de ficar no sofá a ver o filme, continuam de pé, apenas foram adiados hehe. Enfim.

Hoje estive com a Bia. Ela voltou a fazer-me perguntas constrangedoras, mas desta vez o assunto era mesmo um pouco embaraçoso para mim... Enfim, perguntas sobre como tinham corrido as coisas com o Miguel.

Agora é a parte que vão de certeza achar estranha. Há pouco tempo, eu dizia que queria riscar o Miguel da minha vida. Agora... Bom, o Miguel é o "ele" de quem tenho falado. Enfim, a vida às vezes dá umas volta um bocado maradas. A verdade é que, apesar de amar o K., isso não está posto em causa, sempre senti alguma coisa pelo Miguel. E pode-se dizer que é uma relação amor-ódio... Bom, o que se passa é que as coisas que ele me disse me atingiram com tanta força por terem sido vindas dele. E há gente que acha estranho (nomeadamente a Jú e a Bia, que são as únicas que sabem disso...) que eu e ele estejamos juntos. Sim, ultimamente temos transparecido que apenas nos odiávamos, mas as coisas nem sempre foram assim. Eu e ele sempre fomos muito próximos. E já antes tínhamos estado próximo de chegar ao "nível seguinte" se é que me entendem... ter algo mais que uma amizade. Mas na altura não me sentia muito pronto para isso. De facto, há pessoa que comentam que eu e o Miguel às vezes parecia que nos dávamos muito bem, e que outras aparentávamos estar a ter uma discussão de casal.

Retornando à conversa com a Bia... Ela, como já disse achou estranho eu estar com o Miguel. E depois começou a fazer perguntas embaraçosas com só ela sabe fazer:
- Então conta tudo!
E eu contei. Que estávamos sozinhos em minha casa, a ter uma conversa de amigos. Eu estava sentado ao computador e ele por trás de mim, pousou-me as mãos nos ombros e segundos depois, estava a beijar-me o pescoço. Daí à boca não foi muito tempo. Eu deixei-me levar pelo momento, e fomos para a cama. Entretanto a Bia disse que não queria mais pormenores para além do beijo. E eu não dei. Dois minutos depois estava a suplicar que lhe contasse o que tinha acontecido. Às vezes até a mim me surpreende o quão direta aquela rapariga é. Sem hesitar, sem "bla bla whisckas saquetas bla bla Napoleão bla bla", sem rodeios, ela vai logo ao cerne da questão. Perguntou-me as perguntas certas. O que tinha feito depois de o ter beijado, o que tinha feito quando fomos os dois para a cama na quarta, o que tínhamos feito no sofá da sala, na banheira cheia de água... Enfim... Como disse o K., andámos a "fazer coisas que não são para a nossa idade"... E mais não digo, que o resto da conversa foi assim, entre faces vermelhas e risos nervosos. [e estaladões com um caderno que ela me deu, enquanto gritava em plena rua: "AHAHA!! Se até tu já fizeste isso, eu já posso fazer à vontade, que eu não queria ser a primeira a perder a virgindade". Cristo, as situações em que ela me mete... Enfim.

Um conselho: nunca contem a uma rapariga que têm uma vida sexual ativa. Ela vai querer fazer tudo. Mas literalmente tudo. Cometi o "erro" de falar nisso a duas e agora não me largam a perna...

Nota mental: tenho de me deixar de escrever (e dizer) muitas vezes a palavra "enfim"... Está a tornar-se um tique desagradável... LOL.

Cheers!! =D

terça-feira, 24 de maio de 2011

I'm in a bad mood...

É raro eu estar de mau humor. O teste intermédio de matemática não me correu bem. É a primeira vez em muito tempo que um teste não me corre bem. E qual foi o problema? Distraí-me a gerir o meu tempo, já que não tinha o meu relógio tão amado que me foi dado pelos anos no pulso... Enfim... Mas essa é apenas uma das razões. Depois do teste, a Bia veio ter comigo. Perguntei-lhe como lhe tinha corrido o teste. Ela olhou-me. É estranho quando consigo perceber exatamente o que uma pessoa está a pensar apenas olhando-a nos olhos. Eu trinquei o lábio e suspirei de inquietação. Ela percebeu que eu tinha percebido e começou a chorar. Não lhe correra bem o teste. Mas eu sabia que algo mais estava errado. Detetei que havia outro motivo para ela estar ali comigo e não com o B., o namorado dela. Mas ela também percebeu isso, e informou-me que ela tinha acabado com ele.
- Quê?! - Perguntei. - Porquê?
- Estávamos a discutir, ele mandou-me para o c****o, eu dei-lhe uma chapada e ele bateu-me. E depois acabei com ele.
Eu fiquei estupefacto e mudei rapidamente de assunto, voltando ao teste, animando-a um pouco. Ela começou a queixar-se que já não ia seguir com matemática como queria, depois daquele teste.
- Oh, Bia, não sejas parva! - Argumentei. - Se deixasses de viver a tua vida por cada vez que ela te desse um obstáculo, nunca a viverias! Além disso, isto só te vai fazer forte e tentar ainda mais para o próximo.
Ela acabou por me dar razão. Mas na minha cabeça matutava o que ela me tinha contado sobre o B. Odeio, seriamente, odeio quando as pessoas usam a violência. Mas odeio ainda mais quando a usam em quem não merece! Fiquei enjoado com o tipo, digo desde já. E depois ainda me dizem que eu não tenho muitos motivos para não gostar dele, já que nem o conheço... Conheço-o bem demais, arriscaria dizer.
O dia foi um pouco assim... Quero dizer, continuei a rir com os meus colegas, por dentro, sentia-me desapontado e enraivecido. E de repente, sem saber bem como, senti-me perdido... Algo que já há muito não acontecia. Senti-me perdido. E não gosto de me sentir assim...
Enfim...

Cheers!! :)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A pain in the neck...

Ontem teu e a Bia começámos a falar do Miguel. Ele contou-lhe que eu estava chateado com ele. E ela tentou defendê-lo. Mas parece que ele omitiu convenientemente as palavras duras que me tinha dirigido... Até porque a Bia ficou surpreendida quando lhe contei as coisas frívolas que ele me havia dirigido, e deixou de estar tanto do lado dele. Ela chegou a dizer inclusive que ele gostava era de mim, e não do namorado dele. Enfim, se o que ele faz é a sua maneira de demonstrar que gosta de mim, realmente não quero ver quando ele me odiar... E ontem recebi uma outra sms dele. Disse que tinha acabado com o namorado. Lindo, mais uma vítima colateral que fica magoado por causa dele. Sinceramente, acho que ele queria que eu tivesse pena dele, mas conseguiu exatamente o oposto. Tenho é pena do ex-namorado dele, que se deve estar a sentir usado como um objeto, tal como eu me senti. Por mais que eu queira esta história acabada de vez, parece que estou condenado a que ela me persiga para onde quer que eu vá... E depois eu também recebo danos colaterais, porque sinto-me culpado pela magoa que o ex-namorado dele possa estar a passar. Se eu não tivesse cortado relações com o Miguel, ele nunca teria acabado com o rapaz... Mas que posso eu fazer?! Nada. Até porque nem o conheço. E se voltasse a perdoar o Miguel por causa disso, só estaria a tornar as suas palavras verdadeiras: "Tu só me perdoas-te por pena!". Ele disse isto porque eu comentei: "Se não tivesse sido por eu ter conhecido o K., acho que não te daria outra oportunidade". Talvez até soe como se eu o tivesse perdoado por pena, mas isso fui eu que não me fiz entender bem. O que eu senti foi que a vida me tinha dado uma oportunidade e pensei que, já que eu tinha tido essa mesma oportunidade, talvez pudesse dar uma ao Miguel. Escusado será dizer que aprendi com o erro...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Como Nunca Antes...

O dia passou-se bem. Com a Jú é sempre a rir. Relembrámos sexta-feira, quando ela comprou uma maçã e me disse:
- Gosto das maçãs como gosto de ti. Duras.
- Elá! - Rio, surpreendido. - Isso em inglês ficaria algo como... I like apples just like you: Hard.
Mas prontos, coitada, ela, para além de já ter namorado, não faz muito o meu género... E sim, ainda há o pormenor que eu também já estou comprometido x) Mas isso ela não precisa de saber...

Mas hoje aconteceu algo que nunca antes eu tinha feito. No fim das aulas, caminhava rua acima, em direção a casa. O Sol do fim de tarde bateu-me nos olhos. Olhava em frente, observando os reflexos que a luz fazia. Fechei os olhos e respirei fundo, imaginando o K., junto a mim. A rua estava vazia, e começo a cantar a Jungle Drum da Emiliana Torrini. Sinto-me tão bem. Como nunca antes. Como nunca pensei ser possível. Quando terminei, ouvi o silêncio, quebrado apenas por um ou outro carro a passar. E no silêncio, ouvia a sua voz, calma, conversando comigo, naquele banco em frente ao Mondego imaginário... Quero gritar ao mundo o quanto o amo, o quanto quero estar com ele neste momento e nos que se aproximam. Mas o mundo, não, as pessoas do mundo, não me deixam fazê-lo, com essas mentes ignorante e fechadas, que desprezam tudo o que foge às regras por elas inventadas.

Por sorte, nem toda a gente é assim, e tenho alguns amigos com quem contar. Por exemplo, ontem, contei ao M. que tenho um namorado. O M. é um rapaz em quem sempre confiei. Pervertido, mas que surpreende com os valores que defende. Eu sabia que ele tinha uma amiga bissexual e que, para ele, isso não era motivo para deixar de ser amigo dela. Ele perguntou:
- Tens namorada?
- Não... - Respondo.
- Então como me vais explicar o teu nick [do msn] a dizer aquela data e a terminar no "amo-te"?- Então, não há muito a dizer... Gosto de uma pessoa... E estive ontem com essa pessoa. - Informo.
- E posso saber quem é a menina? - Interroga.
- Não é uma menina. - Comento.
- Ah, então quem é o rapaz? xD - Graceja.
- Mora perto do Porto, não conheces... - Digo.
- Não sabias arranjar mais longe? - Pergunta.
- Olha, quando não consegui arranjar cá... - Respondo.
- Mas estás a falar a sério, bro? - Inquire, surpreendido.
- Sim.
- Oh... Apanhaste-me um bocado de surpresa. Mas sabes que por mim isso não é problema, e terás sempre o meu apoio no que quer que faças.
Ele sempre foi alguém que enfrentava a vida com um bom senso de humor (que algumas vezes tocava o macabro), e sempre se caracterizou por alguém com uma mente bastante aberta a novas ideias e muito pouco preconceituoso. Eu digo que muitas vezes as pessoas surpreendem-nos, porque nunca saberemos como é suposto elas agirem em determinada circunstância até estarem a passar por ela. O M. já tinha passado por uma situação semelhante e tinha reagido bem, por isso senti-me confortável a contar-lhe.

Ontem, descobri também que uma amiga de longa data, que tem uma irmã Gémea e se chama I. também é homossexual. Quando ela me contou, também lhe confessei qual a minha verdadeira orientação sexual. Ambos ficámos surpreendidos, porque nenhum de nós fazia a mínima ideia desse facto acerca do outro...

Enfim, até agora, tem sido sempre boas notícias, sem contar com aquele desentendimento (permanente) com o Miguel, e com o facto de a Bia achar que o B. está a agir de forma estranha...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Coisas que me dão cabo do juízo...

Ainda não voltei a falar com a Bia, mas falei com o J.T., que ficou surpreendido por lhe contar que ela e o namorado estavam com problemas. Ao que parece, como o J.T. é da turma deles, viu-os já bem um com o outro, agarradinhos como nada se tivesse passado. Isso dá-me nervos! como é que aquela rapariga consegue sofrer tanto por causa dele e, ainda assim, deixar que ele lhe dê a volta, que haja como se nada se tivesse passado! É por isso que ele não aprende a mudar para melhor, porque acha que pode fazer o que quer e bem lhe apetece com ela, que a Bia vai continuar a comer-lhe da mão. E o mesmo serve para ela, que não aprende de vez que o tipo lhe faz mais mal do que bem. Até agora eu fiquei calado, melhor, calado não fiquei, mas não me impus. Neste momento, é a única coisa que vou fazer. Não vou pedir-lhe para escolher entre a minha amizade e a relação que tem com o namorado (Vamos chamar-lhe B., que é o melhor.). No entanto, vou expressar de uma vez por todas o desagrado com que vejo a relação deles. Ela disse-me que só queria morrer! E no dia a seguir, já está tudo bem?! Isso, a meu ver, não é nada saudável! Apetece-me torcer o pescoço ao B.. Como costumo dizer: "Ele que se ponha manso, ou corto-lhe o ganso!". E fico frustrado ao ver que ela só vê nele o que quer ver. O problema é que o que ela quer ver não corresponde à realidade. Estou de rastos com isto.

O que me vale é que amanhã vou estar com o K.... Sempre vai dar para desanuviar um bocado... Ou muito, enfim x). Sobre o dia de amanhã, estou com uma ansiedade enorme! E como já referi, medo de não estar à altura das expetativas dele. Mas bom, ele já disse que são medos infundados. O tempo é que não está no seu melhor... Quem diria que ontem esteve um calor abrasador. Hoje esteve trovoada, chuva... Mas pronto, não há mesmo bela sem senão. Para ser sincero, no clima já não confio, com estas mudanças súbitas...

Ansioso e na expetativa do dia de amanhã.

Cheers! =D

Tic-Tac(-Toe)

Na minha cabeça soa-me o Tic Tac do relógio, contando os minutos para estar com ele. Faltam exatamente vinte e três horas e trinta e oito minutos (no momento em que escrevo isto). Quanto ao título do post... Agora, sempre que me lembro do tic-tac de um relógio, acrescento sempre o "-toe"... É o nome inglês para o jogo do galo ;)

Estou ao mesmo tempo ansioso e assustado que o dia de amanhã chegue. Mais ansioso do que assustado, para dizer a verdade, mas tenho medo de não estar à altura dele... Bom, à altura dele não vou estar de certeza, que ele tem mais dez centímetros que eu... Enfim... x) Mas o que quero dizer é que tenho receio de não corresponder às expetativas dele... Mas ele arriscou ao enviar-me o mail onde confessava o que sentia por mim, por isso, sinto-me bem em arriscar amanhã. Aliás, sinto-me muito bem... Tão elétrico que até a stôra de Inglês comentou que eu estava muito agitado. "Ragdoll, hoje tirou o dia para se portar mal, foi?!", disse ela, naquele seu tom de repreensão maternal que nos faz, ao mesmo tempo, encolher de medo e sorrir de agrado. Acho que o K. não se vai sentir um namorado lá muito orgulhoso quando ler isto, não é...? xD

Que mais aconteceu? Ontem a Bia teve uns problemas com o namorado. Só para verem como aquele tipo é execrável, quando ela precisava do apoio dele, por andarem a difamá-la sem fundamento, ele ainda lhe atirou coisas à cara que não eram verdade. Para além de ele dar mais valor às palavras dos outros do que às dela, ainda teve uma cena de ciúmes. Ela estava tão mal que disse algo que me deu pesadelos... Ela disse que só tinha era vontade de morrer. E esta noite, sonhei que estava com o K., no parque das nações, e estávamos a conversar quando me ligam. Era a minha mãe, a dizer-me que a Bia se tinha matado. Eu fiquei em estado de choque, e deixei cair o telemóvel. O K. aproximou-se de mim, preocupado a perguntar-me o que se tinha passado. Gaguejei-lhe o que tinha acontecido e atirei-me nos seus braços a chorar com a cabeça enterrada no seu peito. Acordei a chorar. Bah, há exatamente oito anos que não acordava de um pesadelo a chorar... E quando acordei, só queria sentir aquele abraço... Felizmente, a Bia está bem, graças a Deus... Voltei a adormecer pouco antes da hora de acordar, e assim que o fiz, mandei uma sms ao K...

Tenho de ir almoçar. Depois sou capaz de postar qualquer coisa sobre como correu o resto da tarde.

Cheers!! =D

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Bia

Como já contei, anteontem, revelei à minha melhor amiga, Bia, que sou gay. Ela pareceu apoiar-me. Na sequência de uma conversa onde ela me perguntou se eu ia contar aos meus pais eu disse que para já ainda não, porque era algo para o que tinha de me preparar. E ela respondeu, transcrevo as suas palavras:
"Não é uma coisa que se conte do dia para a noite, e tens de ter a certeza das coisas. É como te digo, tu ainda és novo, podes apenas estar confuso, mas se achas que não, então eu apoio-te, obviamente. Não é por gostares de pessoas do mesmo sexo que tu, que vais ser menos do que os outros, porque não és. Para mim serás sempre o meu melhor amigo, gay, hetero, bi, whatever, o que intressa é o que és por dentro. Mas, tal como os hetero, tens de saber fazer as tuas escolhas e nao te deves inibir, porque tens direito a ser feliz e, se estar ao lado de um homem é o que te faz feliz, então força, nao te deves privar de nada, principalmente de seres feliz. E, sim, tens de ter a certeza de que as coisas com ele vao dar certo, porque é complicado, podes vir-te a arrepender e ninguém quer que isso aconteça. Pensa best, tens muito tempo, a tua vida ainda agora começou, e o que está em jogo é a tua felicidade, e é mesmo como te digo, NUNCA deixes que ninguém te diga o que deves fazer ou o que é melhor para ti. Isso cabe a cada um de nos decidir, e se tu te sentes melhor a ter um relacionamento com um homem, qual é o problema? Todos temos direito à felicidade e devemos lutar por ela. Não vais estar com uma mulher só porque fica bem na sociedade, não te deixo :c . Tens de escolher o que queres. E eu vou estar sempre aqui, e ninguém te vai recriminar por isso... estamos no século 21 -.- já ninguém liga a isso, até já se podem casar :b. E comigo podes sempre contar, OBVIAMENTE :P sou a tua best, para sempreeee +.+ e a mulher da tua vida ahaha. E fico muito feliz, e bastante lisonjeada por me teres confiado esta espécie de segredo :) ."

Passei a fase de estar confuso sobre mim mesmo. Mas agora tenho a certeza de quem sou. E tenho a certeza do que sinto por ele, e isso é uma das melhores coisas que já me aconteceu na vida. Este discurso da Bia tocou-me imenso. Infelizmente, ainda há gente que não pensa como ela. Mas fico feliz por saber que afinal sempre há pessoas neste mundo que usam a cabeça para pensar, e não para inventar desculpas para repudiar outras pessoas.

Cheers! =D (and special hugs... :3)



sábado, 16 de abril de 2011

Cavaleiro

Adormeci a pensar nele, e nele sonhei esta noite. Sonhei que estava numa floresta e comecei a ouvir uma música. A notas fluídas chegavam-me aos ouvidos familiares e inconfundíveis, era o som de um piano que eu ouvia. Segui o som e finalmente encontrei-o a tocar. Era a música que tanto adoro, aquele dueto entre a Emily e o Victor, no filme The Corpse Bride. Sorri ao vê-lo e ao ver-me também ele sorriu. Tentei alcançá-lo, mas quando mais passos em frente eu dava, mais longe ele ficava. Chamei por ele, mas ele continuou a afastar-se. A música tinha parado, e eu tentava chegar mais perto, mas ele continuava tão longe... Estou chateado com o meu subconsciente por me ter feito isto...

Recebi uma chamada pouco depois de ter acordado. Uma chamada que me aliviou o aperto no peito. Era a Bia, a minha melhor amiga. Queria que eu fosse com ela ao McDonald's, mas acabámos por combinar ir ao Forum Sintra, que abriu à pouco tempo. Ainda não tínhamos lá ido, mas aquilo está fantástico. Comprei uma carteira nova na Pull&Bear, uma carteira do género daquelas que eu já andava a namorar à meses por causa de um amigo meu. E comprei também um par de ténis ao género de All Stars na modalfa. Não vou gastar um balúrdio em ténis de marca quando por um preço muito mais acessível tenho exactamente o mesmo produto... Eu quis ligar ao meu pai para nos ir buscar de carro, mas ela insistiu para que fossemos a pé... Cedi aos seus pedidos. E não em arrependo de nada. Pelo caminho fomos falando. Conversa puxa conversa, e acabei por lhe contar que sou gay. Ela ficou surpreendida, disse que era estranho, mas que não tinha problemas nenhuns com isso. Conversámos um pouco mais sobre o assunto, respondi a todas as perguntas que ela me fez. Finalmente, ela perguntou-me se eu gostava de alguém. Eu fiquei baralhado. O nome do Cavaleiro veio-me logo à cabeça. Ela percebeu que sim, que havia e perguntou-me se era um rapaz. Respondi afirmativamente. Perguntou-me o nome dele, e eu disse. Perguntou-me se eu gostava mesmo dele. É confuso... Estou naquela altura em que gosto, mas, ao mesmo tempo, ainda sou capaz de recuar sem dificuldades. É aquela atração que sinto por ele, aquela atração que pode dar em algo mais ou num beco sem saída. Ela comentou de novo que era estranho estar a falar naquilo. Eu ri-me, respondendo: Claro, então imagina como eu me sinto. E ela comentou: "Pois, não deve ser fácil...". E falámos um pouco mais, sobre a vida, sobre como não existe aquele momento em que sabemos que gostamos de rapazes, é algo que se sabe, mas que podemos, ou não, ir negando. Falámos até sobre se eu estava a pensar em casar, ter filhos, ter relações sexuais com outro rapaz, se ainda tinha interessa em tê-las com uma rapariga...Enfim, libertou-se-me um peso enorme das costas, por contar à minha melhor amiga. Ela sentiu-se ignorada quando lhe disse que a Nê e o Miguel. Mas isso foi por causa das circunstâncias. No entanto, ela foi a primeira pessoa a quem contem cara a cara. E soube-me bem. Afinal, parece que a minha vida está a tomar um rumo...



sábado, 12 de março de 2011

I Dreamed a Dream in Time Went By

Acho que o título do post, apesar de ser a citação de parte de uma das músicas do musical Lés Miserábles, aplica-se. I dreamed a dream in time went by... Sonhei um sonho em tempos idos... Sonhei que as coisas não tinham mudado, sonhei que tudo estava como antes. Eu sentia que estava tudo diferente. Mas há coisas que cá continuam, sempre. Pequenas coisas, que acabam por fazer o meu dia. Sonhei que estava de olhos fechados e tinha de descobrir onde estava. Senti a frescura da areia da praia granulada nos meus pés descalços, ouvi as ondas do mar galgarem a margem graciosamente. Senti o cheiro salgado do mar. Comecei a imaginar o cenário à minha volta. Mas depois mudou. Os pés continuavam descalços e sentiam a frescura, mas desta vez das folhas de relva que cobriam o solo húmido. O cheiro do campo molhado após uma chuvada invadiu-me o nariz, e a minha mão passou pelo tronco rugoso e áspero de uma árvore. Sentia a sombra que a árvore fazia sobre mim, os raios de sol a serem filtrados e divididos pelas folhas, fazendo círculos imperfeitos mas belos no chão verdejante. Quando comecei a ver a imagem do local onde estava, voltou tudo a ficar negro, e soube que estava noutro sítio. Continuava descalço e sentia um chão um pouco áspero. Cascalho. Ouvi alguém correr ao meu lado. Sentia o cheiro subtil das pedrinhas e do metal do baloiço. Ouvi um comboio. Sabia onde estava: o pequeno parque infantil em frente à estação, perto da casa dos meus avós. Assim que comecei a imaginar o escorrega, o baloiço e o balancé, voltou tudo a ficar negro. Desta vez ouvia o rio. Os meus pés sentiam a madeira de um cais. A minha mão estendeu-se para o lado e pude aperceber-me que ao meu lado havia plantas do género de canas. Sim, sabia exactamente onde estava. tinha tirado algumas fotos com a Bia e o J.T. ali, ainda pouco tempo antes. Estava no Parque das Nações. Assim que comecei a vislumbrar o Tejo lá ao fundo, voltou tudo a ficar negro. Agora não sentia nada. Apenas um calor atraente, aconchegante. Espera. Oiço algo. Um coração a bater. Deve ser o meu. Sim, é o meu. Não. Oiço algo mais. Um frágil eco desse coração. Um pequeno coração mais fraco, mas já cheio de vida, batia compassadamente com o outro coração. Era o coração de um bebé que batia com o meu? Mexi-me. O ambiente à minha volta era pesado, como se estivesse debaixo de água. A minha visão era turva. Atrás de mim estava escuro. No entanto, conseguia ver uma luz faca, avermelhada à minha frente... Parecia... Parecia que a luz estava a atravessar uma barreira de pele. Olhei para o meu peito magro. Uma pequena luzinha branca trémula piscava ao ritmo do coração mais pequeno. Percebi onde estava. O coração que batia forte não era o meu, mas o da minha mãe. Eu era o bebé dono do coração mais fraco. Estava no útero, ainda por nascer. Ouvi as vozes abafadas dos meus pais. Alguém encostou a cabeça à barriga da minha mãe, para me ouvir. Tentei alcançá-la, mas tudo voltou a ficar negro. Continuava a ouvir um coração. A respiração. Sim, agora estava a ouvir o meu próprio corpo. Oiço uma voz, que nunca antes tinha ouvido, dizer que me ama. Abro os olhos para tentar ver quem foi. Quando o faço, acordo do sonho. O coração continua a bater A respiração continua igual. O tecto branco continua branco. Os lençóis bege continuam da mesma cor. O edredão vermelho continua vermelho. A cama branca continua branca. Os cortinados brancos continuam brancos. O chão de madeira continua castanho-claro. Tudo está como antes. Eu sou a mesma pessoa. Apenas sei mais sobre mim do que sabia antes. Mas isso está diferente. O conhecimento tem preço. E o conhecimento muda a nossa forma de ver a vida. As grandes coisas, pelo menos. As pequenas coisas agradáveis da vida: a praia, o campo, o parque infantil, o Parque das Nações, o calor do útero, o abrigo do meu próprio corpo e da minha mente... O amor que alguém poderia sentir por mim. Tudo isso continua o mesmo.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Que constrangedor...

O dia de hoje correu muito bem. Se tirarmos certas coisas que ocorreram... Bom, começando a história pelo início, fui sair com o meu melhor amigo e a minha melhor amiga, o J.T. e a Bia. Fomos dar uma volta pelo Vasco da Gama e pelo Parque das Nações. Até aí tudo bem, mas, conversa puxa conversa e acabei a comentar que o rapaz que gostava de mim já me tinha esquecido. Eu estava cheio de vontade de lhes contar sobre mim, mas esperei um pouco mais, para saber as suas reacções. O J.T., como sempre, quando o assunto o incomoda, simplesmente fica calado. A Bia, diz o que não deve... Ela comentou logo "Mas que o rapaz era gay já todos sabiam!" e não se ficou por aqui, continuando "Já viste o que era, eu ter um melhor amigo gay? Bah, que horror". Nesta altura estávamos a atravessar a estrada e eu só dizia para comigo "oh, deuses do Olimpo, por favor, façam com que aquele carro avance e me leve desta para melhor...". Mas ela ainda não tinha dito tudo o que tinha a dizer: "Claro, mas se fores gay, não precisas de ter medo de admitir, que eu não tenho nada contra isso, até porque o meu cantor preferido [George Michael... sim, o vocalista dos Wham!, sim, essa é aquela banda que cantava o "wake me up, beforee you go-go..."] é homossexual...". Ela olhou falou num tom como se desconfiasse de algo. Lembro-me de ela me ter contado que o rapaz que gostava de mim lhe tinha dito que eu precisava dela neste momento e que precisava que ela passasse tempo comigo. Tenho medo que ele lhe tenha contado a razão pela qual eu necessito do apoio dela... Foi um momento um bocado constrangedor. E eu fiquei calado, sem lhe responder nada, como que num impasse. Acho que transmiti a mensagem que há algo que lhe estou a esconder. Isso não me agrada, porque ela é completamente honesta comigo e conta-me tudo o que se passa na vida dela (incluindo as cenas mais eróticas que ocorrem com o namorado mas que não incluem sexo...). E nisto, não sei o que fazer... contar-lhe, não contar... Já estive mais certo da minha decisão, mas, neste momento, sinto-me isolado e perdido.