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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Uma das piores coisas que me podem fazer...

Vou começar pelo início do dia... Mas para perceberem a história, tenho de voltar um pouco atrás no tempo.
Há uns tempos atrás, tive uma conversa com a Nê, bastante privada sobre muita coisa. Bem, foi já depois de lhe ter contado que sou gay. Ora, falámos de tudo um pouco, e acabámos por tocar no assunto do Miguel. Disse-lhe o que já mencionei aqui no blogue, que não olhava para ele da mesma forma que ele olha para mim e outras coisas, enfim, essa não é a parte mais importante. A parte mais importante é que eu lhe falei na forma como eu me sentia não só acerca do Miguel, como também acerca de ser quem sou.
O Miguel soube disso, por mero acaso. Mas começou logo a querer saber tudo! E há certas coisas que eu não lhe contei porque não me sentia à vontade para lhe dizer e não o queria magoar com certas informações. Mas ele foi logo falar com a Nê e teve o descaramento de dizer que tinha de saber essas coisas, e que eu não precisava de lhe esconder nada. Eu apenas lhe disse que tinha os meus motivos para não partilhar certas coisas com ele e... Bom, aqui admito, eu fui muito bruto, porque lhe disse que ele não tinha nada que se meter na minha vida, que ele não tinha nada que saber tudo da minha vida e que só voltaria a falar-lhe quando aprendesse a respeitar a minha privacidade. Mas é essa uma das piores coisas que me podem fazer: não respeitar a minha privacidade nem as minhas decisões de manter certos assuntos entre um ou outro amigo. Passei-me dos carretos, passo a expressão...
Claro, também há a agravante de que eu, ultimamente, tenho andado pouco tolerante a pessoas que façam algo de que eu não gostos... Parece irónico, já que tenho de aguentar muitas bocas dirigidas a homossexuais sem que o locutor perceba sequer que as está a dirigir a mim? Pois, mas é precisamente por causa dessas bocas que eu fiquei mais intolerante a certas coisas... Começa a acumular... Eu posso ser alguém positivo e optimista, mas não deixo de ser uma pessoa e não sou de ferro. E deixa-me revoltado não poder simplesmente ser quem sou por causa dos preconceitos da sociedade...
Falando de coisas mais leves, hoje ri-me imenso com a Jú. Quando passamos os intervalos juntos, acabamos sempre a rir com os sons duvidosos que fazemos, ou com as conversas e/ou gestos porcos que temos. E hoje aconteceu algo que acho que ela não se apercebeu... Ela pagou-me um gelado daqueles de gelo, que se tem de chupar... Pois, já estão a ver onde vai dar a conversa? E eu deixei-me levar e pensei: "caramba, vou ser quem sou, se ela achar estranho que eu esteja a falar como se gostasse de estar com um rapaz, não vou negar nada, vou ser quem sou.". E isso aconteceu já dentro da sala de aula. Ela estava com uma bola de futebol e uma de voleibol na sala, a guardá-las. Estava a segurá-las com os pés, até que eu lhas tirei e ela faz o comentário: "gostas de brincar com bolas!" Eu ri-me e respondi: "Mmm... I like banana!" Ela riu-se do comentário e começa a apontar para a sala: "olha tens ali!" E eu respondo: "A do Ed?! Nãã..." Entretanto, um colega nosso aproxima-se, e fica em pé, à minha frente, a pedir qualquer coisa ao Ed e ela diz: "ou então tens aí o D., que está mais perto... Mas também tens atrás de ti..." Ela referia-se a um colega nosso que estava a jogar no PC lá da sala e que estava por trás de mim. Eu olho para o namorado dela, que também está distraído com o jogo. "pois, porque a banana [digo a palavra banana com sotaque inglês] do Tiago já te pertence..." E ela agarrou-se a ele, a dizer que sim e eu ri-me. Nunca lhe disse que sou gay, e acho que ela não percebeu que sou... Nunca perguntou, por isso nunca disse. Mas ainda sonho com a altura em que posso falar abertamente sobre a minha sexualidade sem receio...

Me likes banana... xD [ainda bem que mantenho o meu bom-humor... não sei como sobreviveria sem ele...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Teenage Dream

O meu dia ainda vai a meio, mas não consegui evitar fazer um update. Ora, aula de educação física, pouco produtiva fio: teste seguido de auto-avaliação. Sim, e depois, ainda tentei jogar volei, mas pus-me a cantar a Teenage Dream, e a "We are familly, all my brothers, sisters and me". Na aula de Inglês, lemos uns textos e fizemos exercícios nos primeiros quarenta e cinco minutos e começámos a ver o filme Blood Diamonds nos segundos quarenta e cinco minutos. Apareceu uma cena com o Leonardo DiCaprio em toalha... Ele tem um corpo tão apetitoso... +.+ (mas não o trocaria pelo Luke Macflarane... xD).
Ora, na aula de inglês, antes de começarmos a ver o filme, decidi guardar as minhas coisas. Eu e o Gui sentamo-nos na última carteira da fila junto às janelas. Atrás de nós fica um espaço, onde costumamos por as coisas, lá ao canto. Eu torci-me, para ir buscar a mala, e o Gui, nas brincadeiras dele, fez a minha cadeira arrastar. Eu desequilibrei-me e, para não cair, segurei-me ao que pude. Ergui a cabeça e olhei para onde eu me tinha agarrado. O ombro dele... Tinha as duas mãos apoiadas no ombro dele, e ele continuou a olhar em frente, com indiferença. E eu tenho dificuldades em explicar o que senti. Bom, há uns tempos, o meu coração teria acelerado por estar a tocar-lhe, mas acho que desta vez foi mais pelo susto de ele poder fazer alguma pergunta a que eu tivesse que responder... BOm, não importa. Depois da aula, saímos da escola, para irmos para casa. Entretanto, cruzei-me com a Nê. E ele comentou "Então, daquela fonte já não bebes tu, hun?". Ao que eu respondo "Pois, não bebo e já não quero beber...". E ele pergunta "Então porquê?". Demorei dois segundos a responder, mas na minha cabeça, o meu cérebro batalhava entre duas respostas: a) porque sou gay; b) porque desisti de perseguir algo que não ia dar a lado nenhum. Ambas são verdade, se formos a ver bem... Mas optei pela b)...
Podem achar estranho, eu estar com medo de contar... Mas eu contaria que sou homossexual se as circunstâncias fossem diferentes. E já tinha tido uma conversa semelhante com o Elijah/Patrick mas ainda ontem conversei com o K. sobre isso. Ele comentou que se tivesse um namorado, seria mais fácil de contar às pessoas e eu concordei, afirmando que, se tivesse um namorado, teria muito mais a perder em manter segredo do que se contasse às pessoas que sou gay. Porque se eu me apaixonar por alguém, essa pessoa seria tudo para mim e o risco de a perder por não me assumir, para mim não vale a pena. e pronto... oh tenho de ir fazer o almoço. Esparguete salteado com bife e cogumelos... Mmmmm... querem um bocadinho? xD

Wherever you are, whomever you are, I know you're somewhere, I know there's a Teenage Dream for me in the world. And I know I'll also be your perfect Teenage Dream.

Cheers! :D

Digam lá se ele não é mesmo um pão...? +.+

sexta-feira, 11 de março de 2011

Incrível e i[Nê]sperada

Devem-se perguntar: "Mas o que é que este marmelo está a fazer a escrever no blog às duas e meia da matina?" Aconteceu algo que eu não consegui esperar para contar. Bom, hoje pus-me à conversa com uma amiga que conheci há coisa de um ano... Bom, o nome dela é Nê. Eu trato-a assim, pelo menos ;p Estávamos na conversa e acabei por me descuidar com o que disse, devido à conversa que estávamos a ter. Acabei por lhe dizer que havia algo a preocupar-me. Ela propôs então um jogo que já não fazíamos à muito tempo, para nos conhecermos melhor. Ela dizia uma coisa sobre ela algo que ela achava de mim e eu dizia outra coisa sobre mim ou que achava dela, em troca. Bom, até que acabei por lhe confessar a minha orientação sexual. Primeiro tive receio da sua reacção, medo que me rejeitasse... Mas, para minha surpresa, ela ficou entusiasmada. Tinha umas quantas perguntas para me fazer sobre o assunto. Eu, desde que a conheci, que senti que podia confiar nela. Parece que as expectativas estavam certas. Ela é simpática, afável, preocupada, sincera, modesta... Claro, também diz ser uma pessoa egoísta e egocêntrica... Aqui entre nós, é a modéstia dela a falar...

Bom, o que descobri é que tenho alguém com quem desabafar. Ela já se voluntariou para me ouvir quando eu precisar. Claro, é uma relação mútua, que eu também estou cá para a ouvir... Mas fez-me sentir bem, perder a noção do tempo. Estivemos desde as 22h até agora sempre a conversar... Também já lhe mostrei o Blogue. Não sei, senti que o poderia fazer. Sei que posso confiar nela. Claro, podem dizer "tem cuidado, não confies demasiado nas pessoas, podes desiludir-te". Sim, também pensei nisso, mas acho que a Nê não me vai desapontar.

E assim, deixo um Obrigado enorme e um beijo à Nê ;p

P.S. Uma músiquinha que ela me (re)mostrou, a propósito de uma conversa em que confessámos gostar do Sol...