domingo, 17 de abril de 2011

Ele é aquele que...

... me faz rir quando sinto que nunca o conseguiria fazer;
... me faz sentir triste quando está em baixo;
... me faz sentir alegre quando está contente;
... me faz querer não estar em casa, pois estou longe dele;
... me faz querer entrar no msn todos os dias para falar com ele;
... me faz sonhar acordado, a dormir, ou quando estou num estado intermédio;
... me faz ficar no estado intermédio entre acordado e a dormir;
... me vicia incontrolavelmente;
... me vem à cabeça quando quero estar com alguém especial;
... me vem à cabeça quando estou a divagar de forma sonhadora;
... me faz suspirar pelos cantos da casa;
... me faz cantar como se não houvesse amanhã;
... me faz saltar alegre pelo quarto;
... me desenha um sorriso no rosto sempre que me cruza o pensamento;
... faz a minha vida parecer um sonho;
... me faz sentir leve como um dirigível cheio de hélio;
... faz o meu coração palpitar mais depressa quando diz o meu nome;
... me faz derreter sempre que me diz algo carinhoso;
... me faz sentir culpado por lhe roubar tempo para as tarefas que tem para fazer;
... me faz sentir desejado por permitir que eu lhe roube tempo para as tarefas que tem para fazer;
... me faz falta quando estou sozinho;
... me faz sentir medo de o perder;
... me faz querer abraçar e ser abraçado...
Mas não um abraço qualquer. Um abraço daqueles especiais.
Ele é aquele meu cavaleiro.


P.S.: tinha mesmo que escrever sobre isto... Está a levar-me à loucura. Uma doce e agradável loucura positiva.

Vou fingir que te abraço até chegares aqui...

Emily

Ontem quis experimentar a placa digital para fazer desenhos no PC. Tentei desenhar a Emily, a noiva cadáver. No entanto, o paint não me dá muita liberdade. Por isso, decidi tentar no photoshop. a única coisa que fiz foi usar a ferramenta "Lápis" e "Borracha", como se fosse na folha e papel. Saiu-me uma noiva cadáver estilizada, um pouco diferente da original, mas ainda assim, optei por publicar, para darem a vossa opinião. Então, o que acham? [Cliquem na imagem para ver no tamanho original (1024x768 pixeis)]

"Abraços daqueles especiais"

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Like this...?

Better Wake Up Ever!

Hoje de manhã acordei. Tinha sonhado com a minha stôra de matemática a corrigir o meu teste e a dar-me para a mão uma nota tão miserável como 0,8... Preferia ter sonhado com o Cavaleiro... Bom, apesar disso, fiz a minha rotina: liguei o computador, lavei a cara, pus a password para iniciar sessão no computador, fui comer e fiz um exercício de matemática. Acho que as soluções do Caderno de Actividades estão erradas... Provavelmente sou eu que fiz mal, mas o que eles lá têm não faz sentido nenhum... Adiante! Quando acabei o exercício, olhei pela janela e pensei: "Mmm... Acho que vou, finalmente, andar um bocadinho de bicicleta...". Vestia  minha camisola azul escura e os meus calções e estava a começar a calçar-me quando repenso. "O pai e a mãe não estão em casa, foram à missa... Se calhar vou esperar por eles, para depois não ficarem preocupados por não me encontrarem aqui...". 

Dito e feito, vim para o computador fazer tempo. Iniciei sessão no Blogger, no Tumblr e no Msn. Verifiquei se tinha e-mails. "Sim, e-mail a dizer que tenho comentário no blogue, e-mail de comentário no blogue, e-mail... Oh, espera... Este aqui foi alguém que me escreveu!". Eu fico sempre contente por receber e-mails. É quase como receber uma carta. Fiquei ainda mais curioso, porque era um e-mail do Cavaleiro. Eu li-o e fiquei parado, durante uns segundos. Voltei a ler. Não, ainda não acreditava. Reli uma vez mais. Olhei para o remetente. Sim. Era ele. Ecoava-me na cabeça uma única frase "Não acredito que o meu Cavaleiro me disse isto!". Ele havia-me falado que se sentia confuso acerca de alguém, que não tinha a certeza se estava a formar laços de amizade com essa pessoa, se estava a formar alo mais. E confessou-me que essa pessoa era nem mais nem menos do que eu. Escrevi-lhe um e-mail a responder, mas não sem antes rever de novo se tinha sido mesmo ele a enviar aquele e-mail. Yap, foi mesmo ele.

É-me difícil acreditar nisto, mas é por boas razões. Ele é uma pessoa que me faz rir com coisas que normalmente não fariam. Quando ele se sente em baixo, eu sinto-me preocupado e tento animá-lo (geralmente consigo, felizmente...). Quando ele está alegre, sinto-me feliz com isso. Sinto-me também confuso, porque não esperava sentir-me assim por alguém, em tão pouco tempo. Será que é algo mais do que amizade? Não me importava nada que fosse. É uma questão de ver onde vai dar esta estrada. MAs a Katy Perry estava certa, quando cantava na sua firework: "Maybe a reason why all the doors were closed, so you could open one that leads you to the perfect road". Até agora todas as portas se tinham fechado na minha cara. Será que esta é a que me leva à estrada perfeita?

E volto mais uma vez a ler aquele e-mail, que fez as delícias do meu dia...

sábado, 16 de abril de 2011

Cavaleiro

Adormeci a pensar nele, e nele sonhei esta noite. Sonhei que estava numa floresta e comecei a ouvir uma música. A notas fluídas chegavam-me aos ouvidos familiares e inconfundíveis, era o som de um piano que eu ouvia. Segui o som e finalmente encontrei-o a tocar. Era a música que tanto adoro, aquele dueto entre a Emily e o Victor, no filme The Corpse Bride. Sorri ao vê-lo e ao ver-me também ele sorriu. Tentei alcançá-lo, mas quando mais passos em frente eu dava, mais longe ele ficava. Chamei por ele, mas ele continuou a afastar-se. A música tinha parado, e eu tentava chegar mais perto, mas ele continuava tão longe... Estou chateado com o meu subconsciente por me ter feito isto...

Recebi uma chamada pouco depois de ter acordado. Uma chamada que me aliviou o aperto no peito. Era a Bia, a minha melhor amiga. Queria que eu fosse com ela ao McDonald's, mas acabámos por combinar ir ao Forum Sintra, que abriu à pouco tempo. Ainda não tínhamos lá ido, mas aquilo está fantástico. Comprei uma carteira nova na Pull&Bear, uma carteira do género daquelas que eu já andava a namorar à meses por causa de um amigo meu. E comprei também um par de ténis ao género de All Stars na modalfa. Não vou gastar um balúrdio em ténis de marca quando por um preço muito mais acessível tenho exactamente o mesmo produto... Eu quis ligar ao meu pai para nos ir buscar de carro, mas ela insistiu para que fossemos a pé... Cedi aos seus pedidos. E não em arrependo de nada. Pelo caminho fomos falando. Conversa puxa conversa, e acabei por lhe contar que sou gay. Ela ficou surpreendida, disse que era estranho, mas que não tinha problemas nenhuns com isso. Conversámos um pouco mais sobre o assunto, respondi a todas as perguntas que ela me fez. Finalmente, ela perguntou-me se eu gostava de alguém. Eu fiquei baralhado. O nome do Cavaleiro veio-me logo à cabeça. Ela percebeu que sim, que havia e perguntou-me se era um rapaz. Respondi afirmativamente. Perguntou-me o nome dele, e eu disse. Perguntou-me se eu gostava mesmo dele. É confuso... Estou naquela altura em que gosto, mas, ao mesmo tempo, ainda sou capaz de recuar sem dificuldades. É aquela atração que sinto por ele, aquela atração que pode dar em algo mais ou num beco sem saída. Ela comentou de novo que era estranho estar a falar naquilo. Eu ri-me, respondendo: Claro, então imagina como eu me sinto. E ela comentou: "Pois, não deve ser fácil...". E falámos um pouco mais, sobre a vida, sobre como não existe aquele momento em que sabemos que gostamos de rapazes, é algo que se sabe, mas que podemos, ou não, ir negando. Falámos até sobre se eu estava a pensar em casar, ter filhos, ter relações sexuais com outro rapaz, se ainda tinha interessa em tê-las com uma rapariga...Enfim, libertou-se-me um peso enorme das costas, por contar à minha melhor amiga. Ela sentiu-se ignorada quando lhe disse que a Nê e o Miguel. Mas isso foi por causa das circunstâncias. No entanto, ela foi a primeira pessoa a quem contem cara a cara. E soube-me bem. Afinal, parece que a minha vida está a tomar um rumo...



sexta-feira, 15 de abril de 2011

The Corpse Bride

The Corpse Bride [A Noiva Cadáver, em português], é um dos meus filmes de animação preferidos. E não é por acaso que recebeu prémios nessa categoria. Conta a história de Victor (Johnny Deep), um jovem prestes a casar com Victoria (Emily Watson. Num acto de desespero, após um ensaio de casamento que correu mal, ele foge para os bosques, tentando recitar os seus votos. Quando finalmente o faz, coloca a aliança no ramo de uma árvore. Horrorizado, depressa se apercebe que não era o ramo de uma árvore, mas sim o dedo da Noiva Cadáver Emily (Helena Bonham Carter), que possuía o anel. Uma história que dá um novo significado à palavra "até que a morte os separe", está repleta de intrigas, desgostos amorosos, recuperações alegres, e é marcada por um final glorioso. Com lágrimas à mistura, e risos em fartura, esta obra prima de Tim Burton é, para mim, um clássico.

A Noiva Cadáver é na minha opinião uma das mais belas personagens femininas animadas. Diriam vocês: então e a loira Cinderela ou Bela Adormecida, e a formosa Branca de neve? Não. A Noiva Cadáver tem o seu próprio e inigualável encanto. A sua voz é dada por Helena Bonham Carter, conhecida pelo seu papel como Bellatrix, nos filmes Harry Potter e por participar em quase todos os filmes que o seu marido, Tim Burton, realiza. No entanto, esta não é a minha única personagem preferida. Danço (e canto) sempre ao som da Remains of The Day, cantada por Bonejangles (Danny Elfman), um esqueleto com um só olho, mas com imensa pinta de jazz. Outra das personagens notáveis é o Maggot, um verme verde que habita na cabeça da Noiva Cadáver, uma clara e sádica paródia ao Grilo-Falante que servia de consciência a Pinóquio. Como podem ver, é um filme bastante rico, quer musicalmente, quer graficamente.


Eu adoro esta música de piano... Este é o meu instrumento preferido, e esta música toca-me imenso sempre que a oiço.

Aqui está o Dueto de piano.

Aparte

Postei agora o primeiro Capítulo da história Uma Pitada DeSall, no blogue Histórias da Arca no Sótão. Para aqueles que estão acostumados a seguir as minhas histórias, são capazes de reparar que o meu estilo de escrita mudou um bocado, para não dizer muito, em relação às outras histórias. Isto acontece porque, para as outras histórias, tive influências de alguns autores. Nesta, optei por tomar a liberdade de usar um tipo de escrita que me vem por natureza, mas que raramente uso aqui no blogue. Acho que o facto de escrever no Presente, para além de o fazer na primeira pessoa do singular, ajuda o leitor a ambientar-se à história, a entrar dentro da narrativa, a sentir o que a personagem principal sente. É uma experiência que quis fazer, veremos se dá bom resultado.

O que achas de mim.

Disseste-me o que achavas de mim. Usas-te as palavras de outra pessoa. As palavras que outrora haviam usado para me descrever. Palavras duras, dilacerantes. Tinha de mim próprio uma imagem diferente. Para mim, eu era alguém que lutava por fazer o que está certo, alguém que lutava por não magoar as pessoas, alguém com princípios de justiça, amizade, carinho, que seguia incondicionalmente. Mas quando mais de uma pessoa diz, como tu disseste, que eu não sou nada disso, que apenas magoei as pessoas, que a minha amizade foi uma perda de tempo, quando usas aquelas quatro palavras que outrora já haviam usado para exprimir o que sentes acerca de mim, percebo que algo está errado nessa visão que tenho de mim mesmo. Numa ultima tentativa de me manter forte, digo, de cabeça erguida, que o que me dizes não me atinge, porque eu não ligo ao que me dizem quando a intenção é magoar. Mas na verdade, sinto o peito apertar-se, no reconhecimento que sou algo que nunca quis ser, que sou o contrário do que defendo, que não sou melhor que aquelas pessoas injustas e maliciosas que corrompem o mundo. Digo-te as últimas palavras que espero dirigir-te: "Faz o que quiseres da tua vida, faz o que quiseres para te vingares de mim, não quero saber.". E não. Não quero saber, apenas quero. Quero que te vingues. Quero que destruas o que resta de mim. Porque o que resta de mim não é melhor do que aquelas pessoas injustas e maliciosas que corrompem o mundo. E aquelas palavras ecoam na minha cabeça, aquelas palavras que me disseste e que me deitaram abaixo, para o fundo de um posso mais profundo que nunca. Ecoam na minha cabeça aquelas palavras que usaste para exprimir o que sentes de mim, e que transparecem o que sinto também de mim. Sinto-me lentamente ser corroído por tudo isto. Sinto o meu coração ceder ao lamento da minha alma. Perco a esperança de um dia vir a ser alguém com aqueles valores nobres que eu tanto admiro. Perco a esperança de voltar a ser eu. Que se passou comigo? O que mudou em mim? Como me tornei nesta pessoa aos teus olhos? Porque me fizeste tornar-me essa pessoa aos meus próprios olhos?

E ecoam aquelas palavras. Aquelas quatro palavras, que deitaram o meu mundo abaixo.
E já não me sinto digno de dizer que sou um humano, porque perdi toda a humanidade que nunca tive.

Aparte

Os dois últimos capítulos de A Minha Melodia 2 acabaram de ser publicados no blogue Histórias da Arca no Sótão.

Matemática...Oh, the doom!

Hoje de manhã acordei determinado em fazer os exercícios de matemática. Duas alíneas depois e já estava a desesperar. Não porque não conseguia fazer o resto, mas porque tinha perdido a vontade. Mas disse para mim mesmo que tinha de continuar a fazer os exercícios! Cheguei ao segundo exercício e fiquei a olhar para o papel. Comecei a pensar quando tinha de entregar o trabalho de férias, mas não me conseguia lembrar. Fui buscar o meu caderno. A data de entrega é dezasseis de Maio. Olhei para o papel onde tinha apontado os exercícios. Tenho de fazer vinte e seis exercícios até lá. Fiz umas contas rápidas e cheguei a uma conclusão. Daqui a dezasseis de maio são 28 dias, sem contar com este fim de semana e o dia de hoje. Então, tenho um mês (31 dias) para fazer 26 exercícios... Se fizer um exercício por dia, acabo uma semana ante da data de entrega. Limpei o suor da testa e corri para o PC. Estou farto de matemática... Mas como o K. me disse ontem e como toda a gente me está sempre a dizer, tenho de arranjar vontade para estudar... Não sei onde...

E houve outra coisa que não me saiu da cabeça. Um sonho que tive. Um sonho onde eu finalmente conhecia o meu Cavaleiro. Sonhei que estava no Parque das Nações, sentado em frente ao Tejo. Ele apareceu-me por trás, pousando as mãos nos meus ombros. De seguida, fê-las deslizar pelo meu peito, abraçando-me, e dando-me um beijo convidativo no pescoço. Depois, trincou-me levemente a orelha e sussurrou o meu nome. Daquela forma que só ele sabe fazer. Eu virei-me e beijei-o. Um beijo longo, demorado. Finalmente, ele sentou-se ao meu lado e pude vê-lo. Não me lembro da sua cara. Sempre que o tento fazer, apenas me lembro de uma imagem enevoada, como se os meus olhos estivessem húmidos e impossibilitados de ver com boa definição. Ele segurou-me a mão e falámos, rimos, relembramos. Depois ele passou a mão pela minha perna e levantou-se, apoiando-se no meu joelho. Ficou virado de frente para mim e voltou a beijar-me. Ele aproximou o seu corpo do meu e abraçou-me. Sussurrei o seu nome ao seu ouvido e ele beijou-me de novo o pescoço em resposta. Acordei com o nome dele nos lábios. Será que é ele o meu Cavaleiro? Não sei. Mas gostava que fosse.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Aparte

Capítulo 7 e 8 da história A Minha Melodia 2 acabadinhos de publicar no Blogue Histórias da Arca no Sótão.

Sorri!

Ontem foi uma das primeiras coisas que um amigo me disse quando falei com ele. Sorrir ajuda, de facto [Sim, K., desobedeci ao acordo ortográfico outra vez, mas a palavra "fato" é diferente da palavra "facto"! Grrr. Lol]. E há uma caraterística minha com a qual eu tenho uma relação de amor-ódio. Como assim? Bom, quando alguém me diz "Sorri!" eu não consigo evitar um sorriso rasgado! Já aconteceu que eu estava chateado com uma pessoa, essa pessoa me disse para eu sorrir e eu não consegui evitar. Por isso odeio essa minha caraterística. Mas depois, acontece como aconteceu ontem. Eu estava em baixo e ele disse: sorri! E o meu mundo ficou melhor. [Chispa, K., continuo demasiado lamechas, hun? x)]. Mas estou a falar a sério, ter sorrido (e rido) com as coisas engraçadas que ele dizia, ajudou imenso a melhorar o meu humor! E por causa dele, sempre que oiço a apalavra "Smeagol" começo-me a rir [oh, prontos, lá está -.- Já me estou a rir outra vez... xD]. Isto fez-me pensar. Posso não ter o meu cavaleiro, mas até o encontrar, em vez de me deixar ir abaixo, devia deixar que pessoas como ele me fizessem rir, para esquecer esses tormentos desta vida. E assim deixo um obrigado a ele, que sabe muito bem quem é ;P , por me te ajudado naquela altura, e a todos aqueles que me têm apoiado e feto rir ao longo dos anos. Ele diria que estou a ser romântico, eu diria que estou a sr lamechas, de qualquer das formas, sei que estou a ser honesto. :)

Cheers!! =D

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Aparte

Capítulo 5 e 6 de A Minha Melodia 2 adicionados ao blog Histórias da Arca no Sótão.

Woke up on the wrong side of the bed...

Sim, hoje devo ter acordado com os pés de fora. Tenho estado calado, sem falar com o meu irmão, o que até é costume fazer quando estamos sozinhos em casa. Sem vontade de jogar... Apenas me quero refugiar no meu Mundo. Mas já nem aí me sinto bem. Agora até já no meu mundo sinto o vazio que me persegue. Tento pensar em coisas animadas, tento que isto não me deite abaixo. Mas simplesmente já não consigo ignorar este sentimento. Já não consigo lutar mais contra isto, pelo menos não por enquanto. Tentei repelir isto com sorrisos e com o bom-humor e resultou, por momentos, por breves instantes. Aquelas piadas, aquele "on and off" constante deixa-me no peito um doce sentimento a nostalgia. Já não sei o que faz parte da realidade, nem o que faz parte do meu mundo. O meu mundo está a perder terreno, a fundir-se com a realidade, a absorver e a ser dominado pelos problemas, pelo vazio que reina este mundo real. E, para compensar essa perda, a minha imaginação começa a criar no mundo real coisas que não existem e que são desmanchadas, dilaceradas por esta vida cruel e injusta, apenas criando mais perdas que me afectam ainda mais. Quero voltar a definir barreiras, preciso do meu cavaleiro que proteja as muralhas do meu santuário, do meu mundo, da minha imaginação, que me escapa a cada dia que passa arrancada pelas mãos invisíveis, obscuras, profanas e maliciosas do abandono. E a minha imaginação começa a criar no mundo real coisas que não existem e que são desmanchadas, dilaceradas por esta vida cruel e injusta.

Até lá, vou escrevendo, esperando não perder o meu dom por causa da amargura que agora se tenta apoderar de mim. Não quero ser aquela pessoa frívola, aquela casca vazia por dentro, que deambula sem vida pelos recantos deste mundo.
"Let's go all the way tonight, no regrets, just love, (...) you and I will be young forever"
[Katy Perry - Teenage Dream] 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ohhhhhh....



Sinto-me como o Stweie: hahahahahahaha... ohh, now I feel sad...

Afinal o meu pai não pode trazer o computador. Ele foi lá à inauguração da nova Worten, a promoção era por um dia... Mas parece que eles tiveram lá um problema com o sistema de pagamento multibanco, ou houve uma incoerência qualquer com os cartões multibanco? Não percebi bem, só percebi que afinal não há computador para ninguém, por agora. Mas está para breve... Acho eu.

Sou uma pessoa um bocado estúpida, porque ás vezes comparo coisas que me acontecem sem importância no dia-a-dia a coisas maiores. Por exemplo, este pequeno azar que ocorreu, fez-me lembrar que estou com azar no geral da minha vida. Comparo-me a uma folha, que anda sempre à berma do abismo. Uma pequena brisa, e caio, batendo no fundo. E cá estou eu, agora deprimido por causa de um computador -.- Bom, não é só por causa disso, é por causa de muito mais, o computador foi apenas a brisa que me empurrou. Sinto-me em baixo e frustrado. Isto já devia estar para vir à muito...

P.S. Peço desculpa, K., se ler este post te afectar negativamente... Não é minha intenção, but that's how I feel.

YAAAAAAAY!!!!

Tenho uma novidade cinco estrelas!!! O meu querido papá vai-me comprar HOJE um computador novo!! *.* Só me apetece andar aos pulos pela casa!! Cristo, é um sonho tornado realidade! Provavelmente ficarei inactivo durante umas horas, para instalar aquilo... E vem com o Windows 7!!! *.* aiii, vai ser o meu amor!! A pular assim vou bater contra o tecto da casa, de certeza! x) Ok, Ragdoll, calma... calma... Tenho de enterrar a cara numa almofada para gritar e libertar toda esta energia!! AAAAAHHHH!!

P.S.: É oficial, eu sou louco. xD

Paternidade, entre outras coisas.


*_________* <3 <3 <3
Ontem, após ter conversado um pouco com o K. sobre relações e sobre jubas [pelos vistos a minha juba era diferente daquela que ele tinha imaginado... xD], o Patrick comentou sobre o quão adoráveis eram os bebés. Eu concordei e, mais uma vez, fiz transparecer a minha vontade de ser pai. Mas ele apontou-me um problema: "Mas a criança poderia ser gozada na escola por ter um pai gay.". Claro, eu já tinha pensado nesse aspecto... Acho que seria o único inconveniente de ter um/a filho/a. Mas depois pensei, bom, eu gostava de ser pai, e educar os meus filhos da melhor maneira que pudesse. Claro, eles poderiam sofrer de represálias, por terem dois pais homossexuais, mas acho que eu também os educaria para saberem enfrentar essas situações de cabeça erguida. E depois ele apontou outro senão: "não achas que seria confuso para a criança ter pai-pai em vês de mãe-pai?". Não me parece, já que, como seria educada apenas por dois pais, para essa criança seria natural ter dois pais. "Mas e então quando comparar a sua família à dos colegas?". Pois, para uma criança pequena, seria normal sentir-se um pouco confuso, mas, eu dir-lhe-ia: "Sim, filho, tu tens uma família diferente, especial. Nem todos os homens gostam de homens. Normalmente os homens gostam de mulheres. Mas o teu pai e eu gostamos um do outro, amamo-nos tal como o pai e a mãe do teu amigo se amam um ao outro, nisso não há diferença.". E quando fosse mais velho, já não teria tantos problemas em compreender o que se passa à sua volta. E ainda há pouco tempo, vi no The Ellen Degeneres Show, um homem que foi convidado pela Ellen para lá ir falar, porque foi um dos que defendeu o casamento entre homossexuais, num estado americano cujo nome não me recordo. Eu fiquei orgulhoso: um homem normal, sem preconceitos, a lutar pela felicidade dos outros. E no final do seu discurso a favor do casamento entre homossexuais, ele revela o seu último argumento: "E para aqueles que acham que um casal de homossexuais não é capaz de criar uma criança saudável, olhem para mim! Ninguém, até hoje, foi capaz de me distinguir a mim, que fui criado por duas mulheres, de outra pessoa da minha idade, criada por um pai e uma mãe.". E isto fez-me pensar porque, realmente, aquela era uma pessoa normal, sem diferença alguma em relação a uma pessoa criada por um casal heterossexual. Não, na verdade, depressa identifiquei uma diferença nele, em relação à maioria de pessoas criadas por casais heterossexuais: Ele dava mais valor ao amor, não tanto ao género dos apaixonados. E acho que essa é uma lição de vida. Ele disse ainda, que o facto de ter sido criado por duas mães, não influenciou o seu carácter. Acredito nisso, cada um cria o seu próprio carácter, mas o fato de estar em contacto de perto com aquela situação, ajudou-o a compreender, a aceitar e a apoiar este assunto que toca mais gente do que imaginamos.


Aparte

mMais um capítulo foi adicionado ao Histórias da Arca no Sótão :)

Cheers!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Hoje, do nada, comecei a sentir uma vontade imensa de ter um namorado. Senti uma vontade imensa de estar sentado, em frente ao PC e sentir os braços dele envolverem-me com carinho, senti-lo convidar-me a dirigir-me para a cama, ficarmos ali deitados, aos beijos, apenas a namorar, a trocar falas românticas de devoção eterna... E depois acordei desses sentimentos, apenas para me sentir só... Tão só. Abandonado. Sacudi estes pensamentos melancólicos à força toda da cabeça. Caramba, estou de férias! Fui jogar um bocado com o meu irmão. Mas a vontade perdeu-se pouco depois e aqui estou eu de novo... A sentir-me tão só... Estou carente x(

Manhã de Loucos

Hoje acordei cedo com um aperto nos intestinos que me fez correr para o trono de porcelana. Corri pelo quarto, peguei no telemóvel pelo caminho, caso recebesse alguma sms, e guardei-o no bolso do meu pijama, no peito da camisola, como os bolsos de camisas. Ora, finalizei o serviço e só então reparei que faltava o ouro branco da casa-de-banho: O Papel-Higiénico. Olho em volta. Lindo, fui para a casa-de-banho maior cá da casa. resultado? O armário mais próximo está a dois passos de distância. Ok, Rag, vamos a isso. Levanto-me, caminho com as calças em baixo e procuro pelo dito rolo. Nada! Talvez no outro armário...? Procuro, apenas para descobrir que também não há nenhum. Olho para a porta da casa-de-banho. Lindo... O meu irmão está no quarto dele, que fica de caminho para a dispensa, o sítio da casa onde devem estar guardados os rolos suplentes... Abro a porta e espreito lá para fora. Silêncio. Ótimo, vamos lá. Corro pela casa, rezando para que o meu irmão não me apanhe naqueles preparos. Finalmente, encontro um rolo, e corro de novo para a casa-de-banho. Agacho-me um pouco para me sentar na sanita, quando sinto o telemóvel escorregar-me do bolso. Fecho os olhos, esperando ouvir o aparelho ricochetear pelo chão de azulejos. Mas o som do telemóvel a cair nunca mais se ouvia. Abro os olhos. Onde foi parar então? Procuro por ele e finalmente encontro-o, pendurado nos meus boxers como se fosse uma daquelas camas de rede que se prendem às árvores, em sítios paradisíacos. "Sim, num paraíso deves estar, tu, filho..." Comento para o aparelho, agarrando-o e voltando a pô-lo no bolso. Finalmente, saí daquele lugar de loucos, feliz por não ter ocorrido nenhuma casualidade. Vou aproveitar o dia para avançar com as histórias em que estou a trabalhar e, quem sabe, criar mais umas quantas...

domingo, 10 de abril de 2011

Aparte

Publiquei um novo capítulo da história A Minha Melodia 2: Subida ao Topo.

Cheers :)

sábado, 9 de abril de 2011

Aparte "histórias da Arca no Sótão"

Ok, para mim estava a tornar-se um pouco confuso ter as minhas histórias no mesmo sítio onde escrevo sobre o meu dia-a-dia, por isso tomei partido de uma opção de importar blogues que o blogger tem. Por isso, importei as publicações das histórias para o blogue Histórias da Arca no Sótão.  Como importei as publicações, a data e a ordem dos posts manteve-se, bem como os comentários que os leitores fizeram. Para mim é uma forma mais fácil de me organizar. Quando postar algum capítulo, avisarei aqui neste blogue, para que estejam sempre a par dos updates.

Cheers :D

A tosquia!

Yep, acabei de vir da tosquia! Já tenho o cabelo curto e está... Perfeito! nem está demasiado comprido, nem demasiado curto, está mesmo no ponto, tal como eu gosto +.+ Finalmente consegui domar a minha juba. Será que vai ser apenas temporário, esse meu domínio sobre o Scar que me cobre a cabeça? xD
Estou a começar a entrar em stress... As férias ainda mal começaram e já estou com aquela sensação de não me apetecer fazer nada. Antes queixava-me que não tinha tempo para nada, durante as aulas, agora, queixo-me que tenho tempo demais para tudo... Mas devo ir dar uma volta com o J.T. esta semana. Queria combinar também com a Bia, mas ela foi passar a semana à Alemanha, para visitar a irmã... Gostava de lá ir um dia.
Quero escrever mais qualquer coisa, mas de momento, não tenho vontade de o fazer... Fico por aqui, por enquanto.

Cheers!! :D

Já vos disse o quanto adoooro gajos em calças brancas...? :P Esta é uma das razões disso! xD


Sonhos

É raro eu partilhar os meus sonhos com as pessoas, até porque me acontece uma coisa que às vezes me compromete. Eu sempre fui um rapaz muito imaginativo. E dentro da minha cabeça existe um mundo (Hei, estou a referir-me a um grande conjunto de ideias, não estou a dizer que sou esquizofrénico...). E é neste mundo, na minha imaginação, onde eu me refugio muitas vezes para escapar àquilo que mais me incomoda na vida real. Tal como diz a música Brick By Boring Brick, dos Paramore: "You've build up a world of magic, because the real life istragic". Voltando aos sonhos, aquilo que me compromete é que a grande maioria dos sonhos que tenho, são como que o meu subconsciente a exprimir o que quer. E há certas coisas que eu tento não querer, para não me magoar. No entanto, alguns desses sonhos não são maus. E hoje acordei após um sonho que me deixou atordoado, a olhar para o tecto, a ver os minutos passar.
Nesse sonho, eu estava sentado nas escadas onde a minha turma costuma estar. De repente, sinto alguém mexer-se atrás de mim, mas era uma presença que me era familiar, confortante. Então, ele sentou-se, atrás de mim, com uma perna de cada lado do meu corpo. Eu envolvi-lhe as pernas com os meus braços e inclinei a cabeça para trás. Ele beijou-me, cumprimentando-me e eu voltei a olhar para a frente.Mas os meus olhos começaram a tentar ver-lhe a cara, mas eu não conseguia, apenas lhe via o corpo. E acordei. Era aquilo que eu queria. E disso eu sempre soube. Era momentos destes que eu queria, momentos destes que não tenho, momentos destes que espero ter um dia. E enquanto não os tiver, terei de desfrutar deles durante os meus sonhos, nesse mundo de magia que construí porque a vida real é trágica; apenas para acordar de seguida e sentir aquele vazio que sempre me acompanha e ao qual já quase me habituei, mas que me continua a dilacerar por dentro.

awesomeplace:

(via aviateurs < catch-fire)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Não sei que título dar...

Hoje, na aula de matemática, como era a última do período, estávamos um pouco mais descontraídos. Eu virei-me para trás, para conversar com a Jú e com o Tiago. Falámos sobre uma colecção de livros (Aqueles, como são mesmo os títulos...? Escolhida, Marcada, Traída...). E ela fez o comentário que me deixou o coração nas mãos: "olha, nesses livros há aí dois que são gays". E o Tiago responde. "ugh! Que nojo.". A primeira coisa que me saiu da boca foi um irritado: "que preconceituoso tu és!" E ele defendeu-se: "Não tipo, eu só não gosto de os ver a beijar, não tenho problemas em saber que são, e sei bem que andam por aí, só não gosto é de... prontos... Demonstrações públicas de afecto... Agora, duas gajas a beijarem-se... isso sim, hehehe". E a Jú diz: "eu não sei o que é que gostam em duas gajas a beijarem-se... Credo...". Eu sentia-me a enterrar na cadeira, mas disse algo que a minha tia me disse há uns tempos: "Mmm... mulher com mulher? Não encaixa...". E o Tiago comenta logo: "Quê, preferes ver dois gajos?" E eu respondo: "Ao menos ainda tem onde encaixar, não?!". Esta era uma daquelas alturas em que eu poderia dizer que sou gay... Mas acho que ainda não estou pronto para que saibam... Pelo menos fiquei a saber que eles os dois não teriam nada contra eu ser homossexual, desde que não andasse a demonstrar publicamente o meu afecto pelo rapaz de quem gostasse... Acho que a situação até era irónica, porque eu poderia ter dito que sou gay e não estaria a desviar o assunto da conversa...

No final da aula de química eu e a Jú ficámos a jogar ao jogo dos países... Ah, e nessa aula recebemos a visita de um antigo colega meu (que é bem giro... +.+). E a melhor parte? Ele estava a usar calças brancas! Eu não sei porquê, mas adoro ver rapazes de calças brancas... Deve ser um fetiche? Sei que deliro quando vejo um rapaz de calças brancas. Ainda há pouco tempo, eu estava a subir as escadas para o segundo andar de um dos blocos e passou um rapaz por mim a correr,também a subir as escadas, ele ultrapassou-me, mas depois andou um pouco para o lado. Os meus olhos ficaram ao nível do rabo dele, por uns segundos. Eu fiquei atordoado. lol. Foi um daqueles momentos inesperados xD

Cheers! :D

Pensativo.

Tenho andado pensativo. eu queixava-me de ter medo de contar à minha família que sou homossexual, mas não sou o único. Eu comecei a pensar se haveria alguém na minha família que não me julgasse por eu ser quem sou: gay. Há uns tempinhos, eu comecei a ver a storyline das personagens Scotty Wandell (Luke Macfarlane +.+) e Kevin Walker (Mathew Rhys [double +.+]), da séries Brothers & Sisters [Aqui em Portugal: Irmão e Irmãs]. Quem me incentivou a ver esta série foi a minha Tia, que a vê religiosamente sempre que dá na 2. Há pouco tempo, estive em casa dos meus avós, e eu e a minha tia ficámos a ver um episódio que, por acaso era centrado num problema na relação do Kevin e do Scotty. E sabem quando alguém fala no assunto sem pudor nem preconceito? Pois, a minha tia comentou a relação deles, num tom natural, como se aquele casal de homossexuais, fosse um casal como todos os outros. E pela maneira como ela falava, percebia-se que até gostava daquelas personagens. Nessa altura senti vontade de lhe contar, mas acabei por me calar. Apesar de tudo não tenho a certeza, mas se contar a alguém da família, acho que ela será a primeira a sabe. Ela é, por natureza, uma pessoa de mente aberta, criativa, divertida, bem-humorada. Um dos exemplos que sigo no dia-a-dia. Sempre me senti muito ligado a ela. Lembro-me que quando ela trabalhava e eu ia a casa da minha avó, a primeira coisa que perguntava depois de cumprimentar os meus avós era: " A Tia está cá?". Se não estava, eu sentava-me no sofá-cama do quarto e punha-me a ver TV até ela chegar. Se estava, eu ia logo ao quarto dela, ver que novos trabalhos manuais estava a inventar, que cartões de Boas Festas estaria a magicar... E a forma como ela olha para a vida, faz-nos sempre rir. Há uns tempos, ela ficou desempregada, mas procurou logo emprego. E passou das artes gráficas a trabalhar num sítio onde embalavam chás. Sabem como ela descrevia o seu trabalho? "Eu agora ando na erva!" x) Entretanto acabou o contrato de trabalho nesse sítio e ela procurou outro emprego. Agora está a trabalhar na Triumph, a verificar se as peças de roupa interior têm falhas e vão bem contadas para as caixas de encomendas. E tal como sempre, ela têm uma óptima descrição do seu trabalho: "O quê? Se antes andava na erva, agora ando com as cuecas e o sutiã na mão!" x). Acho que ela é mesmo a pessoa indicada com quem desabafar... E porque não?

Cheers =D

quinta-feira, 7 de abril de 2011

M-A-N-I-P-U-L-A-D-O-R

Hoje recebi uma sms do Miguel, após o incidente em que ele foi tentar descobrir que conversa tive com a Nê que não lhe contei. Um testamento. Vou resumir o que ele dizia em vários pontos:

  1. És uma pessoa cheia de ideais próprios, como se tudo fosse como idealizas.
  2. Achas que és perfeito e, embora não o digas, ages como tal.
  3. Eu não sou assim, nem quero ser, tu estás habituado a regras eu não.
  4. Aquilo que tu chamas meter-me na tua vida, sou eu a ajudar-te [adorei esta, a sério...]
  5. Sempre te ajudei, embora desvalorizes e nunca te prejudiquei.
  6. Tu não és ninguém para me apontar o dedo, podes dar a tua opinião, não exigir
  7. Fui estúpido em preocupar-me demais contigo.
Ora, e eu respondi-lhe o que achava:
  1. Sim, tenho os meus próprios ideias bem formados, mas nada é como eu gostaria que fosse
  2. Exacto, eu digo que não sou perfeito, e sei que não sou. Sou, isso sim, perfecionista.
  3. [A esta não respondi, acho que por razões óbvias... basicamente o que ele disse é que não é disciiplinado e eu sou... não nego...]
  4. A minha preferida... A esta respondi: "Ajudar? Tu meteste-te nos meus assuntos e isso foi por ti próprio, não foi por mim, porque és uma pessoa controladora que não aguenta ficar sem saber cada passo que tomo e cada palavra que digo".
  5. Nunca me prejudicou... Oh, sim, ele não deve estar a contar com aquela vez em que me mentiu para testar a confiança que ele poderia depositar em mim (em vez de ser directo e me perguntar se podia confiar em mim naquele assunto [que, já agora, era um assunto em que eu estava sempre a relembrá-lo que não devia confiar em mim.]) e isso fez-me fazer figura de parvo porque fui transmitir uma informação errada a outra pessoa para a proteger dos planos mal intencionados dele.
  6. Sou sim, alguém para lhe apontar o dedo, quando ele me está a fazer ficar desconfortável com as suas atitudes e me sinto ameaçado por elas.
  7. Eu tentei aguentar durante uns tempos, a "preocupação excessiva" dele [leia-se vontade crónica de me manipular], porque eu próprio me preocupo com os meus amigos, mas recuo quando eles me dizem que estou a querer saber mais do que aquilo que eles querem contar, ao contrário do que ele fez, que, apesar de eu ter pedido para ele parar, continuou à força toda a querer saber o que eu tinha dito. E acrescentei ainda que a sua preocupação excessiva me estava a sufocar tanto que chegou ao ponto de rutura...
No final de ler a sms com este conteúdo, ele teve a brilhante ideia de me dizer: "E onde queres chegar com isto tudo?" Ao que eu respondi: "Desculpa? Isso pergunto eu, tu mandaste-me uma sms na ofensiva, apenas me defendi das tuas palavras. Onde queres chegar com isto? Melhor, onde queres chegar com saber tudo o que eu faço ou digo?" E ele diz: 2Só sei o que me contas." E eu acerto na mosca: "Claro, o problema é que queres saber à força toda mais do que aquilo que te conto". E acabei a conversa a dizer-lhe que não estou com o humor ideal para discussões... Tive um dia difícil...

Tive um daqueles dias em que acordo com a falta de algo. Senti-me sozinho durante todo o dia. Senti a falta de ter aquele famoso abraço de que o K. tanto fala: um abraço carinhoso, preocupado e verdadeiro. Sinto falta do calor de um corpo amado contra o meu [não que tenha havido falta de calor, hoje...]. Sinto falta de amar alguém e de ser amado por essa pessoa. Estranho sentir a falta de algo que nunca senti...

Aparte

Estou a trabalhar num novo projecto. Eu tenho andado um pouco preocupado com o Inglês, porque, assim que deixar de ter aulas, vai enferrujar se eu não o praticar. Como tal, aproveitei ter criado um tumblr, e decidi escrever nele. Vai ser quase com um blogue, mas escrito em inglês. Mas quem quiser passar por lá, está à vontade para visitar o Ragdoll's. :)

Um pequeno Aparte num aparte, estou a polir o primeiro capítulo da minha próxima história, para ter a certeza que está pronto a ser publicado. O título vai ser A Minha Melodia 2: Subida ao Topo.

Cheers! =D

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Aparte

Publiquei hoje o sétimo e último capítulo da história A Maldição e juntamente com ele postei o Epílogo. Esta saga histórica chegou ao fim, com certeza, mas deixa-me a vontade de criar mais histórias do género.

Uma das piores coisas que me podem fazer...

Vou começar pelo início do dia... Mas para perceberem a história, tenho de voltar um pouco atrás no tempo.
Há uns tempos atrás, tive uma conversa com a Nê, bastante privada sobre muita coisa. Bem, foi já depois de lhe ter contado que sou gay. Ora, falámos de tudo um pouco, e acabámos por tocar no assunto do Miguel. Disse-lhe o que já mencionei aqui no blogue, que não olhava para ele da mesma forma que ele olha para mim e outras coisas, enfim, essa não é a parte mais importante. A parte mais importante é que eu lhe falei na forma como eu me sentia não só acerca do Miguel, como também acerca de ser quem sou.
O Miguel soube disso, por mero acaso. Mas começou logo a querer saber tudo! E há certas coisas que eu não lhe contei porque não me sentia à vontade para lhe dizer e não o queria magoar com certas informações. Mas ele foi logo falar com a Nê e teve o descaramento de dizer que tinha de saber essas coisas, e que eu não precisava de lhe esconder nada. Eu apenas lhe disse que tinha os meus motivos para não partilhar certas coisas com ele e... Bom, aqui admito, eu fui muito bruto, porque lhe disse que ele não tinha nada que se meter na minha vida, que ele não tinha nada que saber tudo da minha vida e que só voltaria a falar-lhe quando aprendesse a respeitar a minha privacidade. Mas é essa uma das piores coisas que me podem fazer: não respeitar a minha privacidade nem as minhas decisões de manter certos assuntos entre um ou outro amigo. Passei-me dos carretos, passo a expressão...
Claro, também há a agravante de que eu, ultimamente, tenho andado pouco tolerante a pessoas que façam algo de que eu não gostos... Parece irónico, já que tenho de aguentar muitas bocas dirigidas a homossexuais sem que o locutor perceba sequer que as está a dirigir a mim? Pois, mas é precisamente por causa dessas bocas que eu fiquei mais intolerante a certas coisas... Começa a acumular... Eu posso ser alguém positivo e optimista, mas não deixo de ser uma pessoa e não sou de ferro. E deixa-me revoltado não poder simplesmente ser quem sou por causa dos preconceitos da sociedade...
Falando de coisas mais leves, hoje ri-me imenso com a Jú. Quando passamos os intervalos juntos, acabamos sempre a rir com os sons duvidosos que fazemos, ou com as conversas e/ou gestos porcos que temos. E hoje aconteceu algo que acho que ela não se apercebeu... Ela pagou-me um gelado daqueles de gelo, que se tem de chupar... Pois, já estão a ver onde vai dar a conversa? E eu deixei-me levar e pensei: "caramba, vou ser quem sou, se ela achar estranho que eu esteja a falar como se gostasse de estar com um rapaz, não vou negar nada, vou ser quem sou.". E isso aconteceu já dentro da sala de aula. Ela estava com uma bola de futebol e uma de voleibol na sala, a guardá-las. Estava a segurá-las com os pés, até que eu lhas tirei e ela faz o comentário: "gostas de brincar com bolas!" Eu ri-me e respondi: "Mmm... I like banana!" Ela riu-se do comentário e começa a apontar para a sala: "olha tens ali!" E eu respondo: "A do Ed?! Nãã..." Entretanto, um colega nosso aproxima-se, e fica em pé, à minha frente, a pedir qualquer coisa ao Ed e ela diz: "ou então tens aí o D., que está mais perto... Mas também tens atrás de ti..." Ela referia-se a um colega nosso que estava a jogar no PC lá da sala e que estava por trás de mim. Eu olho para o namorado dela, que também está distraído com o jogo. "pois, porque a banana [digo a palavra banana com sotaque inglês] do Tiago já te pertence..." E ela agarrou-se a ele, a dizer que sim e eu ri-me. Nunca lhe disse que sou gay, e acho que ela não percebeu que sou... Nunca perguntou, por isso nunca disse. Mas ainda sonho com a altura em que posso falar abertamente sobre a minha sexualidade sem receio...

Me likes banana... xD [ainda bem que mantenho o meu bom-humor... não sei como sobreviveria sem ele...

Hard Decisions

Eu sempre soube que na vida teríamos de fazer escolhas difíceis de vez em quando... Aliás, para mim, escolher entre duas ou mais coisas sempre foi difícil, porque tenho esse terrível hábito de analisar toda e qualquer consequência ou vantagem. E hoje estive a pensar. Lembram-se, com certeza (ou não, não importa) de eu ter falado no Miguel. Ele gosta de mim, e isso já assim é há muito tempo. Sei que esquecer alguém não é fácil, mas precisa de um pouco de empenhamento, o que eu acho que lhe falta... Passo a explicar, ele já uma vez me tinha dito que me tinha esquecido, mas depois retirou o que disse, dizendo que ainda sentia algo por mim. Há pouco tempo, disse que já não gostava de mim, mas era capaz de trocar uma relação com outro rapaz se isso significasse não ter a oportunidade de esta comigo de outra forma que não como amigo. Claramente, isso demonstra algo. Poderia ser um caso isolado de uma decisão parva tomada por parte dele, mas pela maneira como me fala e pelas coisas que me diz, é nítido que ele ainda sente algo por mim. Eu sempre disse a mim mesmo que não queria nunca fazer ninguém passar por aquilo que eu passei: gostar de alguém, contar a essa pessoa e a pessoa em questão afastar-se de mim. Admito que isso tornou mais fácil esquecer o que sentia. Mas hoje decidi-me a quebrar essa promessa, porque acho que estou a fazer ainda mais mal ao Miguel se não me afastar do que se mantiver as coisas como estão. Porquê? Isso é simples. Se eu mantiver as coisas como estão, ele vai continuar a gostar de mim, a ter falsas esperanças, e ficará assim durante muito tempo. Se eu me afastar, sim vai magoá-lo, sim, vai demorar algum tempo a esquecer-me, mas também lhe vai dar a oportunidade de seguir com a vida em frente. E acho que entre sofrer um pouco e seguir em frente, e viver o resto da vida numa ilusão estacionária, acho que o melhor para qualquer pessoa é seguir em frente. É uma escolha difícil, mas necessária. E talvez eu seja o culpado disto, por ter sido ingénuo o suficiente que o Miguel me poderia esquecer mesmo que eu mantivesse aquela intimidade que tenho com ele. O que eu não vi foi que essa mesma intimidade, foi uma das principais razões que levaram ao aparecimento dos sentimentos que ele nutre por mim...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Teenage Dream

O meu dia ainda vai a meio, mas não consegui evitar fazer um update. Ora, aula de educação física, pouco produtiva fio: teste seguido de auto-avaliação. Sim, e depois, ainda tentei jogar volei, mas pus-me a cantar a Teenage Dream, e a "We are familly, all my brothers, sisters and me". Na aula de Inglês, lemos uns textos e fizemos exercícios nos primeiros quarenta e cinco minutos e começámos a ver o filme Blood Diamonds nos segundos quarenta e cinco minutos. Apareceu uma cena com o Leonardo DiCaprio em toalha... Ele tem um corpo tão apetitoso... +.+ (mas não o trocaria pelo Luke Macflarane... xD).
Ora, na aula de inglês, antes de começarmos a ver o filme, decidi guardar as minhas coisas. Eu e o Gui sentamo-nos na última carteira da fila junto às janelas. Atrás de nós fica um espaço, onde costumamos por as coisas, lá ao canto. Eu torci-me, para ir buscar a mala, e o Gui, nas brincadeiras dele, fez a minha cadeira arrastar. Eu desequilibrei-me e, para não cair, segurei-me ao que pude. Ergui a cabeça e olhei para onde eu me tinha agarrado. O ombro dele... Tinha as duas mãos apoiadas no ombro dele, e ele continuou a olhar em frente, com indiferença. E eu tenho dificuldades em explicar o que senti. Bom, há uns tempos, o meu coração teria acelerado por estar a tocar-lhe, mas acho que desta vez foi mais pelo susto de ele poder fazer alguma pergunta a que eu tivesse que responder... BOm, não importa. Depois da aula, saímos da escola, para irmos para casa. Entretanto, cruzei-me com a Nê. E ele comentou "Então, daquela fonte já não bebes tu, hun?". Ao que eu respondo "Pois, não bebo e já não quero beber...". E ele pergunta "Então porquê?". Demorei dois segundos a responder, mas na minha cabeça, o meu cérebro batalhava entre duas respostas: a) porque sou gay; b) porque desisti de perseguir algo que não ia dar a lado nenhum. Ambas são verdade, se formos a ver bem... Mas optei pela b)...
Podem achar estranho, eu estar com medo de contar... Mas eu contaria que sou homossexual se as circunstâncias fossem diferentes. E já tinha tido uma conversa semelhante com o Elijah/Patrick mas ainda ontem conversei com o K. sobre isso. Ele comentou que se tivesse um namorado, seria mais fácil de contar às pessoas e eu concordei, afirmando que, se tivesse um namorado, teria muito mais a perder em manter segredo do que se contasse às pessoas que sou gay. Porque se eu me apaixonar por alguém, essa pessoa seria tudo para mim e o risco de a perder por não me assumir, para mim não vale a pena. e pronto... oh tenho de ir fazer o almoço. Esparguete salteado com bife e cogumelos... Mmmmm... querem um bocadinho? xD

Wherever you are, whomever you are, I know you're somewhere, I know there's a Teenage Dream for me in the world. And I know I'll also be your perfect Teenage Dream.

Cheers! :D

Digam lá se ele não é mesmo um pão...? +.+

segunda-feira, 4 de abril de 2011

100!!!

Vocês provavelmente não estão a contar, mas este é o meu 100º post. Isto é obra, 100 posts em dois meses? Uou... Estou inspirado. Mas não sei bem o que dizer agora... Bom, antes de mais agradeço aos leitores, porque se não fossem vocês a ler, quem o faria? Como eu já tinha dito, se não fosse por vocês, as minhas palavras seriam perdidas no tempo, desintegradas no cosmos... E o feedback que me têm dado nos comentários é bastante compensador. E é por isso que continuo a escrever.

Bom, ultimamente também tenho ouvido muito a música E.T. da Katy Perry... Não sei porquê mas a-d-o-r-e-i a música... e o videoclipe. Tenho de admitir, Katy Perry não é uma das cantoras que mais oiço, mas ela tem músicas engraçadas que ficam no ouvido. Quantos de vocês já não deram por vós a trautear a I Kissed a Girl ou a California Gurls? Eu por vezes até me ponho a cantar a Peacock (sim, sou pervertido e então? Acho piada à música, ora! xD). Mas esta não me sai da cabeça. E há músicas que não me saem da cabeça e de que eu não gosto, como a Sex With You Is Like da Neuza (esta foi cortesia da Jú e de mais uma colega minha, que adoram a música e que até já me fizeram decorar o refrão... AAARGHH!!! Estou a ouvi-la agora a ecoar na minha cabeça!! Tenho de voltar a por a Katy a tocar... Ahhh... muito melhor! xD), ou como a Bad Romance da Lady Gaga. Não tenho nada contra a Lady Gaga, ela é uma óptima artista, uma mulher bastante talentosa mas... não é o meu género de música... e a Bad Romance dá comigo em doido! Sim, também não sei porquê, não consigo explicar... e apesar de quando a ouvir acompanhar os "raw, raw, romamaw" odeio-os. Lol. Valha-me a Poker Face... Mas esta da Katy Perry, a E.T. é daquelas que me ficou no ouvido e de que gosto! xD Por isso vou continuar a ouvir.

Hoje: teste de química... O bom disso? O Ambrósio ficou sentado à minha frente, de lado para mim, o que me permitiu admirá-lo sem ser visto... Oh my, I'm such a stalker... Anyway... O dia de hoje não foi bom nem deixou de ser, apenas foi. E não há mais nada a dizer, por agora.

Cheers!! : D

domingo, 3 de abril de 2011

Katy Perry ft. Kanye West - E.T.



Adoro não só o videoclipe como a música também. Simplesmente lindo.

aparte II

Já estou a trabalhar em novas histórias, e a tentar finalizar a história "A Maldição". Estou realmente numa "rampage" de escrita, a uma velocidade alucinante... Tenho andado inspirado... :D

Cheers!! x)

sábado, 2 de abril de 2011

Aparte

Como podem ver, o blogue ganhou uma nova cara. Apetecia-me mudar o aspecto, e encontrei este template, que me agradou. :) Espero que também gostem.

Cheers! :D

And as I was suspecting...

Pois, como eu suspeitava, as coisas não correram bem. O meu pai começou a insistir para eu me ir calçar, e eu disse que não queria ir. Bom, não disse, mas demonstrei. Após alguma insistência por parte dele, finalmente levantei-me e fiz o que nunca tinha feito. Falei com ele, enfrentando-o. Já tinha falado com ele, obviamente, para lhe contar alguma coisa, para ele me contar alguma coisa... mas era sempre troca de informações. Sempre que eu o queria contrariar, mantinha-me calado. Claro, reparei que isso só servia para o fazer ficar mais irritado. Então, como disse, levantei-me da cadeira e, como sempre faço quando estou nervoso, falei (demasiado) calmamente, exactamente com estas palavras:
- Posso apenas dizer um coisa?
- Antes de dizer o que quer que seja. - Interrompeu o meu pai. - Lembra-te que não te opuseste nem disseste nada quando a tua mãe te mandou ir tomar banho, ninguém te obrigou a ires vestir-te.
- sim, mas não era hoje que eu ia cortar o cabelo? - Perguntei.
- Pois, agora é por causa do cabelo.
Aqui tive vontade de lhe dizer "acredita no que quiseres" mas abstive-me e continuei.
- Da outra vez que isto aconteceu, tu ficaste chateado, porque eu fiquei calado, sem dizer nada. Ontem ou anteontem, eu falei contigo, disse o que achava. Contou para alguma coisa? Não. Não contou para nada.
E estava prestes a sentar-me quando ele continua.
- Então e amanhã, querias ir sair, eu não me importo de te deixar sair, mas vinhas connosco. eu não estou a pedir para vires, eu estou a pedir para vires connosco!
- Mas eu já disse que não me sinto bem no meio de tanta gente desconhecida.
- Mas eu não me sinto bem em ir sem os meus filhos!
Segunda vez que ele usa a técnica a culpa... Pouco antes tinha começado a dizer para eu ir, que as pessoas estavam a contar connosco, que investiram no almoço a contar connosco... O mais é incrível é que eu nunca tinha dito que ia, de fato, até tinha dito que não estava com vontade de ir.
- Então e porque é que não te sentes bem em ir sem os teus filhos?! - Perguntei... Estava a começar a dar uma deixa para lhe contar a segunda razão...
- Porque somos uma família! Ou só és meu filho para eu te dar de comer, pôr roupa no corpo e um teto por cima da tua cabeça?
- Não! - Aqui a minha voz sai-me esganiçada de indignação.
- Então?!
- Eu já disse, trata-se de eu não me sentir bem!
- Pois, e eu também já disse que não me sinto bem em ir sem os meus filhos.
Eu ainda abri a boca, para lhe contar que também não queria ir porque não queria confrontar vários casais felizes quando eu não podia ter o mesmo devido a quem sou, mas não devia ser mesmo a altura, porque ele deu meia volta, sem dizer mais nada, sem me deixar dizer mais nada, e saiu.
eu ter-lhe-ia dito que estava a fazer uma má comparação com o eu ir amanhã sair com a Bia e o JT, porque é completamente diferente sair com duas pessoas que conheço à onze anos do que sair com mais de cinquenta que não conheço de lado nenhum. E seria também muito diferente de ir a um jantar de família, ir tipo ao restaurante com os meus tios ou os meus avós, ou ir jantar a casa deles... Isso é jantar de família e aí poderia sentir-se mal sem ir com os filhos que são família... Agora, ele vai a um jantar de amigos deles! Eu não me importo de não levar os meus pais a sair com os meus amigos, caramba até agradeço que eles não venham. Ok, não é uma boa comparação, admito... Mas onde quero chegar é que, lá por sermos pai e filho, não significa que tenhamos de ir às mesmas saídas de amigos, ainda por cima com os amigos do outro que não conhecemos. Neste momento, nem sei bem como me sinto. Tenho vontade de berrar de irritação por ele ficar chateado comigo até mesmo quando sou honesto e directo, e vontade de chorar por perceber que se for honesto e directo com ele, me posso vir a magoar... E essa é a pior parte, que me faz relembrar ainda mais vivamente porque é que eu tenho tanto receio de contar aos meus pais que sou gay. Isso vai contra o que eles acham normal. Sei disso, porque oiço os comentários desdenhosos que fazem sobre os homossexuais. é terrível, estar a jantar, em frente ao teu pai, e, de repente, ao falar sobre a minha vida, ele acaba a mencionar o Miguel (que tem os tiques, se é que me entendem... Diga-mos que a sua postura faz as pessoas desconfiar...), e a dizer: "Vê lá, não vires para o lado errado haha !". Essas coisas deitam-me abaixo. e eu ainda pensava, defendendo-o: vá lá, ele só diz isso porque não sabe que tem um filho gay... Mas depois à pequenas coisas que acontecem ou que ele diz que me fazem querer ainda mais esconder o que sou... 


Acho que bati no fundo.

Aniversários de Casamento....

O fim de semana não parece começar muito bem... Hoje, um casal amigo dos meus pais organizou um almoço para festejar o aniversário de casamento. Ora, eu não estou muito inclinado para ir. Primeiro, porque não me sinto à vontade no meio de multidões (sei que vai bastante gente), e depois, ainda menos confortável fico quando não conheço nem meia dúzia de pessoas que lá vão estar. Nem quando os meus amigos me convidam para sítio assim com muita gente que me é desconhecida, eu recuso. Tentei explicar isso aos meus pais, mas parece que eles não querem ceder. Houve já uma vez em que uma situação do género aconteceu e eu não fui; recusei-me a ir, aliás; e eles ficaram desiludidos. O que é sempre ótimo... E depois há uma outra razão... Eu assumi-me perante mim mesmo há pouco tempo, não gosto da ideia de não poder ter uma relação com outro rapaz, pelo menos não tão descontraída como se fosse com uma rapariga, e ainda por cima, vou para um sítio onde vão estar só a falar do tempo lindo que o casal passou junto, da felicidade que partilharam, do amor que ainda sentem um pelo outro... Quando eu não posso fazer o mesmo! Esse é outro fator que me faz sentir mal comigo mesmo e com o mundo em meu redor. Claro, essa segunda parte não é muito aconselhável contar aos meus pais, pelo menos por enquanto e ainda por cima netas circunstâncias de stress em que se dizem coisas que não se deve e que não se sente realmente. Ou que se sente realmente e que não queremos que se saiba... Claro, por outro lado não quero desiludir de novo os meus pais. Mas ainda me sinto pior em ir. Estou com medo de abater por completo, e perto disso já eu estou. E certas situações não ajudam em nada estes meus sentimentos reprimidos. Esta é uma delas. eu nunca fui um tipo extrovertido, apesar de ter facilidade em fazer amigos. Mas eu não sou daquele tipo de ter facilidade em fazer amigos porque vou alando com toda a gente que vejo na rua: sou mais do tipo de esperar que as pessoas venham ter comigo. E, como já disse, não me sinto confortável nas multidões... Sinto os olhos em cima de mim, como se todos me estivessem a observar, a testar... Paranóico? Nop, só um pouco envergonhado. Sim, porque ás vezes, mesmo quando são as pessoas que vêm falar comigo, eu fico um bocado calado, vou conversando, mas mais ouvindo. Prefiro ouvir do que falar. Gosto de ouvir as histórias de vida das outras pessoas. De qualquer das formas, hoje a minha mãe, uma das primeira coisas que me disse foi: "Não te esqueças que hoje temos o aniversário!" E eu respondi: "oh, olha, eu já disse o que te tinha a dizer." E ela exclamou logo: "Pois! E eu também já disse muita coisa! É incrível, é sempre a mesma coisa!". Obrigado mãe por compreenderes como me sinto... E depois ainda me pergunto porque é que tenho tanto medo de lhes contar que sou gay...
Vou terminar por aqui... Daqui a pouco devo ir cortar o cabelo (melhor dizendo, a juba, que isto já está um bocadito para o grande...).

Cheers! :)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Oh, o Calor e o Sol, finalmente!!!

Hoje o dia esteve anormalmente quente e solarengo. Anormalmente, digo, comparando com os dias que têm decorrido. Para a semana acabam as aulas, ainda que temporariamente... E hoje, como o calor apertou, só me apetecia estar na praia, o que provocou uma falta de motivação e de atenção nas aulas. Estive a ajudar alguns colegas meus a terminarem o trabalho de casa de português e pouco mais de produtivo fiz. A correcção do teste intermédio de Biologia trouxe consigo uma notícia boa, das duas turmas de 11º ano do professor, a minha nota era a segunda melhor. Agora, para não pensarem que me estou a gabar, a melhor nota foi um 15, e a minha esteve lá perto... Quinze é bom, mas não tão bom como dezassete. Bem eu digo, onde me fui enfiar? Porque é que eu não fui para artes??!! Bom, mas agora as decisões estão tomadas e suspensas até finais de agosto... Até saírem as últimas pautas deste ano, vou manter em aberto as opções, depois, consoante os meus resultados, mudarei de área, ou continuarei em ciências.
Hoje na aula de Inglês senti-me mal. Já há muito tempo que isso não me acontecia. Devia ser da tensão baixa, de ter tido aula de educação física, com o calor a apertar e não ter comido grande coisa... Mas saí um pouco para arejar, aproveitei e comi uma merenda e senti-me melhor. Eu acho que tenho problemas de tensão baixa... Nunca fui ao médico por causa disso, mas lembro-se de uma vez os meus pais estarem a experimentar o aparelho de medição da tensão, e terem testado em mim, depois de terem verificado que os seus níveis estavam saudáveis. O meu pai olhou para o mostrador, e fitou-me de olhos abertos, espantado e perguntou: "filho, tu consegues levantar-te?". E eu respondi: "sim... Não me sinto mal...". E ele informa-me que "com a tensão assim tão baixa não deverias sequer de te aguentar em pé!". Pois... Mas eu não me sentia mal nem nada que se pareça. Claro, que depois de eles me terem assustado com aquela conversa, não me conseguiram voltar a medir a tensão até umas horas mais tarde. Aí, já deu valores normais, felizmente.
Bom, e assim termino o relato de um dia pouco movimentado...

Cheers!! : D

quinta-feira, 31 de março de 2011

O dia de hoje foi monótono e bom para estar na praia. Tempo solarengo e abafado... Estive sempre a imaginar as ondas a rebentarem na areia da praia. Bah, e acabei de novo a apreciar os rapazes giros. Que foi? O que é bom é para se ver, não? x)
Não voltei a ver o rapaz parecido com o Mitch Hewer, mas tive aulas com o Ambrósio, que se sentou no lado oposto ao meu da sala... Anyway. Hoje fui com a minha camisola branca às riscas azuis tipo marinheiro, com os meus calções, e os meus ténis brancos, pretos e azuis... Eu sou um amante do Azul... mas disseram que eu estava giro :D Isso são boas notícias! Bom... o único pormenor é que foi uma rapariga que o disse... Mas elas costumam saber o que dizem, não? x)
A aula de português foi a única que passou bem depressa. Fui quem teve melhor nota no teste de escrita. O Gui comentou que eu era quase um pro, apesar de já não treinar há muito tempo. Eu respondi que ainda treinava. "Mas não disseste que já não lias nenhum livro há imenso tempo, sem ser nas aulas de português na oficina de leitura?" - Perguntou. Eu olhei para ele e respondi: "Sim, já não leio há muito, mas isso é treino teórico, refiro-me ao treino prático: escrever. Eu estou sempre e constantemente a escrever.". Ele olhou para mim, curioso, mas a conversa ficou-se por aí.
Hoje o Gui quis brincar um bocadinho com o meu relógio, na aula de química (e esqueceu-se de desligar o cronómetro, que ficou a contar o tempo durante oitenta minutos... -.-). Não que isso importe imenso... São as pequenas coisas que ele faz que me cativam. Não consegui deixar de entrar na brincadeira. Mas depois olho para mim mesmo e repreendo-me por estar a permitir que esse sentimento se desenvolva quando apenas vai dar a um beco sem saída. Farto de bater com a testa em paredes de tijolo estou eu, muito obrigado, não preciso de mais nenhuma na minha vida.
Ainda há pouco tempo alguém comentou que eu não ia ao meu blogue há quase um mês. Sim, eu tenho um outro blogue. Eu comecei a escrever nele... em julho de 2010, creio... Sim, foi isso. Primeiro nem sabia o que lá pôr, mas depois comecei a fazer daquilo um diário. Contava o meu dia, os meus pensamentos. Entretanto, os meus pais descobriram o blogue, e, qual incêndio a deflagrar por uma floresta, essa notícia chegou aos ouvidos de toda a minha família.Claro, comecei a ter um bocadinho de mais cuidado com o que dizia, porque não queria ter os meus pais a chatearem-me para que eu falasse com eles sobre algum desabafo menos agradável que eu fizesse. Pouco tempo depois disso... Diria uns dois meses, comecei a ter dúvidas sobre a minha sexualidade. Uns quatro meses de dúvidas depois, já eu tinha a certeza de que era gay. E duas ou três semanas a seguir, acabo por criar este Blogue. Ultimamente, tenho dado mais atenção a este blogue, porque me sinto mais à vontade em escrever para pessoas que me compreendem, apesar de não me conhecerem pessoalmente, e que têm a oportunidade de me ir conhecendo aos poucos sem formar ideias previamente adquiridas sobre mim, como a minha família e o meu grupo de amigos tem... Enfim, vivo uma vida dupla: de dia sou o rapaz que todos conhecem, e em casa também, mas no meu quarto, passei a ser apenas e somente o Ragdoll.

Cheers! : D
Hot Guy

quarta-feira, 30 de março de 2011

Hoje voltei a cruzar-me com o rapaz parecido com o Mitch Hewer. Mas desta vez foi ao portão da escola. Eu ia a sair, e ele a entrar. Tive de me virar de frente para ele, para passar pelo portão de lado, dando espaço para passarmos ao mesmo tempo. Não consegui focar os olhos dele, tive de virar a cara, escondendo-a na minha boina... Mas fiquei a meia dúzia de centímetros dele... Ai, vida.
Está a ser cada vez mais difícil viver com a frustração, o segredo, o sentimento de solidão... Principalmente com os comentários que fazem sobre homossexuais... Não só no meu ambiente social como familiar, é mau ouvir certas coisas. Claro, não sou o único a passar por isso. Mas sinto que as coisas estão para ficar assim indefinidamente.
Tenho andado vago... Inspirado para escrever, sim, mas um bocado mole... Não sei. Eu sou estranho no que toca a ficar irritado. Em vez de ficar exaltado, fico calmo, pensativo, metódico... Ia acrescentar perfecionista, mas isso sempre fui. Apenas piora quando estou assim.
Mas cá continuo a ver o tempo passar, a ouvir o incessante tic tac do relógio...

terça-feira, 29 de março de 2011

Aparte

A partir de hoje, vou escrever no blogue de acordo com o novo Acordo Ortográfico. Peço desculpa aos leitores que se mantêm fiéis à forma antiga de escrever, até porque eu próprio adoro o antigo acordo... Mas esta revolução tem a sua razão de ser. Eu tenho de me habituar a escrever da nova forma porque a partir de Setembro deste ano, na minha escola, passa a ser permitido apenas o Novo Acordo, quer isto dizer que se eu escrever "actor" em vez de "ator", "acção" em vez de "ação", "Egipto" em vez de "Egito", "Neo-Realismo" em vez de "Neorrealismo", ou "assimptota" em vez de "assimtota"[Lê-se assim-tu-ta], tenho um erro em qualquer teste. As duas últimas palavras podem ser-vos estranhas, mas eu conheço-as bem... Têm a ver com a matéria de português (no caso de Neorrealismo) e de matemática (nomeadamente reta assimptota).

Se, enquanto estiverem a ler isto, pensarem: que raio... Estas palavras sem o "c" e o "p" ficam tão estranhas! Então imaginem eu, que tive de verificar cada vez que escrevia para ver se tinha escrito bem (no novo acordo) ou mal...

P.S. :Odeio o Novo Acordo Ortográfico!!
Hoje estive um pouco ausente do mundo que me rodeava. Estava com o meu grupo de amigos, mas sem conversar. A minha cabeça divagava. Pensei em imensas coisas, incluindo algumas séries televisivas... Como Skins, ou As The World Turns (Que foi a primeira série americana a ter no ar, durante o período diurno, um casal de gays, o Luke Snyder e o Noah Mayer). Isso fez-me pensar, novamente, como seria ter um namorado. E, em última instância, fez-me imaginar a ser um ator/cantor conhecido. Claro, isso não vai acontecer, primeiro, porque não tenho jeito para representar, segundo porque não tenho jeito para cantar.
Na aula de Filosofia, a coisa agravou-se imenso. Primeiro, porque a stôra não conseguia pôr ordem na pocilga, e depois, eu não estava nem para ali virado. Comecei a divagar, com o Gui ao meu lado... E uma colega minha acordou-me das minhas fantasias, pedindo-me para estar atento na aula, para depois a poder ajudar com o trabalho que tinha para fazer de filosofia. Eu abracei essa motivação para tomar atenção à aula. A parir daí foi sempre a abrir.
Ontem decidi fazer o download de um filme: Devil. Yep, aquele filme de terror em que cinco desconhecidos entram num elevador, mas entre eles está o próprio demónio. Fiquei intrigado e acabei por resolver ver. Mas vou esperar mais um pouco, para aumenta o suspense de ver o filme a alas horas da noite, aproveitando que amanhã apenas entro às 15h.
Entretanto, acho que vou trabalhar na minha próxima história... E posso adiantar que... Ainda não vou adiantar nada :P

Cheers!! : D 

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ambrósio, apetece-me algo...

Hoje foi a primeira vês que o Ambrósio me falou. Passo a explicar: Ele é um rapaz do décimo segundo que está a fazer melhoria a Química nas minhas aulas. E ele é cá um pão! Atlético, bem constituído, de ombros largos, músculos definidos (devem estar a perguntar-se como é que eu sei que ele tem os músculos definidos... Andei a espiar as fotos do facebook dele, tenho de admitir... xD) Cabelo castanho que dá um jeito raro, que todos adorariam que o seu próprio cabelo fizesse... E Tem um olho de cada cor, um castanho e outro azul. Eu acho piada a esse facto. Bom, retornando ao que eu estava a contar, hoje comprei um saco de caramelos. Na escola, um colega meu chamado Ed, roubou-mo e fugiu. Ele parou em frente a um grupinho da turma. E quem lá estava no meio? O Ambrósio! Primeiro ele pensava que o saco era de um outro rapaz com quem ele adora embirrar. E ele disse-me isso. Ao que eu respondi: "Mas podes tirar, se quiseres, tenho aí bués...". E ele olhou directamente para mim, com aqueles olhos... Ui, foi demais. E depois ainda voltei a trocar umas palavras com ele na aula, porque uma colega minha que estava sentada na mesma bancada do laboratório que ele pediu-me mais caramelos. Eu levei uma mão cheia e, quando passei por ele, perguntei: "Também queres mais um?" E ele aceitou. Ele aceitou o meu caramelo!! Oh, deuses, pareço uma rapariga de quinto ano -.- Lol. Fiquemos por aqui: Ele é giro, e todo bom. Mas é hetero. Não há bela sem senão... Também seria areia demais para a minha camioneta.
Mas este Não foi o único episódio em que vi um rapaz giro. No intervalo anterior ao acontecimento dos caramelos, fiquei com um grupo da minha turma, abrigado da chuva. Por trás de uma colega minha, a Jú, que já mencionei antes aqui no blog, estava um rapaz meeeesmo giro, faz mesmo o meu estilo. Era da minha altura, com o cabelo curto, castanho-claro, olhos verdes, cara mesmo fofa. Opá, ele é giro, pronto. E fiquei a observá-lo, fingindo que estava a olhar para a minha colega. De repente, os nossos olhares cruzaram-se e eu desviei a cara, rapidamente, fingindo estar a olhar para a colega que estava ao meu lado a falar. Foi por um triz... mas a cara dele, fez-me lembrar alguém... E descobri com quem era parecido, com o Mitch Hewer, actor da série Skins, que, curiosamente, interpretava o papel de Maxxie, um adolescente gay.
Bom, hoje o dia esteve uma autentica porcaria, sempre chuvoso. Yep, eu odeio chuva. Mas ao menos deu para apreciar umas boas vistas.

Mitch Hewer


domingo, 27 de março de 2011

De Volta

Fiquei um fim-de-semana inteiro longe da internet. Foi uma tortura. Mas nem sempre... Faço um breve resumo do que se passou:

Sábado
Fomos logo de manhã à praça, comprar fruta. Depois disso, voltámos a casa. Durante a tarde fomos ao Vasco da Gama. E cruzei-me com um rapaz que tinha mesmo pinta de modelo!! Juro! AS roupas que levava acenavam-lhe tão bem. Era uma camisola sem mangas azul clara, depois, por cima, uma camisola com decote largo, azul-escura e um casaco por cima que lhe ficava... Aiiii! E tinha os olhos verdes, cabelos pretos. Era mesmo um bom pedaço. Passei pela Fnac e comprei o jogo Deadrising 2

Domingo
Não estive consciente até ao meio dia. A minha avó lá me tirou do meu sono prolongado e fui tomar duche. Comi e fui ler um pouco. Acabei por me decidir a escrever, e terminei a história aqui do blogue. [Depois vou postado]. Entretanto, por volta das três, o meu pai veio-nos buscar e fomos à festa de anos de um primo. Jogámos às escondidas até ás seis e meia e às sete já estava de novo em casa. Até às oito fiquei a jogar Deadrising 2. E depois vim para a net e descobri que um dos meus blogues preferidos já não existe... Mas pronto, são coisas que acontecem.

E agora resta dizer que estou de volta. x)

Cheers! : D

sexta-feira, 25 de março de 2011

O saco dos caramelos está quase a acabar. Tenho tentado controlar-me, mas não consigo... Antes perder o controlo com os caramelos do que noutras situações, como por exemplo hoje. Para mim, dias de Educação Física são sempre festa... Adolescentes nus no balneário, olhares discretos... De qualquer das formas, o dia de hoje não foi excepção... Nem todos os rapazes são ao estilo deus grego, nem é preciso ir mais longe do que olhar para mim para perceber isso, mas devo admitir que à um bom par de bonzões lá no sítio... -.- É como digo, pareço uma cadela com o cio...
Hoje, na aula de educação física estive a ajudar dois colegas meus (o tal rapaz de quem falei no post anterior, o Gui e o Tiago, o namorado da Jú) a fazer o salto ao eixo no boque em posição transversal. Tínhamos de saltar por cima daquilo ao comprido... Sou um dos únicos que consegue saltar assim.
A seguir vou ter teste de matemática e depois volto a casa para preparar as coisas que quero levar para o fim-de-semana que vou passar em casa dos avós. Terei de levar Os Maias para ver se avanço um pouco mais na leitura, até porque está a ficar interessante. Quase de certeza que enquanto lá estiver vou com a minha tia ao Centro Comercial Vasco da Gama, e sou capaz de levar o meu dinheiro. Tenho de comprar um casaco mais leve para os dias mais frescos da primavera e do verão, se calhar uma ou outra t-shirt/camisola... Inda não sei... Mas estou à espera que comecem a vender calções na Pull&Bear. Eu só tenho um par de calções que me serve :C
Por isso, este fim-de-semana provavelmente não vou poder ir ao blogue... MAs na segunda-feira cá voltarei. E hoje à tarde, como não tenho as duas últimas aulas e ainda venho a casa antes de seguir para Sacavém, sou capaz de postar um novo capítulo da história A Minha Melodia. 

quinta-feira, 24 de março de 2011

Oh Dear God...

Um toque. Nada de mais. Parecia-me ao início. Um sopro. Nada de mais, parecia-me ao início. Outro toque sem motivo, apenas pela diversão de me chamar a atenção. Eu sorrio-lhe, perguntando o que quer. Ele responde que não quer nada, ri-se. Volto a tomar atenção à aula. Um sopro agita-me os cabelos. É ele de novo. Reviro os olhos com aborrecimento falso e pergunto-lhe o quer agora. Ele volta a responder que não quer nada. Ele passa por trás de mim. Sinto a sua mão tocar-me levemente no ombro para eu me chegar à frente. Arrasto a cadeira, imaginando-o a caminhar. Entretanto, com a sua demora, volto a ir um pouco para trás. Ele retorna, e pede-me licença para voltar a passar para o seu lugar. Desta vez levanto-me, dando-lhe passagem. Sinto o seu corpo junto ao meu. Nada de mais...? E ele faz o que tantas vezes fez, pede-me ajuda. Eu explico, aproximando a minha cara um pouco mais da dele para conseguir ver o caderno a partir da sua perspectiva. Hesito um pouco, mas consigo explicar-lhe o exercício, com um sentimento gratificante de o ter ajudado. Nada de mais...? Na aula seguinte, um pequeno toque. Uma conversa às escondidas da professora. As nossas caras próximas, para não termos de falar demasiado alto. O meu coração perde o seu domínio. Pouco tempo depois, ele chama-me a atenção. Paro de fazer o exercício. Ele aproxima a cara da minha, inclinando-a um pouco para a esquerda, olhando-me nos olhos. Perco a minha pulsação. A vontade de o beijar impele-me um pouco para a frente. Mas resisto. Não posso fazer isso no meio da aula! Ele continua a fitar-me. Eu, já em pânico, pergunto-lhe o que se passa, sorrindo nervosamente. Ele continua a olhar. Apercebo-me que ele quer que eu olhe para algum lado. Um pouco para a esquerda? Eu viro-me nessa direcção. Ele queria chamar-me a atenção para a posição comprometedora em que a professora estava, mesmo ao meu lado. Rio-me da piada privada entre nós. E ele comenta: "Ahahah, já nem preciso de te dizer nada, parece telepatia". Eu fico com um sorriso amarelo. Se ele soubesse que eu desviara a cara não apenas por saber o que ele me queria dizer com os seus olhos castanhos, mas também para resistir à tentação, não diria aquilo. Penso no que me disseram. Que eu ainda ia acabar a sentir algo por ele. Penso no que respondi, que isso era impossível. Penso que aquilo era apenas da minha imaginação, porque até agora não tinha pensado nisso. Ele pega-me no pulso, para ver as horas pelo meu relógio. Ele começa a mexer, tentando ajeitar melhor o aparelho para conseguir ver as horas. Ele demora um pouco a contar os minutos... Tem um bocadinho de dificuldade em ler as horas em relógios analógicos porque está habituado aos digitais. Sorrio carinhosamente ao relembrar a sua pequena batalha contra os ponteiros sempre que tenta ver as horas a partir do meu pulso. O meu coração acelera. Finjo que estou a continuar a fazer o exercício, mas a minha mente enevoada gravita em direcção à imagem dele. A minha pulsação aumenta. Começo a sentir receio, a pensar «Oh deuses, ele tem o meu pulso na mão dele, vai sentir a pulsação mais rápida, vai perceber que algo não está bem...». Imagino-me a agitar a cabeça, para sacudir aqueles pensamentos. Não posso sentir isso... Deve ser só imaginação... Mas quando o outro me segurou o braço, eu não senti nada. Quando ele me segura o pulso, consigo sentir os seus dedos cuidadosos tocar cada ponto da minha pele. Não... Não posso. Tenho de esquecer o que se passou... Afinal, não foi nada de mais...?

terça-feira, 22 de março de 2011

Falling in...

Foi repentino. Eu já esperava este momento. Após os momentos de inspiração, acontece isto. Comecei a aperceber-me quando olhava para uma folha em branco e não conseguia desenhar nada. Nem mesmo rabiscos. Eu queria desenhar, mas não tinha nada cá dentro para passar para o papel. Decidi desistir e afogar-me em caramelos. E os caramelos são bons. Por momentos, pensei que fosse conseguir. Mas não. É como uma bomba com um rastilho. Uma pequena faísca e boom! A pequena faísca? Traído pela minha banda preferida. Comecei a ouvir a Lithium, dos Evanescence. AS recordações passaram-me aceleradas pela cabeça. A música fala da tristeza que não conseguimos largar, que tentamos fazer com que não nos consuma. Na música, finalmente, ela canta que se deixou levar e que se libertou. Mas eu senti um peso cair-me em cima. Um peso esmagador. Como se as informações recolhidas e vividas ao longo destas semanas me tivessem caído nos ombros todas ao mesmo tempo. Senti-me em baixo, vazio, sozinho, perdido, abandonado. Toda uma panóplia de sentimentos melancólicos e menos bons. Sobra ainda um pouco de espaço para a esperança de melhorar. Sinto que já gastei todos os risos que conseguia dar.

Os Efeitos Secundários da Queda

Quando caí, ontem, disse que não me tinha aleijado... Comecei a sentir hoje os efeitos da queda. Tenho o ombro, as pernas e o pescoço todos doridos... E ainda por cima comecei as aulas, às oito da manhã, com Educação Física... Depois de termos feito a milha, jogado voleibol, e feito alguns percursos de estafetas estou... bem, estafado.
Daqui a um bocado tenho de voltar para a escola, para uma agradável aula de matemática. Estou tão farto das aulas... Não sei porquê mas perdi o interesse. Talvez porque é sempre mais do mesmo... Claro, dá para ter uns momentos animados com a turma, como sempre. Mas fica sempre aquele gosto a repetição... Acho que é por sentir a falta de algo. Uma relação que me alegre os dias? Mas depois tenho aqueles meus receios de não estar à altura de uma relação... Além do mais, não estou interessado em ninguém, de momento nem há ninguém interessado em mim, pelo que eu sei.
Ontem, um amigo meu (chamemos-lhe Miguel), começou a falar comigo, a dizer que havia um outro rapaz que o tinha pedido em namoro. A conversa foi avançando e às tantas, ele comentou que me tinha visto, já várias vezes com o Gui, o colega que se senta ao meu lado, já desde o ano passado.O Gui é um rapaz de estatura média-baixa, cabelos pretos, olhos castanhos, pele bronzeada. Tem dezoito anos... Já não é rapaz nenhum, coitado, e estou sempre a relembrá-lo disso. De qualquer das formas, sempre nos demos bem. E o Miguel comentou que poderia acontecer alguma coisa entre mim e o Gui. Eu respondi logo que não, que raio de ideia era essa!? O Gui é hetero, isso nunca poderia acontecer. Essa é a principal razão. Se ele é hetero, não lhe faço olhinhos. Claro, temos as nossas brincadeiras, como todos os rapazes, de vez em quando ele dá-me pancadas leves no ombro para me chamar a atenção, no gozo, ou, para eu lhe dar umas respostas tortas fingidas, sopra-me para os cabelos ou abana-me a orelha. Lol. Mas isso não significa que possa acontecer alguma coisa entre nós para além de amizade, a verdade é essa. Mas o Miguel começou a dizer que já tinha visto coisas mais estranhas, e que até há bem pouco tempo eu também dizia ser heterossexual... Enfim, um monte de argumentos inválidos, na minha opinião. Mas isso, claro está, não me passou assim á frente e fez-me pensar no tal. No Rapaz perfeito. Cheguei a uma conclusão: O Tal não é um rapaz perfeito, é um ser imperfeito, cujos defeitos amamos como se fossem qualidades, e cujas qualidades nos tocam positivamente.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Adrenalina?! Não, obrigado, já tive a minha quota parte...

A semana começa-me bem... Explico porquê. Perto da minha escola, existe um Lidl, onde de vez em quando o pessoal vai comprar o lanche (sai mais barato do que no café, e os morenazos (bolachas tipo filipinos) são uma das perdições da turma, para além das Pringles. Adiante, eu e a Jú, a namorada do Tiago, fomos hoje ao Lidl. O problema? O caminho mais rápido, atravessa o troço de estrada onde termina a IC19. Via-rápida mais alunos a atravessar, não dá bom resultado. Ainda a semana passada lá foi atropelado um rapaz. Quando estávamos a voltar, atravessámos o primeiro sentido, onde os carros passavam por nós para entrar na IC19. Fácil. Chegámos finalmente ao sentido contrário. Ao fundo, vi um par de carros a passar, um em cada faixa, vindos da auto-estrada. Eu pensei "Mm... Dá tempo, vou atravessar". Mas a Jú ficou para trás, e eu hesitei. Quando dei um passo atrás, deu ela um à frente e, vendo que eu parara, também voltou atrás. Nessa altura, eu pensava que ela afinal ia e comecei a atravessar. Nisto, vi que os carros já estavam perto. Ia tentar pôr na boca o morenazo que tinha na mão, mas senti o meu pé a começar a escorregar. perdi o apoio e fiquei no ar, no que me pareceram horas. Pensei: "Lindo, já foste, Rag, tens o mesmo destino que o outro tipo. Assim que caíres, o carro passa-te por cima...". Larguei a bolacha, e tentei amparar a queda com uma mão, enquanto segurava o pacote com a outra. Nisto, a minha mão atingiu o chão e impulsionou-me, fazendo-me girar. O meu ombro tocou o chão, e depois as costas. Derrapei pelo resto da faixa, ficando sentado perto da borda do passeio. Ergui-me. A Jú vinha logo ao meu lado, com uma cara preocupada. Sentei-me na divisória entre o passeio e a estrada e olhei para ela. Neste momento, estava com uma expressão atónita, sem saber se se havia de rir, se ficar preocupada comigo. Eu reparei nisso, ri-me com a cara dela. "Estás bem?" Perguntou. "Sim... Respondi." E depois levantei-me, olhei para ela, com a maior das naturalidades e, como se nada tivesse ocorrido pergunto: "Vê lá se rasguei a camisa...". Que foi?! É a minha camisa preta preferida! Fica-me bem... E além disso, só tinha aquela camisa comigo, nõ podia mudar de roupa se estivesse rasgada. Loool. Quando lhe fiz essa pergunta ela desprendeu-se a rir, dizendo que não, mas que estava todo sujo. ela sacudiu-me o pó da camisa e perguntou novamente se eu estava bem. "Eu não acredito" - Queixou-se ela. "Parece tirado de um filme, tu acabas de cair no meio da estrada e a primeira coisa que perguntas é se a tua roupa não está estragada!"  Verifiquei se tinha alguma lesão. Já fiz um balanço das lesões com que fiquei: um arranhão com menos de um centímetro de comprimento no fundo das costas. Sou um tipo sortudo. Se eu não tivesse derrapado ao longo do bocado de estrada que me faltava para chegar ao outro lado, o carro passava-me por cima, de certeza. E ainda tive a sorte de fazer uma dessas proezas sem ficar gravemente ferido. Apenas houve uma baixa, no meio disto tudo: o Morenazo que larguei ainda está no meio da estrada... xD. Mas ainda bem que não rasguei a camisa... Dessa forma teria de explicar à minha mãe o que aconteceu... Ela é que não ia ficar muito contente. Uma coisa é certa, a piada do resto da tarde foi eu a olhar para a Jú e a perguntar "Tenho a camisa rasgada?" E rimo-nos em conjunto, sem que os da turma percebessem porquê, até eu lhes contar durante o intervalo o que se tinha passado nessa fatídica ida ao Lidl... xD

sábado, 19 de março de 2011

Aparte - nova história

Já estou a preparar uma nova história. Desta vez o ambiente não vão ser as praias Californianas, mas sim um solo bem português. Em vez da praia, desta vez, tenho a música como pano de fundo da próxima história.

Fiquem atentos :P

Cheers! :D