terça-feira, 12 de abril de 2011

Paternidade, entre outras coisas.


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Ontem, após ter conversado um pouco com o K. sobre relações e sobre jubas [pelos vistos a minha juba era diferente daquela que ele tinha imaginado... xD], o Patrick comentou sobre o quão adoráveis eram os bebés. Eu concordei e, mais uma vez, fiz transparecer a minha vontade de ser pai. Mas ele apontou-me um problema: "Mas a criança poderia ser gozada na escola por ter um pai gay.". Claro, eu já tinha pensado nesse aspecto... Acho que seria o único inconveniente de ter um/a filho/a. Mas depois pensei, bom, eu gostava de ser pai, e educar os meus filhos da melhor maneira que pudesse. Claro, eles poderiam sofrer de represálias, por terem dois pais homossexuais, mas acho que eu também os educaria para saberem enfrentar essas situações de cabeça erguida. E depois ele apontou outro senão: "não achas que seria confuso para a criança ter pai-pai em vês de mãe-pai?". Não me parece, já que, como seria educada apenas por dois pais, para essa criança seria natural ter dois pais. "Mas e então quando comparar a sua família à dos colegas?". Pois, para uma criança pequena, seria normal sentir-se um pouco confuso, mas, eu dir-lhe-ia: "Sim, filho, tu tens uma família diferente, especial. Nem todos os homens gostam de homens. Normalmente os homens gostam de mulheres. Mas o teu pai e eu gostamos um do outro, amamo-nos tal como o pai e a mãe do teu amigo se amam um ao outro, nisso não há diferença.". E quando fosse mais velho, já não teria tantos problemas em compreender o que se passa à sua volta. E ainda há pouco tempo, vi no The Ellen Degeneres Show, um homem que foi convidado pela Ellen para lá ir falar, porque foi um dos que defendeu o casamento entre homossexuais, num estado americano cujo nome não me recordo. Eu fiquei orgulhoso: um homem normal, sem preconceitos, a lutar pela felicidade dos outros. E no final do seu discurso a favor do casamento entre homossexuais, ele revela o seu último argumento: "E para aqueles que acham que um casal de homossexuais não é capaz de criar uma criança saudável, olhem para mim! Ninguém, até hoje, foi capaz de me distinguir a mim, que fui criado por duas mulheres, de outra pessoa da minha idade, criada por um pai e uma mãe.". E isto fez-me pensar porque, realmente, aquela era uma pessoa normal, sem diferença alguma em relação a uma pessoa criada por um casal heterossexual. Não, na verdade, depressa identifiquei uma diferença nele, em relação à maioria de pessoas criadas por casais heterossexuais: Ele dava mais valor ao amor, não tanto ao género dos apaixonados. E acho que essa é uma lição de vida. Ele disse ainda, que o facto de ter sido criado por duas mães, não influenciou o seu carácter. Acredito nisso, cada um cria o seu próprio carácter, mas o fato de estar em contacto de perto com aquela situação, ajudou-o a compreender, a aceitar e a apoiar este assunto que toca mais gente do que imaginamos.


10 comentário(s):

Anónimo disse...

ooooohhh... não desistas disso. mesmo que não possas ter filho mesmo like teu, podes sempre relacionar-te com outras crianças, ou trabalhar com elas, ou sei lá...
(eu nunca vou ter filhos. eles são tipo coelhos, muito fofinhos e talz mas depois temos de ter sempre bom humor para eles e eu sou muito mal humorada, o bebé ainda ficava traumatizado e fugia de casa XD)
mas acho bem que se decidires ter que lhe expliques as coisas, porque se há coisa que as crianças não suportam é não saberem coisas que os amigos sabem (tipo a questão de ter pai-pai e/ou pai-mãe). de qualquer das maneiras esse é um assunto muito delicado, é preciso saber lidar muito bem com ele.. tenho a certeza que com o tempo se tornará mais fácil.. acho eu.

Unknown disse...

Pois, eu sempre tive jeito para as crianças e nunca pus em questão o meu desejo de ser pai, um dia.

Anónimo disse...

que sorte que ainda há pessoas que só dão importância à parte boa das crianças XD

para além do mais, para ter uma criança é preciso namorado/a amor etc
#foreveralone

Unknown disse...

Não obrigatoriamente! Existem pais/mães solteiros lol

K. disse...

Essa é uma questão delicada. Sabes que eu também adoro bebés e crianças e também já me questionei sobre um dia poder vir a ser pai. E não cheguei a nenhuma conclusão...

A tua juba. Hihihi xD

Unknown disse...

x) eu gostava de um dia ser pai... Mas ainda é cedo para pensar demasiado no assunto. Mas cada um tem os seus sonhos, não é? x)

Unknown disse...

Concordo plenamente contigo. Todos têm direito a ser pais, sejam gays ou heterossexuais. Com os avanços da mentalidade dos cidadãos, a sociedade do futuro será um pouco menos homofóbica na minha opinião e espero que isso se torne real.
Eu também gostaria de ter um puto, vê-lo crescer e ensinar-lhe valores nunca antes referidos.

Unknown disse...

x) Fico feliz por saber que pensas assim. Também espero que o mundo mude para melhor, e que, no futuro, eu possa fazer exactamente o que aqueles três estão a fazer na primeira fotografia...

KarenB disse...

Acredito que uma criança bem preparada desde tenra idade para a diferença com que será confrontada na escola não sofrerá assim tanto. Sofrerá como sempre as crianças sofreram quando na escola são gozadas por outras razões - a roupa que vestem ou o cabelo, o penteado ou outra coisa qualquer.
Não vejo isso como uma contrariedade.
E acredito também que, até lá, o mundo será um pouco menos homofóbico.
A existir algum sofrimento por parte da criança em relação a esse assunto, não nos esqueçamos que a infância é uma fase passageira e que as contrariedades a farão crescer mais e ser pessoas melhores.
Esse é dos poucos argumentos a que algumas cabecinhas pensantes e muito preconceituosas se vão agarrando... E facilmente rebatível. Mas, sem mais delongas, não desistas de ser pai por essa razão, ou outra qualquer. Não faz sentido.
Beijinhos

Unknown disse...

Eu acho que quem gosta de crianças e gostaria de ser pai, é sempre um bom candidato a fazê-lo, não importa o género, a etnia, a sexualidade ou o estilo de vida. Oiço as criticas construtivas que fazem, e cresço com elas; oiço a cem por um ouvido os insultos infundados que me dirigem, e saem-me a duzentos pelo outro; oiço os encorajamentos que me dirigem, e apoio-me neles para tudo o resto. É assim que faço, é assim que educaria os meus filhos. E acredito que com isso eles estariam prontos para enfrentar o mundo. Pelo menos eu estou.

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